sábado, agosto 08, 2026
Sábado da 18ª semana do Tempo Comum, S. Domingos (8 agosto)
Por causa da vossa pouca fé. (cf. Mt 17, 14-20)
A Deus nada é impossível, pois Ele é o Senhor de tudo e
de todos.
Quem acreditar em Deus com fé e confiança,
tudo pode, quando sabe pedir o que Deus quer.
O Espírito Santo vem em nosso auxilio
para rezarmos e sintonizarmos com Deus,
confiando que é Ele quem atua por nosso intermédio,
quando o nosso querer e atuar é o de Deus.
Deus não se deixa instrumentalizar
nem se coloca ao serviço das nossa ambições,
caprichos ou maus sentimentos.
Se essa for a finalidade da nossa oração,
por mais fé que tenhamos, nada conseguimos de Deus.
Atuar em nome de Cristo supõe discernimento,
sintonia com a palavra evangélica,
despojamento de maus sentimentos e idolatrias,
ser homem novo em Cristo.
Dai-nos, Senhor, o dom da fé que penetra o mistério
e compreende o sentir divino,
com a alegria da obediência e a fidelidade de teu
enviado.
Espírito Santo, ilumina-nos o coração,
para que aprendamos a profecia do amor
e a compreensão da vontade de Deus
que ama e quer salvar na raiz e para a eternidade.
S. Domingos, rogai por nós, para que tenhais mais fé.
sexta-feira, agosto 07, 2026
6ª feira da 18ª semana do Tempo Comum (7 agosto)
Que poderá dar o homem em troca da sua vida? (cf. Mt 16, 24-28)
O Filho de Deus deu a sua vida em troca da nossa salvação.
Perdeu a vida para a voltar a receber das mãos do Pai.
Foi trigo enterrado na terra para ressurgir corpo glorioso
e fazer dos seus discípulos corpo místico do qual Ele é a cabeça.
Também nós somos chamados a amar incondicionalmente,
renunciando a nós mesmos e seguindo Jesus,
na hora da glória e da cruz, em toda a nossa vida.
A vida é um dom que não se compra nem se vende,
mas se faz dom em serviço de louvor e de caridade,
fecundando a vida de graça e de missão evangelizadora.
A lógica do mundo é de tudo fazer mercadoria
que se compra e se vende, que se valoriza ou desvaloriza,
segundo as leis do mercado, da procura e da oferta.
É assim com o trabalho, as novidades do consumo,
a indústria do culto do corpo e do desporto,
a busca da longevidade e do bem estar corporal e emocional…
Há gente que aceita congelar o tempo à espera dum tempo sem morte.
O certo é que, tanto o que tem dinheiro como o que o não tem, morre,
e ninguém consegue encontrar e comprar o elixir da juventude.
A única vida eterna que conhecemos foi-nos oferecida por Jesus.
Bendito sejas, Jesus, pela vida que nos deste,
morrendo por nós, pecadores e mal agradecidos.
Espírito Santo, dá-nos o dom da liberdade,
para nos podermos descentrar de nós mesmos,
sem medo de nos perdermos na aventura do amor
por Jesus e pelos irmãos que gemem fraternidade.
Ensina-nos, Senhor, a acumular para a eternidade
e não para o instante como segurança do amanhã.
quinta-feira, agosto 06, 2026
5ª feira, Transfiguração do Senhor (6 agosto)
Este é o meu Filho muito amado, no qual pus toda
a minha complacência. Escutai-O. (cf. Mt 17, 1-9)
O Filho de Deus transfigurou-se ao encarnar
num homem normal da periferia, frágil e a abater.
O anúncio da morte fez os discípulos ficarem perplexos,
inseguros, deprimidos, temerosos, desencorajados.
Jesus sobe com os três amigos, líderes do grupo,
e transfigura-se, faz-lhes ver o invisível
e antecipar a ressurreição antes de se acontecer a morte.
A nuvem do mistério divino fala do seu Filho amado,
que precisamos escutar na oração e na escuta da Palavra.
A vida traz-nos muitas surpresas que nos deixam perplexos:
uma doença súbita, um desemprego, uma infidelidade afetiva,
uma despesa não programada, uma morte de alguém querido…
O mundo parece sem chão a balançar ao vento!
Um abraço silencioso, uma palavra amiga,
umas lágrimas surdas perante o Santíssimo,
uma Palavra da Bíblia que nos anima a olhar com esperança…
São momentos de transfiguração que nos fazem olhar o sol
e a compreender o intragável, dando sentido ao mistério da vida.
Espírito Santo, dá-nos o dom da profecia
para que sejamos capazes de ver o
que só Deus vê
e escutar a Palavra de Deus como luz dos nossos passos.
Jesus, Emanuel das horas de cada dia,
ensina-nos a subir ao monte da oração,
quando a dureza da proximidade das surpresas,
nos deixam a chorar ou paralisados pelo medo.
quarta-feira, agosto 05, 2026
4ª feira da 18ª semana do Tempo Comum (5 agosto)
Também os cachorrinhos comem das migalhas que
caem da mesa de seus donos. (cf. Mt 15, 21-28)
Deus envia o seu Filho às suas criaturas,
para que o Filho dê às criaturas o Pão do Filho.
Jesus não nos dá apenas as migalhas que caiem da mesa,
mas convida-nos a todos para o banquete do Reino.
A fé desta mulher cananeia abre os horizontes da salvação,
a toda a humanidade e não apenas a Israel.
Deus vê-nos a todos como filhos e não como cachorros
e o seu Filho aprende com o Pai a amar-nos a todos como irmãos.
Ainda hoje há pessoas que se consideram mais do que os outros
e chamam a irmãos: cachorros, macacos, malcriados, animais…
É este olhar sobranceiro que leva a tomar certas atitudes de desprezo,
de insulto, de violência, de marginalização, de ostracismo.
Mas, para além da diferença da cor da pele ou do lugar de nascimento,
somos todos irmãos, criados pelo mesmo Deus,
por quem Jesus deu a sua vida na cruz para a salvação de todos.
Há uma cegueira preconceituosa que não deixa ver a verdade
e se torna ideologia intolerante e injusta.
Bom Pai, que a todos nos criaste com o mesmo amor
e enviaste o teu Filho para salvar a todos,
ensina-nos a amar a todos para além da diferença.
Espírito Santo, dá-nos o dom da sabedoria que sabe ler a vida
e descobrir fé e acolhimento onde menos esperávamos.
Bom Jesus, liberta-nos da cegueira do preconceito rácico e social,
para que a todos vejamos como irmãos
e a todos tratemos como irmãos e promovamos a justiça e a paz.
terça-feira, agosto 04, 2026
3ª feira da 18ª semana do Tempo Comum, S. João Maria Vianney (4 agosto)
O que sai da boca é que torna o homem impuro. (cf. Mt 15, 1-2.10-14)
Jesus é a Palavra de Deus que sai da sua boca
e é confirmada pela vida do Filho de Deus.
Jesus ensina os discípulos a pureza de coração
e não se interessa muito com os ritos de purificação exterior.
Os seus discípulos compreendem isso
e não se prendem aos costumes antigos de lavagens constantes.
Mas Jesus está muito atento à forma como tratamos o irmão,
às palavras de bênção e de perdão, à oração a Deus,
à proclamação do Evangelho e ao diálogo.
O santo Cura d’Ars, pequena aldeia de França,
fez da sua boca conselho espiritual, confessor de pecados,
catequese acessível, presidente da Eucaristia,
silêncio de adoração, escritor da esperança e da misericórdia…
Aquele que pensavam ser incapaz de pregar e confessar,
tornou-se modelo do sacerdote e do missionário
que evangeliza por atração e interpelação à conversão.
A fé e a santidade revelaram grande o que é pequeno e frágil.
Jesus, boca de Deus em linguagem galileia e com sotaque impuro,
ensina-nos a focar mais no que dizemos
e nos frutos que pretendemos, quando os dizemos.
Espírito Santo, dá-nos o dom do bom conselho e da fé,
para que saibamos escutar e dar uma palavra amiga,
que interpela à reflexão e esperança
a quem procura um rumo na cegueira da vida.
S. João Maria Vianney, pastor humilde e assertivo,
orai pelos sacerdotes, para que descubramos
o caminho da fidelidade e santidade que seguiste.
segunda-feira, agosto 03, 2026
2ª feira da 18ª semana do Tempo Comum (3 agosto)
Sentindo a violência do vento e começando a
afundar-se, gritou: «Salva-me,
Senhor!». (cf. Mt 14, 22-36)
Jesus envia os discípulos e permanece unido a eles em oração.
Vê-os cansados de remar com ventos contrários e vai ter com eles.
Caminha sobre a água e diz a Pedro que faça o mesmo.
Pedro, caindo na sua humanidade e sentindo o vento contrário,
começa a fundar-se, desviando o seu olhar de Jesus.
É na sua aflição e desespero que pede ajuda a Jesus: “Salva-me”.
E Jesus prontamente lhe dá a mão e o salva das águas revoltas.
Pedro com a mão de Jesus na sua mão, caminham os dois até ao barco.
São as dúvidas de fé que nos fazem afundar na tempestade.
Quando deixamos de nos focar em Jesus
e nos focamos na fragilidade das nossas capacidades,
partimos para o combate já vencidos e paralisados.
Esquecemos que o Reino de Deus é semelhante a um pequeno grão,
que é preciso semear para que possa crescer e desenvolver-se,
perdendo-o na terra para o ganhar germinado e vida nova.
Senhor Jesus, ensina-nos a caminhar nas tempestades,
confiando mais em Ti do que em nós,
pois não passamos de ramos teus, abanados pelo vento.
Dá-nos o dom da fé que nos faz criativos na missão,
acreditando que os sinais da tua presença
não são a facilidade da aventura, mas a fidelidade na procura.
Salva-nos, Senhor, do medo de nos perder,
quando os ventos são contrários e a indiferença dói.
domingo, agosto 02, 2026
18ª semana do Tempo Comum (2 agosto)
Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes».
Disse Jesus: «Trazei-mos
cá». (cf. Mt 14, 13-21)
É a compaixão de Jesus que supera a nossa pobreza
e multiplica o pouco que temos, não só para nós,
mas também para partilhar por todos os que precisam.
Só o amor sabe partilhar o que temos,
vencendo a indiferença e seguindo o impulso da compaixão.
Jesus alimenta-nos com a sua palavra e o pão partilhado,
e quer que aprendamos com Ele
a partilhar e a dar de comer a Palavra de Deus
e a contribuir para que todos tenham o necessário.
Uma das desculpas para não partilharmos com os outros
é que o pouco que temos não vai resolver o problema da pobreza.
Mas ao não partilharmos arranjamos um problema para nós,
porque não aprendemos a arte da compaixão
nem nos tornamos benditos do Pai,
porque não partilhamos o pão com Jesus que tem fome no pobre.
É preciso atuar localmente e com o nosso pouco,
para podermos contribuir para resolver o problema global.
É uma areia na praia, mas a praia é feita de muitas areias.
Bom Jesus, que sendo tudo Te fizeste despojado,
para com a tua pobreza nos enriquecer a todos.
Com a tua compaixão e sabedoria da partilha abençoada,
ensina-nos a amar os irmãos, dando-lhe de comer
o pão da Palavra e o pão da boca que mata o desespero
e faz ressuscitar a esperança duma fraternidade em Deus.
Alargar-nos o coração para amar como Tu,
que vença o egoísmo e a indiferença
que aumenta o colesterol mau de quem tem um pouco de tudo.