domingo, abril 26, 2026

 

4º Domingo da Páscoa, Dia Mundial da Oração pelas Vocações, Domingo do Bom Pastor (26 abril)

 



Eu sou a porta. Quem entrar por Mim será salvo. (cf. Jo 10, 1-10)

 

Jesus desce do Céu para ser a porta para entrarmos no Céu.

Ele é o caminho, a verdade e a vida que se abaixa à nossa estatura,

para que nos faça nascer de novo, filhos de Deus,

habitados pelo Espírito Santo, seguindo os passos do Mestre.

Ele veio para dar a vida para que tenhamos vida

e vida em abundância e para sempre.

Entrar em Jesus é o caminho seguro para entrar em Deus,

permanecer no seu amor, identificar-se com a sua missão.

 

Jesus vem buscar-nos onde estamos desgarrados,

Não espera que nos reencontremos e convertamos

para depois nos dar como prémio o Céu e a vida eterna.

Ele é o caminho para a verdadeira conversão,

a verdade que nos salva da mentira que nos engana,

a vida como dom que nos faz missão para gerar vida para todos.

Tudo o que for vontade de poder e de explorar,

confiar em armas e na violência destruidora,

apoiar-se na injustiça e na mentira,

não é entrar pela porta que é Cristo.

 

Senhor, ao longo da vida de experimentalismo

já entrei por muita porta que me enganou,

me envergonhou e gerou a morte que tentava escapar.

Espírito Santo, dá-nos o dom de discernimento,

que ilumina a porta que é Cristo,

revestida de simplicidade e despojada de beleza.

E quando é noite e não consigo ver claro,

conduz-nos pela tua mão e ajuda-nos a confiar na tua voz.

Dá à Igreja as vocações consagradas que ela precisa.



sábado, abril 25, 2026

 

Sábado, S. Marcos (25 abril)

 



Eles partiram a pregar por toda a parte e o Senhor cooperava com eles. (cf. Mc 16, 16-20)

 

Jesus partiu para o Céu e os discípulos partiram pela terra.

Jesus coopera com os discípulos no Céu e na terra,

pois o amor não tem fronteiras de tempo e de espaço.

É a mesma missão redentora de Deus, que se realiza em Jesus,

animada pelo Espírito Santo e realizada pelos discípulos.

Uns anunciam esta boa nova com o testemunho,

outros com a pregação, outros pela escrita como Marcos.

A Igreja é um corpo diversificados nos membros,

com vocações e carismas diferentes,

mas na mesma comunhão com o Pai, por meio do Filho

na unidade do mesmo Espírito Santo.

 

Jesus não coopera com os seus discípulos

quando estes partem de si para dividir e fazer guerra.

Jesus não coopera connosco quando a nossa vida é incoerente:

palavras e ritos bonitos, mas vidas desencontradas do Evangelho.

Jesus não coopera connosco quando a ordem é parar a missão,

fechar-nos aos que não participam, condenar os indiferentes,

contentar-se com os que parecem e esquecer os não vêm.

Jesus coopera com os que são transparência e memória do Evangelho.

 

Senhor Jesus, a minha vida é vida atarefada,

mas será a missão com que Tu queres colaborar?

Espírito Santo, dá-nos o dom do discernimento

e a luz do despertar para a escuta e o envio em missão.

S. Marcos evangelista, ensina-nos a escrever o Evangelho,

em linguagem que todos entendam

e a fidelidade apostólica que o mundo de hoje precisa.

Dá-nos muitas e santas vocações à vida consagrada e à vida sacerdotal,

para que encontres na Igreja colaboradores da tua missão.



sexta-feira, abril 24, 2026

 

6ª feira da 3ª semana da Páscoa, Semana de Oração pelas Vocações Consagradas (24 abril)

 



Assim como o Pai, que vive, Me enviou e Eu vivo pelo Pai, também aquele que Me come viverá por Mim. (cf. Jo 6, 52-59)

 

Jesus quer que a fé nos leve a come-Lo,

como o profeta come o livro da Lei (cf. Ez 3, 3),

ou o Evangelho da Vida descido de Deus (cf. Ap 10, 10).

Comer a carne de Jesus é assimilar a sua vida,

encontrar Nele o alimento que nos conduz a Deus e à eternidade.

Não basta saber umas coisas sobre Jesus,

é preciso viver em comunhão com Ele,

viver por Ele, viver Nele, viver como Ele.

 

Ser cristão é viver em Cristo e como Cristo.

Não basta fazer uns poucos ritos e orações litúrgicas,

ou dar umas esmolas na missa ou na caixa do santo de devoção,

como se Jesus se contentasse com dinheiro, incenso,

velas, ritos e orações.

Jesus quer morar em nós e que nós moremos Nele,

que tenhamos a mesma fidelidade que nos faça seus enviados,

que nosso coração palpite com o mesmo amor e deseje igual,

que não sejamos cristãos por arrasto da necessidade

nem por pressão externa e de massas em santuários de nome.

 

Senhor Jesus, ainda ando dividido e alvoraçado,

sem tempo para permanecer nem silêncio para escutar.

Espírito Santo, faz de cada Eucaristia uma mesa de encontro,

onde escutar-Te é deixar-Te entrar e permanecer,

como luz que conduz e alimento que fortalece,

seguindo os teus passos na missão e na fidelidade.

Desperta nos nossos jovens a esperança de serem enviados,

com a mesma disponibilidade de Maria e de José.



quinta-feira, abril 23, 2026

 

5ª feira da 3ª semana da Páscoa, Semana de Oração pelas Vocações Consagradas (23 abril)

 



O pão que Eu hei de dar é a minha carne que Eu darei pela vida do mundo. (cf. Jo 6, 44-51)

 

Jesus assumiu a nossa carne para oferecer a sua vida

pela salvação de todos os irmãos na carne

e lhes dar nova vida na terra e na eternidade.

Jesus não é mera palavra de salvação,

mas encarnação do amor incondicional e eterno.

Esta Páscoa é celebrada em memorial,

usando os sinais quotidianos do alimento: pão e vinho.

Comer o Corpo de Cristo é encarnar a fé Nele,

fazendo da sua vida a nossa vida e da sua missão nossa missão.

 

O cristão não vai à missa como papa hóstias,

para ganhar graças divinas e o Céu na eternidade.

Isso seria uma dimensão apenas individual

e virada para o além da morte, muitas vezes temido.

A Eucaristia é uma imersão na comunidade celebrativa,

onde se aprende a acolher o perdão mútuo,

se escuta a Palavra de Deus como luz e orientação de vida,

se faz memória de Jesus e da sua Páscoa redentora,

se comunga Jesus para se assimilar ao seu Corpo em Igreja

e se parte em comunidade para anunciar o que se celebrou.

 

Senhor Jesus, bendito sejas pelo dom da fé,

que se celebra em festa, sentados à mesa do mistério do amor,

alimentando a esperança de crescermos até à estatura

do Filho de Deus e animados pelo mesmo espírito e missão.

Ajuda-nos a celebrar a Eucaristia, como se fosse definitiva,

com a transparência do vitral iluminado pela santidade.

Dá-nos vocações consagradas e sacerdotes

alimentados e assimilados pelo Corpo de Cristo.



quarta-feira, abril 22, 2026

 

4ª feira da 3ª semana da Páscoa, Semana de Oração pelas Vocações consagradas (22 abril)

 



A vontade d’Aquele que Me enviou é esta: que Eu não perca nenhum dos que Ele Me deu, mas os ressuscite no último dia. (cf. Jo 6, 35-40)

 

O Pai entregou todas as suas criaturas nas mãos do seu Filho.

A sua vontade não é que salve alguns apenas,

mas que salve a todos e não perca nenhum.

Um coração de Pai não faz acessão de pessoas,

e cuida de modo especial aqueles que correm os risco de se perder.

E o Filho, que palpita no mesmo amor do Pai,

é capaz de dar a vida na cruz para salvar a todos.

Jesus é o Pão da vida porque se compraz apenas em dar vida.

 

A missão da Igreja é a missão de Cristo:

que salvar a todos, anunciar a todos, batizar a todos.

No entanto, o horizonte dos nossos projetos pastorais e missionários

é muitas vezes bem míope, bem circunscrito, bem acomodado.

Os trabalhadores são poucos e isso é desculpa para muita coisa:

pastoral de cartório e de sacramentos,

desejo de não aumentar o trabalho,

pois já há paróquias a mais para cada um!

 

Bom Jesus, pastor de ovelhas desgarradas,

para as recuperar e lhes conquistar o coração,

obrigado porque não te cansas

de fazer da nossa história atribulada, uma história de salvação.

Dá-nos pessoas que sejam a visibilidade atual

do teu coração em missão desde toda a eternidade.

Espírito Santo, ateia em nós o fogo da tua missão.



terça-feira, abril 21, 2026

 

3ª feira da 3ª semana da Páscoa, Semana de Oração pelas Vocações (21 abril)





Meu Pai é que vos dá o verdadeiro pão que vem do 

Céu. (cf. Jo 6, 30-35)

 

Deus dá-nos do Céu a aliança que nos dá vida.

No deserto, Deus envia o Maná do Céu

para alimentar e fortalecer o seu povo em êxodo.

Na plenitude dos tempos, Deus envia-nos o seu Filho,

como Pão que desce do Céu para saciar a sede de eternidade

e tornar-se caminho para a santidade purificada pelo seu sangue.

A Eucaristia é a memória deste alimento do Céu crucificado,

que Jesus nos dá cada vez que a celebramos com fé.

 

Os grandes chefes de culinária são uns artistas

de apresentação de cores, sabores e cheiros.

São pratos caros, sem grandes quantidades,

não tanto para alimentar ou fartar,

mas mais para colecionar experiências diferentes de mastigar.

No entanto, o que é mais importante

o que comemos ou com quem comemos?

O que sabe bem ou a que faz bem?

 

Obrigado, Senhor, porque tudo Te pertence,

tudo foi criado pelo amor da tua palavra,

tudo vem do Céu como dom concriado.

Louvado sejas, bom Jesus, que descestes do Céu,

para sujar os pés à nossa procura

e saciar a nossa fome de sentido e de eternidade,

na mesa da fraternidade e da santidade de Deus-connosco.

Faz-nos participantes da mesa da tua Eucaristia! 


segunda-feira, abril 20, 2026

 

2ª feira da 3ª semana da Páscoa, Semana de Oração pelas Vocações Consagradas (20 abril)

 



Trabalhai  pelo alimento que dura até à vida 

eterna e que o Filho do homem vos dará.

(cf. Jo 6, 22-29)

 

Jesus veio do Céu como Pão da Vida

e foi marcado pelo selo de Deus, na fidelidade e santidade.

A obra de Deus é que acreditemos em Jesus,

a Palavra de Deus enviada pelo Pai para nos salvar.

A Eucaristia é o sacramento da nossa fé

que realiza o que celebra: alimento para o peregrino,

comunhão do divino no humano,

força que faz a Igreja e a Missão.

 

Muitas vezes somos como as crianças:

ficamos tranquilos se temos o estômago saciado

e a temperatura corporal controlável.

Sonhar mais alto é desnecessário

para quem vive o presente e sacia o ventre.

Trabalhar para o além da rotina e do tempo,

não traz recompensa imediata

e por isso, quando muito, adia-se para a velhice.

 

Senhor Jesus, perdoa porque andamos de horizontes tão baixos,

que parece que só temos barriga e sede de prazer e poder.

Espírito Santo, ensina-nos a trabalhar pelo alimento da vida eterna,

que não se perde no esgoto nem se compra com dinheiro.

Ajuda-nos a trabalhar na conversão verdadeira,

que não acumula para ter para si mesmo, mas para partilhar.

Faz com que cada Eucaristia seja uma aprendizagem

de comunhão com todos os irmãos na mesa da graça

e da memória da oferta do Cordeiro Pascal.



This page is powered by Blogger. Isn't yours?