quarta-feira, maio 27, 2026

 

4ª feira da 8ª semana do Tempo Comum (27 maio)

 



Mestre, nós queremos que nos faças o que Te 

vamos pedir. (cf. Mc 10, 32-45)

 

Deus escuta as nossas preces e purifica os nossos desejos

para que o que pedimos esteja em sintonia com os desejos de Deus.

Decididamente, Deus nunca nos vai dar o que nos faz mal

e torna escravo dos nossos caprichos ou pode fazer mal a alguém.

Por isso, a oração deve ser precedida de escuta e discernimento,

para que queiramos de Deus o que nos faz semelhantes a Jesus.

Neste sentido, o Espírito Santo é o melhor dom que Deus nos pode dar,

pois nos inspira gemidos de missão e de compaixão

semelhantes ao de Jesus, nosso Irmão a quem seguimos.

 

Muitas vezes a oração de súplica

é uma tentativa de pôr Deus ao nosso serviço,

como se de uma fada boa se tratasse.

E, em vez de uma oração de súplica,

é uma ordem, uma tentativa de suborno egoísta e comodista.

Jesus escuta-nos sempre, mas nem sempre nos satisfaz,

pois nos quer com os mesmos sentimentos

e a mesma confiança em Deus, que Ele tem.

 

Senhor, Tu sabes tudo o que necessitamos,

por isso, dá-nos o que for melhor para nós

e, acima de tudo, ajuda-nos a compreender o que queres de nós.

Espírito Santo, ilumina o nosso coração e purifica os nossos desejos,

para que desejemos o que Deus deseja

e confiemos na sua Palavra, mesmo perante a paixão de dor.

Jesus ensina-nos a amar e servir com alegria e entrega,

para que não sejamos tentados pela idolatria do poder e da fama.



terça-feira, maio 26, 2026

 

3ª feira da 8ª semana do Tempo Comum, S. Filipe Néri (26 maio)

 



Por minha causa e por causa do Evangelho. (cf. Mc 10, 28-31)

 

Jesus veio a nós por causa da nossa salvação.

Por causa disso, toda a sua vida é a revelação do Pai,

é Palavra proclamada e vivida como servo de Deus,

é oferta ao Pai que carrega e assume os nossos pecados.

Por causa do anúncio do Evangelho da misericórdia,

Jesus fez-se humilde e manso, compassivo e paciente,

renovando a aliança de Deus com a humanidade

com o seu sangue, oferecido como Cordeiro pascal.

Os discípulos de Jesus são chamados a viver como Jesus,

deixando tudo para seguir Jesus e O anunciar.

 

O cristão despoja-se do acessório, para entronizar Cristo.

Deixar tudo por causa de Cristo,

não é desprezar a família e as coisas terrenas,

mas ficar mais livre e leve para seguir e amar a Cristo.

É por causa de Cristo e do seu Evangelho

que o batizado se consagra pobre, casto e obediente,

e deixa a sua família para viver em comunidade fraterna,

assumindo este desafio com alegria, humildade e esperança.

 

Bendito sejas, ó Cristo, que por causa da nossa salvação,

desceste à nossa condição humana, despojado de glória

e por nós entregaste a vida numa cruz injusta.

Espírito Santo, dá-nos o dom da fé e da consagração a Cristo,

para que não vivamos para nós mesmos,

mas para Cristo e a continuação da sua missão.

S. Filipe Néri, seguidor de Jesus,  humilde e feliz,

reza para que também nós, hoje, saibamos dar este testemunho

e consagremos, com entusiasmo, a nossa vida

a servir a humanidade mais frágil e a nossa querida juventude.



segunda-feira, maio 25, 2026

 

2ª Feira da 8ª semana do Tempo Comum, S. Maria, Mãe da Igreja (25 maio)

 



Disse ao discípulo: «Eis a tua Mãe». (cf. Jo 19, 25-34)

 

Jesus assume toda a sua encarnação

e faz-nos participar nela, dando-nos a sua Mãe.

Maria, sua querida Mãe, recebe uma nova missão:

ser a Mãe da Igreja, do seu Corpo Místico.

Jesus pede-nos também uma ternura especial para com sua Mãe,

acolhendo-a como nossa Mãe e mestra da fé em Deus.

Somos filhos de Maria por vontade de Jesus!

 

Acolher Maria em nossa casa é um desafio grande:

deixa-la entrar como Mãe e mestra,

sem a idolatrar nem a confundir com o lugar do Jesus,

na história da nossa salvação e no caminho da nossa redenção;

fazer memória do seu Sim, entrar com Ela na noite escura da fé,

aprender com Ela a guardar confiante no coração o que não entende,

saber estar com Cristo na cruz da injustiça;

permanecer com os discípulos para rezar com eles

e os ensinar a estar unidos na espera do Espírito Santo.

 

Bendito sejas, Jesus, nosso salvador,

por nos teres entregue só coisas boas:

o Evangelho do Pai, a tua vida, a tua Mãe,

o Espírito Santo, a Igreja, os sacramentos,

a tua paz, a misericórdia infinita, a esperança da salvação…

Bendita sejas, Maria, mulher de fé e da entrega a Deus,

que aceitaste adotar-nos como teus filhos,

apesar de conheceres a nossa conduta inconstante.

Maria, Mãe da Igreja, guia-nos e ensina-nos a ser cristãos,

outros Cristos, com sentimentos renovados pelo Espírito Santo.



domingo, maio 24, 2026

 

Domingo de Pentecostes, Dia do Apostolado Organizado dos Leigos (24 maio)

 



Jesus soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o 

Espírito Santo». (cf. Jo 20, 19-23)

 

O Espírito Santo é o grande dom Pascal,

soprado por Jesus ressuscitado sobre os discípulos reunidos.

Jesus dá-nos o seu Corpo na Eucaristia

e anima este novo nascimento no Batismo e no Crisma.

O sopro do Espírito é um dom que é preciso ser acolhido,

para que esta vida nova possa entrar e habitar-nos.

Só acolhendo o Espírito Santo podemos ser Igreja viva,

carismática, orante, amante, sacramental e missionária.

 

O que anima a esperança nos dias de hoje?

Sonha-se fama, riqueza rápida e fácil,

ser o centro do mundo nem que seja um segundo…

Talvez nunca, como hoje, estejamos tão mal preparados

para fazer o discernimento dos espíritos:

o nosso espírito muito próprio,

o espírito do mal que nos engana e seduz,

o Espírito Santo que nos ensina a verdade e o amor.

 

Bendito sejas, bom Jesus, pelo dom do Espírito Santo,

que nos recorda o essencial do Evangelho da vida.

Espírito Santo, bendito sejas pelo fogo da fé e da comunhão,

que nos ensina a rezar e procurar a paz e a reconciliação.

Bendito sejas pelo milagre da unidade na diversidade,

que faz da Igreja uma família onde fala todas as línguas,

sentados à mesma mesa do Cordeiro eu nos salva.



sábado, maio 23, 2026

 

Sábado da 7ª semana da Páscoa (23 maio)

 



Pedro, ao voltar-se, viu que o seguia o discípulo predileto de Jesus. (cf. Jo 21, 20-25)

 

O discípulo predileto de Jesus segue Pedro,

que serve a unidade do Corpo de Cristo,

vivo na Igreja que continua a missão de Cristo.

O amor a Cristo deve concretizar-se no amor

aos discípulos de Cristo

e a todos aqueles que Jesus cama a ser pastores.

Não se trata de guerras de poder,

mas de servir ministerial e carismaticamente Cristo na Igreja.

 

Somos a mesma Igreja de Pedro e de João,

mas também somos feitos da mesma carne

dos filhos de Zebedeu, que sonham ter poder.

Por isso, a Igreja enferma de carreirismo,

de gente que se veste de servo e deseja ser senhor,

de gente que se consagra pobre, casto e obediente,

mas depois deseja ser rico, dominar e explorar prazer.

 

Senhor, reconheço que queres na Igreja,

que o mistério de Pedro e a intimidade de fé de João

continuem na Igreja até que voltes,

ensina-nos a ser as células vivas que queres que sejamos.

Espírito Santo, dom de fé e de amor,

ajuda-nos a ser fieis nas pequenas coisas da vida,

para que nos tornemos discípulos prediletos de Jesus.

Faz de nós um Pentecostes de carismas na unidade da Igreja.



sexta-feira, maio 22, 2026

 

6ª feira da 7 semana da Páscoa (22 maio)

 




Tu amas-Me? (Cf. Jo 21, 15-19)

 

Deus é amor e o seu projeto é que sejamos amor,

à imagem e semelhança do seu Filho Jesus.

Amar resume e assume toda a lei e os profetas.

Amar a Jesus é a luz que dá sustento à pastoral e à missão,

amando aqueles que evangelizamos,

com a mesma fidelidade e abertura universal,

com que Jesus nos ama e salva.

 

Ser missionário de Jesus não é uma profissão,

mas o modo de ser de cada cristão,

que quer seguir o seu Mestre na arte de amar,

sem medida nem fadiga, com fé e confiança.

Amar os outros não é critica-los,

acusando-os de incapazes de receber a graça de Jesus,

por serem inconstantes, infiéis e fracos.

Se Jesus atuasse assim connosco,

quem poderia salvar-se

ou estar preparado para ser evangelizado?

 

Senhor Jesus, Tu sabes que Te amo como orvalho da manhã

e me custa permanecer em Ti e manter acesso o fogo do amor,

mas eis-me aqui disponível para recomeçar de novo

e aprender contigo o amor incondicional

e a humildade de estar sempre a pedir-Te perdão.

Espírito Santo, dá-nos o dom da fortaleza,

para que cada dia Te demos graças pela tua misericórdia

e da tua confiança em nós, sem o merecermos.

Ensina-nos a amar como Tu nos amas!



quinta-feira, maio 21, 2026

 

5ª feira da 7ª semana da Páscoa (21 maio)

 




Pai santo, peço por aqueles que vão acreditar em 

Mim por meio da sua palavra, para que eles sejam 

todos um. (cf. Jo 17, 20-26)

 

Jesus pede a unidade dos cristão para todos os tempos.

É a mesma Igreja de apóstolos e de batizados,

ontem e hoje, em Portugal e em qualquer país do mundo.

Jesus quer permanecer no coração de cada um,

para que onde Ele estiver, nós estejamos também.

Ele mora no Céu connosco e mora na terra

no coração de cada um, unido ao Pai no Espírito Santo.

 

Há entre as gerações uma comunhão de fé e de corações.

Somos fruto dos nossos antepassados

e devemos assegurar que os que nos sucedem

permaneçam unidos na fé, esperança e caridade.

Ao nível ecológico está-se a colocar em causa o futuro,

pois com a agressão que estamos a fazer à criação,

podemos colocar em causa a viabilidade da vida no futuro.

O espírito agressivo que leva às guerras entre povos,

também podem colocar em causa a paz e a esperança no futuro.

 

Pai santo, peço por esta Igreja,

mas também por aqueles que vão acreditar,

para que vivam como irmãos e continuem a rezar o Pai Nosso,

em espírito e verdade, como Jesus no ensinou.

Espírito Santo, dá-nos o dom da comunhão na diversidade,

para que vivamos a unidade da fé na diversidade de povos e culturas.

Obrigado Jesus, pontífice entre Deus e a humanidade,

que nos levas contigo para Deus e trazes Deus para morar em nós.



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