sexta-feira, outubro 30, 2026
6ª feira da 30ª semana do Tempo Comum
É lícito ou não curar ao sábado? (cf. Lc 14, 1-6)
Deus é amor e as leis que d’Ele vêm são amor.
Tudo o que impedir de amar alguém e querer-lhe bem
não nasce de Deus nem conduz a Deus.
O descanso sabático é um preceito sagrado,
mas curar, proteger e dar vida é um preceito superior.
É amar o próximo como a nós mesmos!
O que é que nos impede de amar alguém,
porque se está a infringir algo sagrado?
Os casais cujo primeiro matrimónio não deu certo
e agora vivem com outra pessoa e deu certo,
devem ser condenados ou animados a fortalecer o seu amor?
Alguém que se afastou da Igreja e até andou por maus caminhos,
mas agora quer reaproximar-se e reencontrar a fé,
deve ser impedido ou acolhido e acompanhado?
Bom Deus e nosso Pai, louvado sejas por seres amor
e nos ensinares a amar as pessoas em todas as circunstâncias.
Bom Jesus, Filho encarnado de Deus,
obrigado pelos questionamentos que nos fazes
sobre o que é prioritário na vida.
Espírito Santo, dá-nos o dom do discernimento,
para sabermos distinguir o bem do mal,
o que é amar a Deus e ao próximo.
quinta-feira, outubro 29, 2026
5ª feira da 30ª semana do Tempo Comum (29 outubro)
Eu quis reunir os teus filhos, como a galinha
recolhe os pintainhos debaixo
das suas asas! (cf. Lc 13, 31-35)
Deus é um Pai que nos ama e acolhe como Mãe.
Quer reunir-nos e salvar-nos a todos sob a sua proteção.
Perante o perigo da tentação do mal, chama por nós,
como a galinha chama os seus pintainhos
perante o perigo eminente de morte.
Mas apesar de tanto amor, rejeitamos o seu Filho
e tentamos cala-Lo e mata-Lo como um malfeitor.
Perseguimos o Salvador e acolhemos o que nos quer perder.
Há no crescimento da pessoa humana
uma fase adolescente,
em que nos voltamos contra os que nos querem bem:
os nossos pais, os nossos professores e pedagogos.
E tomamos como autoridade a seguir e a imitar
os chamados emancipados, rebeldes, lideres do gang.
Deus e tudo o que está ligado à religiosidade
é tratado da mesma forma adolescente e em fuga.
Querido Pai, obrigado porque de simples criaturas
queres elevar-nos à condição de filhos amados no Filho.
Bom Jesus, Filho de Deus com coração de Pai-Mãe,
louvado sejas por nos quereres salvares,
apesar de Te perseguirmos e crucificarmos numa cruz,
libertando Barrabás, malfeitor da mesma tempera que nós.
Espírito Santo, dá-nos o dom do discernimento,
para que hoje não rejeitemos Jesus que está no meio de nós,
mas O acolhamos e sejamos como Ele, Palavra de Deus.
quarta-feira, outubro 28, 2026
4ª feira, S. Simão e S. Judas Tadeu (28 outubro)
Escolheu doze… Simão, chamado o Zelota; Judas,
irmão de Tiago… (cf. Lc 6, 12-19)
Jesus, como bom Filho, fala durante a noite com o Pai,
sobre quem deve escolher para serem os alicerces da Igreja.
Entre a lista dos Doze, apresentada por Lucas,
estão Simão, chamado Zelota, e Judas, irmão de Tiago.
Os dois seguiram Jesus,
os dois fugiram, quando prenderam o Mestre,
os dois voltaram e fizeram a experiência do Ressuscitado,
os dois receberam o Espírito Santo
e testemunharam a sua fé com o martírio.
Jesus constitui, por querer do Pai, o grupo dos Doze,
muito heterogéneo: zelotes, pescadores, publicanos,
judeus, galileus, cananeus, ricos e pobres.
Não os escolher por serem sábios e líderes natos,
mas porque nestes doze todos nos podermos rever
e, em Jesus, o Mestre que capacita os seus discípulos
para que, conduzidos pelo Espírito Santo,
possam ser portadores da sabedoria e da força de Deus.
Somos uma Igreja de pessoas imperfeitas e pecadoras,
que colocam a sua esperança em Jesus, que salva e perdoa.
Bendito sejais, Santíssima Trindade, porque nos escolhestes
para nos abrirmos à fé e colaborarmos na tua missão.
Espírito Santo, dá-nos o dom da fé e da sabedoria do coração,
para que, na humildade e fidelidade,
sejamos seguidores de Cristo e anunciadores do Evangelho.
S. Simão e S. Judas, apóstolos de Cristo no silêncio da história,
orai para que também nós saibamos ser fermento novo
que dá vida, cura as desavenças e semeia a justiça e a paz.
terça-feira, outubro 27, 2026
3ª feira a 30ª semana do Tempo Comum (27 outubro)
O reino de Deus é semelhante ao fermento. (cf. Lc 13, 18-21)
Jesus, ao encarnar, não que ser uma nova teoria doutrinal,
mas um fermento que forma os discípulos pelo exemplo,
vivendo e morando com Ele, caminhando com Ele, escutando-O.
Ele mistura-se connosco e come com os pecadores,
não para ficar contagiado pelo pecado e ser como nós,
mas para nos contagiar com a sua santidade e misericórdia,
dano-nos o seu Espírito e a possibilidade de sermos santos.
É esta a missão profética do cristão:
ser fermento de Cristo na sociedade, inculturar a fé.
Há uma cultura que se respira, valores que se vendem,
hábitos que se adquirem, formas de vestir e de comer,
que se vão impondo nos meios de comunicação,
nas redes sociais, na TV, na moda, na cultura, na política…
É como um fermento que vai contagiando tudo e todos.
E qual o papel dos cristãos nesta corrente que nos arrasta?
Jesus diz que devemos ser fermento pascal,
que purifica e salva, humanizando a vida
e contribuindo para que seja uma magnifica humanidade
em humildade, justiça, paz, bem comum, acolhimento, amor.
Senhor Jesus, fermento pascal que combate o fermento da mal,
fica connosco e envolve-nos com o teu Espírito,
para que demos o nosso contributo para um mundo melhor.
Espírito Santo, conduz a nossa vida de batizados,
e ajuda-nos a ser profecia que incultura a fé
e cria uma forma nova de viver as relações com os outros
e com a natureza, curando o que está doente.
Ensina-nos a ser portadores de Cristo e a contagiar com o testemunho.
segunda-feira, outubro 26, 2026
2ª feira da 30ª semana do Tempo Comum (26 outubro)
Ela endireitou-se logo e começou a dar glória a Deus. (cf. Lc 13, 10-17)
Deus quer-nos de coluna levantada,
não como orgulho e complexo de superioridade,
mas para darmos glória a Deus e olharmos o outro como irmão.
Fomos feitos para o diálogo e o abraço,
capazes de levantar o olhar para Deus
e acolher o outro como irmão.
O Filho desceu à nossa condição de pequenez,
para nos olhar como irmão e curar os nossos pecados,
aquilo que nos pesa na vida e nos prende ao mal.
Há passados que nos encurvam e envergonham.
Há olhares julgadores que nos fazem baixar o olhar.
Há palavras desencorajadoras que nos secam a esperança
e nos tiram a força para tentar de novo e confiar.
Por outro lado, há mãos amigas que levantam o ânimo,
palavras ternas que nos secam as
lágrimas
e nos animam a levantar e a recomeçar, sem medo de errar.
Há perdões que dão a oportunidade de curar o passado,
e nos fazem sentir amados, mesmo quando falhamos.
É assim, quando ajoelhados, pedimos a Deus perdão
e sentimos o abraço do Pai com o filho da parábola da misericórdia.
Bom Jesus, obrigado porque encurvados pelo peso do pecado,
nos olhas como filhos de Abraão e nos libertas do que nos encurva.
Espírito Santo, dá-nos um olhar bom e fraterno,
para que não seja juiz que condena, mas irmão que eleva
e ajuda a recuperar a dignidade de filhos de Deus.
Ajuda-nos a aprender com Jesus a não querer defender Deus,
desprezando ou adiando o bem que podemos fazer ao irmão.
Ensina-nos a não ser laxistas sem nos tornarmos fundamentalistas,
a buscar a verdade na caridade,
colocando no centro a pessoa humana, mesmo de trajes andrajosos.
domingo, outubro 25, 2026
30º Domingo do Tempo Comum (25 outubro)
Nestes dois mandamentos se resumem toda a Lei e
os Profetas. (cf. Mt 22, 34-40)
Deus criou-nos para amadurecermos na arte de amar,
seja quando nos relacionamos com Deus,
seja quando nos relacionamos com os outros e a natureza.
Nada devemos fazer por obrigação ou medo de castigo,
tudo devemos fazer por amor e vontade de fazer o bem.
Todos os mandamentos se resumem nestes dois mandamentos:
amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.
A oração para despachar não é manifestação de amor por Deus.
Ir à missa para não ir para o inferno ou por tradição
não é sinal de comunhão com Cristo,
mas um frete que achamos fazer a Deus.
Dizer-se muito amigo de Deus e excluir pessoas,
só porque são diferentes, pobres, deficientes e estrangeiras,
não é ser amigo de Jesus que se identificou com o necessitado.
Pedir perdão a Deus pelas nossas ofensas
e achar que não tenho que perdoar aos que me ofendem,
é negar a Deus como fonte e inspiração de amar.
Bom Deus, de coração sem medida,
ensina-nos a amar de coração generoso
como aprendemos com o teu Filho, Jesus.
Espírito Santo, dom de comunhão,
ensina-nos a rezar com amor e confiança
e a olhar o outro como irmão, a quem queremos bem.
Dá-nos um coração grande para a Deus amar
e a perdoar e a fazer o bem, sem olhar a quem.
sábado, outubro 24, 2026
Sábado da 29ª semana do Tempo Comum, S. António de Maria Claret (24 outubro)
Deixa-a ficar ainda este ano, que eu, entretanto,
vou cavar-lhe em volta e deitar-lhe adubo. Talvez
venha a dar frutos. (cf. Lc 13, 1-9)
O Filho foi enviado não para condenar, mas para salvar.
Ele vem cavar à nossa volta com a sua Palavra
e deitar o adubo da sua graça e misericórdia,
para que nos convertamos e demos frutos do Espírito.
A sua paciência não é indiferença nem desistência,
mas vontade de converter a todos,
porque não quer que ninguém se perca eternamente.
É a mim que o Senhor diz. “se não vos converterdes,
morreis do mesmo modo”!
O tempo vai passando e a conversão sincera vai-se adiando.
Habituamo-nos a viver praticando alguns ritos e orações,
mas por dentro continuamos a ser o homem velho,
que se adapta às situações à procura de prazer e notoriedade,
como se todos sofrêssemos de transtorno dissociativo de identidade.
Acreditar no outro, vendo as suas potencialidades, nasce:
a criatividade da pedagogia, a paciência da esperança,
a perseverança do perdão, o bom conselho do amigo…
Bom Pai, obrigado pelo amor infinito com que nos mimais,
desde toda a eternidade, criando-nos livres para amar ou odiar.
Querido Jesus, que bom que aceitaste ser um como nós,
Te despojado da glória de Filho eterno e Senhor da Criação,
para nos servires, pobre e humilde, com a força da tua Palavra
e a fidelidade do teu amor por nós, dando a vida na cruz.
Obrigado pelo dom do Espírito e da Igreja,
chamada a continuar a tua missão de salvar
e não perder ninguém, por mais pecador que seja.
S. António Maria Claret, ora para que sejamos hoje
missionários da misericórdia de Deus e apelo à conversão.






