«Que tens que ver connosco, Filho de Deus? Vieste
aqui para nos atormentar
antes do tempo?». (cf. Mt 8,
28-34)
O Filho de Deus passou para a outra margem.
Vai ao encontro da violência e da morte,
que teme que Ele expulse o espírito do mal
e termine o seu reinado sobre o ser humano.
Jesus segue o seu caminho e liberta os dois homens,
deixando-os livres para voltarem a amar e a serem amados.
A ação de Jesus tem consequências económicas
e, por isso, expulsam Jesus do seu território.
As guerras têm motivações económicas e de domínio.
Há sempre um sonho antigo de império perdido
que se quer retomar nos dias de hoje.
Às vezes instrumentalizam-se as religiões para desfigurar o outro,
mas no fundo são sempre questões de lobbies da indústria de armas,
riquezas no subsolo, regiões estratégicas…
A guerra, uma vez começada, autoalimenta-se a si mesmo,
pelo ódio e pela vingança, e pela cegueira de poder.
Quem falar em diálogo e negociações de paz,
quem denuncia os crimes de guerra filmados em direto…
atormenta os senhores beligerantes que os querem silenciar.
Senhor Jesus, obrigado porque vens atormentar o mal instalado,
e libertar quem está acorrentado no mundo da violência e da morte.
Nem sempre é fácil aceitar a tua palavra libertadora
e deixar o ressentimento ferido de orgulho desmedido.
Perdoa as vezes em que Te pagamos o bem com a rejeição
e preferimos ficar agarrados às nossas ilusões de poder e prazer.
Ajuda-nos a construir um mundo onde Tu possas ter lugar
e a tua salvação encontrar em nós colaboradores.
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