domingo, julho 05, 2026
14º Domingo do Tempo Comum (5 julho)
Aprendei de Mim, que sou manso e humilde de
coração, (cf. Mt 11, 25-30)
Deus é o invisível presente, paciente e silencioso,
que nos anima pelo seu Espírito, a sermos pacíficos e humildes.
Jesus aceita ser o Messias despojado de poder destruidor,
que entra em Jerusalém, montado num jumentinho emprestado,
manso e humildade de coração, como Cordeiro Pascal.
Jesus dá-nos a sua paz e convida-nos a aprender com Ele,
a viver uma paz desarmada e redentora da vida.
Vivemos numa época violenta ao mais alto nível,
onde as guerras se prolongam e intensificam,
fermentando uma corrente armamentista globalizada.
O diálogo político e a esperança no futuro estão a perder,
perante o clima do medo, a destruição de vidas e bens.
O resultado é a morte de inocentes,
a eliminação das infraestruturas, a crise económica global,
o êxodo anárquico de refugiados…
O problema mais grave é cultural e social,
que gera comportamentos agressivos na escola,
no namoro, na família, no desporto, na política…
Bom Deus, bendito sejas pela grandeza da tua mansidão,
pela invisibilidade do teu poder
e pela claridade da tua paciente misericórdia.
Bendito sejas, bom Jesus, pela tua poderosa fragilidade,
que nasceu da imensidão do teu coração
e respeito pela vida em todas as suas manifestações.
Bendito sejas, grande Mestre da paz desarmada,
que na cruz revelaste a tua fidelidade à aliança,
perdoando àqueles que Te traíram e mataram.
Espírito Santo, anima-nos a frequentar esta escola de paz.
sábado, julho 04, 2026
Sábado da 13ª semana do Tempo Comum, Isabel de Portugal (4 julho)
Ninguém põe remendo de pano novo em vestido velho. (cf. Mt 9, 14-17)
Jesus é o pano novo que nasce de Maria,
por obra e graça do Espírito Santo.
Jesus não quer ser um remendo novo no homem velho,
mas o coração de uma humanidade renascida na sua Páscoa.
Mais do que rituais ou deveres religiosos cumpridos por tradição,
quer amigos do Esposo,
que quer renovar a aliança com a humanidade no seu sangue.
Há agora a moda das calças novas com rasgões,
como se os ricos possam brincar aos pobrezinhos
e branquear os sinais de pobreza como realidade crua.
Há por outro lado um fascínio pelo sincrético religioso e cultural,
que procura exaltar o comum, anulando as identidades.
Isto encaixa bem na New Age e no subjetivismo,
na ideologia do género e na política de interesses,
sem identidade definida, moldada pelas circunstâncias.
Bom Jesus, Veste nova descida do Céu,
reveste-nos de homem novo, animado pelo teu Espírito.
Liberta-nos das vestes de representação teatral,
que são hábito sem coração de consagrado,
um “faz de conta” incensado e idolatrado.
S. Isabel de Portugal, rainha na arte de servir os pobres
e bordar a paz, reza por nós, para que sejamos santos de coração
e missionários da ternura e da justiça evangélica.
sexta-feira, julho 03, 2026
6ª feira, S. Tomé, apóstolo
Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez
em casa e Tomé com eles. (cf. Jo 20, 24-29)
Onde dois ou três se reunirem em nome de Jesus,
Ele revela-se no meio deles.
O Domingo é o dia do Senhor, o dia da reunião dos discípulos
para celebrar a Páscoa de Jesus e a sua última Ceia.
Quem está dentro da comunidade
não precisa de meter a mão nas marcas do Crucificado para acreditar,
pois agora o Corpo de Cristo é a Igreja em celebração.
Tomé foi feliz porque aceitou o testemunho: “vimos o Senhor!”
e no Domingo seguinte estava com os outros discípulos
e pode deixar-nos a mais bela profissão de fé:
“Meu Senhor e meu Deus”!
Habituámo-nos a ser comentadores bancada,
sem entrarmos em jogo no campo.
É assim na politica, na economia, na sociedade,
no desporto, na cultura e na religião.
Muitos têm suspeita em relação à Igreja
e têm uma ideia do que é e do que lá se passa,
mas têm dificuldade em fazer a experiência,
indo, participando, compreendendo as coisas por dentro.
Meu Senhor e meu Deus, obrigado porque estás no meio de nós,
apesar de não sermos os discípulos perfeitos que devíamos ser.
Ajuda-nos a ser células vivas do Corpo de Cristo, a Igreja,
e não meros comentadores de bancada.
S. Tomé, irmão gémeo no peregrinar da fé e da missão,
intercede para que também nós saibamos dar passos
para passarmos da dúvida e da desconfiança,
à profissão de fé e ao testemunho do Evangelho.
quinta-feira, julho 02, 2026
5ª feira da 13ª semana do Tempo Comum (2 julho)
O Filho do homem tem na terra o poder de perdoar os pecados. (cf. Mt 9, 1-8)
O Filho de Deus tem o poder divino de perdoar os pecados
e de reconciliar a humanidade com Deus.
Jesus é o Filho de Deus, nascido de Maria a Mulher,
e tem o poder de curar o corpo e a alma.
A cura física é um sinal da cura interior e espiritual.
Por isso, não nos podemos fixar apenas na cura física.
A perda de sentido de pecado,
desvaloriza as consequências do mal.
Há paralíticos por falta de resposta muscular e neurológica,
e há paralíticos por comodismo, preguiça, indiferença…
Há gente que não participa na liturgia por não conseguir ir
e há gente que fisicamente não tem problemas,
mas que tem falta de fé, medo do que poderão dizer dele,
raiva com alguém na Igreja, egoísmo.
Louvado sejas, meu bom Jesus,
misericórdia revestida de humanidade,
por nos servires o perdão dos pecados e nos curares a alma.
Bendito sejas, pelos sacramentos do Batismo e da Reconciliação,
que nos permitem recomeçar de novo com esperança.
Espírito Santo, ajuda-nos a identificar as nossas paralisias,
se são de ordem física, moral ou emocional.
Torna-nos livres para amar e servir o Senhor nos irmãos.
quarta-feira, julho 01, 2026
4ª feira da 13ª semana do Tempo Comum (1 junho)
Que tens que ver connosco, Filho de Deus? (cf. Mt 8, 28-34)
Jesus veio para nos libertar do mal,
que nos leva a viver como se já estivéssemos mortos.
Veio reorganizar o mundo, levando a impureza a habitar o impuro,
e o ser humano a viver na comunhão com Deus e a sociedade.
Mas, como no caso dos gadarenos,
habituamo-nos a viver na desordem,
e pedimos a Jesus que se vá embora e nos deixe na impureza.
Quase ninguém gosta de ser chamado à atenção:
o dependente de diferentes adições não gosta que lhe toquem no tema,
e quando muito diz que um dia destes vai deixar a adição.
O injusto não gosta da justiça e prefere trabalhar na penumbra,
Continuando a explorar, mentir e extorquir.
O infiel não gosta de ser criticado pelo seu adultério,
e defende-se atacando de intrometido na vida alheia
e antiquado nos valores e nas modas que andam por aí.
Jesus, Filho de Deus, vem ter connosco e ensina-nos a viver,
a recuperar a alegria do bem e a fidelidade ao amor,
para que a fé em Ti seja o motor de uma vida santa.
Perdoa a resistência à tua palavra e à conversão,
contentando-nos em cumprir uns deveres e ritos religiosos,
para não mudarmos o coração e os sentimentos.
Dá-nos um novo Céu e uma nova terra,
onde habite a justiça e a paz,
e a fé abrace a esperança e comunhão.
terça-feira, junho 30, 2026
3ª feira da 13ª semana do Tempo Comum (30 junho)
Disse-lhes Jesus: «Porque temeis, homens de
pouca fé?». (cf. Mt 8, 23-27)
O Deus da bonança aproxima-se da tempestade
e monta a sua tenda no meio do barulho dos homens.
Jesus anuncia a paz e a reconciliação
e os poderosos prendem-no, torturam-no, crucificam-no
e sepultam-no, mas Deus ressuscitou-O e deu-nos a sua paz.
Os discípulos fugiram de Jesus, fecharam-se em casa
e Jesus faz-se ver no meio deles, trazendo-lhes a paz:
“Porque temeis, homens de pouca fé”!
Perante o envio em missão, houve perseguições
e muitos temeram e calaram o Evangelho,
mas Jesus continuou a seu lado e diz-lhes:
“Porque temeis, homens de pouca fé”?
A falta de confiança instalou-se na raiz da alma:
não acreditamos em ninguém nem em nós mesmos,
por isso temos medo de dizer um sim definitivo,
entregar-nos a Deus e ao outro, como cheque em branco!
O ritmo de vida tornou-se demasiado emocional,
incerto e inconstante como os sentimentos,
dependendo demasiado das circunstâncias pessoais e socias.
Acreditar em Deus é pedir demasiado a um desconfiado!
Bom Deus, aprendi que estás sempre connosco,
nos horas boas e nas horas más,
mas quando o medo toma conta de nós,
facilmente desconfiamos de Ti e tentamos outras seguranças:
superstições, violências, poder e riquezas,
amuletos, astros, rezas ditas fortes, bruxarias…
Bom Jesus, chamas-nos a uma vocação e a uma missão,
mas temos medo de não sermos capazes, de arriscar a vida,
de nos arrependermos, de estarmos enganados.
Espírito Santo, ilumina os nossos passos
e fortalece o nosso coração e a nossa fé,
para confiarmos só em Ti e seguirmos os passos de Jesus.
segunda-feira, junho 29, 2026
2ª feira, S. Pedro e S. Paulo, apóstolos (29 junho)
Feliz de ti, Simão, filho de Jonas. (cf. Mt 16, 13-19)
Feliz de ti, Simão, pescador do lago de Genesaré,
porque Jesus de Nazaré te chamou a segui-lo
e te escolheu para seres o Pedro da sua Igreja.
Feliz és tu, Simão, porque o Pai te ensinou a conhecer o Filho
e o confessaste como Messias, Filho do Deus vivo.
Feliz és tu, Saulo de Tarso, porque apesar de perseguidor,
Jesus veio ao teu encontro na estrada de Damasco
e te chamou a ser apóstolo dos gentios.
Felizes sois vós, Pedro e Paulo, apóstolos colunas da Igreja,
porque ambos destes a vida em Roma, por Jesus vosso Senhor.
Buscamos a felicidade de ser alguém e nos realizarmos,
enchendo-nos de vaidade e tornando-nos famosos,
badalados e seguidos por grandes multidões.
É o tempo de grandes concertos de Verão
em que a noite é trocada pelo dia,
cheia de sons queridos e sensações de calor humano.
Outros procuram uns dias descanso e felicidade diferente,
longe da rotina e da paisagem habitual.
No geral tudo isto é ansiado e bem pago!
Senhor Jesus, ensina-me a ser feliz,
sem ansiedades nem medo,
sentindo a aventura da fé e a largura do amor.
Espírito Santo, dá-nos o dom da alegria de viver e de servir,
descentrados do umbigo e capazes de sair de nós mesmos,
para sermos enviados pelo Criador e Salvador
a sermos Cristo na palavra e no testemunho.
S. Pedro e S. Paulo, intercedei por nós Igreja de hoje,
para que encontremos em Cristo a mesma felicidade
e sejamos construtores da comunhão e da missão.