sexta-feira, junho 19, 2026
6ª feira da 11ª semana do Tempo Comum (19 junho)
Se o teu olhar for mau, todo o teu corpo andará
nas trevas. (cf. Mt 6, 19-23)
O Olhar de Deus é bom: vê filhos nas criaturas,
esperança no pecador, misericórdia remédio da infidelidade.
Jesus, Filho do Olhar bom, vê compaixão no sofrimento,
fé no estrangeiro, confiança na solidão e silêncio do Pai,
esperança na morte, irmãos a perdoar nos que O matam.
Pelo contrário, as autoridades judaicas veem em Jesus
um perigo para a sua religião,
um incómodo porque cura ao Sábado,
um fora de si porque se doa totalmente,
uma ameaça porque se apresenta como Filho do Homem.
Há óculos que desfiguram a realidade,
como o preconceito, o racismo, a ideologia,
a raiva, a inveja, a luxuria, a ambição…
é este olhar mau que vê no diferente um perigo a evitar,
no refugiado um terrorista camuflado,
na mulher e no pobre seres inferiores,
no portador de deficiência ou de doença um peso…
É o olhar mau que alimenta a injustiça e a exclusão.
Bom Pai, Filho e Espírito Santo,
que nos olhais com um olhar bom e compassivo,
dai-nos uma visam pura e boa, capaz de ver em todos um irmão
e no frágil alguém que podemos levantar de novo e fortalecer,
para que possa acreditar no futuro e na fraternidade.
Libertai-nos das aparências que brilham, mas não permanecem,
e dai-nos a sabedoria do verdadeiro tesouro no Céu.
Que o teu Espírito nos dê um olhar profético,
iluminado pela esperança e movido pelo amor,
promovendo a justiça e a paz, num mundo diverso.
quinta-feira, junho 18, 2026
5ª feira da 11ª semana do Tempo Comum (18 junho)
Orai assim: ‘Pai nosso”
(cf. Mt 6, 7-15)
Jesus ensina-nos a rezar como Ele reza:
Meu querido Papá, sabes como amo as tuas criaturas
e gostaria que todos te pudessem chamar Pai nosso.
O meu coração arde de amor por Ti e por todos
e desejo que todos Te santifiquem e o teu reino venha,
para que todos pudessem descobrir:
a alegria de fazer a tua vontade e a cumpri-la com confiança.
Querido Pai, dá-nos a todos o pão de cada dia
e ensina-nos a perdoar como Tu nos perdoas,
pois a tentação do ressentimento
e da vingança assalta-nos a toda a hora.
Livra-nos, ó Pai, de todo o mal e abençoa a nossa vida.
O tema da oração está na ordem do dia,
talvez até mais o da meditação,
pois mais do que uma relação se procura a pacificação.
Há livros, vídeos e cursos que ensinam a meditar e a relaxar,
e até já há um turismo espiritual e de natureza
que tem treinadores de ioga ou outros métodos.
Jesus ensinou-nos a rezar e nós somos capazes de ensinar a rezar,
a encontrar-nos com a Pessoa de Deus,
iluminados pela fé, a Palavra de Deus e o Espírito Santo?
Querido Pai de Jesus, obrigado porque aceitaste ser nosso Pai,
por meio de Jesus teu Filho e do Espírito Santo,
luz que nos conduz neste encontro de amigos.
Espírito Santo, ilumina-nos e conduz-nos
neste silêncio confiante que procura escutar o Invisível,
confiante que é mais real do que as aparências.
Bom Jesus, reza em nós ao Amor que nos salva
e ajuda-nos a viver como irmãos,
apesar de alguns mais parecerem inimigos.
Liberta-nos do mal da desesperança e do egoísmo,
pois estes sentimentos apodrecem-nos a confiança
e alimentam a guerra, a indiferença e a injustiça.
quarta-feira, junho 17, 2026
4ª feira da 11ª semana do Tempo Comum (17 junho)
Tende cuidado em não praticar as vossas boas
obras para serdes vistos pelos
homens. (cf. Mt 6,
1-6.16-18)
Deus atua no oculto da normalidade,
fala no silêncio da oração e da contemplação,
ama pedindo licença para entrar,
perdoa sem humilhar nem condenar.
Deus não olha as aparências nem aos teatros que representamos,
mas ao interior das motivações
e à intensidade do amor com que atuamos.
O amor não pede recompensa, mas deseja fazer o bem.
Vivemos num mundo espetáculo
que depende muito da opinião pública:
sondagens, estudos de opinião, tendências,
modas, influenciadores, publicidade…
A própria conceção de pecado
depende muito do peso da sanção pública:
se for praticada no segredo e ninguém se aperceber
nem condenar, muitas vezes nem sequer é confessado.
É a moral da recompensa imediata!
Pai do Céu, ajuda-nos a tomar consciência
que conheces o nosso jardim secreto
e vês claramente na escuridão a libertinagem oculta.
Aumenta a nossa fé e dá-nos um coração puro.
Espírito da Verdade, dá-nos o dom de valorizar mais
o que Tu vês do que os outros veem e pensam.
Bom Mestre Jesus, ensina-nos a rezar ao Pai invisível,
a compadecer-nos do necessitado como irmão
e a jejuar de palavras, imagens, juízos e alimentos perniciosos.
terça-feira, junho 16, 2026
3ª feira da 11ª semana do Tempo Comum (16 junho)
Sede perfeitos, como o vosso Pai celeste é perfeito. (cf. Mt 5, 43-48)
A perfeição do Pai do Céu é o seu amor incondicional.
Ele criou-nos a todos com o mesmo amor,
cuida de todos nós com a mesma fidelidade e zelo,
envia-nos o seu Filho para salvar a todos,
e Jesus oferece a sua vida pela remissão de todos.
Somos discípulos deste Mestre, que é o coração de Deus,
e devemos tender para esta perfeição de amor,
que não depende da resposta do outro,
porque a motivação é o seguimento de Jesus
e não a reação ou a troca de favores ao outro.
Vivemos numa sociedade de mercado,
onde nos habituamos a vender e comprar tudo:
serviços, coisas, afetos, cuidados, formação, favores…
Por isso, achamos normal a lei de Talião:
“olho por olho, dente por dente”.
Tudo o que for gratuidade e pagar o mal com o bem,
cheira a fraqueza de carácter, ficar por baixo.
Rezar pelos inimigos até parece ser injusto, doidice.
Parece tudo menos perfeição!
Querido Pai do Céu, bendito sejas pela tua perfeição em amar-nos,
que independentemente da nossa resposta,
continuas a jorrar amor e misericórdia, como fonte boa e pura.
Bendito sejas, Filho de Deus que quiseste ser nosso irmão,
permanecendo coração perfeito e aliança eterna,
mesmo quando Te traíram, condenaram e mataram na cruz.
Obrigado por rezares por nós, pois não sabemos o que fazemos,
e pedires perdão ao Pai por aqueles que Te rejeitaram.
Envia-nos o teu Espírito de amor perfeito
e ensina-nos a ter um coração semelhante ao teu,
capaz de amar os inimigos e rezar por quem nos ofende e persegue.
segunda-feira, junho 15, 2026
2ª feira da 11ª semana do Tempo Comum, Imaculado Coração de Maria (15 junho)
Sua Mãe guardava todas estes acontecimentos em seu coração. (cf. Lc 2, 41-51)
A interioridade de Deus é coração revelado,
amor ilimitado, compaixão visitada,
aliança abaixada, pão repartido,
mão estendida, abraço aconchegado.
A Mãe do Coração é templo do Espírito,
onde o mistério divino é sondado
e o silêncio amadurece a verdade procurada.
É pela fé que Maria vai ao alcance do Filho!
O tempo é muitas vezes enevoado, sem transparência de horizontes.
Às vezes dá vontade de fechar os olhos para ver melhor,
e tentar compreender o sentido das surpresas que vêm.
Só nos assaltam questões a começar em: “porquê” a mim e agora?
Não sabemos “como” nem “porque”,
mas sabemos que Alguém está ao nosso lado e do nosso lado,
como companheiro e amigo a apontar o caminho
e que tudo fará para o nosso bem e aprendamos a amar!
Este Alguém muitas vezes sabe a “Mãe”, a mão de mestra!
Bom Jesus, obrigado pela Mãe que nos deste na Cruz.
Espírito Santo, dá-nos o dom de um bom coração,
iluminado pela fé e inflamado pelo amor,
capaz de esperar com esperança a revelação da semente
lançada à terra como morte ressurgida.
Imaculado Coração de Maria, sede o nosso refúgio
e caminho para Jesus, teu Filho e nosso salvador.
domingo, junho 14, 2026
11º Domingo do Tempo Comum (14 junho)
Pelo caminho, proclamai que está perto o reino
dos Céus. (cf. Mt 9, 36—10, 8)
A missão de Deus é uma história de salvação,
que se vai fazendo enquanto o povo caminha,
entre altos e baixos, entre fidelidades e infidelidades.
O êxodo é feito a caminho da terra prometida,
entre murmurações e revoltas contra Deus e Moisés,
e a revelação da aliança e da serpente de bronze levantada.
O Filho de Deus entra na nossa história mortal,
como novo nascimento, como caminho, verdade e vida.
Jesus escolhe e envias os doze apóstolos em missão
e pede-lhes que, pelo caminho, proclamem a proximidade da salvação.
A missão não é um chegar, mas um pôr-se a caminho e evangelizar.
Perante a imensidão e complexidade da “ceara do Senhor”,
muitos passam o tempo à espera de estar totalmente preparados
e mandatados, para começar a evangelizar.
Às vezes não há tempo para rezar, para escutar as pessoas
e lhes dar razões da sua esperança, porque é preciso estudar,
conhecer bem a doutrina e os ritos litúrgicos.
Mas o batizado, seja em que condição de vida estiver,
é chamado a fazer o seu caminho de vida como discípulo de Jesus,
fazendo o bem e agindo com compaixão, vivendo em conversão
e dizendo o que o anima a caminhar e a seguir esse rumo.
Senhor Jesus, bendito sejas por seres graça e salvação,
sabendo que a não merecemos e que até Te podemos trair.
Bendito sejas, caminho, verdade e vida,
que partilhas connosco a tua missão
e nos desafias a caminhar segundo o teu Espírito e o teu Evangelho.
Ajuda-nos a viver com alegria a nossa fé,
fazendo da nossa vida um caminho novo de esperança e de amor,
com a humildade do peregrino e a coragem da profecia,
que evangeliza mais pelo que se é do que pelo que se anuncia.
sábado, junho 13, 2026
Sábado, S. António de Lisboa (13 junho)
Aquele que os praticar e ensinar será grande no reino dos Céus. (cf. Mt 5, 13-19)
Deus fez-nos missão à sua imagem e semelhança.
Jesus, o enviado do Pai, envia os seus discípulos
a serem luz e sal da terra, a praticar e ensinar o Evangelho.
Frei António de Lisboa quer dar a vida por Cristo
e parte para onde Deus o enviou, não para onde ele quis.
Toda a sua vida é um Evangelho vivo,
que fala com o testemunho e com a Palavra que proclama.
A santidade de Deus ilumina e interpela,
despertando-nos das nossas rotinas de sal corrompido.
Anda morno e insípida a nossa vida de cristãos,
fazemos a diferença pelos edifícios grandes e históricos,
pelos trajes e ritos, pelas tradições e linguajar,
mas será que iluminamos e sabemos a Cristo?
Senhor Jesus, acende a chama da fé e do amor,
para que a nossa vida ilumine a santidade no quotidiano
e a nossa palavra ensine o caminho da salvação.
Espírito Santo, dá-nos o dom da sabedoria,
como o deste a S. António, grande evangelizador,
que ainda hoje continua a falar em todo o mundo.
S. António intercede por cada um de nós,
para que aprendamos a praticar e a ensinar o Evangelho,
com a mesma coerência e força profética.