segunda-feira, abril 13, 2026
2ª feira da 2ª semana da Páscoa (13 abril)
Todos devem nascer de novo.
(cf. Jo 3, 1-8)
O Filho de Deus quis nascer de novo,
para que as criaturas que morreram pelo pecado
possam nascer de novo para Deus e a eternidade.
Com Ele morremos e renascemos pelo Batismo,
o sacramento da água e do Espírito,
que nos faz nascer filhos de Deus e irmãos de Jesus.
Nascer de novo, não é apenas saber doutrina,
mas viver os mesmos sentimentos e missão,
que havia em Cristo Jesus, nosso salvador.
A vida é nascer e morrer, cair e levantar-se,
novidades e rotinas aprendidas,
desânimos e esperanças, sementes e flores…
A mudança ganha velocidade
e o ontem parece meio século.
Todos temos que nascer de novo cada dia
para não ficarmos para trás, perdidos no passado.
Somos todos aprendizes da fé,
cada dia temos de nascer de novo,
como discípulos e como missionários.
Bendito sejas, Jesus nosso salvador,
que pela entrega da tua vida
e pelos sacramentos da nova aliança
nos fizeste nascer de novo, banhados no teu sangue.
Bendito sejas, Espírito Santo, hóspede da alma,
faz-nos sentir como Jesus e respirar o amor do Pai,
para que cada dia seja aurora de paz e de justiça.
Conduz o Papa Leão nesta viagem a África
para que seja mensageiro profético do teu Evangelho.
domingo, abril 12, 2026
2º Domingo da Páscoa ou Domingo da Divina Misericórdia (12 abril)
Recebei o Espírito Santo: àqueles a quem
perdoardes os pecados ser-lhes-ão
perdoados; (cf. Jo 20, 19-31)
Deus é bondade infinita e Misericórdia fontal.
O seu perdão cura o passado
e enche de esperança a história,
que transforma a nossa vida inconstante
numa história de salvação, abraçada pelo amor.
Jesus é o Filho do Pai da misericórdia,
que reconcilia o pecador pela aliança no seu sangue
e nos oferece o Espírito Santo
para sejamos como Ele, instrumentos da paz
e promotores da reconciliação fraterna com o Céu.
O mundo precisa de verdadeiros cristãos,
fermento silencioso e atuante duma comunhão fraterna,
que vai curando feridas pelo dom do perdão
e construindo uma cultura de diálogo e reconciliação.
Porque o egoísmo gera pecado e cegueira do outro,
é preciso conversão permanente ao Espírito de Cristo,
correção fraterna segundo o Evangelho,
uma espiritualidade de recomeço humilde,
pois a fidelidade é dinâmica e peregrina da verdade.
Bendito sejas 8º Dia, fonte de vida e de paz.
Cura-nos da divisão e da agressividade,
que ferem a comunhão e a esperança no amanhã.
Espírito Santo, anima-nos com sentimentos pacíficos,
para que nos transformemos na misericórdia de Jesus
e continuemos assim a missão divina da paz
e da reconciliação entre todos com Deus.
Dá-nos, Senhor, o dom da paz para o mundo de hoje.
sábado, abril 11, 2026
Sábado da Oitava da Páscoa (11 abril)
Não acreditaram naqueles que O tinham visto ressuscitado. (cf. Mc 16, 9-15)
A fé é confiar numa Presença invisível,
mas que está viva e atuante como bênção
e salvação que cura o pecado e repara o danificado.
Nem sempre esta experiencia é direta.
Muitas vezes é confiar no testemunho dos que “viram”
e acreditar em Jesus que está vivo, por intermédio de outros.
A nossa fé é histórica, uma herança recebida,
muitas vezes apropriada pessoalmente,
neste ver durante a noite que alimenta a fé.
A Palavra de Deus é o testemunho escrito
daqueles que dizem ter visto Jesus ressuscitado.
Pela ação do Espírito Santo confiamos
neste testemunho apostólico e somos convidados a acreditar neles.
A santidade de vida e o martírio é o testemunho visível
de que Jesus está vivo e configura uma forma de viver
e uma alegria natural, que revela a força desta Presença invisível.
Só o Espirito Santo nos confirma a alma
que o estranho que nos aquece o coração é o Senhor,
presente no quotidiano e atuante nos sacramentos.
Senhor Jesus, eu creio em Ti, mas aumenta a minha fé.
Mostra-nos o teu rosto e seremos salvos.
Louvado sejas pelas pessoas simples e convictas,
que apresentam com naturalidade a força da sua fé
e a testemunham numa espiritualidade
cheia de amor e de esperança.
Bendito sejas pela Palavra Sagrada,
que o Espírito Santo faz nova todos os dias
e nos envolve nesta história de salvação,
como pessoas amadas, procuradas e perdoadas por Jesus.
sexta-feira, abril 10, 2026
6ª feira da Oitava da Páscoa (10 abril)
Vinde comer. (cf. Jo 21,
1-14)
Deus convida-nos a alimentar-nos da graça e da misericórdia.
É o banquete do amor, onde todos cabem e podem entrar.
Precisamos de vestir a veste de cerimónias,
em atitude de conversão e de purificação para honrar o Noivo.
Jesus é o Pão da Vida que desceu do Céu,
mas também desceu da cruz,
para se oferecer e salvar a todos os que Nele creem.
Ele é o alimento que não se pesca na rede do trabalho,
a não ser quando conduzido pela Palavra de Cristo.
Ele convida-nos a comer com Ele e a alimentar-nos Dele,
à beira do lago da missão que nos espera e envia.
Diz-me a quem respondes o convite para comer?
Há o comer para si, sem comer com ninguém;
o comer apressado pois não há tempo para alimentar-se;
o comer barato ou farto, sem um verdadeiro ato de amor;
o comer redes sociais, distraído em curiosidades doentias;
o comer programas de TV, como quem esquece o tempo passar;
o comer e remoer coisas mal assimiladas do passado;
o comer e meditar palavras que não cabem no estômago,
mas enchem e iluminam a alma;
o comer o Corpo de Cristo como rito ou como alimento,
que nos assimila em Cristo e nos faz missão.
Senhor Jesus, dá-nos o teu pão e fortalece-nos com a tua Palavra.
Assimila-nos em Ti, para que sejamos alimento do próximo,
vida repartida, alegria na mesa, fé partilhada, servo que ama.
Espírito Santo, ilumina-nos para que, como o discípulo amado,
saibamos reconhecer-Te quando nos interrogas se temos que comer
e ajudamos outros a encontrar-Te na sua história.
Perdoa as vezes que, como Pedro, voltamos atrás,
às antigas seguranças que ganham dinheiro, fama e poder.
Obrigado, Senhor, porque nos convidas à mesa da Eucaristia,
e, apesar de indignos, Te dás em alimento e nos envias em missão.
quinta-feira, abril 09, 2026
5ª feira da Oitava da Páscoa (9 abril)
Enquanto diziam isto, Jesus apresentou-Se no meio deles e disse-lhes: «A
paz esteja convosco». (cf
Lc 24, 35-48)
Jesus discerniu, entre as muitas palavras da Sagrada Escritura,
a Palavra-Estrela que conduziu o rumo da sua vida e missão:
como Servo de Javé, quis fazer da sua vida missão
ao serviço humilde e pacífico do Pai,
dando a sua vida pela salvação de todos.
Ele quer estar no meio de nós por puro amor,
mesmo que a resposta não seja amor fiel,
mas palavras sem conteúdo, promessas sem cumprimento,
traição escondida no beijo, abandono e negação.
As suas mãos e os seus pés trazem a marca do amor.
Partilhar a e celebrar a fé em comunidade
é a melhor forma de fortalecer a nossa experiência de Jesus.
A relação fraterna é a maneira melhor de compreender Jesus
pois Jesus é relação filial com o Pai e fraterna connosco.
Ficar em casa, sozinho, acomodado e longe dos outros,
mesmo que ligado virtualmente,
é uma forma desencarnada de vida, sem o toque do outro,
passível de viver no abstrato o calor da fé.
Bendito sejas, bom Jesus, que Te unes a nós,
quando nos reunimos em teu Nome,
à procura de luz na escuta da Palavra de Deus.
Bendito sejas, Espírito Santo,
que nos ajudas a escolher a Palavra no meio de tantas palavras.
Dá-nos o dom de discernimento e do sabor da meditação,
para que no espelho de Jesus possamos aprender a ser amor
e diálogo fraterno e orante, na comunhão do Espírito Santo.
quarta-feira, abril 08, 2026
4ª feira da Oitava da Páscoa (8 abril)
Não ardia cá dentro o nosso coração, quando Ele
nos falava pelo caminho e nos explicava as
Escrituras?
(cf. Lc 24, 13-35)
A Palavra de Deus é luz dos nossos passos
e fogo que aquece o coração, frio e desanimado.
A Palavra e os sacramentos abrem os olhos da fé,
para reconhecer Jesus vivo a caminhar connosco.
A experiência do Ressuscitado gera a missão,
espontânea e carregada de urgência,
porque a boa nova não é possível de guardar para si.
A Palavra de Deus anda por aí às jorradas:
nas celebrações litúrgicas, nas orações, na internet,
na TV, na rádio, nos livros, nos jornais…
mas o mundo cristão anda frio de coração,
perro na missão, indiferente na caridade,
distraído da comunhão, entretido com alguns ritos.
Cada um faz a sua edição do Evangelho,
esvaziado do fogo profético para que nada toque
a raiz do ser cristão,
nem o comprometa com a Igreja e a missão.
Senhor, rega-nos com a fecundidade da tua Palavra,
para que possamos dar frutos e sejamos outro Cristo.
Espírito Santo, aquece-nos o coração desanimado e acomodado,
com a escuta da Palavra de Deus
e faz de nós evangelizadores da verdade que salva.
E quando o individualismo ou a crise de fé
nos afasta da comunidade e nos faz dizer mal de Cristo,
vem Senhor Jesus e caminha connosco,
para que vida nova brote desta boa companhia.
terça-feira, abril 07, 2026
3ª feira da Oitava da Páscoa (7 abril)
Disse-lhe Jesus: «Mulher, porque choras? A quem
procuras?» (cf. Jo 20, 11-18)
Deus olha a humanidade e vê-a a chorar
e pergunta-lhe: “Porque choras. A quem procuras?”.
E a humanidade responde: “choro porque não alcanço!”
“Desejo a felicidade, mas sinto o vazio de ter e perder!”
Maria Madalena procura um morto e chora o perdido.
Só quando olha para dentro do sepulcro, vê sinais de vida
e deixa de ver o passado doloroso da despedida.
“Maria. Sou eu que te procuro!” diz-lhe Jesus.
Porque chora hoje a humanidade?
Chora a fome e a sede. Chora a dor e a solidão.
Chora o fracasso e o medo. Chora a exploração.
Chora a guerra e a tortura. Chora a humilhação e a traição.
Chora a injustiça e a incompreensão.
Chora a despedida e a morte. Chora a impotência…
E onde e em quem procura consolo?
No ombro amigo e no colo da compaixão,
na distração do trabalho árduo e da diversão,
na alienação das drogas e da ilusão,
na fé que desperta a esperança e alimenta o amor…
Senhor Jesus, onde moras, agora que abriste o sepulcro?
Andas à nossa procura enquanto choramos o passado?
Faz-nos ouvir o nosso nome e reviver a esperança,
porque também nos procuras e queres enviar-nos
a anunciar ao mundo que estás vivo
e queres recomeçar connosco a mesma missão.
Ajuda-nos a ser jardineiros da esperança
e arautos da ressurreição, a consolar quem chora
e a abrir horizontes de esperança a quem anda deprimido
e evadido de si, sem capacidade de olhar para o infinito.