terça-feira, outubro 13, 2026

 

3ª feira da 28 semana do Tempo Comum (13 outubro)

 



Limpais o exterior, mas o vosso interior está cheio 

de rapina e perversidade. (cf. Lc 11, 37-41)

 

Deus criou-nos com um todo, corpo e alma.

O corpo tem a capacidade de esconder o interior

aos olhos dos outros que só podem ver o exterior.

Deus vê-nos o coração, a verdade que nos habita,

não se fixa apenas nas aparências que desejamos mostrar.

Até podemos cuidar da aparência que mostrarmos aos outros,

mas devemos purificar o coração na fonte da graça que é Jesus.

O encontro final não será entre o artista e o espetador,

mas entre a criatura e o Criador, o adotado por Jesus e o Pai.

 

A vida não é um palco de representadores e bastidores da realidade,

mas um caminho de avanços e recuos, que precisamos admitir,

com humildade e esperança na algibeira, para nos fortalecer

até chegarmos à estatura de Jesus, nosso amigo e salvador.

O medo de sermos rejeitados, leva-nos a maquilhar a alma,

mas devemos dar passos para que seja o amor

o motor desta peregrinação rumo à mesa do encontro.

O amor é que dá sabor à comensalidade e à festa.

 

Bom Jesus, cujo o peito foi rasgado pela lança

e saiu sangue e água, em vez de fel e vinagre,

ensina-nos a purificar o nosso coração do rancor,

da indiferença, do mutismo e da murmuração.

Liberta-nos das falsas seguranças do ritualismo

e da sensação do dever cumprido,

só porque fizemos umas orações e colocámos umas medalhas.

Bem-aventurada Alexandrina de Balazar, ora por nós,

para que amemos a Eucaristia e vivamos na santidade.



segunda-feira, outubro 12, 2026

 

2ª feira da 28ª semana do Tempo Comum (12 outubro)

 



Fizeram penitência ao ouvir a pregação de Jonas; e aqui está quem é maior do que Jonas. (cf. Lc 11, 29-32)

 

Jesus é a Palavra de Deus com sotaque galileu,

que veio para levar a todos à conversão

e salvar-nos com a sua graça e misericórdia.

Este é o sinal do amor de Deus que nos foi enviado

para que O escutemos e O levemos a sério,

aderindo à aliança de Deus e ao seu Filho.

A grandeza do Filho de Deus não se impõe pelas aparências,

mas acolhe-se pela fé e autoridade da sua Palavra

e pela coerência da sua vida e fidelidade da sua entrega na cruz.

 

Ninguém gosta de ser corrigido

e o serviço de autoridade está em crise.

A criança, desde bebé, habituou-se a mandar

e a fazer o que o capricho e a sua vontade exigem.

Vai para a escola e a força do grupo cria a sensação

que os professores são pagos para os entreter e servir.

Entram no digital e abre-se a porta do virtual,

onde o sonho é alimentado pela curiosidade,

e o diálogo (que na realidade é tão difícil),

no virtual incorpóreo flui facilmente

e quando não quer mais, desliga-se com uma desculpa.

 

Bendito sejas, Palavra de Deus feita Homem,

que continuas a proclamar a esperança do amor

e a necessidade de converter a vida à verdade

que salva e perdoa, que é solidária e faz o bem,

mesmo que doa e não seja correspondida.

Espírito Santo, abre o nosso coração ao Evangelho,

para que a nossa vida não seja palavreado oco

e se torne seguimento concreto de Jesus

nas pequenas e grandes coisas da vida.

Liberta-nos, Senhor, da indiferença à luz,

da conversão adiada e da incoerência de vida.



domingo, outubro 11, 2026

 

28º Domingo do Tempo Comum (11 outubro)

 




Ide às encruzilhadas dos caminhos e convidai para 

as bodas todos os que encontrardes. (cf. Mt 22, 1-14)

 

O reino de Deus é uma aliança de amor,

que une o Filho e as suas criaturas,

na paixão desta união se consumar numa grande boda.

O convite é para todos, bons e maus,

pois é o amor que purifica e não a natureza da pessoa.

Só aqueles, que não se querem converter ao amor pelo Filho

e se recusam a vestir a veste nupcial do amor, que se excluem.

 

O importante não é o lugar onde estamos,

mas a forma como estamos nesse lugar.

Podemos ir à igreja e deixarmos o coração no trabalho,

na mentira, no rancor, na vingança, na luxúria…

Podemos ir a um santuário colocar uma vela,

mas querermos voltar como fomos, sem renovar o Batismo.

Podemos unir-nos pelo matrimónio cristão,

mas querermos continuar a viver como solteiros,

uniões compradas ou furtuitas de aventureirismo,

sem o compromisso de construir o “nós” fecundo.

Podemos estar num convento de consagrados,

mas consagrarmos a nossa vida a outras coisas,

que não o seguimento de Jesus e a sua missão.

 

Bendito sejas, Pai de Jesus Cristo,

pelo amor que por nós nutres

e pelo banquete nupcial que preparaste

para todos, bons e maus, porque Jesus é salvador.

Espírito Santo, que nos animas com a mesma alma de Cristo,

faz de nós missionários, animados pela mesma missão

de convidar a humanidade toda para participar na boda do Cordeiro.

Ajuda-me a revestir de Cristo para que participe de traje nupcial.



sábado, outubro 10, 2026

 

Sábado da 27ª semana do Tempo Comum (10 outubro)

 



Mais felizes são os que ouvem a palavra de Deus e 

a põem em prática. (cf. Lc 11, 27-28)

 

A felicidade é viver em sintonia com a vontade do Criador,

revelada pelos profetas e em plenitude por Jesus.

A felicidade não é ser um herói para muitos,

por um tempo intenso, mas provisório,

pois estamos dependentes das esmolas das palmas

e dos ventos de feição que a qualquer momento podem virar.

A Mãe do Filho de Deus escutou a Palavra de Deus

e a Cheia de Graça viveu o seu sim cheia de fé.

 

No palco da vida fazem-se piruetas à procura de fama.

Um atleta pode ter um tempo de brilhar como estrela,

mas aos quarenta já está velho e essa carreira terminada.

Quem acha que ser feliz é viver o prazer intenso

e evitar tudo o que é dor e fracasso,

acabam por tentar curar os instantes da vida com drogas de evasão.

Quem vive a vida limitada ao bater do coração,

acaba por não aproveitar os dias de vida frágil e solitária.

 

Bom Pai, obrigado por nos ensinares a felicidade,

enviando-nos a tua Palavra que encarnou por meio de Maria

e se fez Evangelho vivo que todos podemos escutar e seguir.

Espírito Santo, dá-nos o dom da sabedoria humilde,

que sabe escolher e acolher a Palavra de Deus

e vive esta aventura com a fidelidade e a confiança de Maria.

Ensina-nos a ser felizes pela sintonia de vida com Cristo.



sexta-feira, outubro 09, 2026

 

6ª feira da 27ª semana do Tempo Comum (9 outubro)

 



Se Eu expulso os demónios pelo dedo de Deus, então quer dizer que o reino de Deus chegou até vós. (cf. Lc 11, 15-26)

 

O reino de Deus chegou até nós pelo dedo de Jesus.

É o mais forte que vence o poderoso príncipe do mal.

Ele vem unir o que o demónio desuniu,

perdoar aqueles que o demónio tentou e caíram,

libertar as velhas dependências que nos aprisionam e adoecem.

Também nós somos chamados a discernir

que espírito nos anima e que frutos geramos.

 

O espírito do mal gera divisão e desconfiança.

O espírito do mal paralisa-nos no ressentimento

e impede-nos de perdoar e reconciliar com o desavindo.

O espírito do mal faz-nos mentirosos e invejosos,

deixando o egoísmo fechar-nos no passado

e impedindo-nos de olhar o futuro com esperança.

O Espírito Santo ilumina a noite da fé,

adoça e cura a ferida do rancor que passou,

cria comunhão, vive o presente e relança o futuro.

 

Bendito sejas, ó Pai, por fazeres descer o teu reino,

pelo dedo do teu Filho, escondido na pessoa dum carpinteiro.

Bendito sejas, Jesus, ungido pelo Espírito Santo,

que na fragilidade humana mostraste a tua força

e venceste o mal e o pecado na ignominia da cruz.

Espírito Santo, faz de nós profetas fieis

e dá-nos o dom do discernimento dos espíritos,

para que, olhando os nossos frutos, acolhamos a tua graça.



quinta-feira, outubro 08, 2026

 

5ª feira da 27ª semana do Tempo Comum (8 outubro)

 



O Pai do Céu dará o Espírito Santo àqueles que Lho pedem! (cf. Lc 11, 5-13)

 

Deus é o amigo a quem recorremos quando precisamos.

A oração, conduzida pelo Espírito Santo, é bater à porta do Pai,

que está no Céu e bem ao alcance do nosso coração,

sabendo que Deus sempre quer o melhor para nós

e até é capaz de entregar-nos o seu Filho Jesus.

O Espírito Santo é fundamental para rezarmos com fé,

sabermos pedir o que é melhor para nós e para todos,

esperar com tranquilidade e confiança

a melhor hora e forma de recebermos o que pedimos.

 

O amor, não é respondermos ao capricho e ao vício,

porque amar alguém é querer-lhe bem e não ver-nos livres dele.

Nem sempre satisfazer todos os pedidos dos filhos

é a melhor forma de os amar e de os preparar para o futuro.

Assim como uma compra exige avaliação crítica,

também na oração de súplica precisamos de discernimento

e recorrer ao Espírito Santo para sabermos o que devemos pedir.

Por exemplo, “rogar pragas”, são preces que não são ouvidas

por Aquele que nos ensinou a amar os inimigos,

a rezar pelos que nos perseguem e a perdoar a quem nos ofende.

 

Bom Amigo e Pai de Jesus, Filho de Deus feito Homem,

obrigado por nos teres aceitado como teus filhos,

pela graça do teu Filho e da sua missão de a todos nos salvar.

Espírito Santo, dá-nos o dom da fé,

que sabe orar, batendo à porta do Amigo invisível,

na hora importuna da noite que busca a luz.

Ensina-nos a rezar com confiança e com perseverança,

no fogo do Espírito que se move no amor.



quarta-feira, outubro 07, 2026

 

4ª feira da 27ª semana do Tempo Comum, Virgem santa Maria do Rosário (7 outubro)

 



Quando orardes, dizei: ‘Pai, santificado seja o vosso nome; (cf. Lc 11, 1-4)

 

Jesus ensina-nos a rezar como filhos de Deus: “Pai”!

Rezar com os mesmo sentimentos de Jesus,

que ama o Pai e deseja que o seu Nome seja santificado

e que seja Deus a reinar no nosso coração.

Rezar no plural fraterno,

pedindo para que todos tenham o sustento necessário,

a sua misericórdia nos cure e perdoe os nossos pecados,

que sejamos misericordiosos e perdoemos como Deus,

e nos livre do mal, protegendo-nos da tentação.

 

A oração do Rosário começa com o Pai Nosso

e termina com o glória à Santíssima Trindade.

No intermédio, saudamos Maria a cheia de graça,

agradecemos-lhe o seu sim ao projeto de Deus

que fez dela a bendita entre as mulheres e a Mãe de Deus.

Pedimos-lhe que interceda por cada um de nós pecadores,

agora e na hora da nossa morte.

E Maria conduz-nos à meditação dos mistérios do seu Filho!

 

Bendito sejas, Jesus, que nos permites chamar Pai ao teu Pai,

com a mesma confiança e os mesmos sentimentos com que rezavas.

Querido Pai de toda a criatura, cheio de amor e de ternura,

envia-nos o Espírito Santo para que vivamos e oremos

com os mesmos sentimentos filiais e fraternais,

com que o teu Filho estremecia quando orava.

Virgem santa Maria do Rosário,

Mãe de Jesus que a todos nos adotaste como filhos,

reza por nós pecadores e dá-nos a paz de Jesus.



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