terça-feira, julho 07, 2026

 

3ª feira da 14ª semana do Tempo Comum (7 julho)

 



Pedi ao Senhor da seara que mande trabalhadores 

para a sua seara. (cf. Mt 9, 32-38)

 

Deus é o Senhor da seara, o criador de todas as coisas.

Ele é também quem chama colaboradores para a sua missão.

Esta missão, não é um emprego religioso ou um pedestal elevatório,

mas é deixar-se cativar pelo mesmo amor às ovelhas sem pastor,

com o mesmo coração compassivo que Jesus nos revela.

Pedir ao Pai que mande trabalhadores para a sua messe,

não é recordar-lhe aquilo que precisamos,

mas recordar-nos o empenho e dedicação que devemos ter

para que todos se salvem e acolham Jesus como bom Pastor.

 

Rezar pelas vocações não é desejar ter número em formação,

mas pedir ao Espírito Santo discernimento e fogo de entrega,

para que haja candidatos com coração de discípulo e de pastor.

Rezar pelas vocações é pedir ao Senhor que toque

os que já responderam e são diáconos, padres, bispos, consagrados,

para que não vistam apenas o hábito ou a túnica,

mas vivam com espírito humilde e missionário

e não se limitam a gerir a máquina pastoral pelo mínimo.

Rezar pelas vocações é despertar naqueles que rezam

a vontade de se entregarem totalmente à missão de Cristo.

 

Senhor Jesus, obrigado porque oras por nós teus discípulos

para que sejamos todos inteiros teus discípulos e missionários

na arte da compaixão e do testemunho dos valores do Reino de Deus.

Pai Santo, Senhor da messe, ensina-nos a ser como o teu Filho,

trabalhadores incansáveis da tua messe,

capazes de dar a vida pelas ovelhas perdidas sem pastor.

Espírito Santo, dá-nos o dom da fé e do testemunho,

para que nunca sejamos meros funcionários da Igreja,

mas sinais vivos que seguem o Mestre da messe.



segunda-feira, julho 06, 2026

 

2ª feira da 14ª semana do Tempo Comum (6 julho)

 



Riram-se d’Ele. (cf. Mt 9, 18-26)

 

Deus criou-nos com amor eterno e muitos riem d’Ele.

Deus cuida de nós com amor personalizado e misericordioso,

e muitos riem-se d’Ele e não sabem ser agradecidos.

Deus envia-nos os seus profetas e por fim o seu Filho,

para que de criaturas sejamos recriados filhos de Deus

e muitos riem-se de Jesus e matam-no numa cruz.

Deus ressuscita o seu Filho e Ele permanece connosco,

enviando-nos o Espírito Santo e muitos riem-se d’Ele.

Deus deixa-nos a sua Palavra e a sua Igreja,

e muitos ficam indiferentes e riem-se dos seus discípulos.

 

Há gente orgulhosamente ateia e indiferente,

que se ri dos que acreditam e celebram a sua fé,

pensando-se uns ilustrados e os crentes uns ignorantes.

Há gente que vive para si mesmos

e se ri dos que se sacrificam pelo bem comum.

Há gente que vive bem e têm saúde

que se ri dos pobres, deficientes, migrantes, idosos e dementes.

Há gente que olha com desconfiança a religião popular

e se ri destas atitudes como uma religiosidade inferior.

 

Senhor Jesus, deixa-me tocar o teu manto

e toca-me o coração da fé, curando a minha vida do mal.

Senhor Jesus, impõe sobre mim as tuas mãos redentoras

e dá vida nova aos galhos secos das minhas relações estéreis.

Espírito Santo, dá-nos o dom da alegria da fé,

que nos faz humildes e atentos à tua presença amiga,

e nos retira o olhar sobranceiro e cego que se ri de tudo

e não sabe agradecer nada nem a ninguém.



domingo, julho 05, 2026

 

14º Domingo do Tempo Comum (5 julho)

 



Aprendei de Mim, que sou manso e humilde de 

coração, (cf. Mt 11, 25-30)

 

Deus é o invisível presente, paciente e silencioso,

que nos anima pelo seu Espírito, a sermos pacíficos e humildes.

Jesus aceita ser o Messias despojado de poder destruidor,

que entra em Jerusalém, montado num jumentinho emprestado,

manso e humildade de coração, como Cordeiro Pascal.

Jesus dá-nos a sua paz e convida-nos a aprender com Ele,

a viver uma paz desarmada e redentora da vida.

 

Vivemos numa época violenta ao mais alto nível,

onde as guerras se prolongam e intensificam,

fermentando uma corrente armamentista globalizada.

O diálogo político e a esperança no futuro estão a perder,

perante o clima do medo, a destruição de vidas e bens.

O resultado é a morte de inocentes,

a eliminação das infraestruturas, a crise económica global,

o êxodo anárquico de refugiados…

O problema mais grave é cultural e social,

que gera comportamentos agressivos na escola,

no namoro, na família, no desporto, na política…

 

Bom Deus, bendito sejas pela grandeza da tua mansidão,

pela invisibilidade do teu poder

e pela claridade da tua paciente misericórdia.

Bendito sejas, bom Jesus, pela tua poderosa fragilidade,

que nasceu da imensidão do teu coração

e respeito pela vida em todas as suas manifestações.

Bendito sejas, grande Mestre da paz desarmada,

que na cruz revelaste a tua fidelidade à aliança,

perdoando àqueles que Te traíram e mataram.

Espírito Santo, anima-nos a frequentar esta escola de paz.



sábado, julho 04, 2026

 

Sábado da 13ª semana do Tempo Comum, Isabel de Portugal (4 julho)

 



Ninguém põe remendo de pano novo em vestido velho. (cf. Mt 9, 14-17)

 

Jesus é o pano novo que nasce de Maria,

por obra e graça do Espírito Santo.

Jesus não quer ser um remendo novo no homem velho,

mas o coração de uma humanidade renascida na sua Páscoa.

Mais do que rituais ou deveres religiosos cumpridos por tradição,

quer amigos do Esposo,

que quer renovar a aliança com a humanidade no seu sangue.

 

Há agora a moda das calças novas com rasgões,

como se os ricos possam brincar aos pobrezinhos

e branquear os sinais de pobreza como realidade crua.

Há por outro lado um fascínio pelo sincrético religioso e cultural,

que procura exaltar o comum, anulando as identidades.

Isto encaixa bem na New Age e no subjetivismo,

na ideologia do género e na política de interesses,

sem identidade definida, moldada pelas circunstâncias.

 

Bom Jesus, Veste nova descida do Céu,

reveste-nos de homem novo, animado pelo teu Espírito.

Liberta-nos das vestes de representação teatral,

que são hábito sem coração de consagrado,

um “faz de conta” incensado e idolatrado.

S. Isabel de Portugal, rainha na arte de servir os pobres

e bordar a paz, reza por nós, para que sejamos santos de coração

e missionários da ternura e da justiça evangélica.



sexta-feira, julho 03, 2026

 

6ª feira, S. Tomé, apóstolo

 



Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez 

em casa e Tomé com eles. (cf. Jo 20, 24-29)

 

Onde dois ou três se reunirem em nome de Jesus,

Ele revela-se no meio deles.

O Domingo é o dia do Senhor, o dia da reunião dos discípulos

para celebrar a Páscoa de Jesus e a sua última Ceia.

Quem está dentro da comunidade

não precisa de meter a mão nas marcas do Crucificado para acreditar,

pois agora o Corpo de Cristo é a Igreja em celebração.

Tomé foi feliz porque aceitou o testemunho: “vimos o Senhor!”

e no Domingo seguinte estava com os outros discípulos

e pode deixar-nos a mais bela profissão de fé:

“Meu Senhor e meu Deus”!

 

Habituámo-nos a ser comentadores bancada,

sem entrarmos em jogo no campo.

É assim na politica, na economia, na sociedade,

no desporto, na cultura e na religião.

Muitos têm suspeita em relação à Igreja

e têm uma ideia do que é e do que lá se passa,

mas têm dificuldade em fazer a experiência,

indo, participando, compreendendo as coisas por dentro.

 

Meu Senhor e meu Deus, obrigado porque estás no meio de nós,

apesar de não sermos os discípulos perfeitos que devíamos ser.

Ajuda-nos a ser células vivas do Corpo de Cristo, a Igreja,

e não meros comentadores de bancada.

S. Tomé, irmão gémeo no peregrinar da fé e da missão,

intercede para que também nós saibamos dar passos

para passarmos da dúvida e da desconfiança,

à profissão de fé e ao testemunho do Evangelho.



quinta-feira, julho 02, 2026

 

5ª feira da 13ª semana do Tempo Comum (2 julho)

 



O Filho do homem tem na terra o poder de perdoar os pecados. (cf. Mt 9, 1-8)

 

O Filho de Deus tem o poder divino de perdoar os pecados

e de reconciliar a humanidade com Deus.

Jesus é o Filho de Deus, nascido de Maria a Mulher,

e tem o poder de curar o corpo e a alma.

A cura física é um sinal da cura interior e espiritual.

Por isso, não nos podemos fixar apenas na cura física.

 

A perda de sentido de pecado,

desvaloriza as consequências do mal.

Há paralíticos por falta de resposta muscular e neurológica,

e há paralíticos por comodismo, preguiça, indiferença…

Há gente que não participa na liturgia por não conseguir ir

e há gente que fisicamente não tem problemas,

mas que tem falta de fé, medo do que poderão dizer dele,

raiva com alguém na Igreja, egoísmo.

 

Louvado sejas, meu bom Jesus,

misericórdia revestida de humanidade,

por nos servires o perdão dos pecados e nos curares a alma.

Bendito sejas, pelos sacramentos do Batismo e da Reconciliação,

que nos permitem recomeçar de novo com esperança.

Espírito Santo, ajuda-nos a identificar as nossas paralisias,

se são de ordem física, moral ou emocional.

Torna-nos livres para amar e servir o Senhor nos irmãos.



quarta-feira, julho 01, 2026

 

4ª feira da 13ª semana do Tempo Comum (1 junho)

 



Que tens que ver connosco, Filho de Deus? (cf. Mt 8, 28-34)

 

Jesus veio para nos libertar do mal,

que nos leva a viver como se já estivéssemos mortos.

Veio reorganizar o mundo, levando a impureza a habitar o impuro,

e o ser humano a viver na comunhão com Deus e a sociedade.

Mas, como no caso dos gadarenos,

habituamo-nos a viver na desordem,

e pedimos a Jesus que se vá embora e nos deixe na impureza.

 

Quase ninguém gosta de ser chamado à atenção:

o dependente de diferentes adições não gosta que lhe toquem no tema,

e quando muito diz que um dia destes vai deixar a adição.

O injusto não gosta da justiça e prefere trabalhar na penumbra,

Continuando a explorar, mentir e extorquir.

O infiel não gosta de ser criticado pelo seu adultério,

e defende-se atacando de intrometido na vida alheia

e antiquado nos valores e nas modas que andam por aí.

 

Jesus, Filho de Deus, vem ter connosco e ensina-nos a viver,

a recuperar a alegria do bem e a fidelidade ao amor,

para que a fé em Ti seja o motor de uma vida santa.

Perdoa a resistência à tua palavra e à conversão,

contentando-nos em cumprir uns deveres e ritos religiosos,

para não mudarmos o coração e os sentimentos.

Dá-nos um novo Céu e uma nova terra,

onde habite a justiça e a paz,

e a fé abrace a esperança e comunhão.

 



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