quinta-feira, julho 30, 2026

 

5ª feira da 17ª semana do Tempo Comum (30 julho)

 



O reino dos Céus é semelhante a uma rede. (cf. Mt 13, 47-53)

 

Na rede do Reino de Deus todos podem entrar:

há gente boa e gente menos bem intencionada.

Só na praia do fim do mundo,

é que os anjos enviados por Jesus

vão separar os justos dos injustos.

Uns ressuscitam para a vida e a comunhão dos santos,

outros ressuscitam para a morte,

pois já antes eram morte e não sabiam.

 

Hoje a imagem da rede é muito atual.

Fala-se da omnipresente “Internet”, rede digital,

que comunica global e anula as distâncias.

Fala-se da necessidade de trabalharmos em rede,

criando sinergias e ultrapassando barreias e individualismos.

Na Igreja fala-se em sinodalidade, em redes de escuta,

pois o Espírito Santo dá a todos o “sensus fidei”.

Fala-se da Igreja de portas abertas,

onde todos podem entrar e beber da Palavra que converte.

 

Bom Deus Trindade, que viveis em rede de amor,

que cria, cuida, faz aliança, cura, perdoa, salva,

sem olhar a quem, pois amais a todos igualmente.

Obrigado Jesus, porque me pescastes

e ainda não me rejeitastes,

pois esperas pacientemente a minha conversão.

Espírito Santo, inspira-me o caminho de Jesus,

para que possa no final ser digno de ser escolhido

para permanecer contigo, na alegria do amor.



quarta-feira, julho 29, 2026

 

4ª feira da 18ª semana do Tempo Comum, S. Marta, S. Maria e S. Lázaro (29 julho)

 



Acreditas nisto?». Disse-Lhe Marta: «Acredito, 

Senhor, que Tu és o Messias, o Filho de Deus» (cf. Jo 11, 19-27)

 

Jesus é a vida que ressuscita vidas.

Não é uma salvação apenas futura,

mas uma salvação que começa com o encontro,

brota da fé e gera discípulos e missionários.

Marta e Maria e Lázaro são três irmãos amigos,

que se tornaram discípulos de Jesus

e fizeram da sua casa a casa de Jesus e da Igreja.

A hospitalidade é sinal de um coração bom

e a fé é sinal de confiança total no Amigo da Vida.

 

A fé em Jesus é um ato de esperança e de entrega,

que não espera para ver, mas vê o que espera,

porque acredita que Jesus não é apenas um nazareno,

mas o Filho de Deus, enviado pelo Pai a salvar-nos.

Quando pensamos ser o centro do mundo

é difícil aceitar que Alguém desça do Céu

e apareça tão simples e despojado,

sem marketing promocional que o idolatre.

E depois, não poder domina-lo com um comando,

deixa-nos desarmados e inseguros.

 

Senhor Jesus, eu creio em Ti, Filho de Deus encarnado,

mas aumenta a minha fé, pois também contagiado pela dúvida.

Ensina-nos a confiar mais em Ti do que nas nossas forças,

pois é quando a doença e a morte nos assaltam,

que é mais difícil acreditar que podemos sair do túmulo com vida.

S. Marta, S. Maria e S. Lázaro, amigos de Jesus,

orai para que também nós sejamos uma Betânia acolhedora,

quando Te comungamos na Eucaristia,

Te ouvimos no Evangelho, Te cuidamos no pobre,

Te amamos no diferente e nos reconciliamos na desavença.



terça-feira, julho 28, 2026

 

3ª feira da 17ª semana do Tempo Comum (28 julho)

 



Os justos brilharão como o sol no reino do seu Pai. (cf. Mt 13, 36-43)

 

Jesus, o Filho do Homem, veio semear trigo

no campo do mundo e no coração da humanidade.

As espigas deste trigo produzem justiça e santidade,

fé em Jesus e celebração da sua Páscoa,

alegria da paz e cuidado da vida em todas as suas etapas.

Mas ao lado da Palavra da vida, há outros que semeiam morte,

divisão, mentira, guerra, injustiça, medo, cegueira, idolatria.

É o joio que teima crescer ao lado do trigo

e, se for alimentado, abafa o trigo e não o deixa amadurecer.

 

O fim do mundo e o juízo final

deixaram de estar no horizonte da maioria da humanidade.

Vive-se o instante numa correria para novo instante,

com a superficialidade da emoção e precipício do nada,

pois sente-se a ansiedade e o desejo de mais novidade,

mas não se confia em nada nem em ninguém,

nem se espera recompensa ou condenação do que fez..

Parece que a iniquidade pode caminhar tranquilamente

nas praças do descontentamento, pois sem fé morre a esperança

e ser justo parece ridículo, coisas do passado!

 

Senhor Jesus, juiz dos vivos e dos mortos,

confio na tua misericórdia e reconheço o joio que há em mim.

Dá-me discernimento e determinação para saber rejeitar o joio do mal,

as inutilidades que o marketing me quer fazer sentir necessitado,

o erotismo que faz da afetividade uma indústria de prazer,

a intriga e desejo de poder que faz da relação um comércio que mata.

Espírito Santo, dá-me o desejo de ser santo e de ser trigo bom,

para que um dia o Filho do Homem me possa reconhecer

e recompensar na alegria da comunhão que não tem fronteiras

e permanece para a eternidade como um dom amado do Pai.



segunda-feira, julho 27, 2026

 

2ª feira da 17ª semana do Tempo Comum (27 julho)

 



O reino dos Céus pode comparar-se ao fermento. (cf. Mt 13, 31-35)

 

O reino de Deus é silencioso e faz crescer,

como um fermento bom que levada a massa.

A Palavra de Deus é como um fermento

que transforma o adocicado dos sonhos egoístas

na realidade crua da vida que dá vida, do amor que doi.

Jesus é esse fermento novo da Páscoa,

Mestre sem gritar nem reprimir,

que com o seu exemplo e o seu Espírito,

fermenta vidas novas, discípulos missionários.

 

A Igreja existe para fermentar um novo mundo,

levedar a sociedade e a cultura a partir de dentro,

fazendo do poder serviço, da injustiça amor solidário,

das divisões e guerras comunhão e bem comum,

das mãos que ferem, mãos que abraçam e constroem.

A missão não é espetáculo em arenas barulhentas,

mas fermento de testemunho atraente e interpelador,

que cria uma nova cultura de respeito mútuo,

comunhão do diferente que se valorizam e estimam,

comunidade celebrativa na humildade da gratidão.

 

Senhor Jesus, Fermento pascal que nos contagias,

ajuda-nos a ser fermento humilde e perseverante

num mundo à deriva e em procura ofegante.

Espírito Santo, dá-nos o dom de sermos presenta profética,

que substitui a propaganda  pelo testemunho alternativo,

que inspira paz e justiça, mas também fé e esperança em Jesus

que nos quer salvar, dando a vida na cruz.

Fermenta-me todo inteiro e transforma-me em massa mãe

para que possa fermentar outros que querem ser teus discípulos.



domingo, julho 26, 2026

 

17º Domingo do Tempo Comum, Dia dos Avós e idosos (26 julho)

 



O reino dos Céus é semelhante a um tesouro 

escondido num campo. (cf. Mt 13, 44-52)

 

Deus reina de forma escondida e respeitosa,

é um tesouro oculto que é preciso procurar,

com a confiança de um vedor que escava um poço.

Vemos muitas coisas lindas na natureza e na história,

mas o mais importante é invisível aos olhos da rotina:

a beleza do Artista, o cuidado que sustenta a vida,

a paciência da misericórdia divina,

a fidelidade à aliança que encarna na nossa carne em Jesus.

 

O marketing habituou-nos à ideia de que o tesouro é o que aparece,

por isso, é fundamental uma boa fotografia

e a exposição num palco visível por uma grande multidão.

Aquele que pensa que nada tem de valor a não ser o corpo

ou partes do corpo, mostram-no como o seu tesouro.

Aquele que é desconhecido, considera-se inexistente,

por isso, procura mostrar-se nas redes sociais,

muitas vezes nem sempre pelos melhores motivos.

E quando se descobre um tesouro muitos querem rouba-lo

em vez de o conquistar com o seu suor e esforço.

 

Querido Rei divino, bendito sejas por seres um tesouro escondido,

que tudo criaste com beleza e amor,

amor que não estanca nem se cansa,

mesmo que ao seu Filho rejeitem e crucifiquem.

Eu sou o teu campo onde escondes o teu tesouro,

não no que se vê e se envaidece,

mas no coração e na alma que faz o bem

com a alegria de querer ser como Jesus, teu Filho.

Faz de mim um buscador de tesouros escondidos,

no rosto enrugado dum idoso ou sujo de um pobre.

Obrigado pelos nossos avós, a reserva do tempo que necessitamos.



sábado, julho 25, 2026

 

Sábado, S. Tiago, apóstolo (25 julho)

 



Bebereis do meu cálice. (cf. Mt 20, 20-28)

 

Jesus veio numa missão arriscada,

pois aqueles que Ele quer salvar têm o coração duro,

não reconhecem Quem lhes quer bem e os quer salvar.

O seu cálice é de dor e de rejeição,

que não estanca a fonte do amor e de fidelidade à aliança.

Tiago, irmão de João e filho de Zebedeu,

foi o primeiro a beber deste cálice do martírio

e a participar na glória de ser como o Mestre,

capaz de dar a vida por Cristo e pelos irmãos.

 

Há o cálice do alcoólico que mata o bicho do vício,

mas que logo volta a ressurgir como se regasse a dependência.

Há o cálice que preenche o vazio do encontro

e solta a conversa e ri sobre tudo e sobre nada.

Há o cálice da dor e do cansaço que se bebe solitário,

olhando o horizonte enevoado numa miragem de encontro.

Há o cálice que festeja uma vitória, um objetivo alcançado,

como quem esquece as ansiedades de dar à luz algo finalmente.

Há o cálice que não se bebe, mas se traga duramente,

ao lado dum doente querido sem saber como o consolar.

 

Senhor Jesus, que por nosso amor quiseste beber o teu cálice,

sofrendo um amor não correspondido e agressivo,

que Te traiu, abandonou e crucificou injustamente,

mas não Te tirou a sede de nos amar e salvar desde sempre.

Ensina-nos a beber o cálice da fidelidade incondicional,

que acredita em Ti à beira da fonte ou nos vales tenebrosos,

e ama os irmãos, mesmo com o coração ferido de rejeição.

S. Tiago, amigo íntimo de Jesus, que foste o primeiro

a beber o cálice de Jesus como seu discípulo e apóstolo,

reza por cada um de nós, para que saibamos purificar a nossa fé

e dar a vida pelo teu Evangelho com alegria e fidelidade.



sexta-feira, julho 24, 2026

 

6ª feira da 16ª semana do Tempo Comum (24 julho)

 



Aquele que recebeu a palavra em boa terra é o que 

ouve a palavra e a compreende. (cf. Mt 13, 18-23)

 

Jesus é a semente da Palavra que cura a terra árida.

Ele, animado pelo Espírito, é a terra boa,

que só dá semente boa e fruto inesgotável,

para semear vida nova em todos os que a acolhem

e a deixam crescer com raízes profundas e sem ervas daninhas.

Compreender a Palavra de Jesus é acolhe-la com fé,

acreditar que é caminho de vida e de salvação,

tornar-se semeador de sementes de Cristo

pelo testemunho de vida e pela pregação do Evangelho.

 

A semente da Palavra é a mesma para todos,

mas nuns dá frutos de santidade e de conversão

e noutros fica tudo igual, antes e depois de a escutar.

Uns ouvem-na com o coração, outros com o cérebro,

como saber adquirido numa rede que pesca

e esquece muitas mensagens ao longo do dia.

A enxurrada de palavras recebidas corre sem penetrar,

passa sem regar, como canal de mensagens a passar.

 

Bom Jesus, semeador da vida e generoso na sementeira,

continua a semear a tua Palavra e a regar com o teu Espírito,

para que a dureza do meu coração dê lugar ao acolhimento,

e eu possa nascer de novo, renovado no Espírito.

Dá-me discernimento e coragem para cavar fundo

e deixar que a semente ganhe raízes e perseverança,

para enfrentar os desafios de cada dia sem sucumbir na fé.

Faz de mim uma terra boa como Tu Jesus,

que crie condições de santidade e frutos de missão,

coerentes e constantes, perante outras sementeiras

que podem abafar a fé e debilitar o testemunho cristão.



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