terça-feira, agosto 18, 2026
3ª feira da 20ª semana do Tempo Comum (18 agosto)
Muitos dos primeiros serão os últimos e muitos dos
últimos serão os
primeiros. (cf. Mt 19, 23-30)
O Filho de Deus é o primeiro que se faz último,
para que identificando-se com os últimos,
possa levar-lhes a boa nova de ser salvos
e tornarem-se, no mundo renovado por Cristo,
os primeiros no Reino dos Céus.
O que parece impossível para os homens,
torna-se possível aos olhos de Deus.
Jesus veio anunciar esta boa nova aos pobres!
Os de um determinado mundo acharam-se os primeiros
e dividiram o mundo em primeiro, segundo e terceiro,
por ordem decrescente em dignidade
e possibilidades de oportunidades de desenvolvimento.
O lugar de nascimento, a cor da pele e o género,
a posição social e económica, e o grau de cultura
acabam por ser fatores de diferenciação
e de lugares no pódio da valorização neste mundo.
Mas parece que o pódio do Céu é diferente,
segundo o código das Bem-aventuranças.
Querido Pai, obrigado porque nos olhas a todos como filhos,
mesmo quando não passamos de criaturas inconstantes e pecadoras.
Louvado sejas, bom Jesus, que Te fizeste o último
para conduzir os últimos à eternidade dos primeiros.
Espírito Santo, liberta-nos das seguranças entronizadas,
que não deixam lugar livre para Deus entrar e reinar.
Venha a nós o vosso Reino e faça-se em mim a vossa vontade,
para que como aos santos, possa a humildade ser exaltada
e o serviço e a caridade possam ser dádiva segura na eternidade.
segunda-feira, agosto 17, 2026
2ª feira da 20ª semana do Tempo Comum, S. Beatriz da Silva (17 agosto)
Bom é um só. (cf. Mt
19,16-22)
Só Deus é bom e realiza coisas boas.
Ele ama sem exclusões
e morre no seu Filho pela salvação de todos.
Jesus, seu Filho, faz o que vê fazer ao Pai
e, por isso, é bom como o Pai,
sem idolatrias nem escravaturas de poder.
Jesus coloca-se nas mãos do Pai
e n’Ele confia a sua vida e missão,
sabendo que o Pai é graça e fidelidade.
O Céu é um dom, não uma conquista
por meio de coisas boas ditas e realizadas.
A perfeição do cristão é destronar as seguranças
que temos: mito da saúde férrea, da inteligência esperta,
da riqueza acumulada, do poder consolidado,
da fama divulgada, do prazer prendado.
Como o jovem do Evangelho, muitas vezes
somos muito piedosos para conquistarmos a eternidade,
uma vez que a temporalidade já está assegurada.
Bom Deus, dou-Te graças pela tua bondade e misericórdia
para connosco, que não passamos de pobres criaturas mortais,
que de Ti nascemos, em Ti vivemos e em Ti nos salvamos.
Dá-nos Senhor, um coração bom, habitado pelo teu Espírito,
e semelhante ao do teu Filho que só em Ti confia.
S. Beatriz da Siva, virgem e devota da Imaculada Conceição,
intercede por cada um de nós, para que saibamos como tu,
encontrar em Jesus o nosso salvador e no seu Evangelho
o caminho que nos conduz à vida eterna.
domingo, agosto 16, 2026
20º Domingo do Tempo Comum, Dia da Pastoral das Migrações (16 agosto)
Mulher, é grande a tua fé. Faça-se como desejas. (cf. Mt 15, 21-28)
O Filho de Deus encarnou buscador de missão.
O mais fácil é confundir chamamento do Povo de Deus
com exclusão dos que não pertencem a este povo.
O Pai fala ao Filho, por meio desta mulher cananeia,
ardendo de amor pela sua filha doente,
em busca de umas migalhas de graça e salvação.
E Jesus fica maravilhado com a luz que se faz dia,
e encontra na cananeia mais fé do que em Israel.
Há formas de pensar a missão e Jesus Cristo,
que eclipsam a oração do “Pai Nosso”,
e o envio em missão por todo o mundo
para batizar e fazer discípulos de todos os povos.
Afirmar a necessidade da evangelização longe
não supõe a negação da evangelização perto;
defender o amor aos irmãos,
não significa odiar os que não são dos nossos.
Sempre que haja exclusão e marginalização,
estamos a esquecer que somos todos irmãos
e Jesus deu a vida por todos, também pelos excluídos.
Querido Pai nosso, obrigado por sermos barro do universo
e sopro divino do Criador, onde palpita a liberdade.
Bendito sejas por Jesus teu Filho,
também Ele buscador da verdade e do amor
da “casa de oração para todos os povos”.
Espírito Santo, ensina-nos a buscar a tua Voz,
no diálogo com o diferente e no amor a todos, todos, todos.
Liberta-nos das certezas que excluem e matam,
e justificam o desprezo por alguns diferentes.
sábado, agosto 15, 2026
Sábado, Assunção da Virgem Santa Maria (15 agosto)
Exaltou os humildes.
(cf. Lc 1, 39-56)
Deus, sendo eterno e omnipotente,
encarnou simples e humilde na longínqua periferia.
Jesus fez-se servo, despojado de poder,
morrendo na cruz, fiel à aliança e ao amor.
Por isso, Deus exaltou-O acima de todo o nome,
e fê-Lo caminho de salvação para toda a criação.
Maria, sendo humana e mulher,
Deus olhou para a sua humildade e, pelo seu sim,
exaltou-a Mãe do seu Filho e discípula redimida,
participante da ressurreição dos filhos de Deus.
É Deus quem conhece a verdade do nosso coração
e nos pode julgar, exaltar ou rejeitar.
Muitos andam em bicos de pé, para parecerem grandes,
e conquistarem o Céu, à custa de méritos e deveres.
Outros quase se escondem, envergonhados das suas fragilidades,
pois sabem que não passam de simples mortais
e se alguma coisa de bom fazem,
consideram que fazem apenas o que deviam fazer.
Senhor, que tão pequeno Te fazes na tua omnipotência,
para que a tua grandeza não nos humilhe
e a humildade divina nos surpreenda na nossa pequenez.
Bendito sejas Jesus, por Maria tua Mãe e discípula,
mulher grande na fé e humilde no serviço,
que exaltaste como Mãe de Deus e Rainha do Céu.
Maria do Céu, intercessora humilde e perseverante,
reza para que descubramos a humildade para a qual Deus olha
e por meio da qual o Omnipotente faz maravilhas.
sexta-feira, agosto 14, 2026
6ª feira da 19ª semana do tempo Comum, S. Maximiliano Maria Kolbe (14 agosto)
Nem todos compreendem esta linguagem, senão aquele a quem é concedido. (cf. Mt 19, 3-12)
A linguagem da fidelidade incondicional nem todos a entendem.
Só aqueles que compreendem o que era no princípio,
o Coração que tudo criou, a fonte que gerou a comunhão.
A dureza do coração eclipsa o ideal dos inícios
e degenera em permissões que separam o que Deus uniu.
Tanto o matrimónio, como a consagração religiosa,
fundamentam-se no amor fiel e para sempre
que nasce de Deus e se reflete na humanidade.
Hoje é difícil entender a linguagem do “nós”,
do “para sempre na alegria e na tristeza”.
Entende-se melhor a linguagem do “conviver até ver”,
do “vamos experimentar para ver se dá”,
do “casar-nos ou consagrar-nos até que aguente”,
da violência doméstica e do divórcio ou desistência.
É que o “por causa do Reino de Deus”,
foi substituído pela “realização individual”!
Bendito sejas, bom Deus, amor que une o Criador às criaturas,
ensina-nos a amar com a tua fidelidade e incondicionalidade,
numa aliança em permanente refundação e reativação.
Bendito sejas, Palavra encarnada, que no sangue renova a aliança,
curando a infidelidade com graça e misericórdia.
Espírito Santo, dá-nos o dom da sabedoria da comunhão,
para que entendamos a vocação ao matrimónio
e o chamamento a consagrar a vida pela castidade.
S. Maximiliano Maria Kolbe,
intercedei para que saibamos amar até morrer.
quinta-feira, agosto 13, 2026
5ª feira da 19ª semana do Tempo Comum (13 agosto)
Se meu irmão me ofender, quantas vezes deverei perdoar-lhe? (cf. Mt 18, 21—19,1)
Deus do amor incondicional, não faz contabilidade de ofensas,
mas faz-se fonte de misericórdia
e perdoa sempre que há arrependimento e pedido de perdão.
Ele age por compaixão, não por ressentimento ou vingança,
mas gostaria que a nossa condição de perdoados
nos levasse à condição de perdoadores por compaixão
e não por contabilidade de ofensas que esgotam o perdão.
O ideal de perfeição fez de nós intolerantes à fragilidade.
Podemos cometer todos os erros na vida,
mas não aceitamos que outros os cometam.
Uma palavra fora de tom, um comentário menos afável,
uma infidelidade afetiva, um esquecimento dum compromisso,
um silêncio mal humorado, uma omissão de convite para a festa…
tudo isso é fonte de ressentimento e de corte de relação,
pois os outros não podem falhar em nada!
No entanto, ficamos contentes quando falhamos
e os outros nos compreendem e perdoam!
Bom Deus que nos amas incondicionalmente como Pai,
como Irmão, com Alma da nossa vida,
ensina-nos a arte da compaixão e do perdão sem limites,
que é a base da nossa esperança e salvação.
Espírito Santo, alarga a compaixão do nosso coração,
para que não perdoemos com medida e ressentimento,
mas aprendamos a perdoar como Deus nos perdoa.
quarta-feira, agosto 12, 2026
4ª feira da 19ª semana do Tempo Comum (12 agosto)
Se te escutar, terás ganho o teu irmão. (cf. Mt 18, 15-20)
A Palavra de Deus fez-se homem
e veio para nos falar ao coração.
Se O escutarmos, Ele ganhou um irmão.
Quando não O escutamos, Jesus não desiste,
e vem acompanhado com outros irmãos
e fala-nos por meio da Igreja e oferece-nos a sua graça,
para que nos deixemos salvar pelo Reconciliador.
Cada vez temos mais dificuldade
em ir ter com o irmão que nos ofendeu.
Umas vezes a raiva impede-nos de falar,
de olhar o outro sem faiscar,
e ficamos possuídos por um demónio surdo e mudo.
Outras vezes a raiva transforma-se em palavra-bala,
que procura ferir e humilhar, vingar a dor.
Outras ainda, temos medo que o que nos feriu,
nos magoe ainda mais, tocando na ferida a sangrar.
Bendito sejas, ó Cristo nosso Irmão,
que nunca desistes de nós, mesmo que sejamos traidores,
porque o Enviado do Pai, não quer que ninguém se perca.
Espirito Santo, dá-nos o dom da misericórdia,
que sabe o caminho do reencontro e do perdão,
e a única coisa que procura é ganhar irmãos.
Ensina-nos o caminho da reconciliação que eleva o irmão
e saber resistir ao ressentimento e à vingança que destrói.