quinta-feira, outubro 15, 2026

 

5ª feira da 28ª semana do Tempo Comum, S. Teresa de Jesus (15 outubro)

 



Vós não entrastes e impedistes os que queriam 

entrar! (cf. Lc 11, 47-54)

 

Deus envia profetas e o próprio Filho

para que ajudem as criaturas a entrar no Céu.

Os doutores da Lei impediram o profetismo

e faziam da ciência bíblica um ensinamento abstrato,

não contribuindo para a conversão do povo à aliança.

Jesus critica-os pois a sua ciência bíblica os conduz

à morte e não à vida, à conversão, à comunhão com Deus.

 

O fundamentalismo bíblico impede a meditação bíblica,

pois a sua interpretação está fechada na letra

e em certas autoridades que querem impor a sua interpretação.

Há um certo populismo político, que se afirma católico,

que quer instrumentalizar a fé para apoiar a exclusão

e a acusação de determinados grupos estrangeiros.

Muitos chegam a exigir a pena de morte e a castração,

esquecendo que o Evangelho nos ensina a amar os inimigos,

a rezar pelos pecadores, a não julgar ninguém,

mas a procurar a fazer tudo para salvar a todos.

 

Bom Deus, que Te fizeste Palavra encarnada

para nos libertar da morte e ser caminho para a vida,

abre-nos à surpresa sempre atual da tua Palavra

consignada na Bíblia e na tradição apostólica da Igreja.

Espírito Santo, faz de nós profetas acolhedores da tua Palavra

e proclamadores humildes e cheios de amor pelos irmãos.

S. Teresa de Jesus, ensina-nos a ser batizados de Jesus,

a amar na oração e na celebração litúrgica

e a louvar a Deus pela caridade para com os irmãos.



quarta-feira, outubro 14, 2026

 

4ª feira da 28ª semana do Tempo Comum (14 outubro)

 



Ai de vós, porque pagais o dízimo da hortelã… mas desprezais a justiça e o amor de Deus! (f. Lc 11, 42-46)

 

O melhor dízimo que podemos oferecer a Deus

é praticarmos a justiça e o amor a Deus.

São esses os frutos que nascem do coração

e não da terra que Deus nos deu como seus agricultores.

Deus prefere a misericórdia ao sacrifício,

a paz à guerra sagrada, a esmola aos rituais.

 

A vida do cristão, quando levada com compromisso,

tornou-se exigente e de certa forma pesada:

orações, celebrações, ritos, leis morais…

Muitas vezes todas estas coisas fazem-se por formalidade,

mas o coração anda arredado e atravessado

pelos ressentimentos dos desencontros,

pelos sonhos de poder e de prazer,

pelos desejos de ser grande e famoso e rico…

Então o sentimento de dever cumprido apazigua-nos,

mas não nos faz mais justos, bondosos e felizes.

 

Querido Deus, envia-nos o teu Espírito

para que não sejamos como sepulcros disfarçados,

mas corações vivos e apaixonados pela fé

e pelos irmãos, cheios de ternura e de hospitalidade.

Liberta-nos da tentação de reduzir a aliança

ao cumprimentos duns deveres menores,

deixando o coração de fora e colaborando na injustiça.

Ensina-nos a louvar-Te imitando Jesus.



terça-feira, outubro 13, 2026

 

3ª feira da 28 semana do Tempo Comum (13 outubro)

 



Limpais o exterior, mas o vosso interior está cheio 

de rapina e perversidade. (cf. Lc 11, 37-41)

 

Deus criou-nos com um todo, corpo e alma.

O corpo tem a capacidade de esconder o interior

aos olhos dos outros que só podem ver o exterior.

Deus vê-nos o coração, a verdade que nos habita,

não se fixa apenas nas aparências que desejamos mostrar.

Até podemos cuidar da aparência que mostrarmos aos outros,

mas devemos purificar o coração na fonte da graça que é Jesus.

O encontro final não será entre o artista e o espetador,

mas entre a criatura e o Criador, o adotado por Jesus e o Pai.

 

A vida não é um palco de representadores e bastidores da realidade,

mas um caminho de avanços e recuos, que precisamos admitir,

com humildade e esperança na algibeira, para nos fortalecer

até chegarmos à estatura de Jesus, nosso amigo e salvador.

O medo de sermos rejeitados, leva-nos a maquilhar a alma,

mas devemos dar passos para que seja o amor

o motor desta peregrinação rumo à mesa do encontro.

O amor é que dá sabor à comensalidade e à festa.

 

Bom Jesus, cujo o peito foi rasgado pela lança

e saiu sangue e água, em vez de fel e vinagre,

ensina-nos a purificar o nosso coração do rancor,

da indiferença, do mutismo e da murmuração.

Liberta-nos das falsas seguranças do ritualismo

e da sensação do dever cumprido,

só porque fizemos umas orações e colocámos umas medalhas.

Bem-aventurada Alexandrina de Balazar, ora por nós,

para que amemos a Eucaristia e vivamos na santidade.



segunda-feira, outubro 12, 2026

 

2ª feira da 28ª semana do Tempo Comum (12 outubro)

 



Fizeram penitência ao ouvir a pregação de Jonas; e aqui está quem é maior do que Jonas. (cf. Lc 11, 29-32)

 

Jesus é a Palavra de Deus com sotaque galileu,

que veio para levar a todos à conversão

e salvar-nos com a sua graça e misericórdia.

Este é o sinal do amor de Deus que nos foi enviado

para que O escutemos e O levemos a sério,

aderindo à aliança de Deus e ao seu Filho.

A grandeza do Filho de Deus não se impõe pelas aparências,

mas acolhe-se pela fé e autoridade da sua Palavra

e pela coerência da sua vida e fidelidade da sua entrega na cruz.

 

Ninguém gosta de ser corrigido

e o serviço de autoridade está em crise.

A criança, desde bebé, habituou-se a mandar

e a fazer o que o capricho e a sua vontade exigem.

Vai para a escola e a força do grupo cria a sensação

que os professores são pagos para os entreter e servir.

Entram no digital e abre-se a porta do virtual,

onde o sonho é alimentado pela curiosidade,

e o diálogo (que na realidade é tão difícil),

no virtual incorpóreo flui facilmente

e quando não quer mais, desliga-se com uma desculpa.

 

Bendito sejas, Palavra de Deus feita Homem,

que continuas a proclamar a esperança do amor

e a necessidade de converter a vida à verdade

que salva e perdoa, que é solidária e faz o bem,

mesmo que doa e não seja correspondida.

Espírito Santo, abre o nosso coração ao Evangelho,

para que a nossa vida não seja palavreado oco

e se torne seguimento concreto de Jesus

nas pequenas e grandes coisas da vida.

Liberta-nos, Senhor, da indiferença à luz,

da conversão adiada e da incoerência de vida.



domingo, outubro 11, 2026

 

28º Domingo do Tempo Comum (11 outubro)

 




Ide às encruzilhadas dos caminhos e convidai para 

as bodas todos os que encontrardes. (cf. Mt 22, 1-14)

 

O reino de Deus é uma aliança de amor,

que une o Filho e as suas criaturas,

na paixão desta união se consumar numa grande boda.

O convite é para todos, bons e maus,

pois é o amor que purifica e não a natureza da pessoa.

Só aqueles, que não se querem converter ao amor pelo Filho

e se recusam a vestir a veste nupcial do amor, que se excluem.

 

O importante não é o lugar onde estamos,

mas a forma como estamos nesse lugar.

Podemos ir à igreja e deixarmos o coração no trabalho,

na mentira, no rancor, na vingança, na luxúria…

Podemos ir a um santuário colocar uma vela,

mas querermos voltar como fomos, sem renovar o Batismo.

Podemos unir-nos pelo matrimónio cristão,

mas querermos continuar a viver como solteiros,

uniões compradas ou furtuitas de aventureirismo,

sem o compromisso de construir o “nós” fecundo.

Podemos estar num convento de consagrados,

mas consagrarmos a nossa vida a outras coisas,

que não o seguimento de Jesus e a sua missão.

 

Bendito sejas, Pai de Jesus Cristo,

pelo amor que por nós nutres

e pelo banquete nupcial que preparaste

para todos, bons e maus, porque Jesus é salvador.

Espírito Santo, que nos animas com a mesma alma de Cristo,

faz de nós missionários, animados pela mesma missão

de convidar a humanidade toda para participar na boda do Cordeiro.

Ajuda-me a revestir de Cristo para que participe de traje nupcial.



sábado, outubro 10, 2026

 

Sábado da 27ª semana do Tempo Comum (10 outubro)

 



Mais felizes são os que ouvem a palavra de Deus e 

a põem em prática. (cf. Lc 11, 27-28)

 

A felicidade é viver em sintonia com a vontade do Criador,

revelada pelos profetas e em plenitude por Jesus.

A felicidade não é ser um herói para muitos,

por um tempo intenso, mas provisório,

pois estamos dependentes das esmolas das palmas

e dos ventos de feição que a qualquer momento podem virar.

A Mãe do Filho de Deus escutou a Palavra de Deus

e a Cheia de Graça viveu o seu sim cheia de fé.

 

No palco da vida fazem-se piruetas à procura de fama.

Um atleta pode ter um tempo de brilhar como estrela,

mas aos quarenta já está velho e essa carreira terminada.

Quem acha que ser feliz é viver o prazer intenso

e evitar tudo o que é dor e fracasso,

acabam por tentar curar os instantes da vida com drogas de evasão.

Quem vive a vida limitada ao bater do coração,

acaba por não aproveitar os dias de vida frágil e solitária.

 

Bom Pai, obrigado por nos ensinares a felicidade,

enviando-nos a tua Palavra que encarnou por meio de Maria

e se fez Evangelho vivo que todos podemos escutar e seguir.

Espírito Santo, dá-nos o dom da sabedoria humilde,

que sabe escolher e acolher a Palavra de Deus

e vive esta aventura com a fidelidade e a confiança de Maria.

Ensina-nos a ser felizes pela sintonia de vida com Cristo.



sexta-feira, outubro 09, 2026

 

6ª feira da 27ª semana do Tempo Comum (9 outubro)

 



Se Eu expulso os demónios pelo dedo de Deus, então quer dizer que o reino de Deus chegou até vós. (cf. Lc 11, 15-26)

 

O reino de Deus chegou até nós pelo dedo de Jesus.

É o mais forte que vence o poderoso príncipe do mal.

Ele vem unir o que o demónio desuniu,

perdoar aqueles que o demónio tentou e caíram,

libertar as velhas dependências que nos aprisionam e adoecem.

Também nós somos chamados a discernir

que espírito nos anima e que frutos geramos.

 

O espírito do mal gera divisão e desconfiança.

O espírito do mal paralisa-nos no ressentimento

e impede-nos de perdoar e reconciliar com o desavindo.

O espírito do mal faz-nos mentirosos e invejosos,

deixando o egoísmo fechar-nos no passado

e impedindo-nos de olhar o futuro com esperança.

O Espírito Santo ilumina a noite da fé,

adoça e cura a ferida do rancor que passou,

cria comunhão, vive o presente e relança o futuro.

 

Bendito sejas, ó Pai, por fazeres descer o teu reino,

pelo dedo do teu Filho, escondido na pessoa dum carpinteiro.

Bendito sejas, Jesus, ungido pelo Espírito Santo,

que na fragilidade humana mostraste a tua força

e venceste o mal e o pecado na ignominia da cruz.

Espírito Santo, faz de nós profetas fieis

e dá-nos o dom do discernimento dos espíritos,

para que, olhando os nossos frutos, acolhamos a tua graça.



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