domingo, outubro 18, 2026
29º Domingo do Tempo Comum, Dia Mundial das Missões (18 outubro)
Dai a César o que é de César e a Deus o que é de
Deus. (cf. Mt 22, 15-21)
Deus é o Senhor de tudo e de todos.
Ele deu-nos a vida, a sabedoria, o perdão e a salvação.
Ele deu-nos o seu Filho e propôs-nos a sua aliança,
apesar de conhecer a nossa fragilidade como parceiros.
Deus deu-nos o poder para servir o bem comum…
E nós o que Lhe damos? Qual é a nossa colaboração?
Somos cidadãos do mundo e cidadãos do Céu,
qual a nossa colaboração no bem comum
e qual é a nossa colaboração na missão de Deus?
Há espiritualidades desencarnadas que se aleiam do mundo,
pensando que servir a Deus é fugir da política e do trabalho.
Há outras espiritualidades secularizadas que acham
que tudo depende da sua esperteza e esforço
e pensam que acreditar em Deus é desvalorizar o ser humano.
Há narizes arrebitados sentados no poder e de olhar sobranceiro,
que de um dia para o outro caiem em desgraça
e o ídolo que eram manifesta a sua provisoriedade.
É um grande desafio ser um cidadão bom do mundo
e ser um cidadão brilhante e humilde à imagem do Filho.
Bom Deus e Senhor, que nos criastes à tua imagem
e inscreveste no coração de um de nós o Nome do amor,
ajuda-nos a ser fiéis ao Criador e a dar-Te um bom tributo.
Filho Deus, que encarnaste como Filho do Homem,
pagando o tributo a César e dando toda a sua vida a Deus,
ensina-nos a inspirar a vida com a fé em Cristo
e a levar as alegrias e esperanças
do mundo a Deus.
Espírito Santo, unidos a Cristo, ajuda-nos a ser missão,
dando a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.
sábado, outubro 17, 2026
Sábado da 28ª semana do Tempo Comum, S. Inácio de Antioquia (17 outubro)
Todo aquele que Me tiver reconhecido diante dos
homens também o Filho do homem o reconhecerá
diante dos Anjos de Deus. (cf. Lc 12, 8-12)
O Senhor Jesus está vivo no meio de nós.
Quando O reconhecemos diante dos homens,
pela fé, pela palavra e pela forma de amar,
também Jesus nos reconhecerá diante dos anjos,
no dia do encontro, quando o olhar passar pela morte.
Jesus está presente pelo seu Espírito que nos inspira o agir,
e nos faz ver o invisível e escutar o inaudível.
Às vezes, quando o silêncio e a solidão nos invade,
parece que estamos abandonados a nós mesmos,
com o desconforto dos fantasmas passados que nos habitam
e os temores do futuro que nos apequenam e deprimem.
No entanto, Jesus pede-nos nestes momentos
ou quando nos perdemos no meio da multidão,
para O reconhecermos diante dos homens,
pois a fé e o Espírito Santo ajuda-nos a ver o Invisível.
Chorar o abandono, cair no desespero,
buscar compensar a solidão com o virtual,
ficar indiferente ao que sofre e pede fraternidade…
são alguns sinais que não reconhecemos o Emanuel.
Bendito sejas, Deus-connosco, presença invisível,
que exige fé para que a noite se ilumine,
envia-nos o teu Espírito e dá-nos um olhar profético.
Espírito Santo inspira-nos a leitura dos sinais
e as respostas que devemos dar em cada situação,
para que não tenhamos medo de Te reconhecer diante os homens.
S. Inácio de Antioquia, pastor e mártir da fé,
ora por cada um de nós,
para que sejamos fortalecidos na adversidade
e saibamos dar testemunho de Cristo com ousadia.
sexta-feira, outubro 16, 2026
6ª feira da 28ª semana do Temo Comum (16 outubro)
Acautelai-vos do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia. (cf. Lc 12, 1-7)
A piedade sem amor é uma hipocrisia.
A devoção sem justiça é uma dissimulação.
A incoerência entre a fé e a vida é uma mentira,
que só Deus e nós conhecemos como atores de teatro.
A hipocrisia é um fermento de mediocridade
que afasta de Deus, quando a verdade se conhece.
Jesus alerta-nos para esta mentira de vida
que nos faz praticantes de atos religiosos,
mas não nos leva ao seguimento de Cristo.
O termo “beato” (bem-aventurado)
usa-se muito em sentido pejorativo
e qualifica os que andam sempre na Igreja,
mas são conhecidos por murmuradores
e dominadores do espaço sagrado.
Estas beatices não são missionárias,
pois não atraem ninguém para o seguimento de Jesus.
A revelação de alguns escândalos sexuais e económicos
de gente conectada com a Igreja, lança a suspeita
e afasta da Igreja a quem é débil e anda à procura.
Bendito sejas, Jesus, Palavra que se fez vida,
perdoa as nossas tentativas de termos duas caras
e queremos misturar a piedade à luz do dia
com o pecado e a injustiça nas trevas da noite.
Espírito Santo, purifica-nos do fermento da hipocrisia,
que nos leva a andar de consciência tranquila,
apesar da mediocridade da nossa vida.
Faz de nós cristãos de corpo inteiro,
por dentro e por fora, deixando-nos conduzir pelo Espírito
e Cristo ser sempre o Mestre da nossa vida.
quinta-feira, outubro 15, 2026
5ª feira da 28ª semana do Tempo Comum, S. Teresa de Jesus (15 outubro)
Vós não entrastes e impedistes os que queriam
entrar! (cf. Lc 11, 47-54)
Deus envia profetas e o próprio Filho
para que ajudem as criaturas a entrar no Céu.
Os doutores da Lei impediram o profetismo
e faziam da ciência bíblica um ensinamento abstrato,
não contribuindo para a conversão do povo à aliança.
Jesus critica-os pois a sua ciência bíblica os conduz
à morte e não à vida, à conversão, à comunhão com Deus.
O fundamentalismo bíblico impede a meditação bíblica,
pois a sua interpretação está fechada na letra
e em certas autoridades que querem impor a sua interpretação.
Há um certo populismo político, que se afirma católico,
que quer instrumentalizar a fé para apoiar a exclusão
e a acusação de determinados grupos estrangeiros.
Muitos chegam a exigir a pena de morte e a castração,
esquecendo que o Evangelho nos ensina a amar os inimigos,
a rezar pelos pecadores, a não julgar ninguém,
mas a procurar a fazer tudo para salvar a todos.
Bom Deus, que Te fizeste Palavra encarnada
para nos libertar da morte e ser caminho para a vida,
abre-nos à surpresa sempre atual da tua Palavra
consignada na Bíblia e na tradição apostólica da Igreja.
Espírito Santo, faz de nós profetas acolhedores da tua Palavra
e proclamadores humildes e cheios de amor pelos irmãos.
S. Teresa de Jesus, ensina-nos a ser batizados de Jesus,
a amar na oração e na celebração litúrgica
e a louvar a Deus pela caridade para com os irmãos.
quarta-feira, outubro 14, 2026
4ª feira da 28ª semana do Tempo Comum (14 outubro)
Ai de vós, porque pagais o dízimo da hortelã… mas desprezais a justiça e o
amor de Deus! (f. Lc 11, 42-46)
O melhor dízimo que podemos oferecer a Deus
é praticarmos a justiça e o amor a Deus.
São esses os frutos que nascem do coração
e não da terra que Deus nos deu como seus agricultores.
Deus prefere a misericórdia ao sacrifício,
a paz à guerra sagrada, a esmola aos rituais.
A vida do cristão, quando levada com compromisso,
tornou-se exigente e de certa forma pesada:
orações, celebrações, ritos, leis morais…
Muitas vezes todas estas coisas fazem-se por formalidade,
mas o coração anda arredado e atravessado
pelos ressentimentos dos desencontros,
pelos sonhos de poder e de prazer,
pelos desejos de ser grande e famoso e rico…
Então o sentimento de dever cumprido apazigua-nos,
mas não nos faz mais justos, bondosos e felizes.
Querido Deus, envia-nos o teu Espírito
para que não sejamos como sepulcros disfarçados,
mas corações vivos e apaixonados pela fé
e pelos irmãos, cheios de ternura e de hospitalidade.
Liberta-nos da tentação de reduzir a aliança
ao cumprimentos duns deveres menores,
deixando o coração de fora e colaborando na injustiça.
Ensina-nos a louvar-Te imitando Jesus.
terça-feira, outubro 13, 2026
3ª feira da 28 semana do Tempo Comum (13 outubro)
Limpais o exterior, mas o vosso interior está cheio
de rapina e
perversidade. (cf. Lc 11, 37-41)
Deus criou-nos com um todo, corpo e alma.
O corpo tem a capacidade de esconder o interior
aos olhos dos outros que só podem ver o exterior.
Deus vê-nos o coração, a verdade que nos habita,
não se fixa apenas nas aparências que desejamos mostrar.
Até podemos cuidar da aparência que mostrarmos aos outros,
mas devemos purificar o coração na fonte da graça que é Jesus.
O encontro final não será entre o artista e o espetador,
mas entre a criatura e o Criador, o adotado por Jesus e o Pai.
A vida não é um palco de representadores e bastidores da realidade,
mas um caminho de avanços e recuos, que precisamos admitir,
com humildade e esperança na algibeira, para nos fortalecer
até chegarmos à estatura de Jesus, nosso amigo e salvador.
O medo de sermos rejeitados, leva-nos a maquilhar a alma,
mas devemos dar passos para que seja o amor
o motor desta peregrinação rumo à mesa do encontro.
O amor é que dá sabor à comensalidade e à festa.
Bom Jesus, cujo o peito foi rasgado pela lança
e saiu sangue e água, em vez de fel e vinagre,
ensina-nos a purificar o nosso coração do rancor,
da indiferença, do mutismo e da murmuração.
Liberta-nos das falsas seguranças do ritualismo
e da sensação do dever cumprido,
só porque fizemos umas orações e colocámos umas medalhas.
Bem-aventurada Alexandrina de Balazar, ora por nós,
para que amemos a Eucaristia e vivamos na santidade.
segunda-feira, outubro 12, 2026
2ª feira da 28ª semana do Tempo Comum (12 outubro)
Fizeram penitência ao ouvir a pregação de Jonas; e aqui está quem é maior
do que Jonas. (cf. Lc 11, 29-32)
Jesus é a Palavra de Deus com sotaque galileu,
que veio para levar a todos à conversão
e salvar-nos com a sua graça e misericórdia.
Este é o sinal do amor de Deus que nos foi enviado
para que O escutemos e O levemos a sério,
aderindo à aliança de Deus e ao seu Filho.
A grandeza do Filho de Deus não se impõe pelas aparências,
mas acolhe-se pela fé e autoridade da sua Palavra
e pela coerência da sua vida e fidelidade da sua entrega na cruz.
Ninguém gosta de ser corrigido
e o serviço de autoridade está em crise.
A criança, desde bebé, habituou-se a mandar
e a fazer o que o capricho e a sua vontade exigem.
Vai para a escola e a força do grupo cria a sensação
que os professores são pagos para os entreter e servir.
Entram no digital e abre-se a porta do virtual,
onde o sonho é alimentado pela curiosidade,
e o diálogo (que na realidade é tão difícil),
no virtual incorpóreo flui facilmente
e quando não quer mais, desliga-se com uma desculpa.
Bendito sejas, Palavra de Deus feita Homem,
que continuas a proclamar a esperança do amor
e a necessidade de converter a vida à verdade
que salva e perdoa, que é solidária e faz o bem,
mesmo que doa e não seja correspondida.
Espírito Santo, abre o nosso coração ao Evangelho,
para que a nossa vida não seja palavreado oco
e se torne seguimento concreto de Jesus
nas pequenas e grandes coisas da vida.
Liberta-nos, Senhor, da indiferença à luz,
da conversão adiada e da incoerência de vida.






