segunda-feira, setembro 21, 2026
2ª feira, S. Mateus, apóstolo e evangelista (21 setembro)
Jesus disse-lhe: «Segue-Me». Ele levantou-se e
seguiu Jesus. (cf. Mt 9, 9-13)
Jesus, o bom pastor, anda à procura das ovelhas perdidas
e viu em Mateus um apóstolo e evangelista,
quando estava sentado à mesa de cobrança de impostos.
Jesus chama-o, pois é Ele que faz o apóstolo,
um pecador perdoado e curado.
Mateus levanta-se e abre a sua casa a Jesus e aos pecadores,
pois este encontro é redentor: Jesus é o médico que cura.
Passamos a vida a tentar proteger-nos dos outros.
O medo é que os maus e os doentes nos contagiem.
Jesus prova que podemos ser contagiar e curar o outro
com a bondade, a fidelidade, a solidariedade, a fé,
a paz, a justiça, a alegria, a verdade, a reconciliação…
Por isso, Jesus toca o leproso para o curar,
come com os pecadores para os converter,
dá a sua vida para vencer a sua e a nossa morte!
Bom Jesus, obrigado porque continuas a passar
e a olhar a nossa vida com esperança e confiança.
Bendito sejas, Médico que curas o nosso passado
e nos dás a tua graça para, apesar de indignos,
nos chamares a ser teus colaboradores na missão
de levar Cristo a abrir os corações de todos, todos, todos.
S. Mateus, cobrador de impostos
a dar de graça o que recebestes de graça, reza por nós,
para que sejamos uma Igreja missionária.
domingo, setembro 20, 2026
25º Domingo do Tempo Comum (20 setembro)
Amigo, em nada te prejudico. Eu quero dar a este último tanto como a ti. (cf. Mt 20, 1-16a)
O olhar bom de Jesus é justo e bom.
Ele sempre olha para o “hoje” da nossa resposta.
Ele atende ao pedido do seu companheiro da cruz
e acolhe-o no paraíso, onde Ele é o caminho e a porta.
Cada pecador perdoado é um trabalhador da última hora,
a quem o Senhor salva e dá a mesma paga dum justo de longa data.
É a revelação da festa que é feita no Céu,
quando um pecador se arrepende e acolhe a misericórdia divina.
O pecador atrai para si olhares maus e acusadores,
que rotulam, marginalizam, estigmatizam.
O ciumento tem olhar mau para todos os que são amigos
do cônjuge com quem vive e tem medo de perder.
O racista tem olhar mau para os estrangeiros que são pobres,
mas ao turista estrangeiro olha-o com olhar bom.
Os pais, pelo contrário, tem olhares bons para com os filhos,
e compreendem-lhes as fraquezas, acreditam nas suas capacidades,
são pacientes com eles, estão sempre disponíveis para os defender.
Bom Jesus, obrigado porque nos olhas com olhar bom,
que sabe perdoar e animar a levantar-nos,
para que o hoje da nossa salvação seja presente
e o passado do nosso rumo incerto seja curado.
Espírito Santo, ensina-nos a ter um olhar de amor
para com todos, de modo especial para com os últimos,
os marginalizados, os diferentes, os pecadores.
Ensina-nos a justiça que cura, salva e liberta.
sábado, setembro 19, 2026
Sábado da 24 semana do Tempo Comum (19 setembro)
O semeador saiu para semear a sua semente. (cf. Lc 8, 4-15)
O Semeador do Céu saiu a semear a Palavra.
Semeia generosamente, a tempo e a destempo,
nos caminhos, em terra de pedras, de espinhos e em terra boa.
A mesma Palavra nuns perde-se e não chega a germinar,
noutros germina e seca, noutros germina e cresce, mas não frutifica.
noutros germina, cresce, floresce e dá muitos frutos.
É a forma como se escuta a Palavra, se cuida a fé e a conversão,
que faz toda a diferença e alcança ou não a santidade.
Hoje a semente continua a ser lançada: Batismo, catequese,
1ª comunhão, Crisma, Confissão, Matrimónio, Ordem,
Unção dos Enfermos, retiros, cursos de preparação…
O grande desafio da Igreja é como cuida a fé
e a alimenta para saber dar razões da esperança cristã
e discernir a vontade de Deus em cada novo desafio.
Não basta semear, é preciso criar condições para que
a semente nasça, cresça e dê fruto abundante.
Obrigado Semeador da vida e da conversão,
por tanta generosidade e amor cheio de esperança.
Espírito Santo, luz que clarifica e guia o Caminho,
ensina-me a ser terreno hospedeiro e limpo de ansiedades,
para acolher a Palavra de Deus e ser fecundado por ela.
Cria em mim rotinas que cuidem desta semente
e a façam crescer com rega e com a limpeza das ervas daninhas,
para que eu possa dar frutos de justiça e de louvor a Deus.
sexta-feira, setembro 18, 2026
6ª feira da 24ª semana do Tempo Comum (18 setembro)
Acompanhavam-n’O os Doze, bem como algumas
mulheres que tinham sido curadas. (cf. Lc 8, 1-3)
Jesus fez seus discípulos: homens e mulheres.
Seguiam-No e serviam-No na sua missão.
No Reino de Deus não há homens nem mulheres,
há pessoas com fé em Jesus, que O escutam e anunciam.
Esta primeira comunidade é o paradigma da Igreja,
onde há homens e mulheres unidos pela mesma fé,
marcados pela fidelidade ao seguimento de Jesus.
A mulher ainda sofre descriminação em muitas sociedades.
As sociedades ocidentais ao darem acesso ao trabalho remunerado,
à cultura escolar e à política,
transformaram a forma como a mulher é vista e valorizada.
No entanto, nestas mesmas culturas ditas desenvolvidas,
estão a aparecer grupos de jovens misóginos,
que se manifestam nas redes sociais
e em partidos políticos extremistas.
Parece que há um sentimento machista que teme perder poder,
e quer voltar aos tempo da violência doméstica
e da mulher afastada do palco empresarial e político.
Querido Pai, que nos criaste homem e mulher,
seres incompletos e complementares, mas iguais na dignidade,
ensina-nos a voltar o ideal dos inícios do Coração criador.
Bom Jesus, que aceitaste começar uma comunidade nova,
onde homens e mulheres Te seguiam e serviam,
ajudai-nos a contribuir para que esse ideal continue na Igreja.
Santíssima Trindade, comunhão na diferença,
liberta-nos do medo do outro,
que faz da vida uma guerra contra a diferença,
e ensina-nos o amor e o diálogo entre seres complementares.
quinta-feira, setembro 17, 2026
5ª feira da 24ª semana do Tempo Comum (17 setembro)
Se este homem fosse profeta, saberia que a mulher que O toca é uma pecadora. (cf. Lc 7, 36-50)
Jesus deixa-se tocar pelos pecadores que se deixaram tocar por Ele.
O pecador não O deixa impuro, mas é Jesus quem purifica o pecador:
“Os teus pecados estão perdoados”.
É por amor que Jesus perdoa e levanta o pecador,
é com amor e gratidão que devemos ficar
após o encontro redentor e sanador com Jesus.
Esta mulher agiu com fé e confiança,
por isso, ousa entrar na casa de um fariseu
e chorar os seus pecados banhando e perfumando os pés de Jesus.
Foi esta fé, que vence barreiras e fronteiras, que salvou esta mulher.
O olhar de juiz com que vemos os pecadores públicos,
deixa de fora os pecadores que assim agem durante a noite.
A uns marginalizamos, a outros adulamos,
como se o trigo e o joio não andassem juntos.
O mais grave é que a condenação do pecador
fixa-o na sua culpa e impede-o de reabilitação.
E assim se vai alimentando um mundo sem esperança,
pois só há esperança quando o futuro ainda está em aberto.
Senhor Jesus, deixa-me tocar-Te porque por Ti fui tocado primeiro,
com a espada de dois gumes da Palavra que me desperta,
com a graça do perdão que me levanta,
com a força do Espírito que me ilumina,
com o mistério da Eucaristia que me fortalece,
com a unção do ministério que me ensina a servir e a amar.
Que a minha gratidão perfume a oração e a caridade,
e o teu amor engrandeça a humildade na fraternidade,
fazendo de cada gesto um hino de louvor ao Criador.
quarta-feira, setembro 16, 2026
4ª feira da 24ª semana do Tempo Comum, S. Cornélio e S. Cipriano (16 setembro)
A quem hei de comparar os homens desta
geração? Com quem se parecem? São como as
crianças. (cf. Lc 7, 31-35)
Deus faz-se tudo para ganhar a todos.
Envia João Batista, homem austero e distante,
para ganhar os que são mais sensíveis à penitência.
Envia o seu próprio Filho, que descobriu a força da mesa,
e aceita convites para refeições e para festas,
para ganhar os que gostam de festas e de encontros à mesa.
Mas, apesar disso, há sempre um grande número de pessoas
que não são sensíveis a nada e criticam tudo e todos.
Fazer missão para agradar a todos é tempo perdido,
pois se temos que anunciar o Jesus das festas e da ressurreição,
também temos que anunciar o Cristo que é rejeitado,
se afasta para lugares desertos, se deixa prender
e sofre a paixão, a crucificação e a morte.
Querer agradar aos outros corre o risco de se auto anunciar,
promover, querer conquistar seguidores e eclipsar Jesus.
O bem comum sofre muito quando os políticos se movem:
por sondagens, projetos e promessas eleitoralistas,
criação de empregos superiores partidários…
Bom Deus, obrigado porque nos falas de muitas maneiras,
para nos conquistares a todos para a vida eterna.
Obrigado por João Batista e por Jesus, teu Filho,
que nos mostram diferentes caminhos de conversão.
Perdoa a forma como tentamos neutralizar
tanta Palavra e tanta graça, arranjando sempre desculpas
para não fazermos o que devíamos fazer.
S, Cornélio e S. Cipriano, papa e bispo mártires da fé,
intercedei para que não sejamos como crianças
irresponsáveis e inconstantes, que não levam nada a sério.
terça-feira, setembro 15, 2026
3ª feira, Virgem santa Maria das Dores (15 setembro)
Jesus disse a sua Mãe: «Mulher, eis o teu filho». (cf. Jo 19,25-27)
Maria, pelo seu amor de Mãe, está onde está Jesus.
O amor de Maria é solidário e compassivo,
sofre por ver sofrer, chora a rejeição do seu amado Filho,
guarda no coração tanto sonho crucificado,
recusa-se a julgar o momento e espera o terceiro dia.
Jesus surpreende-a pedindo-lhe que seja a Mãe dos seus discípulos,
que tenha para com eles o mesmo amor que tem para com Ele.
O Papa Francisco recordava-nos em Fátima: “Temos Mãe!”
E Maria fez-se ver em Fátima, para que sejamos filhos como o Filho,
pela oração, a penitência, a conversão e o ardor missionário.
Há filhos que só se lembram da mãe para pedir coisas.
Na realidade, nestes casos a mãe só existe para dar.
Quando já não conseguir dar, seja pela idade ou pela doença,
a mãe torna-se invisível, não visitada,
um fardo que não se quer tocar nem cuidar.
Bendito sejas, Cristo Senhor, que deste a tua vida
e despojado de tudo, até nos destes a tua própria Mãe.
Bendita sejas Maria, que aceitaste os discípulos de Jesus
como teus filhos e acedestes que Te levássemos para as suas casas.
Espírito Santo, ajuda-nos a ser bons discípulos de Jesus,
que vivem em escuta discernida e prática fiel,
e assim nos possamos tornar-nos irmãos e Mãe de Jesus (Lc 8, 21).
Querida Mãe do Céu, ensina-nos a ser bons filhos de Deus
e humildes seguidores de Jesus, teu Filho.