quinta-feira, agosto 13, 2026
5ª feira da 19ª semana do Tempo Comum (13 agosto)
Se meu irmão me ofender, quantas vezes deverei perdoar-lhe? (cf. Mt 18, 21—19,1)
Deus do amor incondicional, não faz contabilidade de ofensas,
mas faz-se fonte de misericórdia
e perdoa sempre que há arrependimento e pedido de perdão.
Ele age por compaixão, não por ressentimento ou vingança,
mas gostaria que a nossa condição de perdoados
nos levasse à condição de perdoadores por compaixão
e não por contabilidade de ofensas que esgotam o perdão.
O ideal de perfeição fez de nós intolerantes à fragilidade.
Podemos cometer todos os erros na vida,
mas não aceitamos que outros os cometam.
Uma palavra fora de tom, um comentário menos afável,
uma infidelidade afetiva, um esquecimento dum compromisso,
um silêncio mal humorado, uma omissão de convite para a festa…
tudo isso é fonte de ressentimento e de corte de relação,
pois os outros não podem falhar em nada!
No entanto, ficamos contentes quando falhamos
e os outros nos compreendem e perdoam!
Bom Deus que nos amas incondicionalmente como Pai,
como Irmão, com Alma da nossa vida,
ensina-nos a arte da compaixão e do perdão sem limites,
que é a base da nossa esperança e salvação.
Espírito Santo, alarga a compaixão do nosso coração,
para que não perdoemos com medida e ressentimento,
mas aprendamos a perdoar como Deus nos perdoa.
quarta-feira, agosto 12, 2026
4ª feira da 19ª semana do Tempo Comum (12 agosto)
Se te escutar, terás ganho o teu irmão. (cf. Mt 18, 15-20)
A Palavra de Deus fez-se homem
e veio para nos falar ao coração.
Se O escutarmos, Ele ganhou um irmão.
Quando não O escutamos, Jesus não desiste,
e vem acompanhado com outros irmãos
e fala-nos por meio da Igreja e oferece-nos a sua graça,
para que nos deixemos salvar pelo Reconciliador.
Cada vez temos mais dificuldade
em ir ter com o irmão que nos ofendeu.
Umas vezes a raiva impede-nos de falar,
de olhar o outro sem faiscar,
e ficamos possuídos por um demónio surdo e mudo.
Outras vezes a raiva transforma-se em palavra-bala,
que procura ferir e humilhar, vingar a dor.
Outras ainda, temos medo que o que nos feriu,
nos magoe ainda mais, tocando na ferida a sangrar.
Bendito sejas, ó Cristo nosso Irmão,
que nunca desistes de nós, mesmo que sejamos traidores,
porque o Enviado do Pai, não quer que ninguém se perca.
Espirito Santo, dá-nos o dom da misericórdia,
que sabe o caminho do reencontro e do perdão,
e a única coisa que procura é ganhar irmãos.
Ensina-nos o caminho da reconciliação que eleva o irmão
e saber resistir ao ressentimento e à vingança que destrói.
terça-feira, agosto 11, 2026
3ª feira da 19ª semana do Tempo Comum, S. Clara (11 agosto)
Não desprezeis um só destes pequeninos. (cf. Mt 18, 1-5.10-12-14)
O Reino de Deus compadece-se pelos mais fracos.
O seu poder é amor por todos, busca dos perdidos.
A nossa história é feita de compaixão e misericórdia,
porque Ele não quer perder nenhum dos seus filhos.
Entrar neste reino de Deus é aprender
a ser humilde como as crianças
e a cuidar dos mais frágeis com a ternura de quem ama.
Aproveitar-se da situação de fragilidade para mostrar violência,
abusar da pessoa (criança, adolescente, deficiente, mulher, idoso),
explorar os indefesos (pobre, refugiado e migrante),
usar pessoas como escudos humanos na guerra…
O cristão deve aproveitar estas ocasiões para mostrar o seu amor,
o seu cuidado, a sua proteção da fragilidade, o seu perdão.
Só assim poderemos entrar no Reino de Deus
e converter-nos em outro Cristo nos dias de hoje.
Bom Jesus, Rei e Pastor, que não queres perder ninguém
ensina-nos a cuidar da vida com humildade e amor,
fazendo aos outros o que gostaríamos que nos fizessem a nós.
Liberta-nos da tentação de aproveitar a fragilidade do outro
para mostrar a nossa agressividade e arrogância,
ou para a explorar e dela abusar sem clemência.
S. Clara de Assis, dama que se fez pobre por Cristo,
adorando-o na Eucaristia e consagrando-se aos mais pobres,
intercede por cada um de nós, para que sejamos dignos
de deixar que Cristo reine na nossa vida e nos ensine a amar.
segunda-feira, agosto 10, 2026
2ª feira, S. Lourenço, diácono e mártir (10 agosto)
Se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica só; (cf. Jo 12, 24-26)
Jesus é o grão de trigo que desce do Céu,
nasce bebé em Belém, cresce Nazareno carpinteiro
e morre entre malfeitores, ardendo de amor.
Foi sepultado e ao terceiro dia ressuscitou dos mortos
para dar vida aos vivos que andam mortos no pecado.
O martírio é o seguimento de Jesus, mesmo na morte,
que dá glória a Deus e anuncia a vida em Jesus Cristo.
S. Lourenço é um destes modelos de fé e fidelidade,
na vida e na morte ao serviço da partilha pelos mais pobres.
Querer subir na vida sem esforço e trabalho
é querer ser trigo sem morrer e acabar por ficar só.
Querer tirar o curso universitário sem estudar,
recorrendo ao copianço e à inteligência artificial,
é querer ser trigo esperto sem sabedoria nem inovação.
Querer ser cristão limitando-se ao menor esforço
e a gestos de descargo de consciência,
é querer ser santo na solidão cómoda do seu egoísmo.
Ser cristão é morrer para si e comprometer-se com a missão,
servindo a paz, a justiça e a fraternidade sem cansaços.
Filho de Deus, que te fizeste trigo do Céu,
semeado na terra de Maria e fecundado pelo Espírito Santo,
deixando-te morrer na cruz e sepultar na rocha da esperança,
ensina-nos a subir para Deus e para o amor aos irmãos,
descendo pelo humilde louvor
e morrendo para o acumular para mim.
S. Lourenço, gestor da caridade pelos “tesouros da Igreja”,
ensina-me a ser livre da idolatria do dinheiro
e a ser fiel e honesto na partilha com os mais necessitados.
domingo, agosto 09, 2026
19º Domingo do Tempo Comum (9 agosto)
Homem de pouca
fé, porque duvidaste?
(cf. Mt 14, 22-33)
Jesus interroga
Pedro das razões da sua falta de fé.
Jesus confia plenamente
no Pai a Quem chama “ Querido Papá”.
Sente-se Filho
unigénito, muito amado ,
a Quem o Pai
confia totalmente a sua Palavra.
Ele tem a missão
de revelar o Pai em humanês
e, mesmo quando isto
significa perder a vida na cruz,
o Pai não O
abandonará e o ressuscitará ao 3º dia.
Porque
desconfiamos de Deus e de Jesus Cristo?
Temos medo de
estar enganados neste ouvir sem ver?
Temos medo de
entregar a vida a Alguém
que não se deixa
dominar nem instrumentalizar,
como se fosse uma
máquina que basta um pedido e já está?
Temos medo do que
os outros falam e ridicularizam,
pois sabemos que
Deus nunca vai fazer chover enxofre sobre eles,
para provar que
existe e que não devem brincar com coisas sérias.
Querido Pai,
querido Filho, querido Espírito Santo,
sei que nos amais
com amor eterno
e que concorreis
em tudo para nos salvar
e conduzir pelo
caminho da vida,
mas reconheço que,
pelo caminho,
nos vamos
agarrando a outras seguranças mais palpáveis.
Espírito Santo,
dá-nos o dom da fé e da fortaleza,
para que a
fidelidade brilhe mais do que a desconfiança.
sábado, agosto 08, 2026
Sábado da 18ª semana do Tempo Comum, S. Domingos (8 agosto)
Por causa da vossa pouca fé. (cf. Mt 17, 14-20)
A Deus nada é impossível, pois Ele é o Senhor de tudo e
de todos.
Quem acreditar em Deus com fé e confiança,
tudo pode, quando sabe pedir o que Deus quer.
O Espírito Santo vem em nosso auxilio
para rezarmos e sintonizarmos com Deus,
confiando que é Ele quem atua por nosso intermédio,
quando o nosso querer e atuar é o de Deus.
Deus não se deixa instrumentalizar
nem se coloca ao serviço das nossa ambições,
caprichos ou maus sentimentos.
Se essa for a finalidade da nossa oração,
por mais fé que tenhamos, nada conseguimos de Deus.
Atuar em nome de Cristo supõe discernimento,
sintonia com a palavra evangélica,
despojamento de maus sentimentos e idolatrias,
ser homem novo em Cristo.
Dai-nos, Senhor, o dom da fé que penetra o mistério
e compreende o sentir divino,
com a alegria da obediência e a fidelidade de teu
enviado.
Espírito Santo, ilumina-nos o coração,
para que aprendamos a profecia do amor
e a compreensão da vontade de Deus
que ama e quer salvar na raiz e para a eternidade.
S. Domingos, rogai por nós, para que tenhais mais fé.
sexta-feira, agosto 07, 2026
6ª feira da 18ª semana do Tempo Comum (7 agosto)
Que poderá dar o homem em troca da sua vida? (cf. Mt 16, 24-28)
O Filho de Deus deu a sua vida em troca da nossa salvação.
Perdeu a vida para a voltar a receber das mãos do Pai.
Foi trigo enterrado na terra para ressurgir corpo glorioso
e fazer dos seus discípulos corpo místico do qual Ele é a cabeça.
Também nós somos chamados a amar incondicionalmente,
renunciando a nós mesmos e seguindo Jesus,
na hora da glória e da cruz, em toda a nossa vida.
A vida é um dom que não se compra nem se vende,
mas se faz dom em serviço de louvor e de caridade,
fecundando a vida de graça e de missão evangelizadora.
A lógica do mundo é de tudo fazer mercadoria
que se compra e se vende, que se valoriza ou desvaloriza,
segundo as leis do mercado, da procura e da oferta.
É assim com o trabalho, as novidades do consumo,
a indústria do culto do corpo e do desporto,
a busca da longevidade e do bem estar corporal e emocional…
Há gente que aceita congelar o tempo à espera dum tempo sem morte.
O certo é que, tanto o que tem dinheiro como o que o não tem, morre,
e ninguém consegue encontrar e comprar o elixir da juventude.
A única vida eterna que conhecemos foi-nos oferecida por Jesus.
Bendito sejas, Jesus, pela vida que nos deste,
morrendo por nós, pecadores e mal agradecidos.
Espírito Santo, dá-nos o dom da liberdade,
para nos podermos descentrar de nós mesmos,
sem medo de nos perdermos na aventura do amor
por Jesus e pelos irmãos que gemem fraternidade.
Ensina-nos, Senhor, a acumular para a eternidade
e não para o instante como segurança do amanhã.