quinta-feira, setembro 03, 2026

 

5ª feira da 22ª semana do Tempo Comum, S. Gregório Magno (3 setembro)

 



Jesus sentou-Se e do barco de Simão pôs-Se a 

ensinar a multidão. (cf. Lc 5, 1-11)

 

Jesus usa a barca de Pedro como cátedra do Evangelho.

Pedro é o primeiro a escuta-lo e a deixar-se fascinar,

ao ponto de deixar tudo para O seguir

e aprender com Jesus a pescar homens para Deus.

Ninguém é digno de ser amigo e colaborador na missa de Jesus.

Somos vasos de barro que transportamos um tesouro divino.

A Voz que vem da Barca de Pedro é uma garantia de fidelidade

e de continuidade da mesma missão de Jesus.

 

No reino dos direitos, todos podem opinar.

Cada barco se diz que veio da verdade

e fala a salvação com grande novidade.

Há espiritualidades em diversidade com soluções e instrumentos

que prometem pacificar e responder às inquietações maiores.

A Barca de Pedro continua a falar de Jesus,

com a vivacidade e a atualidade do mesmo Evangelho,

que ilumina a globalização, as redes sociais,

a inteligência artificial, os poderes em guerra,

o cuidado da Criação e a justiça e a paz.

 

Bom Jesus, vem falar neste pecador chamado a anunciar-Te.

Obrigado pela Barca de Pedro que continua a falar

no Bispo de Roma e na comunhão das Igrejas locais.

Espírito Santo, ilumina-nos o coração da fé

e dá-nos o dom da fidelidade e o ardor da caridade,

para que a Igreja seja a família de Cristo

onde se falam todas as línguas

e se encontram todas as culturas, sentados à mesma mesa

e unidos na mesma missão de “pescar homens” para Cristo.

S. Gregório Magno, pastor amigo de Cristo e da humanidade,

reza para que sejamos animados pelo ardor missionário.



quarta-feira, setembro 02, 2026

 

4ª feira da 22ª semana do Tempo Comum (2 setembro)

 



Ela levantou-se e começou logo a servi-los. (cf. Lc 4, 33-44)

 

O Filho de Deus encarnou para servir.

Veio para levantar quem estava de rastos,

deitados e febris, desanimados e sem esperança,

virados para o seu umbigo

e sem ânimo para servir o bem comum.

Mas Jesus não veio servir apenas os que O acolhem,

Ele quer chegar a todas cidades e aldeias

para ali anunciar o Evangelho da vida e da salvação.

 

Há gente que vende saúde e vive voltado para si,

deitado na sua cama à espera de ser servido

e que a sorte lhe caia em cima;

há gente que gasta a vida em ocupações inúteis,

a vasculhar a vida de outros e a sonhar virtual,

mas não é capaz de fazer nada para melhorar o mundo real.

Ser curado não é apenas adiar a morte,

mas descobrir a alegria de servir

e poder participar no bem comum,

para que um dia, olhando para trás,

se possa dizer: “valeu a pena viver”.

 

Bom Jesus, quando nos vires parados, cheios de saúde,

levanta-nos e cura-nos o medo de arriscar

e a preguiça de servir e de suar por amor.

Espírito Santo, aquece-nos o coração

e dá-nos objetivos de vida que deem sentido ao serviço

e nos torne colaboradores de Jesus na sua missão.

Faz de nós membros vivos do teu Corpo

e missionários audazes que vivem e anunciam o teu Reino.



terça-feira, setembro 01, 2026

 

3ª feira da 22ª semana do Tempo Comum (1 setembro)

 



Vieste para nos destruir? Eu sei quem Tu és: o Santo de Deus.(cf. Lc 4, 31-27)

 

Jesus é a Palavra de Deus que se faz ouvir na Sinagoga,

a casa da Palavra, a assembleia da oração.

No entanto, há nesta casa alguém que tem um espírito impuro,

que tem medo que Deus o destrua em vez de o salvar.

Jesus não quer tais profissões de fé, que temem o Filho de Deus,

por isso, manda-o calar e libertar este homem.

Jesus é a Palavra cheia de autoridade, que recria um mundo novo.

 

O Espírito Santo liberta-nos do medo do Mistério de Deus,

que não controlamos e nos desafia à conversão ao amor.

Mas andam por aí uns espíritos impuros que têm medo de Deus,

e se negam a mudar, escutando a sintonia do amor,

a humildade do serviço, a força do perdão e da paz,

a alegria da esperança e da fé,

a ousadia de ser enviado em missão.

Anda por aí muita gente iludido pelo egoísmo do individualismo,

com medo de ser mole e de ficar por baixo,

com receio de ser apresentado como cristão convicto.

 

Bom Deus, obrigado pelo envio do teu Filho,

presença libertadora do mal, Palavra de amor que cura.

Bom Jesus, que és a visita amiga que nos salva,

liberta-nos dos espírito impuros que cegam o olhar

e nos fazem temer Quem nos quer bem.

Espírito Santo, dá-nos o dom do discernimento,

para que nos possamos entregar confiantes nas mãos de Jesus,

e afastar das mãos enganadoras dos que nos querem dominar.



segunda-feira, agosto 31, 2026

 

2ª feira da 22ª semana do Tempo Comum (31 agosto)

 



Segundo o seu costume, entrou na sinagoga a um sábado e levantou-Se para fazer a leitura. (cf. Lc 4, 16-30)

 

Jesus, no tempo que viveu em Nazaré, era assíduo à oração

e à escuta comunitária da Palavra de Deus nos Sábados.

Não era simples frequentador, mas participava como leitor

e explicador, como escriba sábio da Sagrada Escritura.

Nela buscava a vontade de Deus e a sua missão,

no hoje que nos desafia a acreditar que Ela se cumpre.

É desafiador atualizar assim a Palavra,

junto de quem se limita a cumprir deveres e falar do passado.

 

A participação habitual nas celebrações da Igreja

é um sinal da busca pessoal e comunitária do cristão.

Quando se vai à igreja apenas quando apetece

ou é uma festa importante e gosto ou não do padre…

não pode haver uma identidade eclesial motivada,

nem criar o hábito de se sentir membro de uma família alargada,

unida pela fé em Jesus Cristo, nosso salvador.

 

Bom Jesus, Palavra viva que fala todos os dias na Igreja,

aumenta a nossa fé em que a escuta da Palavra de Deus

é sempre para mim e para hoje, nas encruzilhadas da vida.

Espírito Santo, luz que iluminas os nossos caminhos

e nos ajudas a descobrir a vontade Deus para nós,

ensina-nos a fazer da leitura da Bíblia uma “Lectio Divina”,

que fecunda a minha vida e me abre ao seguimento de Jesus.



domingo, agosto 30, 2026

 

22º Domingo do Tempo Comum (30 agosto)

 



Não tens em vista as coisas de Deus, mas dos 

homens. (cf. Mt 16, 21-27)

 

O profeta Jeremias, apesar do escárnio e da rejeição,

tem em vista o que Deus quer falar e não o que querem ouvir.

Jesus é a Palavra de Deus, junto dos discípulos

e perante os que O rejeitam e querem matar.

E quando é Pedro que se quer pôr à frente de Jesus,

para O conduzir por caminhos de sucesso e de poder,

Jesus censura-o de ser como Satanás

que O quer desviar da sua missão.

 

Na vivência da fé há sempre duas vontades em concurso:

os nossos projetos e sonhos, e a vontade Deus e o seu projeto.

Optamos normalmente pela mistura das duas vontades,

separando tempos e espaços para cada objetivo.

No templo e nos momentos reservados à oração

somos cumpridores, nem que seja só o estar de “corpo presente”.

Na vida privada, social e laboral temos metas humanas,

glórias de poder e de lucro, seguranças materiais e de prazer.

Assim fragmentados, como o azeite e a água separados,

vamos vivendo tranquilos, satisfeitos pelo dever cumprido.

 

Bom Pai de todos, que a todos quereis como filhos,

ensina-nos a ser como o teu Filho,

ardendo de amor e fidelidade pela tua missão.

Bom Jesus, perdoa as vezes em que usamos a tua Palavra

para justificar os nossos projetos egoístas e mundanos.

Espírito Santo, ajuda-nos a viver em constante discernimento

daquilo que vem de Deus daquilo que vem dos homens,

e ajuda-nos a viver a profecia no testemunho e no anúncio.



sábado, agosto 29, 2026

 

Sábado, Martírio de S. João Batista (29 agosto)

 



O rei ficou consternado, mas por causa do 

juramento e dos convidados, não quis recusar o 

pedido. (cf. Mc 6, 17-29)

 

A verdade da aliança de Deus nos libertará.

O rei Herodes deixou-se seduzir pela mulher do seu irmão

e ficou prisioneiro desta paixão.

João Batista denunciou esta união ilícita

com a liberdade profética que fala o que Deus manda.

Herodes gostava de o ouvir, mas não era suficientemente forte

para mudar e se converter, reparando esta união ilícita.

Ao ver dançar a filha de Herodíades,

Herodes ficou refém da sua beleza

e entregou-lhe um cheque em branco para os seus desejos.

A filha pergunta à mãe e esta responde vingança,

pedindo a cabeça de João Batista, num prato deste banquete.

E Herodes, refém do seu juramento

e do que pensam os convidados,

faz o que acha que não devia fazer: manda matar João!

 

O poder torna-nos poderosos no mandar,

mas prisioneiros dos interesses e das ambições,

dos subornos e dos elogios, das votações e das sondagens.

A luxúria excita-nos o desejo e torna-nos escravos do sonho,

vendendo a liberdade em troca de momentos de prazer.

A raiva retira-nos a paz e engravida a vingança

e tira-nos a liberdade para perdoar

e curar feridas de ressentimento.

 

Espírito de profecia, que animas-Te João Batista,

fazendo-o livre perante o poder,

sem medo de proclamar a verdade e denunciar o mal,

mesmo quando é politicamente incorreto,

ensina-nos a usar a palavra para transformar este mundo

submetendo-nos à verdade na caridade.

Liberta-nos do medo e da escravatura do querer agradar,

para podermos ser livres para servir a justiça e a paz.

S. João Batista, ensina-nos a liberdade da profecia,

unicamente preocupada em ser fiel a Deus.



sexta-feira, agosto 28, 2026

 

6ª feira da 21ª semana do Tempo Comum, S. Agostinho (28 agosto)

 



As prudentes, com as lâmpadas, levaram azeite nas almotolias. (cf. Mt 25, 1-13)

 

Jesus é a luz do mundo.

A sua força e rumo vem do Pai.

Fazer sua vontade é o alimento que nutre a sua vida.

Não basta termos conhecimentos sobre Jesus,

é preciso alimentar esta relação e seguimento

com a Palavra da Vida e o Espírito da Verdade.

Não basta receber os sacramentos e ter a Luz na estante,

é preciso alimentar-se desta graça, digerindo o Evangelho.

 

Há cristãos que conjugam a vida no pretérito:

fui batizado, andei na catequese, recebi o Crisma,

fiz a primeira comunhão, casei na Igreja…

E hoje? O que fazemos com a tua fé?

Quando há um problema que nos retira as seguranças,

onde vamos arranjar força para dar razões da nossa esperança?

Qual é o azeite a que recorremos para ser luz do mundo?

 

Bom Jesus, vivemos a noite da fé e não sabemos

quando vens como Esposo inflamado pelo amor por nós.

Ensina-nos a viver preparados para o encontro contigo

e a fazer de cada encontro um ato de amor.

Espírito Santo, dom da luz e da sabedoria,

ajuda-nos a ser prudentes e acumular o azeite do testemunho,

que sabe dar razões da nossa esperança

e a vencer os obstáculos com fidelidade e fortaleza.

S. Agostinho, pastor sábio e santo,

intercede para que saibamos viver e anunciar Cristo hoje.



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