terça-feira, setembro 15, 2026
3ª feira, Virgem santa Maria das Dores (15 setembro)
Jesus disse a sua Mãe: «Mulher, eis o teu filho». (cf. Jo 19,25-27)
Maria, pelo seu amor de Mãe, está onde está Jesus.
O amor de Maria é solidário e compassivo,
sofre por ver sofrer, chora a rejeição do seu amado Filho,
guarda no coração tanto sonho crucificado,
recusa-se a julgar o momento e espera o terceiro dia.
Jesus surpreende-a pedindo-lhe que seja a Mãe dos seus discípulos,
que tenha para com eles o mesmo amor que tem para com Ele.
O Papa Francisco recordava-nos em Fátima: “Temos Mãe!”
E Maria fez-se ver em Fátima, para que sejamos filhos como o Filho,
pela oração, a penitência, a conversão e o ardor missionário.
Há filhos que só se lembram da mãe para pedir coisas.
Na realidade, nestes casos a mãe só existe para dar.
Quando já não conseguir dar, seja pela idade ou pela doença,
a mãe torna-se invisível, não visitada,
um fardo que não se quer tocar nem cuidar.
Bendito sejas, Cristo Senhor, que deste a tua vida
e despojado de tudo, até nos destes a tua própria Mãe.
Bendita sejas Maria, que aceitaste os discípulos de Jesus
como teus filhos e acedestes que Te levássemos para as suas casas.
Espírito Santo, ajuda-nos a ser bons discípulos de Jesus,
que vivem em escuta discernida e prática fiel,
e assim nos possamos tornar-nos irmãos e Mãe de Jesus (Lc 8, 21).
Querida Mãe do Céu, ensina-nos a ser bons filhos de Deus
e humildes seguidores de Jesus, teu Filho.
segunda-feira, setembro 14, 2026
2ª feira, Exaltação da Santa Cruz (14 setembro)
O Filho do homem será elevado, para que todo
aquele que acredita tenha
n’Ele a vida eterna.
(cf. Jo 3, 13-17)
Deus enviou o seu Filho como salvador da criação.
Aqueles que Ele ama, não O acolheram,
rejeitaram-no, acusaram-no, prenderam-no e crucificaram-no.
E aquilo que era um rebaixamento tornou-se uma elevação,
pois o Amor mostrou-se mais forte e venceu a morte,
ressuscitando pelo poder de Deus para continuar a sua missão.
Pelas suas chagas fomos curados dos nossos pecados
e a aliança elevou-nos como filhos de Deus redimidos.
Também na vida, os que nasceram pobres e sem futuro,
podem ser sábios e vencedores do mundo
e aprenderem com as dificuldades a serem fieis e perseverantes.
Também Nelson Mandela pôde vencer o apartheid e a injustiça,
com o perdão e a não violência, superando a conflitualidade.
Também Mahatma Gandhi conquistou a liberdade
pela não imitando os opressores, mas gerando a nação na paz.
A cruz de Cristo é uma árvore vivificada que dá frutos de vida!
Bendito sejas, Deus Pai, que sabendo que iam rejeitar teu Filho,
O enviaste para meio de nós, pessoas
perigosas e imprevisíveis.
Bom Jesus, que vieste para nos salvar do pecado e da morte,
obrigado porque carregastes as nossas cruzes
e curastes as nossas chagas com o sangue e a água das tuas chagas.
Contemplo-Te crucificado e vejo o Amor que não é amado,
medito nesta cruz elevada e vejo até onde podemos chegar na crueldade.
Ajuda-nos, Senhor, a não ser uma cruz para os outros,
e a aprender a mansidão e a misericórdia na relação com os outros.
domingo, setembro 13, 2026
24º Domingo do Tempo Comum (13 setembro)
Se meu irmão me ofender, quantas vezes deverei perdoar-lhe? (cf. Mt 8, 21-35)
Deus é amor e misericórdia no seu ser.
A sua misericórdia é fonte, não reação ao interlocutor.
Por isso, a nossa história é habitada pela esperança,
porque Deus jamais desiste de nos amar e perdoar.
Jesus, que tem o coração do Pai
e é movido pelo mesmo Espírito,
revelou a sua incansável capacidade de perdoar na cruz,
de olhos fixos naqueles que O matavam.
Ensinou-nos a rezar a Deus que nos perdoe,
assim como nós queremos aprender a perdoar
a quem nos ofende!
A nossa paciência é limitada e facilmente se esgota.
Temos medo que o outro esteja a rir-se da nossa bondade.
Às vezes a dor interior provocada pela ofensa do outro,
voluntaria ou involuntariamente,
leva-nos a fechar-nos sobre a nossa ferida aberta
e a pensa-la com ressentimento e ódio vingativo.
Com essa opção, criamos mentalidade de vítima,
perturbamos o sono e a paz interior e limitamos a liberdade,
tal é o ruído circular que inferniza a vida em estado de guerra.
Querido Pai, fonte de toda a bondade e misericórdia,
pouco temos para Te dar, a não ser a nossa fragilidade.
Concede-nos o teu perdão e cura-nos com a tua compaixão.
Bendito sejas, Jesus, nosso Irmão amigo e salvador,
obrigado pela grandeza inesgotável do teu amor.
Espírito Santo, dá-nos um coração sábio e bom,
para que saiba ser generoso na arte de perdoar,
e curar a ferida da ofensa, fazendo da memória alegria de viver.
sábado, setembro 12, 2026
Sábado da 23ª semana do Tempo Comum (12 setembro)
Porque Me chamais ‘Senhor! Senhor!’, mas não fazeis o que vos digo? (cf. Lc 6, 43-49)
Jesus chama a Deus seu Pai, porque é e vive como Filho:
sente-se amado, enviado e mandatado a ser a sua Palavra.
Quem O vê, vê e conhece o Pai, na fidelidade à sua missão.
A sua aliança com a criação é a mesma aliança de Deus,
que fez com Noé e Moisés e Jesus renova na cruz.
Os cristãos dizem-se discípulos de Cristo
e, por isso, devem viver como Jesus nas opções de cada dia.
Devem dar os mesmos frutos que Jesus deu.
Devem ter um coração bom donde retiram as palavras
que anunciam e rezam, e as obras que praticam.
Rezamos o Pai nosso como papagaios,
sem prensarmos se tratamos os outros como irmãos
e se procuramos viver como Deus Pai, revelado por Jesus.
Até sabemos de cor frases do Evangelho
e as pregamos aos outros,
mas as palavras, às vezes, não acompanham a vida.
Contabilizamos as rezas e rituais religiosos,
mas nem sempre as unimos à coerência do seguimento de Jesus.
Querido Pai de Jesus, atrevo-me a chamar-Te Pai,
embora ainda não viva como teu Filho,
à imagem e semelhante do Verbo Divino encarnado.
Bom Jesus, que nos adotastes como teus irmãos,
dá-nos a força do teu Espírito para amar como Tu amas,
perdoar como Tu perdoas, ajudar como Tu ajudas.
Dá-nos, Senhor, um coração bom que se revela
nos bons frutos da justiça e da paz que louvam o Pai,
como discípulos do teu Filho e missionários da mesma missão.
sexta-feira, setembro 11, 2026
6ª feira da 23ª semana do Tempo Comum (11 setembro)
Todo o discípulo perfeito deverá ser como o seu
mestre. (cf. Lc 6, 39-42)
O Filho de Deus é o discípulo perfeito do Pai,
porque é como o Pai no amor a todos e a tudo,
e na sede de a todos salvar, fidelizando a misericórdia.
A entrega de Jesus na cruz, não é uma prova de fraqueza,
mas a revelação da fidelidade que alimenta a esperança
e nos faz acreditar que, por maior que seja o nosso pecado,
Deus não desiste de nos amar e curar o nosso passado.
Também nós não somos mais que o Mestre,
mas continuamos a frequentar esta escola de amor,
até que um dia Cristo seja tudo em nós.
Estamos a iniciar um novo ciclo escolar:
matrículas, distribuição de professores, compra de livros…
Voltar a ver os amigos e companheiros,
às vezes é mais motivador do que ser como os mestres,
navegar por novos conhecimentos, sonhar o futuro.
Começa também a catequese na paróquia.
O objetivo não é aprender a doutrina ou poder receber os sacramentos,
mas entrar numa escola de discípulos de Jesus
e um dia poder ser um cristão comprometido como o Mestre.
Querido Pai, Filho e Espírito Santo,
fazei o nosso coração semelhante ao Vosso.
Bom Mestre, ensina-me a ser como Maria de Betânia,
a sentar-me mais ao teu lado para Te escutar.
Espírito Santo, dom de profecia, ilumina
a escuta e gera em nós o discipulado,
para que anunciemos apenas o Evangelho
e não caiamos na tentação do medo
e de falar o que o outro quer ouvir, para não ter que se converter.
quinta-feira, setembro 10, 2026
5ª feira da 23ª semana do Tempo Comum (10 setembro)
Sereis filhos do Altíssimo, que é bom até para os ingratos e os maus. (cf. Lc 6, 27-38)
Jesus é o Filho do Altíssimo que passou a vida a fazer o bem,
mesmo quando os ingratos e maus O prenderam e mataram.
É do alto da cruz, dorido por chagas feitas pelos presentes,
que Jesus pede ao Pai que os perdoe, “pois não sabem o que fazem”.
Como o Pai e o Espírito Santo, o Filho amou e ama sempre,
e convida bons e maus a participar no banquete do seu Reino,
acolhendo na Igreja, pela porta do Batismo, todos os arrependidos.
É também, na capacidade de amar, perdoar e rezar pelos inimigos,
que se revela se somos filhos do Altíssimo e irmãos de Jesus.
Na lógica da reciprocidade, devemos amar os que nos amam
e odiar os que nos odeiam.
Na lógica do seguimento de Jesus, devemos amar sempre,
oferecer o nosso perdão as vezes que forem necessárias,
rezar e abençoar aqueles que nos amaldiçoam,
pois só assim nos diferenciamos da mera reciprocidade
e entramos na lógica do seguimento de Jesus.
Ser amigos dos seus amigos é bom,
mas para um cristão ainda é muito pouquinho!
Pai Santo, que nos providencias a vida,
quando somos bons e quando somos maus,
esperando assim ensinar-nos a amar sempre,
ajuda-nos a seguir Jesus, teu Filho,
cordeiro imolado, manso e humilde de coração.
Querido Mestre Jesus, que vives e ensinas as bem-aventuranças,
ensina-nos a ser fonte de amor, em vez de sermos reação e espelho.
Espírito Santo, dá-nos o dom de amar
e de perdoar sem medida nem condições,
para que sejamos verdadeiros filhos de Deus,
à imagem do Pai e no seguimento de Jesus,
sendo assim células vivas do seu Corpo que é a Igreja.
quarta-feira, setembro 09, 2026
4ª feira da 23ª semana do Tempo Comum (9 setembro)
Ai de vós, quando todos os homens vos elogiarem! (cf. Lc 6, 20-26)
A felicidade no Reino dos Céus, não é a quantidade de fãs,
mas a fidelidade profética de como se vive e anuncia o Evangelho.
Sofrer rejeição por causa do seguimento de Jesus,
não é uma infelicidade, mas uma alegria pela coerência de vida
e coragem em ser fiel a Cristo, mesmo em contracorrente.
Foi esta felicidade que Jesus experimentou na cruz,
João Batista experimentou na prisão,
Pedro e Paulo experimentaram no martírio.
O peso do que o outro pensa sobre nós,
leva-nos à necessidade de confirmar seguidores e aficionados,
e colocar a nossa felicidade nas mãos dos outros.
Isso nota-se ao nível pessoal e institucional.
As redes sociais, as sondagens, os rankings,
os inquéritos de satisfação… são formas de aferir
e medir o grau de aceitação, de fama e de fidelização.
Tornamo-nos escravos da fama e do valor de mercado!
Bom Deus, aumenta a nossa fé no teu amor,
para que possamos descobrir a felicidade de confiar em Ti
e de cumprir a tua vontade, mesmo que a recompensa seja só eterna.
Espírito Santo, dá-nos o dom do discernimento e da fidelidade,
para que a nossa vida não tenha medo de ser profética.
Ajudai-nos a descobrir a alegria e a felicidade de Vos agradar,
mesmo que isso desagrade à maioria e até provoque rejeição.