sábado, outubro 03, 2026

 

Sábado da 26ª semana do Tempo Comum (3 outubro)

 



Alegrai-vos antes porque os vossos nomes estão escritos no Céu. (cf. Lc 10, 17-24)

 

A alegria de Deus é a nossa salvação.

Os nossos nomes estão escritos no coração de Deus.

Por isso, há festa quando um pecador se arrepende

e pede perdão, acolhendo a misericórdia por meio de Jesus.

A verdadeira alegria do cristão não é o sucesso do número,

pois o orgulho afasta-nos da missão de Deus.

A verdadeira alegria é saber-se amado,

apesar de se reconhecer pecador e imperfeito.

 

As pessoas e empresas de sucesso

trabalham por objetivos, lucros e poder.

Os que não são produtivos, os fracos e imperfeitos,

não dão alegria aos próprios nem aos próximos

e são vistos como um obstáculo ao desenvolvimento.

Neste sentido, ter um filho com deficiência, doente, “nim”…

não trás alegria aos seus pais e familiares.

 

Bom Deus, obrigado porque nos amas eternamente.

Louvado sejas, querido Jesus, enviado do coração do Pai,

porque vives o hoje do “Ano da Graça do Senhor”.

Espírito Santo, dá-nos um olhar fraterno e bom,

que sabe valorizar a dignidade de toda a pessoa,

independentemente da sua condição física,

cultural, social, moral, religiosa, produtiva.

Ajuda-nos a descobrir a verdadeira alegria de ser cristão.



sexta-feira, outubro 02, 2026

 

6ª feira da 26ª semana do Tempo Comum, S. Anjos da Guarda (2 outubro)

 




Há muito tempo teriam feito penitência. (cf. Lc 10, 13-16)

 

Cafarnaum tornou-se a residência de Jesus,

após ter saído de Nazaré da Galileia.

Aí proclamou abundantemente o seu Evangelho

e fez inúmeros milagres, mas a conversão foi parca.

Grandes multidões seguiam Jesus para verem milagres,

mas a cidade continuou a seguir o seu rumo,

não houve penitência nem passos de conversão.

 

Deus cuida-nos de forma personalizada,

dando-nos um Anjo da Guarda a cada um de nós.

Ele é o nosso melhor amigo, aconselhando-nos,

sem nos forçar nem impedir de nada.

Fala-nos baixinho, de dentro para fora,

soprando o bom caminho com luz na mão.

Faz brotar na consciência a verdade que dói,

impelindo-nos à conversão e à verdadeira penitência.

 

Querido Pai, bendito sejas pelo meu Anjo da Guarda,

dom do teu amor e expressão da tua ternura.

Querido amigo, Anjo da minha companhia,

obrigado pela fidelidade à tua missão de me salvar,

e perdoa-me as vezes que te ignorei ou te silenciei,

abrindo as velas da minha impulsividade e aventureirismo.

Santo Anjo da Guarda, minha luminosa companhia,

guardai-me de todo o mal e mostrai-me as pegadas de Jesus.



quinta-feira, outubro 01, 2026

 

5ª feira da 26ª semana do Tempo Comum, S. Teresa do Menino Jesus, mês do Rosário e da Missão (1 outubro)

 



E se lá houver gente de paz, a vossa paz repousará 

sobre eles; senão, ficará convosco. (cf. Lc 10, 1-12)

 

Deus é paz que chove do Céu com a grandeza do coração.

O Filho de Deus desce para trazer a paz à terra

e mesmo que não seja acolhida, Jesus continua a ser paz.

Foi abandonado, negado e traído pelos discípulos,

mas, ao ressuscitar, as suas primeiras palavras

foram: Shalom, a paz esteja convosco!

Jesus envia os discípulos, dois a dois, para levar a paz

sem a perder, mesmo quando não é acolhida!

 

Nada justifica cristãos missionários amargurados,

desanimados, tristes, envergonhados, raivosos.

Somos seguidores do Príncipe da Paz,

e devemos ser pessoas de paz em todos as circunstâncias.

O resto é imitar aqueles que nos rejeitam,

são violentos, raivosos, agressivos, intolerantes.

O mundo de costas voltadas uns contra os outros,

precisa de cristãos seguidores de Cristo, mensageiros da paz,

construtores da justiça, anunciadores da esperança.

 

Bom Deus, que nos abençoas na paz,

dá-nos a graça de sermos fieis à paz de Jesus.

Querido Jesus, que na cruz nos ensinaste a paz dos fortes,

ensina-nos a não perdermos a paz

nas rejeições e perante perseguições e injúrias.

Espírito Santo, dá-nos o dom da paz e da missão,

para que sejamos uma Igreja viva e profética.

S. Teresa do Menino Jesus, missionária do amor de Jesus,

intercede para que aprendamos a amar e a rezar pelos

pecadores, indiferentes, agnósticos e ateus.



quarta-feira, setembro 30, 2026

 

4ª feira da 26ª semana do Tempo Comum, S. Jerónimo (30 setembro)

 



Quem tiver lançado as mãos ao arado e olhar para 

trás não serve para o reino de Deus. (cf. Lc 9, 57-62)

 

Deus criou a humanidade como coroa da criação,

desejando descansar ao sétimo dia,

mas a humanidade com as suas aventuras e iniciativas,

não O deixou descansar, porque a paixão pelas criaturas

levou-O a enviar profetas e até o próprio Filho para nos salvar.

A rebeldia da humanidade respondeu indiferença,

traição, perseguição dos profetas e crucificação de Jesus.

Apesar disso, Deus, que lançou as mãos a este arado redentor,

não olhou para trás nem desistiu nem abdica da sua missão.

 

O batizado lançou as mãos ao arado da messe da Igreja,

mas ao longo da vida vai olhando para trás,

esquecendo os compromissos batismais.

O vocacionado lançou as mãos ao arado,

professando os seus votos de consagração,

mas vai olhando para trás focando-se no consumismo,

em outras afetividades, em palcos de poder.

Os noivos unem-se pelo matrimónio,

mas as dificuldades da vida e de relação familiar,

assim como a dificuldade em dialogar e perdoar,

fê-los olhar para trás e desistir de investir na construção do nós.

 

Bendito sejas, bom Deus, porque nunca desistes de nos salvar.

Bendito Jesus, nosso salvador, porque não fugiste à cruz

nem deixastes de nos amar, apesar da nossa inconstância

e dificuldade em Te seguirmos com todo o coração.

Perdoa, Senhor, a divisão do nosso coração,

que flutua como catavento à procura de novidades,

e tem dificuldade em permanecer com fidelidade

no seguimento de Jesus e da sua missão.

S. Jerónimo, apaixonado pela Palavra de Deus,

reza para que também em nós habite o Evangelho

e fecunde a nossa vida como um evangelho vivo.



terça-feira, setembro 29, 2026

 

3ª feira, Arcanjos S. Miguel, S. Gabriel e S. Rafael (29 setembro)

 



Vereis o Céu aberto e os Anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem. (cf. Jo 1, 47-51)

 

É pela fé que vemos o invisível da bela criação de Deus.

Deus criou a humanidade e o firmamento,

mas também criou os anjos, mensageiros da bao nova de Deus,

que cuida de nós, abrindo o Céu com as suas graças.

S. Miguel, ensina-nos a perguntar: quem como Deus?

S. Gabriel, revela-nos a força de Deus na encarnação do Verbo.

S. Rafael, mostra-nos o Deus connosco que toca a nossa fragilidade

e nos cura dos nossos males, devolvendo-nos a esperança.

 

Há muita luz artificial a ofuscar o céu,

e as estrelas parecem eclipsadas pela sua luz.

Tudo na cidade parece feita por mãos humanas

e a pressa de andar não dá tempo para parar

e contemplar as obras maravilhosas criadas por Deus.

O virtual, a imagem, o som acolhidos nos recetores,

fazem-nos acreditar que há mais do que o visível,

mas essa realidade invisível é mais do mesmo que já vimos.

Mas quando nos surpreendemos com a bondade e a compaixão

parece que entramos noutra dimensão divina que nos habita.

 

Bom Pai, obrigado por tantos irmãos que nos destes, visíveis e invisíveis.

Obrigado, pelos anjos que de forma invisível nos cuidam

e protegem, intercedem por nós e nos inspiram o Evangelho.

Louvado sejas pelo Arcanjo Miguel, vencedor do mal

e protetor da Igreja, nosso amigo do Céu.

Louvado sejas pelo Arcanjo Gabriel, missionário de Deus,

que nos ensina a levar a boa nova do Evangelho

a todos os que esperam em Deus e não veem a luz no horizonte.

Louvado sejas pelo Arcanjo Rafael, companheiro amigo de jornada,

que nos guia para Cristo e nos cura da cegueira da fé.



segunda-feira, setembro 28, 2026

 

2ª feira da 26ª semana do Tempo Comum (28 setembro)

 



Houve uma discussão entre os discípulos sobre qual deles seria o maior. (cf. Lc 9, 46-50)

 

O Maior fez pequenino para que aprendamos a ser como as crianças.

O Senhor veio para servir para que O sigamos na humildade.

Deus fez-se humano para que Jesus nos eleve à santidade.

O Filho de Deus fez-se Palavra para que nós sejamos testemunho e anúncio.

Jesus entrou na fila dos penitentes, ao ser batizado por João Batista,

para que nós escutemos o evangelho e nos voltemos para Deus.

Jesus amou-nos até ao fim e para todo o sempre,

para que aprendamos a amar como Ele a todos

e a perdoar de coração a quem nos ofende.

 

Todos querem ser maiores que os outros.

Na política há discussões acesas no parlamento

e nas campanhas eleitorais, denegrindo o outro e exaltando-se a si.

No mercado procura-se concorrência e a competição.

No domínio internacional instiga-se a guerra declarada ou não.

Nos meios de comunicação social há as guerras de audiências.

Na Igreja há o carreirismo, a inveja e a busca de poder…

 

Bom Jesus, que sendo divino com o Pai,

Te despojas-Te para anunciar a boa nova aos pobres,

ensina-nos a grandeza de ser humildes e cuidadores da vida.

Espírito Santo, dá-nos o dom da liberdade

para valorizarmos mais a essência da bondade da fé,

do que o instante efémero de um poder a prazo.

Ajuda-nos a ser uma Igreja disponível para servir,

e reconciliar os desavindos numa mesa inclusiva,

onde todos se sintam acolhidos na conversão do coração.



domingo, setembro 27, 2026

 

26º Domingo do Tempo Comum (27 setembro)

 



Ele respondeu: ‘Eu vou, Senhor’. Mas de facto não foi. (cf. Mt 21, 28-32)

 

A vontade do Pai é que os filhos trabalhem na sua vinha.

O sim a Deus não é apenas palavras bonitas e piedosas,

é acima de tudo conversão, renunciando ao mal

e promovendo a justiça e a piedade,

oferecendo a Deus sacrifícios espirituais a Deus

e a caridade e a misericórdia aos irmãos.

Ter os mesmos sentimentos de Jesus, o Filho de Deus,

é dizer sim a Deus e comprometer-se com a sua missão.

 

Em cada sacramento dizemos “Sim, eu prometo;

sim eu creio, eis-me aqui!”.

Passamos a vida a dizer “Amén” no templo e na oração,

mas ao sair para a vida normal, esquecemos o sim

e fazemos a nossa vontade,

seguindo a lógica do mundo e os nossos interesses.

Há muitas práticas religiosas e rituais,

mas pouco seguimento e compromisso com a missão de Jesus.

 

Bom Deus, dá-me a humildade para me penitenciar

e me converter à tua missão e fazer a tua vontade.

Ajuda-me a não ser apenas lindas palavras e prática de ritos,

e ensina-me a ser discípulo de Jesus e seu evangelho vivo.

Espírito Santo, dá-nos o dom de conjugar a vida no presente

e de hoje só hoje procurar ser santo, amar os irmãos,

ajudar os que necessitam e saber perdoar a quem nos ofende.



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