segunda-feira, outubro 05, 2026
2ª feira da 27ª semana do Tempo Comum (5 outubro)
Qual destes três te parece ter sido o próximo daquele homem? (cf. Lc 10, 25-37)
Deus faz-se próximo da humanidade que se tinha afastado.
É por compaixão que desce até nós, nos cura do pecado,
nos purifica e perdoa, nos ilumina com a sua Palavra e nos salva.
É por compaixão que envia o seu Filho pela porta de Maria,
o Filho se despoja de tudo para nos dar a sua vida
e nos envia o Espírito Santo, que refresca o nosso alento.
A questão não é quem é o meu próximo,
mas o que me faz ser próximo do outro que sofre.
Normalmente, considera-se o meu próximo:
os meus familiares, os meus amigos, os bondosos,
os colegas de turma ou de trabalho, os clientes fiéis…
Hoje, alguns recusam aproximar-se dos pobres,
dos doentes, dos de outro partido ou clube,
dos que me ofenderam ou disseram mal de mim,
dos estrangeiros ou de outra religião, dos marginais,
dos presos, dos deficientes, dos de certa coloração de pele…
Mas como posso dizer-me cristão,
se recuso aproximar-me daqueles com quem Cristo se identifica?
Coração amoroso de Deus Trindade,
obrigado porque Te fazes próximo de nós, pobres criaturas,
que arrogantemente se afastam de Ti
e sofrem o inverno da solidão e a escravidão do pecado.
Bom Jesus, Samaritano compassivo, que não ficas indiferente
e Te aproxima de cada um de nós,
perdidos da felicidade da comunhão e da esperança.
Espírito Santo, ensina-nos a amar sem fronteiras e sem condições,
com entranhas de misericórdia e mãos solidárias,
aproximando-nos de todos os que sofrem e agonizam.
domingo, outubro 04, 2026
27º Domingo do tempo Comum, S. Francisco de Assis (4 outubro)
Arrendará a vinha a outros vinhateiros, que lhe entreguem os frutos a seu
tempo (cf. Mt 21, 33-43)
Deus é o criador e dono da vinha.
Colocou todo o seu amor na vinha
e na escolha dos vinhateiros.
Mas os vinhateiros tomaram posse da vinha,
como se fosse deles, matando o Filho do Dono.
Os frutos da aliança foram substituídos
pelos frutos da injustiça, da idolatria,
da violência, do roubo e da desobediência.
O problema não é só do Povo escolhido,
é de todos os que cuidam da Criação e da Igreja.
No Batismo prometemos renunciar ao mal
e seguir Jesus na forma de viver a fé e o amor.
Mas a maioria fica apenas com o nome cristão,
o resto é viver como toda a gente.
Um dia consagrei-me como missionário do Verbo Divino,
mas às vezes interrogo-me se sou mesmo,
pois isto de tomar posse dum nome é uma responsabilidade.
Bom Deus e nosso criador, tudo vos pertence,
ajuda-nos a servir e amar com humildade e fidelidade.
Espírito Santo, dá-nos o dom da libertação
do desejo de dominar e de privatizar o que é dom e graça.
S. Francisco de Assis, irmão da criação e evangelho vivo,
intercede por nós, para que que sejamos a Igreja de Cristo,
disponível para dar glória a Deus com humildade
e viver livres de desejos de poder e da idolatria
de querermos controlar tudo e todos, até o próprio Deus.
sábado, outubro 03, 2026
Sábado da 26ª semana do Tempo Comum (3 outubro)
Alegrai-vos antes porque os vossos nomes estão escritos no Céu. (cf. Lc 10, 17-24)
A alegria de Deus é a nossa salvação.
Os nossos nomes estão escritos no coração de Deus.
Por isso, há festa quando um pecador se arrepende
e pede perdão, acolhendo a misericórdia por meio de Jesus.
A verdadeira alegria do cristão não é o sucesso do número,
pois o orgulho afasta-nos da missão de Deus.
A verdadeira alegria é saber-se amado,
apesar de se reconhecer pecador e imperfeito.
As pessoas e empresas de sucesso
trabalham por objetivos, lucros e poder.
Os que não são produtivos, os fracos e imperfeitos,
não dão alegria aos próprios nem aos próximos
e são vistos como um obstáculo ao desenvolvimento.
Neste sentido, ter um filho com deficiência, doente, “nim”…
não trás alegria aos seus pais e familiares.
Bom Deus, obrigado porque nos amas eternamente.
Louvado sejas, querido Jesus, enviado do coração do Pai,
porque vives o hoje do “Ano da Graça do Senhor”.
Espírito Santo, dá-nos um olhar fraterno e bom,
que sabe valorizar a dignidade de toda a pessoa,
independentemente da sua condição física,
cultural, social, moral, religiosa, produtiva.
Ajuda-nos a descobrir a verdadeira alegria de ser cristão.
sexta-feira, outubro 02, 2026
6ª feira da 26ª semana do Tempo Comum, S. Anjos da Guarda (2 outubro)
Há muito tempo teriam feito penitência. (cf. Lc 10, 13-16)
Cafarnaum tornou-se a residência de Jesus,
após ter saído de Nazaré da Galileia.
Aí proclamou abundantemente o seu Evangelho
e fez inúmeros milagres, mas a conversão foi parca.
Grandes multidões seguiam Jesus para verem milagres,
mas a cidade continuou a seguir o seu rumo,
não houve penitência nem passos de conversão.
Deus cuida-nos de forma personalizada,
dando-nos um Anjo da Guarda a cada um de nós.
Ele é o nosso melhor amigo, aconselhando-nos,
sem nos forçar nem impedir de nada.
Fala-nos baixinho, de dentro para fora,
soprando o bom caminho com luz na mão.
Faz brotar na consciência a verdade que dói,
impelindo-nos à conversão e à verdadeira penitência.
Querido Pai, bendito sejas pelo meu Anjo da Guarda,
dom do teu amor e expressão da tua ternura.
Querido amigo, Anjo da minha companhia,
obrigado pela fidelidade à tua missão de me salvar,
e perdoa-me as vezes que te ignorei ou te silenciei,
abrindo as velas da minha impulsividade e aventureirismo.
Santo Anjo da Guarda, minha luminosa companhia,
guardai-me de todo o mal e mostrai-me as pegadas de Jesus.
quinta-feira, outubro 01, 2026
5ª feira da 26ª semana do Tempo Comum, S. Teresa do Menino Jesus, mês do Rosário e da Missão (1 outubro)
E se lá houver gente de paz, a vossa paz repousará
sobre eles; senão,
ficará convosco. (cf. Lc 10,
1-12)
Deus é paz que chove do Céu com a grandeza do coração.
O Filho de Deus desce para trazer a paz à terra
e mesmo que não seja acolhida, Jesus continua a ser paz.
Foi abandonado, negado e traído pelos discípulos,
mas, ao ressuscitar, as suas primeiras palavras
foram: Shalom, a paz esteja convosco!
Jesus envia os discípulos, dois a dois, para levar a paz
sem a perder, mesmo quando não é acolhida!
Nada justifica cristãos missionários amargurados,
desanimados, tristes, envergonhados, raivosos.
Somos seguidores do Príncipe da Paz,
e devemos ser pessoas de paz em todos as circunstâncias.
O resto é imitar aqueles que nos rejeitam,
são violentos, raivosos, agressivos, intolerantes.
O mundo de costas voltadas uns contra os outros,
precisa de cristãos seguidores de Cristo, mensageiros da paz,
construtores da justiça, anunciadores da esperança.
Bom Deus, que nos abençoas na paz,
dá-nos a graça de sermos fieis à paz de Jesus.
Querido Jesus, que na cruz nos ensinaste a paz dos fortes,
ensina-nos a não perdermos a paz
nas rejeições e perante perseguições e injúrias.
Espírito Santo, dá-nos o dom da paz e da missão,
para que sejamos uma Igreja viva e profética.
S. Teresa do Menino Jesus, missionária do amor de Jesus,
intercede para que aprendamos a amar e a rezar pelos
pecadores, indiferentes, agnósticos e ateus.
quarta-feira, setembro 30, 2026
4ª feira da 26ª semana do Tempo Comum, S. Jerónimo (30 setembro)
Quem tiver lançado as mãos ao arado e olhar para
trás não serve para o
reino de Deus. (cf. Lc 9,
57-62)
Deus criou a humanidade como coroa da criação,
desejando descansar ao sétimo dia,
mas a humanidade com as suas aventuras e iniciativas,
não O deixou descansar, porque a paixão pelas criaturas
levou-O a enviar profetas e até o próprio Filho para nos salvar.
A rebeldia da humanidade respondeu indiferença,
traição, perseguição dos profetas e crucificação de Jesus.
Apesar disso, Deus, que lançou as mãos a este arado redentor,
não olhou para trás nem desistiu nem abdica da sua missão.
O batizado lançou as mãos ao arado da messe da Igreja,
mas ao longo da vida vai olhando para trás,
esquecendo os compromissos batismais.
O vocacionado lançou as mãos ao arado,
professando os seus votos de consagração,
mas vai olhando para trás focando-se no consumismo,
em outras afetividades, em palcos de poder.
Os noivos unem-se pelo matrimónio,
mas as dificuldades da vida e de relação familiar,
assim como a dificuldade em dialogar e perdoar,
fê-los olhar para trás e desistir de investir na construção do nós.
Bendito sejas, bom Deus, porque nunca desistes de nos salvar.
Bendito Jesus, nosso salvador, porque não fugiste à cruz
nem deixastes de nos amar, apesar da nossa inconstância
e dificuldade em Te seguirmos com todo o coração.
Perdoa, Senhor, a divisão do nosso coração,
que flutua como catavento à procura de novidades,
e tem dificuldade em permanecer com fidelidade
no seguimento de Jesus e da sua missão.
S. Jerónimo, apaixonado pela Palavra de Deus,
reza para que também em nós habite o Evangelho
e fecunde a nossa vida como um evangelho vivo.
terça-feira, setembro 29, 2026
3ª feira, Arcanjos S. Miguel, S. Gabriel e S. Rafael (29 setembro)
Vereis o Céu aberto e os Anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do
homem. (cf. Jo 1, 47-51)
É pela fé que vemos o invisível da bela criação de Deus.
Deus criou a humanidade e o firmamento,
mas também criou os anjos, mensageiros da bao nova de Deus,
que cuida de nós, abrindo o Céu com as suas graças.
S. Miguel, ensina-nos a perguntar: quem como Deus?
S. Gabriel, revela-nos a força de Deus na encarnação do Verbo.
S. Rafael, mostra-nos o Deus connosco que toca a nossa fragilidade
e nos cura dos nossos males, devolvendo-nos a esperança.
Há muita luz artificial a ofuscar o céu,
e as estrelas parecem eclipsadas pela sua luz.
Tudo na cidade parece feita por mãos humanas
e a pressa de andar não dá tempo para parar
e contemplar as obras maravilhosas criadas por Deus.
O virtual, a imagem, o som acolhidos nos recetores,
fazem-nos acreditar que há mais do que o visível,
mas essa realidade invisível é mais do mesmo que já vimos.
Mas quando nos surpreendemos com a bondade e a compaixão
parece que entramos noutra dimensão divina que nos habita.
Bom Pai, obrigado por tantos irmãos que nos destes, visíveis e invisíveis.
Obrigado, pelos anjos que de forma invisível nos cuidam
e protegem, intercedem por nós e nos inspiram o Evangelho.
Louvado sejas pelo Arcanjo Miguel, vencedor do mal
e protetor da Igreja, nosso amigo do Céu.
Louvado sejas pelo Arcanjo Gabriel, missionário de Deus,
que nos ensina a levar a boa nova do Evangelho
a todos os que esperam em Deus e não veem a luz no horizonte.
Louvado sejas pelo Arcanjo Rafael, companheiro amigo de jornada,
que nos guia para Cristo e nos cura da cegueira da fé.