domingo, agosto 30, 2026
22º Domingo do Tempo Comum (30 agosto)
Não tens em vista as coisas de Deus, mas dos
homens. (cf. Mt 16, 21-27)
O profeta Jeremias, apesar do escárnio e da rejeição,
tem em vista o que Deus quer falar e não o que querem ouvir.
Jesus é a Palavra de Deus, junto dos discípulos
e perante os que O rejeitam e querem matar.
E quando é Pedro que se quer pôr à frente de Jesus,
para O conduzir por caminhos de sucesso e de poder,
Jesus censura-o de ser como Satanás
que O quer desviar da sua missão.
Na vivência da fé há sempre duas vontades em concurso:
os nossos projetos e sonhos, e a vontade Deus e o seu projeto.
Optamos normalmente pela mistura das duas vontades,
separando tempos e espaços para cada objetivo.
No templo e nos momentos reservados à oração
somos cumpridores, nem que seja só o estar de “corpo presente”.
Na vida privada, social e laboral temos metas humanas,
glórias de poder e de lucro, seguranças materiais e de prazer.
Assim fragmentados, como o azeite e a água separados,
vamos vivendo tranquilos, satisfeitos pelo dever cumprido.
Bom Pai de todos, que a todos quereis como filhos,
ensina-nos a ser como o teu Filho,
ardendo de amor e fidelidade pela tua missão.
Bom Jesus, perdoa as vezes em que usamos a tua Palavra
para justificar os nossos projetos egoístas e mundanos.
Espírito Santo, ajuda-nos a viver em constante discernimento
daquilo que vem de Deus daquilo que vem dos homens,
e ajuda-nos a viver a profecia no testemunho e no anúncio.
sábado, agosto 29, 2026
Sábado, Martírio de S. João Batista (29 agosto)
O rei ficou consternado, mas por causa do
juramento e dos convidados, não quis recusar o
pedido.
(cf. Mc 6, 17-29)
A verdade da aliança de Deus nos libertará.
O rei Herodes deixou-se seduzir pela mulher do seu irmão
e ficou prisioneiro desta paixão.
João Batista denunciou esta união ilícita
com a liberdade profética que fala o que Deus manda.
Herodes gostava de o ouvir, mas não era suficientemente forte
para mudar e se converter, reparando esta união ilícita.
Ao ver dançar a filha de Herodíades,
Herodes ficou refém da sua beleza
e entregou-lhe um cheque em branco para os seus desejos.
A filha pergunta à mãe e esta responde vingança,
pedindo a cabeça de João Batista, num prato deste banquete.
E Herodes, refém do seu juramento
e do que pensam os convidados,
faz o que acha que não devia fazer: manda matar João!
O poder torna-nos poderosos no mandar,
mas prisioneiros dos interesses e das ambições,
dos subornos e dos elogios, das votações e das sondagens.
A luxúria excita-nos o desejo e torna-nos escravos do sonho,
vendendo a liberdade em troca de momentos de prazer.
A raiva retira-nos a paz e engravida a vingança
e tira-nos a liberdade para perdoar
e curar feridas de ressentimento.
Espírito de profecia, que animas-Te João Batista,
fazendo-o livre perante o poder,
sem medo de proclamar a verdade e denunciar o mal,
mesmo quando é politicamente incorreto,
ensina-nos a usar a palavra para transformar este mundo
submetendo-nos à verdade na caridade.
Liberta-nos do medo e da escravatura do querer agradar,
para podermos ser livres para servir a justiça e a paz.
S. João Batista, ensina-nos a liberdade da profecia,
unicamente preocupada em ser fiel a Deus.
sexta-feira, agosto 28, 2026
6ª feira da 21ª semana do Tempo Comum, S. Agostinho (28 agosto)
As prudentes, com as lâmpadas, levaram azeite nas almotolias. (cf. Mt 25, 1-13)
Jesus é a luz do mundo.
A sua força e rumo vem do Pai.
Fazer sua vontade é o alimento que nutre a sua vida.
Não basta termos conhecimentos sobre Jesus,
é preciso alimentar esta relação e seguimento
com a Palavra da Vida e o Espírito da Verdade.
Não basta receber os sacramentos e ter a Luz na estante,
é preciso alimentar-se desta graça, digerindo o Evangelho.
Há cristãos que conjugam a vida no pretérito:
fui batizado, andei na catequese, recebi o Crisma,
fiz a primeira comunhão, casei na Igreja…
E hoje? O que fazemos com a tua fé?
Quando há um problema que nos retira as seguranças,
onde vamos arranjar força para dar razões da nossa esperança?
Qual é o azeite a que recorremos para ser luz do mundo?
Bom Jesus, vivemos a noite da fé e não sabemos
quando vens como Esposo inflamado pelo amor por nós.
Ensina-nos a viver preparados para o encontro contigo
e a fazer de cada encontro um ato de amor.
Espírito Santo, dom da luz e da sabedoria,
ajuda-nos a ser prudentes e acumular o azeite do testemunho,
que sabe dar razões da nossa esperança
e a vencer os obstáculos com fidelidade e fortaleza.
S. Agostinho, pastor sábio e santo,
intercede para que saibamos viver e anunciar Cristo hoje.
quinta-feira, agosto 27, 2026
5ª feira da 21ª semana do Tempo Comum, S. Mónica (27 agosto)
Servo fiel e prudente, que o senhor pôs à frente da sua casa, para lhe dar
o alimento em tempo oportuno.
(cf. Mt 24, 42-51)
Jesus é o Servo de Deus, fiel e prudente,
que o Pai pôs à frente da sua casa
para dar a todos o alimento da vida no tempo oportuno.
Ele desafia-nos a estar vigilantes
para que a maldade não nos assalte
e o Senhor nos encontre a cuidar dos irmãos com amor.
O segredo não é fazer as coisas por medo,
mas aprender com Jesus a fazer tudo por amor.
Habituámo-nos a viver a fé de forma fragmentada.
Temos momentos de oração e bom comportamento
e momentos de infidelidade
e negação da nossa condição de cristãos.
Somos capazes de na Quaresma até fazer penitência,
mas no tempo comum a vida ser cheia de extravagâncias,
vida corrupta, adúltera, injusta e pagã…
Bom Jesus, ajuda-nos a ser servos fieis e prudentes,
pessoas novas, sem hiatos nem infidelidades.
Espírito Santo, dá-nos o dom de uma verdadeira conversão,
para que possamos aprender a santidade do profano.
Liberta-nos de vidas duplas e desgarradas da fé,
como se tivemos perdido a esperança
da presença e da vinda de Jesus.
S. Mónica, missionária do lar e da família,
reza por nós, para que como S. Agostinho,
cheguemos à conversão da nossa vida perdida
e aprendamos a interceder pelos nossos mais próximos.
quarta-feira, agosto 26, 2026
4ª feira da 21ª semana do Tempo Comum (26 agosto)
Por fora pareceis justos aos olhos dos homens,
mas por dentro estais cheios de hipocrisia e
maldade. (cf. Mt 23, 27-32)
Deus olha para os rituais e práticas religiosas,
mas fixa-se na verdade que brota do coração
e que pode ser bela e pura como a luz do dia
ou pode ser sombras de maldade e de interesse egoísta.
Jesus, o Filho de Deus altíssimo, o vê o coração
e não se deixa impressionar por piedades sem piedade,
ou ofertas no templo sem amor e justiça no quotidiano.
Ao longo da vida fomos aprendendo a representar
o que o outro espera de nós.
Parece-nos mais fácil esconder os defeitos do que corrigi-los,
introduzindo melhorias na nossa vida.
E como isto funciona quase sempre nas relações humanas,
queremos reproduzi-las nas nossas relações com Deus.
Só que a mentira deixa sempre algo de fora que a denuncia:
incoerência entre o que se professa e o que se pratica,
entre o que se pratica no templo e o que se faz na vida privada.
Senhor, tu me conheces profundamente,
com um olhar bom e libertador,
ensina-me a ser humilde para reconhecer o que sou
e confiante em Ti para dar passos
na direção do que sonhas para mim.
Espírito Santo, dá-nos o dom da santidade holística,
que não seja só representação de atos externos,
mas amor que envolve todo o nosso ser e viver em Ti.
terça-feira, agosto 25, 2026
3ª feira da 21ª semana do Tempo Comum (25 agosto)
Coais o mosquito e engolis o camelo. (cf. Mt 23, 23-26)
Deus fez a aliança com o seu povo,
o povo guardou as tábuas da aliança numa arca
e ficou-se com alguns ritos e tradições,
esquecendo o espírito da aliança que tem o centro no amor.
João convocou o povo para a conversão
e este ficou-se com o banho exterior do batismo.
Jesus deu a vida para nos salvar
e os discípulos acabaram por ir à missa por dever,
esquecendo-se de dar graças pela graça do seu amor infinito.
A justiça muitas vezes coa o mosquito do pequeno crime
e deixa passar o “camelo” do grande crime.
Muitas vezes o penitente confessa os pecaditos
e deixa passar os pecados que matam a relação,
traem a fidelidade, roubam a solidariedade,
destroem a esperança com a guerra,
matam a saúde com dependências várias,
esquecem Quem os criou e salvou.
Deus Amor, obrigado porque nos amas a todos,
pequenos e grandes, ricos e pobres,
lindos e feios, santos e pecadores.
Bom Jesus, que Te fizeste pequeno e sem poder,
dando a vida por todos, não querendo perder ninguém.
Espírito Santo, dá-nos o dom do discernimento
para sabermos distinguir o bem do mal
o essencial dos secundário,
o que alegra o Céu e o que o entristece.
segunda-feira, agosto 24, 2026
2ª feira, S. Bartolomeu (24 agosto)
Antes que Filipe te chamasse, Eu vi-te. (cf. Jo 1, 45-51)
O olhar de Deus penetra o mistério de cada um,
não como um intruso ou um polícia,
mas como um amigo que procura colaboradores
e os chama pelo seu nome a serem apóstolos.
Ele conhece os que merecem um elogio
como Natanael: “um verdadeiro israelita”,
ou os que necessitam do perdão e da salvação:
“Zaqueu desce depressa, hoje quero ficar em tua casa”.
Nunca como hoje fomos tão vigiados
e catalogados em poderosas bases de dados
compradas por e-mails e redes sociais “gratuitas”.
Sabe-se quase tudo de todos: a idade, o género,
o que compra, o que gosta, as suas opiniões, onde viaja,
o estado civil, onde faz férias, os seus amigos…
Mete medo esta tomada de posse da nossa privacidade,
pois ninguém sabe exatamente
o que poderão fazer com estes dados!
Louvado sejas, omnisciência de Deus,
pois o teu conhecimento é a nossa salvação.
Bendito sejas, pelo teu olhar de amigo que nos salva,
é paciente, sabe perdoar, nos procura e nos chama.
Espírito Santo, dá-nos o dom da sabedoria e do discernimento,
para conhecermos melhor o outro, como mistério sagrado,
que devemos utilizar apenas para amar e servir.
S. Bartolomeu, apóstolo de Cristo,
que partiu da dúvida para a profissão de fé,
intercede para que também nós saibamos acreditar
e anunciar Jesus até aos confins do mundo.