segunda-feira, agosto 31, 2026

 

2ª feira da 22ª semana do Tempo Comum (31 agosto)

 



Segundo o seu costume, entrou na sinagoga a um sábado e levantou-Se para fazer a leitura. (cf. Lc 4, 16-30)

 

Jesus, no tempo que viveu em Nazaré, era assíduo à oração

e à escuta comunitária da Palavra de Deus nos Sábados.

Não era simples frequentador, mas participava como leitor

e explicador, como escriba sábio da Sagrada Escritura.

Nela buscava a vontade de Deus e a sua missão,

no hoje que nos desafia a acreditar que Ela se cumpre.

É desafiador atualizar assim a Palavra,

junto de quem se limita a cumprir deveres e falar do passado.

 

A participação habitual nas celebrações da Igreja

é um sinal da busca pessoal e comunitária do cristão.

Quando se vai à igreja apenas quando apetece

ou é uma festa importante e gosto ou não do padre…

não pode haver uma identidade eclesial motivada,

nem criar o hábito de se sentir membro de uma família alargada,

unida pela fé em Jesus Cristo, nosso salvador.

 

Bom Jesus, Palavra viva que fala todos os dias na Igreja,

aumenta a nossa fé em que a escuta da Palavra de Deus

é sempre para mim e para hoje, nas encruzilhadas da vida.

Espírito Santo, luz que iluminas os nossos caminhos

e nos ajudas a descobrir a vontade Deus para nós,

ensina-nos a fazer da leitura da Bíblia uma “Lectio Divina”,

que fecunda a minha vida e me abre ao seguimento de Jesus.



domingo, agosto 30, 2026

 

22º Domingo do Tempo Comum (30 agosto)

 



Não tens em vista as coisas de Deus, mas dos 

homens. (cf. Mt 16, 21-27)

 

O profeta Jeremias, apesar do escárnio e da rejeição,

tem em vista o que Deus quer falar e não o que querem ouvir.

Jesus é a Palavra de Deus, junto dos discípulos

e perante os que O rejeitam e querem matar.

E quando é Pedro que se quer pôr à frente de Jesus,

para O conduzir por caminhos de sucesso e de poder,

Jesus censura-o de ser como Satanás

que O quer desviar da sua missão.

 

Na vivência da fé há sempre duas vontades em concurso:

os nossos projetos e sonhos, e a vontade Deus e o seu projeto.

Optamos normalmente pela mistura das duas vontades,

separando tempos e espaços para cada objetivo.

No templo e nos momentos reservados à oração

somos cumpridores, nem que seja só o estar de “corpo presente”.

Na vida privada, social e laboral temos metas humanas,

glórias de poder e de lucro, seguranças materiais e de prazer.

Assim fragmentados, como o azeite e a água separados,

vamos vivendo tranquilos, satisfeitos pelo dever cumprido.

 

Bom Pai de todos, que a todos quereis como filhos,

ensina-nos a ser como o teu Filho,

ardendo de amor e fidelidade pela tua missão.

Bom Jesus, perdoa as vezes em que usamos a tua Palavra

para justificar os nossos projetos egoístas e mundanos.

Espírito Santo, ajuda-nos a viver em constante discernimento

daquilo que vem de Deus daquilo que vem dos homens,

e ajuda-nos a viver a profecia no testemunho e no anúncio.



sábado, agosto 29, 2026

 

Sábado, Martírio de S. João Batista (29 agosto)

 



O rei ficou consternado, mas por causa do 

juramento e dos convidados, não quis recusar o 

pedido. (cf. Mc 6, 17-29)

 

A verdade da aliança de Deus nos libertará.

O rei Herodes deixou-se seduzir pela mulher do seu irmão

e ficou prisioneiro desta paixão.

João Batista denunciou esta união ilícita

com a liberdade profética que fala o que Deus manda.

Herodes gostava de o ouvir, mas não era suficientemente forte

para mudar e se converter, reparando esta união ilícita.

Ao ver dançar a filha de Herodíades,

Herodes ficou refém da sua beleza

e entregou-lhe um cheque em branco para os seus desejos.

A filha pergunta à mãe e esta responde vingança,

pedindo a cabeça de João Batista, num prato deste banquete.

E Herodes, refém do seu juramento

e do que pensam os convidados,

faz o que acha que não devia fazer: manda matar João!

 

O poder torna-nos poderosos no mandar,

mas prisioneiros dos interesses e das ambições,

dos subornos e dos elogios, das votações e das sondagens.

A luxúria excita-nos o desejo e torna-nos escravos do sonho,

vendendo a liberdade em troca de momentos de prazer.

A raiva retira-nos a paz e engravida a vingança

e tira-nos a liberdade para perdoar

e curar feridas de ressentimento.

 

Espírito de profecia, que animas-Te João Batista,

fazendo-o livre perante o poder,

sem medo de proclamar a verdade e denunciar o mal,

mesmo quando é politicamente incorreto,

ensina-nos a usar a palavra para transformar este mundo

submetendo-nos à verdade na caridade.

Liberta-nos do medo e da escravatura do querer agradar,

para podermos ser livres para servir a justiça e a paz.

S. João Batista, ensina-nos a liberdade da profecia,

unicamente preocupada em ser fiel a Deus.



sexta-feira, agosto 28, 2026

 

6ª feira da 21ª semana do Tempo Comum, S. Agostinho (28 agosto)

 



As prudentes, com as lâmpadas, levaram azeite nas almotolias. (cf. Mt 25, 1-13)

 

Jesus é a luz do mundo.

A sua força e rumo vem do Pai.

Fazer sua vontade é o alimento que nutre a sua vida.

Não basta termos conhecimentos sobre Jesus,

é preciso alimentar esta relação e seguimento

com a Palavra da Vida e o Espírito da Verdade.

Não basta receber os sacramentos e ter a Luz na estante,

é preciso alimentar-se desta graça, digerindo o Evangelho.

 

Há cristãos que conjugam a vida no pretérito:

fui batizado, andei na catequese, recebi o Crisma,

fiz a primeira comunhão, casei na Igreja…

E hoje? O que fazemos com a tua fé?

Quando há um problema que nos retira as seguranças,

onde vamos arranjar força para dar razões da nossa esperança?

Qual é o azeite a que recorremos para ser luz do mundo?

 

Bom Jesus, vivemos a noite da fé e não sabemos

quando vens como Esposo inflamado pelo amor por nós.

Ensina-nos a viver preparados para o encontro contigo

e a fazer de cada encontro um ato de amor.

Espírito Santo, dom da luz e da sabedoria,

ajuda-nos a ser prudentes e acumular o azeite do testemunho,

que sabe dar razões da nossa esperança

e a vencer os obstáculos com fidelidade e fortaleza.

S. Agostinho, pastor sábio e santo,

intercede para que saibamos viver e anunciar Cristo hoje.



quinta-feira, agosto 27, 2026

 

5ª feira da 21ª semana do Tempo Comum, S. Mónica (27 agosto)

 




Servo fiel e prudente, que o senhor pôs à frente da sua casa, para lhe dar o alimento em tempo oportuno. (cf. Mt 24, 42-51)

 

Jesus é o Servo de Deus, fiel e prudente,

que o Pai pôs à frente da sua casa

para dar a todos o alimento da vida no tempo oportuno.

Ele desafia-nos a estar vigilantes

para que a maldade não nos assalte

e o Senhor nos encontre a cuidar dos irmãos com amor.

O segredo não é fazer as coisas por medo,

mas aprender com Jesus a fazer tudo por amor.

 

Habituámo-nos a viver a fé de forma fragmentada.

Temos momentos de oração e bom comportamento

e momentos de infidelidade

e negação da nossa condição de cristãos.

Somos capazes de na Quaresma até fazer penitência,

mas no tempo comum a vida ser cheia de extravagâncias,

vida corrupta, adúltera, injusta e pagã…

 

Bom Jesus, ajuda-nos a ser servos fieis e prudentes,

pessoas novas, sem hiatos nem infidelidades.

Espírito Santo, dá-nos o dom de uma verdadeira conversão,

para que possamos aprender a santidade do profano.

Liberta-nos de vidas duplas e desgarradas da fé,

como se tivemos perdido a esperança

da presença e da vinda de Jesus.

S. Mónica, missionária do lar e da família,

reza por nós, para que como S. Agostinho,

cheguemos à conversão da nossa vida perdida

e aprendamos a interceder pelos nossos mais próximos.



quarta-feira, agosto 26, 2026

 

4ª feira da 21ª semana do Tempo Comum (26 agosto)

 



Por fora pareceis justos aos olhos dos homens, 

mas por dentro estais cheios de hipocrisia e 

maldade. (cf. Mt 23, 27-32)

 

Deus olha para os rituais e práticas religiosas,

mas fixa-se na verdade que brota do coração

e que pode ser bela e pura como a luz do dia

ou pode ser sombras de maldade e de interesse egoísta.

Jesus, o Filho de Deus altíssimo, o vê o coração

e não se deixa impressionar por piedades sem piedade,

ou ofertas no templo sem amor e justiça no quotidiano.

 

Ao longo da vida fomos aprendendo a representar

o que o outro espera de nós.

Parece-nos mais fácil esconder os defeitos do que corrigi-los,

introduzindo melhorias na nossa vida.

E como isto funciona quase sempre nas relações humanas,

queremos reproduzi-las nas nossas relações com Deus.

Só que a mentira deixa sempre algo de fora que a denuncia:

incoerência entre o que se professa e o que se pratica,

entre o que se pratica no templo e o que se faz na vida privada.

 

Senhor, tu me conheces profundamente,

com um olhar bom e libertador,

ensina-me a ser humilde para reconhecer o que sou

e confiante em Ti para dar passos

na direção do que sonhas para mim.

Espírito Santo, dá-nos o dom da santidade holística,

que não seja só representação de atos externos,

mas amor que envolve todo o nosso ser e viver em Ti.



terça-feira, agosto 25, 2026

 

3ª feira da 21ª semana do Tempo Comum (25 agosto)

 



Coais o mosquito e engolis o camelo. (cf. Mt 23, 23-26)

 

Deus fez a aliança com o seu povo,

o povo guardou as tábuas da aliança numa arca

e ficou-se com alguns ritos e tradições,

esquecendo o espírito da aliança que tem o centro no amor.

João convocou o povo para a conversão

e este ficou-se com o banho exterior do batismo.

Jesus deu a vida para nos salvar

e os discípulos acabaram por ir à missa por dever,

esquecendo-se de dar graças pela graça do seu amor infinito.

 

A justiça muitas vezes coa o mosquito  do pequeno crime

e deixa passar o “camelo” do grande crime.

Muitas vezes o penitente confessa os pecaditos

e deixa passar os pecados que matam a relação,

traem a fidelidade, roubam a solidariedade,

destroem a esperança com a guerra,

matam a saúde com dependências várias,

esquecem Quem os criou e salvou.

 

Deus Amor, obrigado porque nos amas a todos,

pequenos e grandes, ricos e pobres,

lindos e feios, santos e pecadores.

Bom Jesus, que Te fizeste pequeno e sem poder,

dando a vida por todos, não querendo perder ninguém.

Espírito Santo, dá-nos o dom do discernimento

para sabermos distinguir o bem do mal

o essencial dos secundário,

o que alegra o Céu e o que o entristece.



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