sexta-feira, fevereiro 06, 2026

 

6ª feira da 4ª semana do Tempo Comum, S. Paulo Miki e companheiros (6 fevereiro)

 



Chegou um dia oportuno (cf. Mc 6, 14-29)

 

A criação do mundo chegou ao tempo oportuno,

quando o amor transbordou em vida e Deus disse. “Faça-se”.

A aliança chegou ao momento oportuno,

quando a libertação se fez êxodo em busca da terra prometida.

O pecado e a desobediência relaram a misericórdia

quando Deus enviou o seu Filho a salvar a humanidade.

No tempo oportuno, o Anjo Gabriel foi enviado a Maria,

que disse sim à proposta de Deus e o Espírito a concebeu.

Jesus anunciou o Evangelho até que chegou a sua hora

e, após a última Ceia, entregou a sua vida

para que todos tenhamos vida.

Herodes viu no dia do seu aniversário

o momento oportuno para tirar a vida de João Batista!

 

O explorador vê na crise e na miséria

o momento oportuno para explorar o que sofre.

O abusador vê na fragilidade desprotegida

uma oportunidade para abusar sem amar.

O ladrão vê na noite e no esconderijo

uma oportunidade para roubar e mentir.

O santo vê na ofensa inocente uma oportunidade

para pôr à prova o seu amor e perdão,

renunciando ao rancor e à vingança.

O místico vê no silêncio e na solidão

um momento oportuno para escutar a vontade de Deus.

 

Querido Deus, Dia oportuno para amar eternamente,

ensina-nos a ser como Jesus para amar incondicionalmente.

Espírito Santo, dá-nos o dom da fortaleza perante a fragilidade,

para que aproveitemos estas oportunidades,

para mostrar que o poder é serviço e a caridade é opção única.

S. Paulo Miki e companheiros mártires do Japão,

orai pela Igreja do Japão, para que seja profética e missionária.



quinta-feira, fevereiro 05, 2026

 

5ª feira da 4ª semana do Tempo Comum, S. Águeda (5 fevereiro)

 



Os Apóstolos partiram e pregaram o arrependimento. (cf. Mc 6, 7-13)

 

Jesus sabe que a sua missão é para continuar

após a sua morte e ressurreição.

Por isso, chama apóstolos para aprenderem com Ele

e os enviar dois a dois com a mesma missão:

pregar o arrependimentos e libertar do mal.

Os apóstolos partem no mesmo despojamento de Jesus,

como pedintes de hospitalidade,

apenas com a força da palavra e a graça de Deus,

com a mesma mansidão e semear paciente.

 

Uma Igreja de cajado na mão e sandálias nos pés,

é uma Igreja missionária, em busca de ovelhas perdidas,

sem outra segurança e força, que não seja o Evangelho

e a graça do Espírito Santo que a fortalece e anima.

Mas como a nossa sociedade, a Igreja sofre de sedentarização,

ocupada com as poucas ovelhas do seu redil,

reduzida a liturgias, cartórios, IPSS…

E como um pároco tem várias paróquias,

faz muitos quilómetros em estradas conhecidas,

fazendo do carro o seu escritório ambulante.

 

Senhor Jesus, que nos chamaste a continuar a tua missão,

faz de nós teus discípulos missionários,

livres para evangelizar e motivados para amar a todos.

Espírito Santo, dá-nos o dom da profecia,

para que, peregrinos do mundo,

encontremos a alegria de ser portadores da Boa Nova de Jesus.

Ajuda-nos a ser os primeiros a escutar esta Boa Nova

e a viver em permanente e humilde conversão.

S. Águeda, virgem e mártir de Cristo,

reza para que sejamos uma Igreja santa e missionária.



quarta-feira, fevereiro 04, 2026

 

4ª feira da 4ª semana do Tempo Comum, S. João de Brito (4 fevereiro)

 



Estava admirado com a falta de fé daquela gente. (cf. Mc 6, 1-6)

 

Jesus é o Filho do Mistério eterno.

Conhecer o carpinteiro, o Filho de Maria e de José,

os familiares, a terra onde cresceu…

não é suficiente para responder à verdade do seu ser,

à grandeza da sua missão nem à sabedoria da sua palavra.

Há uma dimensão na vida que ultrapassa a ciência,

os conhecimentos adquiridos, as aparência que iludem.

Há um salto que é o da fé, que vê o invisível,

confia com o coração e espera confiante

alegrando-se com a novidade desconhecida agora revelada.

 

A catequese que se reduz à transmissão de conhecimentos,

de doutrinas, ritos, fórmulas… ainda não é fé.

Os praticantes religiosos e o saber estar em celebrações litúrgicas,

ainda não supõe necessariamente a prática do amor e da missão.

O estudo de teologia numa boa universidade católica,

só por si, pode até resultar em céticos

perante tanta diversidade de interpretações bíblicas e teológicas.

Só a fé e o seguimento de Jesus, discernido pelo Espírito Santo,

nos dá a possibilidade de navegar em mar alto

e de dar a vida por Jesus, como fez S. João de Brito.

 

Senhor Jesus, carpinteiro que moldas a minha vida,

com a ternura da Palavra e a Mão da misericórdia,

cura a cegueira que perturba a nossa fé.

Espírito Santo, dá-nos o dom da sabedoria,

que vê o invisível e sabe discernir os sinais do alto.

Liberta-nos da ilusão das aparências

e ajuda-nos a alegrar-nos ao ouvir a Voz de Deus,

que nos visita nas surpresas das noites da nossa vida.

S. João Brito, mártir de Jesus em missão na Índia,

reza para que sejamos uma Igreja missionária,

animada pela fé pelo ardor de levar esta Boa Nova a todos.



terça-feira, fevereiro 03, 2026

 

3ª feira da 4ª semana do Tempo Comum (3 fevereiro)

 



Quem tocou nas minhas vestes? (cf. Mc 5, 21-43)

 

Jesus caminha pelos nossos caminhos.

Uns apertam-no com curiosidade,

outros tocam-no com fé nas suas vestes.

Jesus sabe distinguir o aperto do toque com fé.

E como conhece o gemido silencioso do coração,

dá a cada um o que precisa e é pedido com confiança.

Hoje as vestes de Cristo são a sua Igreja e sacramentos.

 

A religiosidade popular está cheia de manifestações de fé,

nem sempre compreendidas pelas elites teológicas

e pelas mentes racionais que observam de fora.

Quando se toca uma imagem ou busca a água benta,

quem somos nós para julgar o gesto,

se não conhecemos a confiança do coração?

Só o Senhor sabe se é um aperto fortuito e ritual

ou um toque de fé, uma súplica silenciosa.

 

Senhor Jesus, liberta-nos e cura-nos das perdas de vida

que nos enfraquecem e desmotivam.

Toca-nos, Senhor, e levanta-nos das nossas mortes,

que nos impedem da caminhar na via da vida.

Espírito Santo, ensina-nos a humildade,

perante as manifestações da religiosidade popular,

e dá-nos o dom da fé que confia a nossa vida a Cristo.

Bendito sejas Jesus, nosso salvador!

Alimenta-nos com a tua Palavra e com a Eucaristia.



segunda-feira, fevereiro 02, 2026

 

2ª feira, Apresentação do Senhor (2 fevereiro)

 



Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, para O apresentarem ao Senhor. (cf. Lc 2, 22-40)

 

Jesus é um dom do Pai à Humanidade.

Entrou no mundo pela ação do Espírito

e pelo sim de Maria e de José.

Maria e José fazem deste dom, um dom consagrado ao Senhor,

oferecendo a sua vida como hospitalidade e serviço a Deus.

Dão de graça a Deus e à humanidade, o que receberam de graça.

São portadores da Luz que só à luz de Deus é reconhecida,

por Simeão e Ana, habitados pela esperança no Espírito Santo.

Cada batizado em Cristo é chamado a ser como Maria:

portador da luz de Cristo diante de todas as nações.

 

Facilmente tomamos posse de tudo o que Deus nos deu:

a natureza, os filhos, o tempo e a própria vida.

A vocação de consagração religiosa e sacerdotal é difícil,

pois se perdeu o sentido do dom que somos

e de que o Altíssimo Criador é o Senhor da nossa existência.

E quando se trata de uma consagração e um sim para toda a vida,

ainda mais difícil é a decisão e concretização.,

pois parece que se perde a liberdade e o próprio ser.

 

Senhor, fonte de toda a vida, obrigado pela vida,

dom gratuito não merecido nem pedido,

que no-lo entregaste para o fazermos render.

Espírito Santo, dá-nos o dom da luz interior,

que nos faz ver em Deus e em missão divina.

Nossa Senhora da Luz, ajuda-nos a levar Cristo,

como Luz da verdade e da salvação,

aos náufragos que esperam do Céu a redenção.

E como os pastorinhos de Fátima, ajuda-nos a responder sim

à pergunta que nos fazes: “Quereis oferecer-vos a Deus”?



domingo, fevereiro 01, 2026

 

4º Domingo do Tempo Comum, Semana do Consagrado (1 fevereiro)

 



Bem-aventurados os que choram, porque serão 

consolados. (cf. Mt 5, 1-12a)

 

Deus é a nossa força e consolação.

Jesus é o Filho e a revelação da consolação divina,

que nos anima a continuar a acreditar no amor e na vida,

como dom que é preciso fecundar com a esperança.

Perante a desgraça duma tempestade da natureza,

acordámos assutados, empobrecidos, mas vivos.

O choro sabe a gratidão e a solidariedade a consolação.

O voluntariado e partilha sabe a reino de Deus ressurgido.

 

O choro é a primeira linguagem do bebé

e é uma das linguagens de quem sofre e pede ajuda.

É a impotência a jorrar lágrimas, a pedir a graça de uma mão amiga.

Por isso, está no mesmo tom das bem-aventuranças

dos pobres, da humildade, da misericórdia, da justiça e da paz.

Há também o choro de raiva e de revolta,

que não aceita ser vítima, embora assuma esse lugar,

e se machuca e desvaloriza, numa solidão que não quer consolação.

Falta-lhe o ser pobre em espírito e a humildade da reconciliação.

 

Bendito sejas, Jesus, que choras connosco e por nós,

procurando ser consolação e salvação,

carregando as nossas dores e limitações.

Bendito sejas, Espírito Santo, ternura que consola,

porque purificas o nosso coração impuro

e nos abres aos novos céus e à nova terra,

onde habita o amor, a justiça e a paz.

Ajuda-nos, Senhor, a descobrir o caminho da felicidade,

que nasce do Evangelho vivido com fidelidade.



sábado, janeiro 31, 2026

 

Sábado da 3ª semana do Tempo Comum, S. João Bosco, Semana do Consagrado (31 janeiro)

 



Levaram Jesus consigo na barca em que estava sentado. (cf. Mc 4, 35-41)

 

Jesus envia-nos em missão para a outra margem

e é fundamental que não partamos sozinhos:

é preciso levar Jesus na nossa barca

e irmos acompanhados com outras barcas.

É assim a missão da Igreja:

levamos um tesouro de graça em vasos frágeis de barro,

e por isso precisamos da ajuda de Jesus que parece dormir.

 

No nosso Batismo, levamos Jesus connosco?

Ao recebermos os sacramentos levamos Jesus connosco

para a família, o nosso trabalho, o nosso estudo,

os nossos clubes sociais, desportivos ou políticos?

Ao consagrarmos a nossa vida, levamos Jesus connosco?

Quando partimos em missão, levamos Jesus connosco?

Quando vamos de férias, levamos Jesus?

 

Bom Jesus, vem connosco e dá-nos a garantia da salvação,

mesmo que o silêncio pareça que dormes

e não Te importas que pereçamos.

Nesta última tempestade parece que nos levava o vento

e impotentes víamos tudo voar,

mas Tu estavas connosco e protegestes muitas das vítimas

e despertastes a compaixão e a solidariedade

de tanta gente que vivia e dormia indiferente ao outro.

S. João Bosco, educador de casos perdidos,

reza para que aprendamos a pedagogia do amor

e a esperança dos impossíveis feitas realidade.



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