segunda-feira, maio 11, 2026
2ª feira da 6ª semana da Páscoa, Semana da Vida (11 maio)
O Espírito da verdade, que procede do Pai, Ele
dará testemunho de Mim. (cf. Jo 15, 26--16,4a)
O Céu todo: Pai, Filho e Espírito Santo,
está comprometido com a salvação da criação.
Deus coloca amor em tudo o que cria
e permanece amando, seja amado ou não.
A humanidade quis tirar a vida ao Filho de Deus,
e, apesar disso, o Pai e o Filho quiseram enviar o seu Espírito,
para que na humanidade se respirasse amor.
O Espírito da verdade foi derramado pelo Pai e o Filho,
para que a Luz da verdade nos continuasse a guiar.
Esta luz não se acende na escola ou na universidade,
mas na humildade da fé e na confiança do amor,
que apreende o sentido da vida nas pequenas coisas da história.
Por isso, são os simples e humildes que vêm Deus invisível
e descobrem a alegria da oração do louvor e da súplica,
que fortalece nos momentos críticos,
porque se sabe apoiado nas Mãos do Criador e Salvador.
Bendito sejas, Pai nosso e Irmão primeiro,
pelo dom do Espírito Santo que nos ensina a rezar,
nos ilumina e atualiza a Palavra de Deus,
e transforma os sinais sacramentais em graça
e os discípulos de Jesus em Igreja de Deus.
Espírito Santo, dá-nos o dom da fé e da fortaleza,
para que nas tempestades e nas perseguições injustas,
não percamos a esperança e saibamos ser oferta de vida,
como Jesus o foi, sem perder a paz e o amor no coração.
domingo, maio 10, 2026
6º Domingo da Páscoa, início da Semana da Vida (10 maio)
Não vos deixarei órfãos.
(cf. Jo 14, 15-21)
O Emanuel está connosco: estando junto do Pai,
encarnando no seio de Maria e como Nazareno,
quando prega o Evangelho e quando morre na cruz,
na morada dos mortos e na ressurreição,
subindo ao Céu e enviando os seus discípulos em missão.
O seu amor não nos deixa órfãos,
nem jamais desiste de nós, dando-nos o seu Espírito
que renova todas as coisas por meio da Igreja
e dos sacramentos que nos salvam em Cristo Jesus.
A guerra deixa muitos órfãos de pai e mãe.
A ambição do poder e realização pessoal,
muitos deixam órfãos de tempo e cuidado os seus filhos.
A separação e o divórcio, a pobreza e a migração,
deixam órfãos os seus filhos e os seus pais.
A falta de paixão pela missão evangelizadora
deixam órfãos do Pai de Jesus muitos sem fé.
Obrigado, Jesus, porque não nos abandonas
nas trevas do pecado e das miragens da ambição.
Perdoa as vezes em que preferimos ficar órfãos,
troçando-Te por outros farsantes redentores.
Espírito Santo, ilumina e conduz os nossos passos,
para que nunca viremos as costas aos nossos irmãos,
nem desistamos de perdoar e salvar os mais frágeis.
sábado, maio 09, 2026
Sábado da 5ª semana da Páscoa (9 maio)
Se fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu. (Jo 15, 18-21)
A escolha que Jesus fez de cada um de nós,
Transformou-nos em cidadãos do Céu,
presença profética que interpela e desperta.
Ser rejeitado pelos que vivem na massa do pecado,
é sinal que estamos a seguir Jesus.
Estar a bem com todos e não incomodar ninguém,
é sinal que estamos na mesma sintonia da maioria
e deixamos de ser sal da terra e luz do mundo.
A Igreja deve ser sacramento de Jesus.
Quando o testemunho que se dá não aponta para Cristo,
mas fala de mentira, corrupção, guerra, luxúria…
denuncia outros mestres como guias destas vidas.
A Igreja e a vida Consagrada correm o risco
de se tornarem insonsos, iguais a todos,
sem qualquer pertinência profética.
Senhor, obrigado porque me escolheste
para ser sinal da tua presença viva e operante,
estímulo para que outros Te procurem e encontrem,
recebendo a graça da conversão e da tua salvação.
Perdoa as vezes em que me deixo levar pelo medo de ser diferente
e em vez de dar testemunho do Ti, faço como toda a gente,
tornando-me em mais um na massa da mediocridade.
Espírito Santo, dá-nos o dom da profecia e da fortaleza,
para que a nossa Igreja seja missionária e profética.
sexta-feira, maio 08, 2026
6ª feira da 6ª semana da Páscoa (8 maio)
Fui Eu que vos escolhi e destinei, para que vades e
deis fruto e o vosso
fruto permaneça. (cf. Jo 15, 12-17)
Foi Jesus que nos escolheu e fez de pecadores
um povo de Deus, redimido, agraciado e santo.
A história da salvação é animada pelo amor
que capacita para a santidade um povo de pecadores.
A nós, que somos uma terra agreste,
cheia de pedras e de erva infestante,
Jesus fez uma terra arada, fertilizada pela sua graça
e regada pelo seu Espírito, para que acolha a Palavra
e dê muito fruto, bom para saciar a esperança e a justiça.
O marketing escolhe os que têm poder de compra
e deixa de fora os pobres a sonhar e a arder em desejo.
Os corruptos elegem a noite e a mentira
para conseguirem os seus objetivos sem olhar aos meios.
Os fracos escolhem os débeis e ingénuos
para os explorar e abusar, pois dos fortes têm medo.
Mas os trabalhadores de saúde escolhem os doentes
para os tratar e curar, pois sonham salvar vidas.
Os sábios escolhem os ignorantes para os ensinar
e formar como pessoas sábias e úteis à sociedade.
Os discípulos de Jesus escolhem os pecadores para os evangelizar,
seguindo assim o Mestre, que veio para salvar a todos.
Louvado sejas, Senhor Jesus, porque nos escolheste
e nos enviaste em missão de a todos falar de Ti.
Bendito sejas Jesus, porque acreditaste em nós
e nos encheste com a tua graça e misericórdia,
para que demos fruto abundante e perseverante.
Espírito Santo, dá-nos o dom do amor na fé e na relação,
para que aprendamos a amar-nos uns aos outros,
com amor semelhante ao que Jesus ama o Pai e a todos nós.
quinta-feira, maio 07, 2026
5ª feira da 5ª semana da Páscoa (7 maio)
Para que a minha alegria esteja em vós e a vossa
alegria seja completa. (cf. Jo 15, 9-11)
A alegria de Jesus é amar e ser amado pelo Pai.
É uma alegria completa pois tem a paz
de comprimir a missão que o Pai lhe pediu.
A alegria de Jesus é perceber que a nossa alegria é a sua alegria,
e que também nós amamos o Pai no Filho
e procuramos cumprir a vontade de Deus.
Desistimos de ter uma alegria completa
e procuramos pedaços de momentos alegres,
muitas vezes comprados e induzidos por sensações de prazer.
Há a alegria dos sonhos concretizados,
logo esquecida por novos sonhos ansiados.
Há a alegria do enamoramento sentido,
muitas vezes inseguro ou desvirtuado
pela instrumentalização do outro para mero prazer.
Há a alegria da fé e da vocação,
que com humildade e gratidão vai dando sentido a muitos.
Senhor Jesus, bendito sejas pela alegria que testemunhas
em amar o Pai e aqueles que Ele ama,
aceitando despojar-se da divindade
para Te alegrares em salvar os que andam tristes e perdidos.
Espírito Santo, dá-nos o dom da alegria da fé e da missão,
para que alimentados pelo mesmo amor de Jesus,
descubramos a alegria de amar e servir o bem da humanidade.
Santíssima Trindade, dá-nos a alegria de uma felicidade completa,
sem divisões nem fragmentações em momentos de prazer,
com ressaca no momento seguinte, pois no fundo se sente triste!
quarta-feira, maio 06, 2026
4ª feira da 5ª semana da Páscoa (6 maio)
Então vos tornareis meus discípulos. (cf. Jo 15, 1-8)
A alegria de Deus é que demos frutos de Cristo.
A nossa vida cristã é estar em Cristo e fazer a sua vontade.
Com humildade devemos deixar-nos podar e limpar,
para que os ladrões do foco evangélico não nos torne estéreis,
nem a soberba das aparências nos deixe sem energia para os frutos.
Tornar-se discípulo de Jesus e seu enviado
é escutar a sua voz e seguir os seus passos com amor e fidelidade.
Ser discípulo de Cristo não é uma formalidade,
nem um ritual por tradição ou pressão social,
mas é uma opção de vida que escolhe Jesus por mestre
e a sua Palavra e o seu Espírito como luz para os seus passos,
mesmo que esta opção o leve a ser um peregrino em contracorrente.
Ser praticante religioso ainda não assegura ser discípulo de Jesus,
pois muitas vezes a piedade anda arredada do compromisso
com a caridade, a misericórdia e a hospitalidade que vemos em Cristo.
Senhor, obrigado porque Te ofereces para ser meu mestre.
Desculpa a forma distraída e inconstante como procuro seguir-Te.
Sabes que de tanto andar, me custa permanecer
na cepa que és Tu e me dá seiva para viver e dar fruto.
Bom Agricultor de ramos a precisar de poda e de cura,
cuida de mim para que não procure ser frondoso e majestoso,
mas humilde e fecundo, dando frutos abundantes
próprios de um discípulo de Cristo que quer dar glória a Deus.
terça-feira, maio 05, 2026
3ª feira da 5ª semana da Páscoa (5 maio)
Dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como a dá o
mundo. (cf. Jo 14, 27-31a)
Jesus é o Shalom divino, encarnado na pessoa humana.
Ele não quer a paz da indiferença e do isolamento cómodo,
mas aceita ser enviado como Príncipe da Paz,
mesmo quando o Amor não é amado
e a paz tem que enfrentar os violentos e injustos.
É neste deserto de injustiça e desamor,
que Jesus entrega o seu perdão e renova a aliança,
afirmando-se como a paz que triunfa da guerra e da morte.
A paz é um dom escasso nos dias de hoje.
Os grandes só falam de armas cada vez mais sofisticada
e mortíferas, acreditando que o medo impõe a paz.
A turbulência interior pede distração e ruído,
para que a consciência não desperte e caia em depressão.
O individualismo e a indiferença criam oásis de isolamento
que geram a impressão que para ter paz é preciso destruir o outro
e ficar só, sem relações contraditórias nem vizinhança imprevisível.
Para não sermos reação, preferimos suprimir a relação.
Senhor Jesus, dá-nos a paz do perdão e do encontro,
sem medo de estar presente no tempo com sabor a infinito.
Espírito Santo, dá-nos a paz interior que vence a reação injusta,
com a alegria de ser livre e justo, apesar de ser deserto.
Paz divina, fruto maduro da páscoa,
derrama-te pelos quatro cantos da terra
e cura os corações desavindos e feridos de vingança.
Liberta-nos do conformismo com o estado de violência e do medo,
desistindo de amar e de investir na reconciliação e no diálogo.