quarta-feira, julho 22, 2026

 

4ª feira, S. Maria Madalena (22 julho)

 



Maria Madalena foi anunciar aos discípulos: «Vi o 

Senhor». (cf. Jo 20, 1.11-18)

 

O amor de Cristo impele Jesus para a ressurreição.

O amor de Cristo faz-se encontrar quando é procurado.

O amor a Cristo impele Maria Madalena a procura-Lo,

antes de o sol raiar na solidão do desespero.

O amor de Cristo chama Maria à mulher que chora

e o amor a Cristo responde-lhe: “Rabuni” e quer detê-lo.

O amor de Cristo associa Maria aos seus discípulos,

enviando-a a anunciar-lhes a boa noticia da sua ressurreição.

 

Em Cristo não há homem nem mulher, livre ou escravo,

desta ou daquela nação, todos somos criaturas renovadas,

pelo Batismo em Cristo, peregrinos duma fraternidade saudável.

Maria Madalena foi a primeira apóstola da Ressurreição,

embora fosse mulher e não pertencesse ao grupo do Doze.

Ela é um sinal de esperança,

pois a maioria dos cristãos são mulheres,

empenhadas pela fé e a caridade na missão de Cristo.

 

Bom Jesus, vivo e escondido que nos pões à procura,

como se hoje fosse a primeira manhã do primeiro dia.

Obrigado, porque transformas o choro e o desespero

em sepulcro aberto e gruta da vida e aurora da esperança.

Obrigado, porque vens ao nosso encontro,

nesta busca recíproca em que nos chamas pelo nome,

como o Pastor chama a ovelha perdida.

S. Maria Madalena, impelida pelo amor a Cristo,

numa gratidão eterna Aquele que a curou e libertou,

intercede por nós para que jamais deixemos de procurar Jesus,

sem querermos detê-Lo, numa missão que não descansa a alegria.



terça-feira, julho 21, 2026

 

3ª feira da 16ª semana do Tempo Comum (21 julho)

 





Quem é minha mãe e quem são meus irmãos? (Cf. Mt 12, 46-50)

 

O Filho de Deus nasce de Maria,

mas para Ele é mais importante a família espiritual:

os discípulos que O escutam,

do que a família de sangue que ficam fora e não O escutam.

Maria, que tinha dado o seu sim a ser Mãe do Messias,

agora é chamada a ser discípula do seu Filho.

E nós somos chamados a ser mães e irmãos de Jesus,

pela qualidade e fecundidade do nosso discipulado.

 

Num mundo globalizado, ressurgem temores

de diluição cultural e rácica na homogeneidade global.

Gera-se assim intolerância ao diferente,

exclusão rácica e xenófoba, fundamentalismo religioso,

fechamento tribal com receio de perda da identidade.

O universalismo católico é visto com desconfiança.

Mesmo no desporto o nacionalismo dá direito à deselegância,

à violência, ao insulto e ao mau perder.

 

Senhor Jesus, bom Mestre que queremos seguir,

ensina-nos a ser discípulos abertos e missionários.

que sabem aprender sentimentos e valores

e a praticar Evangelho e seguimento fiel.

Liberta-nos da de pertença apenas legal e sociológica,

cristãos de cédula do Batismo e de prática ritual,

mas que continuam a pensar e a atuar

como se Cristo estivesse fora de sintonia de onda.

Espírito Santo, faz de nós mães e irmãos de Jesus,

familiares do Filho de Deus, Evangelho vivo de Cristo.

 



segunda-feira, julho 20, 2026

 

2ª feira 16ª semana do Tempo Comum (20 julho)

 



Nenhum sinal lhe será dado, senão o sinal do profeta Jonas. (cf. Mt 12, 38-42)

 

Deus envia-nos o seu Filho como sinal de contradição:

é o todo poderoso revestido de pobreza e interioridade;

é o Filho de Deus conhecido como Filho de José e Maria;

é a Palavra da Vida que é crucificada e sepultada três dias,

ressuscitando e aparecendo aos que têm fé;

faz milagres como sinais do Reino de Deus chegado,

mas recusa-se a fazer milagres a pedido

para provar o seu messianismo.

Jesus quer ser apenas um sinal de conversão

e oportunidade para perdoar aos que estão arrependidos.

 

Gostaríamos que Jesus estivesse ao nosso serviço

e que fizesse os milagres que lhe pedíssemos

para provar que está vivo e confia em nós o seu poder.

Sonhamos com uma Igreja que, sem grande custo,

pudesse convencer a todos a converter-se a Cristo.

Mas o que experimentamos é o silêncio de Jesus,

a indiferença daqueles a quem falamos de Cristo salvador,

a facilidade com que se abandona a participação na missa

e só nela participa em atos sociais e festivos ou fúnebres.

Não temos controle nas coisas de Deus, somos apenas servos!

 

Senhor Jesus, Tu és o grande no meio de nós,

frágil como um sinal que não se impõe nem mete medo,

mas orvalha misericórdia e ilumina trevas e ilusões.

Espírito Santo, dá-nos o dom da sabedoria e da fé,

que sabe ler a Palavra de Deus na história normal

e a surpresa do divino no profano da rotina.

Ensina-nos a ciência da justiça, da misericórdia e da humildade,

que se serve no quotidiano, imitando Jesus na sua missão.



domingo, julho 19, 2026

 

16º Domingo do Tempo Comum (19 julho)

 



Deixai-os crescer ambos até à ceifa. (cf. Mt 13, 24-43)

 

Deus semeia no nosso coração a semente da Palavra da vida,

mas não impede que outros semeiem a semente do mal.

Cada um de nós deve discernir o que deve acolher ou deve rejeitar,

o que deve alimentar e o que não deve adubar,

para que no campo do nosso coração não cresça tudo,

mas haja escolhas e prioridades.

Quem for fecundado pela palavra da vida

pode tornar-se semeador do Evangelho da vida;

quem for fecundado pela palavra do mal

pode tornar-se semeador ao serviço do mal.

 

A Igreja não é um grupo de perfeitos e totalmente santos.

A Igreja é santa e pecadora,

comunhão de batizados em peregrinação para Cristo.

O que fazer aos que se revelam mais pela maldade?

Jesus aconselha-nos a não julgar nem condenar,

mas continuar a semear a Palavra da vida para que se converta,

esperando o fim dos tempos para ser Jesus a julgar.

 

Bom Jesus, semeador incansável da tua misericórdia

que faz de cada pecador um campo para semeares a tua Palavra,

obrigado pela tua paciência e fidelidade ao teu amor por nós.

Espírito Santo, dá-nos o dom do discernimento,

para sabermos rejeitar o que nos é prejudicial

e acolher e alimentar a Palavra da vida.

Ensina-nos a ter a mesma paciência e amor

com os que não são perfeitos e até são escandalosos

e não nos cansarmos de semear o bem com o nosso testemunho.



sábado, julho 18, 2026

 

Sábado da 15ª semana do Tempo Comum, S. Bartolomeu dos Mártires (18 julho)

 



Reuniram conselho contra Jesus, a fim de O fazerem desaparecer. (cf. Mt 12, 14-21)

 

O Filho de Deus apareceu Jesus e fez-se mistério,

tem aparência dum galileu frágil e inofensivo,

mas vislumbra-se Nele autoridade na palavra e nas ações,

que incomoda os acomodados nos seus deveres e certezas.

Ele é o Servo de Deus, manso e paciente,

que quer conquistar o mundo para a justiça e a piedade,

batendo à porta da aliança e da conversão.

 

Há assembleias que se reúnem para louvar a Deus,

outras para impedir que Deus seja publicamente louvado.

Há assembleias que se reúnem para proteger o frágil

e outras para o “fazer desaparecer” da nossa vista e do coração.

Quando fazemos desaparecer o frágil,

acabamos por fazer desaparecer Jesus,

que se identifica com o frágil.

 

Pai santo, obrigado pelo teu Filho que apareceu servo,

participante e curador da nossa fragilidade.

Bendito sejas, Irmão Jesus,

revestido de amor que não mete medo,

pela forma mansa e humilde com queres vencer a injustiça.

Liberta-nos da tentação de querermos fazer desaparecer o frágil,

para não ser o espelho da nossa fragilidade

nem perturbar a imagem de poder e perfeição

que queremos dar e fazer transparecer.

S. Bartolomeu dos Mártires, pastor bom das suas ovelhas,

intercede para que o nosso desejo seja:

fazer aparecer Cristo vivo e a força dos fracos no milagre da vida.



sexta-feira, julho 17, 2026

 

6ª feira da 15ª semana do Tempo Comum (17 julho)

 



Se soubésseis o que significa: ‘Eu quero misericórdia e não sacrifício’, não condenaríeis os que não têm culpa. (cf. Mt 12, 1-8)

 

Deus quer que protejamos a vida frágil,

não que julguemos e condenemos

os infratores de normas religiosas e rituais.

O mais sagrado é a vida humana,

o cuidado do mais frágil que nos bate à porta.

Este olhar a vida nasce da misericórdia e não do dever sacrifical,

dá frutos de obras de misericórdia e não deveres rituais.

 

Jesus quer a misericórdia e ela existe:

em instituições que acolhem pessoas com deficiência,

em espaços de acolhimento e abrigo de refugiados,

em lugares onde há um lar para crianças sem família,

em residências onde conta a hospitalidade e não o dinheiro,

em casas de abrigo para pessoas violentadas em violência doméstica.

Há misericórdia para pessoas em recuperação física e moral.

 

Jesus, coração misericordioso de Deus no meio de nós,

ensina-nos a amar mais que julgar e condenar.

Espírito Santo, dá-nos o dom dum olhar fraterno e bom,

perante as imperfeições da liturgia, da religiosidade popular,

da religiosidade tradicionalista e ritualista,

da religiosidade clerical e inchada de vaidade…

Jesus, ensina-nos a primazia da caridade e da defesa da vida,

que se sobrepõe à letra da lei e ao rigor do ritual.



quinta-feira, julho 16, 2026

 

5ª feira da 15ª semana do Tempo Comum, Virgem santa Maria do Monte Carmelo (16 julho)

 



O meu jugo é suave e a minha carga é leve. (cf. Mt 11, 28-30)

 

O jugo de Jesus é a fidelidade à vontade do Pai.

E a vontade do Pai é que todas as criaturas vivam como filhos.

O jugo de Jesus é servir a salvação a todos,

amando até ao fim e incondicionalmente a todos.

O que descansa Jesus é estar em paz com todos,

com a consciência que está a fazer tudo como o Pai deseja.

A sua fé deixa-O tranquilo, porque nada teme

e está disposto a dar a sua vida pela sua missão.

 

Cansa-nos carregar a ansiedade de enriquecer e poder.

Cansa-nos o medo de perder as nossas seguranças.

Cansa-nos carregar ressentimentos e feridas de raivas.

Cansa-nos a inveja dos que prosperam e são admirados.

Cansa-nos a vergonha de sermos apanhados nas fragilidades.

Cansam-nos o medo de sermos apanhados no lado sombrio.

Cansam-nos pensar no que os outros dizem e pensam de nós…

 

Senhor Jesus, busco a tua paz e tranquilidade,

pois os atalhos por andamos cansa-nos

e deixam-nos sem rumo e estressados.

Espírito Santo, dá-nos o dom da sabedoria do jugo de Jesus,

que sabe despojar-se do peso do medo e da raiva

para dormir na almofada da boa consciência e da caridade.

Nossa Senhora do Carmo, ensina-nos a subir ao monte da oração

e a redescobrir a beleza da fraternidade que nos faz descansar.



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