segunda-feira, abril 20, 2026
2ª feira da 3ª semana da Páscoa, Semana de Oração pelas Vocações Consagradas (20 abril)
Trabalhai pelo alimento que dura até à vida
eterna e que o Filho do homem vos dará.
(cf. Jo 6, 22-29)
Jesus veio do Céu como Pão da Vida
e foi marcado pelo selo de Deus, na fidelidade e santidade.
A obra de Deus é que acreditemos em Jesus,
a Palavra de Deus enviada pelo Pai para nos salvar.
A Eucaristia é o sacramento da nossa fé
que realiza o que celebra: alimento para o peregrino,
comunhão do divino no humano,
força que faz a Igreja e a Missão.
Muitas vezes somos como as crianças:
ficamos tranquilos se temos o estômago saciado
e a temperatura corporal controlável.
Sonhar mais alto é desnecessário
para quem vive o presente e sacia o ventre.
Trabalhar para o além da rotina e do tempo,
não traz recompensa imediata
e por isso, quando muito, adia-se para a velhice.
Senhor Jesus, perdoa porque andamos de horizontes tão baixos,
que parece que só temos barriga e sede de prazer e poder.
Espírito Santo, ensina-nos a trabalhar pelo alimento da vida eterna,
que não se perde no esgoto nem se compra com dinheiro.
Ajuda-nos a trabalhar na conversão verdadeira,
que não acumula para ter para si mesmo, mas para partilhar.
Faz com que cada Eucaristia seja uma aprendizagem
de comunhão com todos os irmãos na mesa da graça
e da memória da oferta do Cordeiro Pascal.
domingo, abril 19, 2026
3º Domingo da Páscoa, Semana de Oração pelas Vocações Consagradas (19 abril)
Jesus aproximou-Se deles e pôs-Se com eles a
caminho. Mas os seus olhos estavam impedidos de
O reconhecerem. (cf. Lc 14, 13-35)
Jesus veio ter connosco e caminha connosco,
embora a miopia da falta de fé nos
impeça de O reconhecer.
Enquanto falamos e discutimos, afastamo-nos da Igreja,
Corpo de Cristo vivo, memória e missão de Jesus.
É a partir das nossas inquietações que nos fala da Palavra de Deus
e nos aquece o coração, desanimado e perdido.
Mas é quando O convidamos para ficar connosco
e entrar na nossa casa, que Ele abençoa a nossa mesa
e nos ilumina o olhar, reconhecendo-O no partir do pão.
O fruto deste encontro misterioso é a missão!
Alguns afastam-se de Cristo e da Igreja
quando tomam consciência do seu pecado
e indignidade da sua condição de batizado.
Esquecemo-nos que Jesus não veio para os justos,
mas para os pecadores e perdidos da graça.
Ele faz-se missão de nós para que sejamos missão Dele!
A Igreja não é um grupo de pessoas perfeitas,
mas de pecadores humildes, que aceitam o perdão de Jesus
e a condição de peregrinos da santidade.
Senhor Jesus, sei que o meu pecado te dá muito trabalho,
mas “ó feliz culpa” que me trouxe tão grande amigo e salvador!
Espírito Santo, ensina-nos a reconhecer Jesus companheiro,
presente no irmão com quem me vou relacionando,
na Palavra de Deus que medito e escuto a sua atualidade,
na Eucaristia que faz memória do amor incondicional
com que Jesus nos salvou e nos quer ver testemunhar.
Mostra-nos, Senhor, o caminho da vida que permanece!
sábado, abril 18, 2026
Sábado da 2ª semana da Páscoa (18 abril)
Subiram para um barco e seguiram para a outra margem. (cf Jo 6, 16-21)
Seguir para a outra margem é deixar uma margem
e buscar uma passagem para o outro lado.
Quando este “ir para a outra margem” é com Jesus,
e a pedido de Jesus: é missão, mesmo com o mar encrespado.
E quando os discípulos partem consternados
por Jesus não querer ser aclamado rei,
Jesus deixa-os partir e aproxima-se durante a noite
como Senhor da natureza, caminhando sobre o mar.
A mobilidade intensificou-se nos últimos tempos
e passou a fazer parte da vida de muita gente:
trabalho, marketing, política, estudo, turismo,
missão religiosa, guerra, migração, refúgio…
Nem todos viajam com Cristo no coração
e, mesmo os chamados praticantes,
fazem férias da prática religiosa.
Mas Jesus vai sempre connosco!
Senhor Jesus, ajuda-nos a ser como a Igreja primitiva,
em que cada batizado levava a sua fé e missão
para onde quer que iam, como profissional ou comercial.
Espírito Santo, ensina-nos a acolher Jesus na sua essência
e não na nossa preferência, ideal ou interesse.
E quando Jesus nos surpreender com a sua visita,
abre-nos o coração para que possa entrar na nossa barca
e a outra margem se torne missão evangelizadora.
6ª feira da 2ª semana da Páscoa (17 abril)
Está aqui um rapazito que tem cinco pães de
cevada e dois peixes. Mas que é isso para tanta
gente?
(cf. Jo 6, 1-15)
Jesus sobe a um alto monte para ensinar.
Quer ensinar que não podemos ficar indiferentes ao outro,
que a solução da fome não é o dinheiro, mas a partilha,
que a abundância não deve conduzir ao desperdício,
mas devemos recolher o que sobra para a partilha
e não para jogar no lixo.
Comungar Jesus repartido na Eucaristia
é aprender a partilhar o que temos e o que somos.
A divisão e a segregação viram-nos para o consumismo,
que engorda uns poucos e nos entulham com lixo,
deixando a maioria a desejar alimentar-se sem poder.
Uns resolvem o problema de consciência
olhando com indiferença a dor do outro,
outros dando uma esmola como quem despacha um estorvo,
outros ainda partilhando o pouco que têm
e recolhendo o que sobra para dar a quem não o tem.
Foi a solidariedade familiar que valeu a muitos
nas crises da pandemia, nos fenómenos naturais,
nas turbulências económicas, matrimoniais e sanitárias.
Bendito sejas, Deus compaixão,
que para nos salvar, partilhastes connosco
o teu Filho e o teu Espírito
como pão e peixe nas mãos de um rapazito.
Ajuda-nos, Senhor Jesus, a aprender contigo
a confiar na partilha e não no dinheiro.
Jesus Eucaristia, pão partilhado, gratuito e inclusivo,
que a todos convidas para a tua mesa,
ensina-nos a abrir o coração e as mãos
para partilhar a vida e os pertences que nos sobejam.
quinta-feira, abril 16, 2026
5ª feira da 2ª semana da Páscoa (16 abril)
Aquele que Deus enviou diz palavras de Deus,
porque Deus dá o Espírito sem
medida. (cf. Jo 3, 31-36)
Deus Pai ama o Filho e confia-lhe a missão
de ser sua Palavra e, junto com o Espírito Santo,
levar a cabo a sua missão de dar oportunidade a todos
de se purificarem e reconciliarem com Deus e os irmãos.
A vida do Verbo Divino encarnado é a Palavra da verdade,
que nos revela o mistério inefável de Deus.
Estamos a acostumar-nos a escutar a mentira,
sem espírito crítico, mesmo sabendo a influência ideológica
e a corrupção da narrativa por razões interesseiras.
Às vezes até aceitamos a mentira,
com a resignação de que todos fazem igual.
O pior é que já nos custa aceitar a verdade,
quando esta não corresponde à nossa opinião.
Talvez por isso, Jesus hoje tem pouco público
nos areópagos da comunicação da verdade.
Jesus, Palavra de Deus no ser e no comunicar,
ajuda-nos a ser coerência com o Evangelho,
com a leveza da pomba e a humildade da criança.
Espírito Santo, dá-nos o dom de uma vida profética,
que nos ajude a entrar na corrente do “assim como Jesus”,
que anima outros a confiar neste Pastor que se faz Cordeiro.
Ensina-nos, Senhor, a viver na terra o Evangelho,
com a alegria dos valores que habitam em Deus.
quarta-feira, abril 15, 2026
4ª feira da 2ª semana da Páscoa (15 abril)
Para que as suas obras sejam manifestas, pois são feitas em Deus. (cf. Jo 3, 16-21)
Jesus manifestou as suas obras, porque eram feitas em Deus.
Ele é a luz do mundo, enviada pelo Pai,
não para acusar os pecadores,
mas por ajudar a tomar consciência do seu pecado,
lhes dar a unção da misericórdia e salva-los.
Pelo Batismo podemos começar uma vida nova,
vivida à luz da verdade e do Espírito Santo,
para que demos frutos de Deus, espelho da Luz.
Há uma ambiguidade entre a vigilância omnipresente
e a perceção da liberdade nas sombras da privacidade.
Há uma esperteza que ganhou estatuto de ciência,
escondendo-se nos buracos do direito
para subverter a lei e ludibriar o Estado.
Há mesmo uma certa classe de advocacia
especializada neste tipo de manobras
que dão cobertura à fuga ao fisco,
à corrupção, ao furto, à injustiça.
Ao nível da vivência da fé, chegamos a pensar
que podemos pecar e enganar a Deus.
Senhor Jesus, obrigado porque viestes para nos salvar,
sendo a luz e o caminho para praticar obras de Deus.
Bendito Espírito Santo, luz que nos ensina a discernir
e a converter-nos da vida de trevas que se esconde da verdade.
Ajuda-nos a investir no amor e na coerência de vida,
sob o olhar paterno de Deus e a ousadia da santidade plena.
Liberta-nos da hipocrisia e da esperteza das sombras,
que nos engana e pretende enganar o próprio Deus.
terça-feira, abril 14, 2026
3ª feira da 2ª semana da Páscoa (14 abril)
Ninguém subiu ao Céu, senão Aquele que desceu
do Céu: o Filho do homem. (cf. Jo 3, 7-15)
O Filho de Deus, o elevado, desceu à terra,
como Filho do Homem, o despojado.
Ele fez-se caminho e revelação do mistério de Deus,
deixando-nos o Evangelho e o seu Espírito,
numa Igreja terrena, pelo Espírito animada,
Sacramento de salvação pelos sacramentos e a missão.
É por e Nele que podemos subir ao Céu
e saciar a nossa sede de infinito.
Falar do Céu não é um ato de imaginação,
mas o acolhimento contemplativo e meditativo
da Pessoa de Jesus Cristo
no qual confiamos o nosso agir e esperança,
surpreendidos cada dia pelo mistério divino encarnado.
Só Jesus nos poderá dizer como é o mistério insondável
do Amor eterno e gratuito dum Criador
que se apaixona pelas suas criaturas.
Bom Jesus, obrigado porque desceste até nós,
pobres criaturas perdidas na cegueira do nosso egoísmo.
Espírito Santo, abre-nos à fé e à confiança em Jesus,
para que possamos compreender e desejar as coisas do alto,
com a alegria e a fidelidade do discípulo amado.
Dá vida ao nosso Batismo e verdade ao nosso testemunho,
para continuarmos a missão de Deus
e vivermos como filhos de Deus no chão deste mundo.
segunda-feira, abril 13, 2026
2ª feira da 2ª semana da Páscoa (13 abril)
Todos devem nascer de novo.
(cf. Jo 3, 1-8)
O Filho de Deus quis nascer de novo,
para que as criaturas que morreram pelo pecado
possam nascer de novo para Deus e a eternidade.
Com Ele morremos e renascemos pelo Batismo,
o sacramento da água e do Espírito,
que nos faz nascer filhos de Deus e irmãos de Jesus.
Nascer de novo, não é apenas saber doutrina,
mas viver os mesmos sentimentos e missão,
que havia em Cristo Jesus, nosso salvador.
A vida é nascer e morrer, cair e levantar-se,
novidades e rotinas aprendidas,
desânimos e esperanças, sementes e flores…
A mudança ganha velocidade
e o ontem parece meio século.
Todos temos que nascer de novo cada dia
para não ficarmos para trás, perdidos no passado.
Somos todos aprendizes da fé,
cada dia temos de nascer de novo,
como discípulos e como missionários.
Bendito sejas, Jesus nosso salvador,
que pela entrega da tua vida
e pelos sacramentos da nova aliança
nos fizeste nascer de novo, banhados no teu sangue.
Bendito sejas, Espírito Santo, hóspede da alma,
faz-nos sentir como Jesus e respirar o amor do Pai,
para que cada dia seja aurora de paz e de justiça.
Conduz o Papa Leão nesta viagem a África
para que seja mensageiro profético do teu Evangelho.