quarta-feira, outubro 07, 2026
4ª feira da 27ª semana do Tempo Comum, Virgem santa Maria do Rosário (7 outubro)
Quando orardes, dizei: ‘Pai, santificado seja o vosso nome; (cf. Lc 11, 1-4)
Jesus ensina-nos a rezar como filhos de Deus: “Pai”!
Rezar com os mesmo sentimentos de Jesus,
que ama o Pai e deseja que o seu Nome seja santificado
e que seja Deus a reinar no nosso coração.
Rezar no plural fraterno,
pedindo para que todos tenham o sustento necessário,
a sua misericórdia nos cure e perdoe os nossos pecados,
que sejamos misericordiosos e perdoemos como Deus,
e nos livre do mal, protegendo-nos da tentação.
A oração do Rosário começa com o Pai Nosso
e termina com o glória à Santíssima Trindade.
No intermédio, saudamos Maria a cheia de graça,
agradecemos-lhe o seu sim ao projeto de Deus
que fez dela a bendita entre as mulheres e a Mãe de Deus.
Pedimos-lhe que interceda por cada um de nós pecadores,
agora e na hora da nossa morte.
E Maria conduz-nos à meditação dos mistérios do seu Filho!
Bendito sejas, Jesus, que nos permites chamar Pai ao teu Pai,
com a mesma confiança e os mesmos sentimentos com que rezavas.
Querido Pai de toda a criatura, cheio de amor e de ternura,
envia-nos o Espírito Santo para que vivamos e oremos
com os mesmos sentimentos filiais e fraternais,
com que o teu Filho estremecia quando orava.
Virgem santa Maria do Rosário,
Mãe de Jesus que a todos nos adotaste como filhos,
reza por nós pecadores e dá-nos a paz de Jesus.
terça-feira, outubro 06, 2026
3ª feira da 27ª semana do Tempo Comum (6 outubro)
Recebeu-O em sua casa.
(cf. Lc 10, 38-42)
O Filho de Deus montou entre nós a sua morada.
Bate à nossa porta para habitar em nós, como templo vivo.
Tem o aspeto de pobre e galileu, conhecido como carpinteiro,
e na sua pobreza traz a salvação a nossa casa.
Podemos fazer muita coisa para O receber,
mas a melhor forma de O receber é escuta-Lo
e deixar que Ele nos conduza e ensine a amar.
Num mundo pragmático e que valoriza o fazer,
estar tranquilo, de olhos postos no Mestre,
parece tempo perdido e inútil: “fazer nada”.
Há muitos consagrados que se esgotaram a trabalhar,
que quando ficam doentes ou idosos,
se consideram inúteis, um peso, estéreis.
Mas se a melhor parte é escutar, orar, contemplar
e deixar que Jesus nos purifique o coração,
então esta fase da vida pode tornar-se a mais fecunda!
Bom Jesus, escutei que estás à minha porta
e queres entrar e ficar comigo neste hoje eterno.
Obrigado por seres meu amigo e salvador.
Espírito Santo, dá-nos o dom da hospitalidade divina,
com ouvidos de discípulo e silêncio confiante,
para que permanecer ao teu lado não seja um frete
e descubra a alegria da tua presença e a graça do teu Evangelho.
Ajuda-me, para que no meio de tanta inquietação,
saiba escolher a melhor parte de Te acolher como Mestre.
segunda-feira, outubro 05, 2026
2ª feira da 27ª semana do Tempo Comum (5 outubro)
Qual destes três te parece ter sido o próximo daquele homem? (cf. Lc 10, 25-37)
Deus faz-se próximo da humanidade que se tinha afastado.
É por compaixão que desce até nós, nos cura do pecado,
nos purifica e perdoa, nos ilumina com a sua Palavra e nos salva.
É por compaixão que envia o seu Filho pela porta de Maria,
o Filho se despoja de tudo para nos dar a sua vida
e nos envia o Espírito Santo, que refresca o nosso alento.
A questão não é quem é o meu próximo,
mas o que me faz ser próximo do outro que sofre.
Normalmente, considera-se o meu próximo:
os meus familiares, os meus amigos, os bondosos,
os colegas de turma ou de trabalho, os clientes fiéis…
Hoje, alguns recusam aproximar-se dos pobres,
dos doentes, dos de outro partido ou clube,
dos que me ofenderam ou disseram mal de mim,
dos estrangeiros ou de outra religião, dos marginais,
dos presos, dos deficientes, dos de certa coloração de pele…
Mas como posso dizer-me cristão,
se recuso aproximar-me daqueles com quem Cristo se identifica?
Coração amoroso de Deus Trindade,
obrigado porque Te fazes próximo de nós, pobres criaturas,
que arrogantemente se afastam de Ti
e sofrem o inverno da solidão e a escravidão do pecado.
Bom Jesus, Samaritano compassivo, que não ficas indiferente
e Te aproxima de cada um de nós,
perdidos da felicidade da comunhão e da esperança.
Espírito Santo, ensina-nos a amar sem fronteiras e sem condições,
com entranhas de misericórdia e mãos solidárias,
aproximando-nos de todos os que sofrem e agonizam.
domingo, outubro 04, 2026
27º Domingo do tempo Comum, S. Francisco de Assis (4 outubro)
Arrendará a vinha a outros vinhateiros, que lhe entreguem os frutos a seu
tempo (cf. Mt 21, 33-43)
Deus é o criador e dono da vinha.
Colocou todo o seu amor na vinha
e na escolha dos vinhateiros.
Mas os vinhateiros tomaram posse da vinha,
como se fosse deles, matando o Filho do Dono.
Os frutos da aliança foram substituídos
pelos frutos da injustiça, da idolatria,
da violência, do roubo e da desobediência.
O problema não é só do Povo escolhido,
é de todos os que cuidam da Criação e da Igreja.
No Batismo prometemos renunciar ao mal
e seguir Jesus na forma de viver a fé e o amor.
Mas a maioria fica apenas com o nome cristão,
o resto é viver como toda a gente.
Um dia consagrei-me como missionário do Verbo Divino,
mas às vezes interrogo-me se sou mesmo,
pois isto de tomar posse dum nome é uma responsabilidade.
Bom Deus e nosso criador, tudo vos pertence,
ajuda-nos a servir e amar com humildade e fidelidade.
Espírito Santo, dá-nos o dom da libertação
do desejo de dominar e de privatizar o que é dom e graça.
S. Francisco de Assis, irmão da criação e evangelho vivo,
intercede por nós, para que que sejamos a Igreja de Cristo,
disponível para dar glória a Deus com humildade
e viver livres de desejos de poder e da idolatria
de querermos controlar tudo e todos, até o próprio Deus.
sábado, outubro 03, 2026
Sábado da 26ª semana do Tempo Comum (3 outubro)
Alegrai-vos antes porque os vossos nomes estão escritos no Céu. (cf. Lc 10, 17-24)
A alegria de Deus é a nossa salvação.
Os nossos nomes estão escritos no coração de Deus.
Por isso, há festa quando um pecador se arrepende
e pede perdão, acolhendo a misericórdia por meio de Jesus.
A verdadeira alegria do cristão não é o sucesso do número,
pois o orgulho afasta-nos da missão de Deus.
A verdadeira alegria é saber-se amado,
apesar de se reconhecer pecador e imperfeito.
As pessoas e empresas de sucesso
trabalham por objetivos, lucros e poder.
Os que não são produtivos, os fracos e imperfeitos,
não dão alegria aos próprios nem aos próximos
e são vistos como um obstáculo ao desenvolvimento.
Neste sentido, ter um filho com deficiência, doente, “nim”…
não trás alegria aos seus pais e familiares.
Bom Deus, obrigado porque nos amas eternamente.
Louvado sejas, querido Jesus, enviado do coração do Pai,
porque vives o hoje do “Ano da Graça do Senhor”.
Espírito Santo, dá-nos um olhar fraterno e bom,
que sabe valorizar a dignidade de toda a pessoa,
independentemente da sua condição física,
cultural, social, moral, religiosa, produtiva.
Ajuda-nos a descobrir a verdadeira alegria de ser cristão.
sexta-feira, outubro 02, 2026
6ª feira da 26ª semana do Tempo Comum, S. Anjos da Guarda (2 outubro)
Há muito tempo teriam feito penitência. (cf. Lc 10, 13-16)
Cafarnaum tornou-se a residência de Jesus,
após ter saído de Nazaré da Galileia.
Aí proclamou abundantemente o seu Evangelho
e fez inúmeros milagres, mas a conversão foi parca.
Grandes multidões seguiam Jesus para verem milagres,
mas a cidade continuou a seguir o seu rumo,
não houve penitência nem passos de conversão.
Deus cuida-nos de forma personalizada,
dando-nos um Anjo da Guarda a cada um de nós.
Ele é o nosso melhor amigo, aconselhando-nos,
sem nos forçar nem impedir de nada.
Fala-nos baixinho, de dentro para fora,
soprando o bom caminho com luz na mão.
Faz brotar na consciência a verdade que dói,
impelindo-nos à conversão e à verdadeira penitência.
Querido Pai, bendito sejas pelo meu Anjo da Guarda,
dom do teu amor e expressão da tua ternura.
Querido amigo, Anjo da minha companhia,
obrigado pela fidelidade à tua missão de me salvar,
e perdoa-me as vezes que te ignorei ou te silenciei,
abrindo as velas da minha impulsividade e aventureirismo.
Santo Anjo da Guarda, minha luminosa companhia,
guardai-me de todo o mal e mostrai-me as pegadas de Jesus.
quinta-feira, outubro 01, 2026
5ª feira da 26ª semana do Tempo Comum, S. Teresa do Menino Jesus, mês do Rosário e da Missão (1 outubro)
E se lá houver gente de paz, a vossa paz repousará
sobre eles; senão,
ficará convosco. (cf. Lc 10,
1-12)
Deus é paz que chove do Céu com a grandeza do coração.
O Filho de Deus desce para trazer a paz à terra
e mesmo que não seja acolhida, Jesus continua a ser paz.
Foi abandonado, negado e traído pelos discípulos,
mas, ao ressuscitar, as suas primeiras palavras
foram: Shalom, a paz esteja convosco!
Jesus envia os discípulos, dois a dois, para levar a paz
sem a perder, mesmo quando não é acolhida!
Nada justifica cristãos missionários amargurados,
desanimados, tristes, envergonhados, raivosos.
Somos seguidores do Príncipe da Paz,
e devemos ser pessoas de paz em todos as circunstâncias.
O resto é imitar aqueles que nos rejeitam,
são violentos, raivosos, agressivos, intolerantes.
O mundo de costas voltadas uns contra os outros,
precisa de cristãos seguidores de Cristo, mensageiros da paz,
construtores da justiça, anunciadores da esperança.
Bom Deus, que nos abençoas na paz,
dá-nos a graça de sermos fieis à paz de Jesus.
Querido Jesus, que na cruz nos ensinaste a paz dos fortes,
ensina-nos a não perdermos a paz
nas rejeições e perante perseguições e injúrias.
Espírito Santo, dá-nos o dom da paz e da missão,
para que sejamos uma Igreja viva e profética.
S. Teresa do Menino Jesus, missionária do amor de Jesus,
intercede para que aprendamos a amar e a rezar pelos
pecadores, indiferentes, agnósticos e ateus.
