terça-feira, junho 30, 2026
3ª feira da 13ª semana do Tempo Comum (30 junho)
Disse-lhes Jesus: «Porque temeis, homens de
pouca fé?». (cf. Mt 8, 23-27)
O Deus da bonança aproxima-se da tempestade
e monta a sua tenda no meio do barulho dos homens.
Jesus anuncia a paz e a reconciliação
e os poderosos prendem-no, torturam-no, crucificam-no
e sepultam-no, mas Deus ressuscitou-O e deu-nos a sua paz.
Os discípulos fugiram de Jesus, fecharam-se em casa
e Jesus faz-se ver no meio deles, trazendo-lhes a paz:
“Porque temeis, homens de pouca fé”!
Perante o envio em missão, houve perseguições
e muitos temeram e calaram o Evangelho,
mas Jesus continuou a seu lado e diz-lhes:
“Porque temeis, homens de pouca fé”?
A falta de confiança instalou-se na raiz da alma:
não acreditamos em ninguém nem em nós mesmos,
por isso temos medo de dizer um sim definitivo,
entregar-nos a Deus e ao outro, como cheque em branco!
O ritmo de vida tornou-se demasiado emocional,
incerto e inconstante como os sentimentos,
dependendo demasiado das circunstâncias pessoais e socias.
Acreditar em Deus é pedir demasiado a um desconfiado!
Bom Deus, aprendi que estás sempre connosco,
nos horas boas e nas horas más,
mas quando o medo toma conta de nós,
facilmente desconfiamos de Ti e tentamos outras seguranças:
superstições, violências, poder e riquezas,
amuletos, astros, rezas ditas fortes, bruxarias…
Bom Jesus, chamas-nos a uma vocação e a uma missão,
mas temos medo de não sermos capazes, de arriscar a vida,
de nos arrependermos, de estarmos enganados.
Espírito Santo, ilumina os nossos passos
e fortalece o nosso coração e a nossa fé,
para confiarmos só em Ti e seguirmos os passos de Jesus.
segunda-feira, junho 29, 2026
2ª feira, S. Pedro e S. Paulo, apóstolos (29 junho)
Feliz de ti, Simão, filho de Jonas. (cf. Mt 16, 13-19)
Feliz de ti, Simão, pescador do lago de Genesaré,
porque Jesus de Nazaré te chamou a segui-lo
e te escolheu para seres o Pedro da sua Igreja.
Feliz és tu, Simão, porque o Pai te ensinou a conhecer o Filho
e o confessaste como Messias, Filho do Deus vivo.
Feliz és tu, Saulo de Tarso, porque apesar de perseguidor,
Jesus veio ao teu encontro na estrada de Damasco
e te chamou a ser apóstolo dos gentios.
Felizes sois vós, Pedro e Paulo, apóstolos colunas da Igreja,
porque ambos destes a vida em Roma, por Jesus vosso Senhor.
Buscamos a felicidade de ser alguém e nos realizarmos,
enchendo-nos de vaidade e tornando-nos famosos,
badalados e seguidos por grandes multidões.
É o tempo de grandes concertos de Verão
em que a noite é trocada pelo dia,
cheia de sons queridos e sensações de calor humano.
Outros procuram uns dias descanso e felicidade diferente,
longe da rotina e da paisagem habitual.
No geral tudo isto é ansiado e bem pago!
Senhor Jesus, ensina-me a ser feliz,
sem ansiedades nem medo,
sentindo a aventura da fé e a largura do amor.
Espírito Santo, dá-nos o dom da alegria de viver e de servir,
descentrados do umbigo e capazes de sair de nós mesmos,
para sermos enviados pelo Criador e Salvador
a sermos Cristo na palavra e no testemunho.
S. Pedro e S. Paulo, intercedei por nós Igreja de hoje,
para que encontremos em Cristo a mesma felicidade
e sejamos construtores da comunhão e da missão.
domingo, junho 28, 2026
13º Domingo do Tempo Comum (28 junho)
Quem vos recebe, a Mim recebe; (cf. cf Mt 10, 37-42)
Deus é missão e missão é enviar em nome de.
Acolher a missão é acolher os seus enviados
como o próprio Deus, como o próprio Jesus.
Viver a partir de Cristo é um privilégio,
e uma responsabilidade à mensagem e ao Mensageiro.
Ele está no meio de nós, disfarçado na surpresa
de um estranho que somos convidados a colher.
Cada pessoa pode ser um enviado de Cristo,
saiba ela ou não, que devemos acolher como dom.
Há uns que vêm vestidos de pobre ou de marginal,
outros que chegam de outras religiões e culturas,
outros que vêm do mundo da política e dos negócios…
e eu que me sinto enviado por Cristo
como os acolho como Cristo?
Senhor, eis-me aqui, mais uma vez, podes enviar-me.
Que o teu Espírito me recorde a cada momento
que não vou em meu nome, mas sou enviado.
Ajuda-me acolher todos os que Tu, Jesus, envias,
nesta aventura de partir e de acolher,
de ser e de reconhecer Cristo que me visita.
Ajuda-nos a ser missionários fieis a Jesus que nos envia.
sábado, junho 27, 2026
Sábado da 12ª semana do Tempo Comum
Ela então
levantou-se e começou a servi-los. (cf. Mt 8, 5-17)
O toque de Jesus
e a sua palavra
faz-nos levantar
das nossas febres acamadas
e levantar-nos
para servir a Deus, a Igreja e os irmãos.
Não é apenas um
cura física e a manutenção do egoísmo,
mas um olhar
diferente para a vida
e a nossa
contribuição para o bem comum.
Jesus ensina-nos
a ser livres para servir e amar.
A indiferença
adoece-nos no comodismo sedentário
ou no ativismo da
ambição ou do culto do corpo.
As férias
desenvolvem, às vezes, situações de abandono
de idosos e
doentes em internamentos sociais nos hospitais
ou de aninais
despejados em lugares incertos.
As situações de
crise económica ou inseguranças futuras,
fazem surgir
medos perante o diferente e o migrante,
fechando portas,
procurando bodes expiatórios,
gerando
ideologias xenófobas e excludentes.
A hospitalidade
cristã abre-nos ao outro como irmão!
Bendito sejas
Jesus, porque conhecendo as nossas febres,
Te aproximas de
nós e nos curas com o teu toque misericordioso
e a tua palavra
de salvação.
Não somos dignos
de tanto amor e compaixão,
por isso, Te
agradecemos e bendizemos.
Cura-nos dos
nossos comodismo egoístas
e abre-nos o
coração às necessidades da tua missão,
da Igreja e de
todos os que carecem de serem acolhidos.
Ensina-nos a
servir e a amar o nosso próximo.
sexta-feira, junho 26, 2026
6ª feira da 12 semana do Tempo Comum (2 junho)
Vai mostrar-te ao sacerdote e apresenta a oferta que Moisés
ordenou. (cf. Mt 8, 1-4)
Deus propôs a aliança a Moisés como luz para o caminho,
no caminho tortuoso que foi o êxodo do Egito para a Terra
Prometida.
As lepras que nos corroem a pele e provocam a injustiça,
nascem do afastamento de Deus e dos outros,
do esquecimento do espírito da aliança de Deus com Moisés.
Jesus quer tocar as lepras que nos marginalizam dos outros e
de Deus,
limpar a imagem da sua impureza e voltar-nos para o
cumprimento da aliança.
Jesus quer curar o exterior como sinal da cura interior
que devemos agradecer e abraçar com fé.
Há um afã milagreiro que procurar a cura de determinadas doenças,
mas que não veem a necessidade de curar o coração da fé e do
amor.
A maioria das doenças físicas têm origem na má alimentação,
no ritmo de vida estressante e sedentário,
na ânsia de consumir experiências e coisas,
nas dependências várias,
na falta de esperança e de relações humanas saudáveis…
Jesus quer curar as causas e não apenas os sintomas,
o interior e não apenas o exterior, a alma e não apenas o
corpo.
Senhor Jesus, se quiseres podes curar-me!
Toca-nos e dá-nos uma palavra de esperança,
mas também de luz, para voltarmos à aliança do amor,
que abraça o Céu e a terra, as pessoas e Deus,
num compromisso de fidelidade e corresponsabilidade.
Neste mundo tão preocupado com a aparência,
cura-nos a o coração, para que Te amemos ternamente
e aprendamos a reconciliar-nos com os irmãos.
quinta-feira, junho 25, 2026
5 feira da 12ª semana do Tempo Comum (25 junho)
Todo aquele que ouve as minhas palavras e as põe em prática
é como o homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha. (cf. Mt 7,
21-29)
Deus envia a sua Palavra como alicerce da nossa vida.
A Palavra penetra fundo no coração
à busca das motivações mais profundas,
ilumina-as e purifica-as para que deem frutos de Deus.
A Palavra é como semente que fecunda a nossa vida
e lança raízes profundas na Rocha que é a vontade de Deus.
Ser prudente na fé é acolher cada Palavra de Deus e faze-la
vida.
A pressa em construir coisas bonitas e rápidas,
preocupa-se mais com a rapidez do que com a
sustentabilidade.
É imprudente construir bares abarracados na praia,
sobre estacas de madeira, aplicadas na areia.
Basta vir uma tempestade mais forte,
para que tudo voe com o vento ou seja levado pela chuva.
É sensato não construir uma casa no curso de um ribeiro,
pois um uma tromba de água é suficiente para a destruir.
Querer fazer da religião um conjunto de palavras vazias e
incoerentes,
é ser insensato pensando que é esperto e prudente.
Obrigado, Senhor, pela quantidade de palavras que nos dás,
para serem luz dos nossos passos e sementes de vida nova.
Perdoa a surdez do nosso coração, distraído e inquieto,
que ouve sem acolher e proclama sem viver.
Espírito Santo, faz de nós pessoas prudentes e inteligentes,
que saibam filtrar as palavras de vida das palavras de
mentira,
para que possamos ser fecundos em obras de Deus,
à imagem de Jesus, Filho de Deus.
quarta-feira, junho 24, 2026
4 feira, Nascimento de S João Batista (24 junho)
O seu nome é João.
(cf. Lc 1, 57-6.80)
Deus é graça e misericórdia que serena do Céu.
Ele faz-se graça num casal idoso e infecundo,
para que fique claro que é obra de Deus.
O seu nome é João, “Deus fez-se graça”,
para que o Precursor nasça e o povo seja purificado
para receber Aquele que vem em nome do Senhor.
João vem à frente para que anuncie o que vai vir atrás,
e seja acolhido por todos pelo batismo da penitência e da conversão.
As festas de S. João têm animação de martelar a cabeça,
pois é necessário despertar da rotina de trevas em que andamos.
Festejam-se durante a noite, alumiada por balões
e regada com muito álcool, pois não é fácil começar de novo.
Tudo se faz em nome do S. João, mas ao contrário de S. João,
pois é melhor ficarmos apenas com a festa do solecístico do Verão.
Demos-lhe o nome, mas não o conteúdo
e é com este que ficamos, pois atrai mais gente!
Bom Deus, obrigado por seres esperança junto dos sem esperança.
Bendito sejas naqueles que Te dão graças
e reconhecem que sempre Te fazes
graça,
mesmo que não o chamem João.
S. João Batista, profeta grande e forte como o deserto,
ajuda-nos a entrar num caminho de conversão,
para acolhermos Jesus, nosso Salvador.
S. João, ensina-nos a ser humildes e sem medo,
para anunciar com liberdade o Evangelho de Cristo.