quinta-feira, setembro 10, 2026
5ª feira da 23ª semana do Tempo Comum (10 setembro)
Sereis filhos do Altíssimo, que é bom até para os ingratos e os maus. (cf. Lc 6, 27-38)
Jesus é o Filho do Altíssimo que passou a vida a fazer o bem,
mesmo quando os ingratos e maus O prenderam e mataram.
É do alto da cruz, dorido por chagas feitas pelos presentes,
que Jesus pede ao Pai que os perdoe, “pois não sabem o que fazem”.
Como o Pai e o Espírito Santo, o Filho amou e ama sempre,
e convida bons e maus a participar no banquete do seu Reino,
acolhendo na Igreja, pela porta do Batismo, todos os arrependidos.
É também, na capacidade de amar, perdoar e rezar pelos inimigos,
que se revela se somos filhos do Altíssimo e irmãos de Jesus.
Na lógica da reciprocidade, devemos amar os que nos amam
e odiar os que nos odeiam.
Na lógica do seguimento de Jesus, devemos amar sempre,
oferecer o nosso perdão as vezes que forem necessárias,
rezar e abençoar aqueles que nos amaldiçoam,
pois só assim nos diferenciamos da mera reciprocidade
e entramos na lógica do seguimento de Jesus.
Ser amigos dos seus amigos é bom,
mas para um cristão ainda é muito pouquinho!
Pai Santo, que nos providencias a vida,
quando somos bons e quando somos maus,
esperando assim ensinar-nos a amar sempre,
ajuda-nos a seguir Jesus, teu Filho,
cordeiro imolado, manso e humilde de coração.
Querido Mestre Jesus, que vives e ensinas as bem-aventuranças,
ensina-nos a ser fonte de amor, em vez de sermos reação e espelho.
Espírito Santo, dá-nos o dom de amar
e de perdoar sem medida nem condições,
para que sejamos verdadeiros filhos de Deus,
à imagem do Pai e no seguimento de Jesus,
sendo assim células vivas do seu Corpo que é a Igreja.
quarta-feira, setembro 09, 2026
4ª feira da 23ª semana do Tempo Comum (9 setembro)
Ai de vós, quando todos os homens vos elogiarem! (cf. Lc 6, 20-26)
A felicidade no Reino dos Céus, não é a quantidade de fãs,
mas a fidelidade profética de como se vive e anuncia o Evangelho.
Sofrer rejeição por causa do seguimento de Jesus,
não é uma infelicidade, mas uma alegria pela coerência de vida
e coragem em ser fiel a Cristo, mesmo em contracorrente.
Foi esta felicidade que Jesus experimentou na cruz,
João Batista experimentou na prisão,
Pedro e Paulo experimentaram no martírio.
O peso do que o outro pensa sobre nós,
leva-nos à necessidade de confirmar seguidores e aficionados,
e colocar a nossa felicidade nas mãos dos outros.
Isso nota-se ao nível pessoal e institucional.
As redes sociais, as sondagens, os rankings,
os inquéritos de satisfação… são formas de aferir
e medir o grau de aceitação, de fama e de fidelização.
Tornamo-nos escravos da fama e do valor de mercado!
Bom Deus, aumenta a nossa fé no teu amor,
para que possamos descobrir a felicidade de confiar em Ti
e de cumprir a tua vontade, mesmo que a recompensa seja só eterna.
Espírito Santo, dá-nos o dom do discernimento e da fidelidade,
para que a nossa vida não tenha medo de ser profética.
Ajudai-nos a descobrir a alegria e a felicidade de Vos agradar,
mesmo que isso desagrade à maioria e até provoque rejeição.
terça-feira, setembro 08, 2026
3ª feira, Natividade da Virgem santa Maria (8 setembro)
O que nela se gerou é fruto do Espírito Santo. (cf. Mt 1, 1-16.18-23)
Maria nasceu de Joaquim e de Ana,
como todas as crianças conhecidas,
mas bela e cheia de graça por obra de Deus.
É a profecia do coração, pois tudo é obra do Espírito Santo.
Deus a escolheu e chamou a ser Mãe do seu Filho,
esperando o seu sim, na humildade da sua obediência.
Celebramos o seu nascimento e alegramo-nos como filhos,
pois não só foi Mãe de Jesus, mas aceitou ser Mãe de todos.
E nós, agradecidos, vamos dando-lhe nomes sentidos,
conforme o que o Espírito nos vai inspirando:
Senhora da Esperança, Mãe da Misericórdia,
Senhora dos Remédios, Senhora do Coração,
Senhora das Graças, Senhora do Livramento,
Senhora das Dores, Senhora da Alegria,
Rainha dos Apóstolos, Mestra dos Consagrados,
Senhora de Lurdes, Senhora de Fátima,
Senhora de Guadalupe, Senhora Aparecida…
Bendito sejas, Bom Pai, pela Mãe que escolheste,
humilde serva de Nazaré, grande na escuta e no sim.
Bendito sejas, querido Jesus, que escolheste ter por Mãe
Mulher docilidade ao Espírito, virgem mondada
onde o Espírito aninhou a Semente da salvação.
Bendito sejas Maria, Mãe renovada pelo Filho,
que aprendeste na labuta de Nazaré
a ser justa, Arca da Aliança, coração que ama,
e guarda o que não entende até que a promessa
desabroche na pregação, morte e ressurreição do seu Filho.
segunda-feira, setembro 07, 2026
2ª feira da 23ª semana do Tempo Comum (7 setembro)
Levanta-te e põe-te de pé, aí no meio. (cf. Lc 6, 6-11)
Jesus veio com a missão de levantar os caídos
e colocar no meio da aliança o seu humano.
É a centralidade e a universalidade da criação
que Ele quer redimir, não o descanso sabático.
Aliás, Deus não descansa enquanto houver um filho
perdido ou fragilizado pelo pecado.
Não importa donde veio, como está, quando o encontrou,
se é rico ou pobre, se é crente ou descrente…
é uma criatura de Deus e basta! Ele quer dar-lhe vida nova.
Anda por aí muita gente piedosa com pedras na mão
para agredir os pobres e marginalizados,
os dependentes e presos, os ciganos e prostitutas,
os refugiados e migrantes, os ignorantes e desempregados,
os doentes e deficientes, os que deviam nascer e os idosos….
Fala-se deles como se fossem um estorvo e não irmãos.
Há alguns que rezam todos os dias o Pai-Nosso
mas escolhem apenas alguns para serem seus irmãos!
Isto, apesar da Doutrina Social da Igreja colocar
a pessoa no centro do nosso cuidado e relação de amor.
Querido Pai de todos nós e que nos vês a todos como filhos,
ensina-nos a acolher a todos como irmãos em Cristo.
Bom Jesus, que colocas o frágil no centro da tua missão,
faz de nós colaboradores e continuadores desta mesma missão.
Espírito de Comunhão, fraterniza-nos o olhar e o falar,
para que não nos fixemos nas aparências (cor da pele,
forma de vestir, passado desencontrado, mão estendida…),
mas saibamos ver em cada um Cristo vivo
e sermos para todos o bom samaritano que acolhe e cuida.
domingo, setembro 06, 2026
23º Domingo do Tempo Comum (6 setembro)
Se te escutar, terás ganho o teu irmão. (cf. Mt 18, 15-20)
O Filho de Deus foi enviado àqueles que ofenderam Deus,
com os seus pecados e infidelidades.
Veio para ganhar irmãos e a maioria virou-lhe as costas.
Jesus não desistiu de nos salvar e mesmo quando O matamos,
renovou a sua aliança connosco, pedindo ao Pai que nos perdoe,
porque não sabemos o que fazemos.
E após a sua ressurreição, quis ficar connosco,
enviando-nos o seu Espírito
e dando-nos a sua graça por meio da Igreja.
Somos diferentes e por isso podemos desentender-nos
e até ofender-nos injustamente.
Fruto destes desencontros, nascem ressentimentos,
amuos, desejos de vingança, guerras, depressões.
Jesus pede-nos que, perante estes desencontros,
não nos fechemos sobre nós mesmos, cultivando ódios,
mas que continuemos a amar os que nos ofenderam
e a rezar por eles, passando nesta prova de fidelidade ao amor.
Os passos para a reconciliação não são provocar:
humilhação pública, murmurar por detrás ou tentar vingar-se,
mas para procurar ganhar um irmão e curar uma ferida.
Bendito sejas, meu Senhor, pelo teu amor incondicional,
que mostraste na encarnação e na cruz.
Espírito de Jesus, penetra e alimenta o meu coração,
para que também eu aprenda a amar sempre,
mesmo aqueles que me ofendem e dizem mal de mim.
Ensina-me a arte da correção fraterna,
para que o único objetivo seja humildemente
colaborar na conversão e salvação do irmão e da minha.
sábado, setembro 05, 2026
Sábado da 22ª semana do Tempo Comum, S. Teresa de Calcutá (5 setembro)
O Filho do homem é senhor do sábado. (cf. Lc 6, 1-5)
O Filho de Deus quis ser Filho do Homem,
para que os filhos dos homens pudessem ser filhos de Deus.
A sua missão é salvar a humanidade perdida e pecadora,
não é salvar a sacralidade do descanso sabático.
Ele defende, não só a salvação espiritual do ser humano,
mas também o pão nosso de cada dia, a saúde do corpo,
o bem estar de uma moradia, relações saudáveis e solidárias,
o culto espiritual agradável a Deus pela prática do amor.
O individualismo egoísta e nacionalista,
veio cegar a condição de fraternidade universal,
com que fomos criados por Deus Pai
e salvos pelo sangue oferecido de Deus Filho.
O condomínio fechado, a separação entre ricos e pobres,
a animosidade e até rejeição dos refugiados e migrantes,
o desprezo pelo futuro ecológico do planeta Terra,
a forma leviana e estatística como se fala dos conflitos armados…
são atitudes que denotam insensibilidade pelo bem do outro.
Querido Pai nosso, que a todos nos queres como filhos
e a todos enviaste o teu Filho para nos salvar,
ajuda-nos a viver relações fraternas e solidárias
e a rezar no plural, como Jesus nos ensinou.
Bom Jesus, nosso querido Irmão e Filho do Homem,
ensina-nos a sacralidade da vida, seja ela pobre ou rica,
com deficiência ou alguma doença, criança ou idoso,
familiar ou não familiar, amiga ou inimiga,
nacional ou estrangeira, santa ou pecadora.
S. Teresa de Calcutá, ensina-nos a ver em todos o próprio Cristo.
sexta-feira, setembro 04, 2026
6ª feira da 22ª semana do Tempo Comum (4 setembro)
Quem beber do vinho velho não quer do novo, pois diz: ‘O velho é que é bom’». (cf. Lc 5, 33-39)
Jesus é o vinho novo que assume os odres velhos,
que somos nós, para nos transformar em odres novos.
Ele quer que bebamos do seu Evangelho
e comamos da sua carne, pelo seguimento
e participação na sua missão.
Os escribas e fariseus resistiram acreditar em Jesus,
porque tendo bebido do vinho velho,
se recusam a beber do Vinho Novo que é Cristo.
Quem bebeu em sua casa a violência e a turbulência,
recusa-se a beber do vinho novo do diálogo e da paz.
Quem bebeu da dependência da droga e do consumismo,
não quer beber do vinho novo da liberdade e do discernimento.
Quem bebeu da injustiça e do ressentimento das tradições e rituais,
rejeita o vinho novo da justiça e da reconciliação.
Quem bebeu da deturpação erótica da afetividade,
resiste beber do vinho novo da fidelidade e do amor mútuo.
Bom Jesus, que vieste trazer o vinho novo da Aliança,
e por ele deste a vida na cruz,
ensina-nos a ousar beber do vinho novo do Evangelho,
para chegarmos à bem-aventurança da felicidade eterna.
Perdoa as vezes em que vamos misturando estes vinhos,
adocicando esta mistura com avanços e recuos,
sem a coragem de nos deixarmos purificar e recriar
como odres novos, revestidos de Cristo em todo o ser.
Espírito Santo, dá-nos o dom do discernimento
para sabermos distinguir o vinho velho do novo.