sábado, setembro 19, 2026
Sábado da 24 semana do Tempo Comum (19 setembro)
O semeador saiu para semear a sua semente. (cf. Lc 8, 4-15)
O Semeador do Céu saiu a semear a Palavra.
Semeia generosamente, a tempo e a destempo,
nos caminhos, em terra de pedras, de espinhos e em terra boa.
A mesma Palavra nuns perde-se e não chega a germinar,
noutros germina e seca, noutros germina e cresce, mas não frutifica.
noutros germina, cresce, floresce e dá muitos frutos.
É a forma como se escuta a Palavra, se cuida a fé e a conversão,
que faz toda a diferença e alcança ou não a santidade.
Hoje a semente continua a ser lançada: Batismo, catequese,
1ª comunhão, Crisma, Confissão, Matrimónio, Ordem,
Unção dos Enfermos, retiros, cursos de preparação…
O grande desafio da Igreja é como cuida a fé
e a alimenta para saber dar razões da esperança cristã
e discernir a vontade de Deus em cada novo desafio.
Não basta semear, é preciso criar condições para que
a semente nasça, cresça e dê fruto abundante.
Obrigado Semeador da vida e da conversão,
por tanta generosidade e amor cheio de esperança.
Espírito Santo, luz que clarifica e guia o Caminho,
ensina-me a ser terreno hospedeiro e limpo de ansiedades,
para acolher a Palavra de Deus e ser fecundado por ela.
Cria em mim rotinas que cuidem desta semente
e a façam crescer com rega e com a limpeza das ervas daninhas,
para que eu possa dar frutos de justiça e de louvor a Deus.
sexta-feira, setembro 18, 2026
6ª feira da 24ª semana do Tempo Comum (18 setembro)
Acompanhavam-n’O os Doze, bem como algumas
mulheres que tinham sido curadas. (cf. Lc 8, 1-3)
Jesus fez seus discípulos: homens e mulheres.
Seguiam-No e serviam-No na sua missão.
No Reino de Deus não há homens nem mulheres,
há pessoas com fé em Jesus, que O escutam e anunciam.
Esta primeira comunidade é o paradigma da Igreja,
onde há homens e mulheres unidos pela mesma fé,
marcados pela fidelidade ao seguimento de Jesus.
A mulher ainda sofre descriminação em muitas sociedades.
As sociedades ocidentais ao darem acesso ao trabalho remunerado,
à cultura escolar e à política,
transformaram a forma como a mulher é vista e valorizada.
No entanto, nestas mesmas culturas ditas desenvolvidas,
estão a aparecer grupos de jovens misóginos,
que se manifestam nas redes sociais
e em partidos políticos extremistas.
Parece que há um sentimento machista que teme perder poder,
e quer voltar aos tempo da violência doméstica
e da mulher afastada do palco empresarial e político.
Querido Pai, que nos criaste homem e mulher,
seres incompletos e complementares, mas iguais na dignidade,
ensina-nos a voltar o ideal dos inícios do Coração criador.
Bom Jesus, que aceitaste começar uma comunidade nova,
onde homens e mulheres Te seguiam e serviam,
ajudai-nos a contribuir para que esse ideal continue na Igreja.
Santíssima Trindade, comunhão na diferença,
liberta-nos do medo do outro,
que faz da vida uma guerra contra a diferença,
e ensina-nos o amor e o diálogo entre seres complementares.
quinta-feira, setembro 17, 2026
5ª feira da 24ª semana do Tempo Comum (17 setembro)
Se este homem fosse profeta, saberia que a mulher que O toca é uma pecadora. (cf. Lc 7, 36-50)
Jesus deixa-se tocar pelos pecadores que se deixaram tocar por Ele.
O pecador não O deixa impuro, mas é Jesus quem purifica o pecador:
“Os teus pecados estão perdoados”.
É por amor que Jesus perdoa e levanta o pecador,
é com amor e gratidão que devemos ficar
após o encontro redentor e sanador com Jesus.
Esta mulher agiu com fé e confiança,
por isso, ousa entrar na casa de um fariseu
e chorar os seus pecados banhando e perfumando os pés de Jesus.
Foi esta fé, que vence barreiras e fronteiras, que salvou esta mulher.
O olhar de juiz com que vemos os pecadores públicos,
deixa de fora os pecadores que assim agem durante a noite.
A uns marginalizamos, a outros adulamos,
como se o trigo e o joio não andassem juntos.
O mais grave é que a condenação do pecador
fixa-o na sua culpa e impede-o de reabilitação.
E assim se vai alimentando um mundo sem esperança,
pois só há esperança quando o futuro ainda está em aberto.
Senhor Jesus, deixa-me tocar-Te porque por Ti fui tocado primeiro,
com a espada de dois gumes da Palavra que me desperta,
com a graça do perdão que me levanta,
com a força do Espírito que me ilumina,
com o mistério da Eucaristia que me fortalece,
com a unção do ministério que me ensina a servir e a amar.
Que a minha gratidão perfume a oração e a caridade,
e o teu amor engrandeça a humildade na fraternidade,
fazendo de cada gesto um hino de louvor ao Criador.
quarta-feira, setembro 16, 2026
4ª feira da 24ª semana do Tempo Comum, S. Cornélio e S. Cipriano (16 setembro)
A quem hei de comparar os homens desta
geração? Com quem se parecem? São como as
crianças. (cf. Lc 7, 31-35)
Deus faz-se tudo para ganhar a todos.
Envia João Batista, homem austero e distante,
para ganhar os que são mais sensíveis à penitência.
Envia o seu próprio Filho, que descobriu a força da mesa,
e aceita convites para refeições e para festas,
para ganhar os que gostam de festas e de encontros à mesa.
Mas, apesar disso, há sempre um grande número de pessoas
que não são sensíveis a nada e criticam tudo e todos.
Fazer missão para agradar a todos é tempo perdido,
pois se temos que anunciar o Jesus das festas e da ressurreição,
também temos que anunciar o Cristo que é rejeitado,
se afasta para lugares desertos, se deixa prender
e sofre a paixão, a crucificação e a morte.
Querer agradar aos outros corre o risco de se auto anunciar,
promover, querer conquistar seguidores e eclipsar Jesus.
O bem comum sofre muito quando os políticos se movem:
por sondagens, projetos e promessas eleitoralistas,
criação de empregos superiores partidários…
Bom Deus, obrigado porque nos falas de muitas maneiras,
para nos conquistares a todos para a vida eterna.
Obrigado por João Batista e por Jesus, teu Filho,
que nos mostram diferentes caminhos de conversão.
Perdoa a forma como tentamos neutralizar
tanta Palavra e tanta graça, arranjando sempre desculpas
para não fazermos o que devíamos fazer.
S, Cornélio e S. Cipriano, papa e bispo mártires da fé,
intercedei para que não sejamos como crianças
irresponsáveis e inconstantes, que não levam nada a sério.
terça-feira, setembro 15, 2026
3ª feira, Virgem santa Maria das Dores (15 setembro)
Jesus disse a sua Mãe: «Mulher, eis o teu filho». (cf. Jo 19,25-27)
Maria, pelo seu amor de Mãe, está onde está Jesus.
O amor de Maria é solidário e compassivo,
sofre por ver sofrer, chora a rejeição do seu amado Filho,
guarda no coração tanto sonho crucificado,
recusa-se a julgar o momento e espera o terceiro dia.
Jesus surpreende-a pedindo-lhe que seja a Mãe dos seus discípulos,
que tenha para com eles o mesmo amor que tem para com Ele.
O Papa Francisco recordava-nos em Fátima: “Temos Mãe!”
E Maria fez-se ver em Fátima, para que sejamos filhos como o Filho,
pela oração, a penitência, a conversão e o ardor missionário.
Há filhos que só se lembram da mãe para pedir coisas.
Na realidade, nestes casos a mãe só existe para dar.
Quando já não conseguir dar, seja pela idade ou pela doença,
a mãe torna-se invisível, não visitada,
um fardo que não se quer tocar nem cuidar.
Bendito sejas, Cristo Senhor, que deste a tua vida
e despojado de tudo, até nos destes a tua própria Mãe.
Bendita sejas Maria, que aceitaste os discípulos de Jesus
como teus filhos e acedestes que Te levássemos para as suas casas.
Espírito Santo, ajuda-nos a ser bons discípulos de Jesus,
que vivem em escuta discernida e prática fiel,
e assim nos possamos tornar-nos irmãos e Mãe de Jesus (Lc 8, 21).
Querida Mãe do Céu, ensina-nos a ser bons filhos de Deus
e humildes seguidores de Jesus, teu Filho.
segunda-feira, setembro 14, 2026
2ª feira, Exaltação da Santa Cruz (14 setembro)
O Filho do homem será elevado, para que todo
aquele que acredita tenha
n’Ele a vida eterna.
(cf. Jo 3, 13-17)
Deus enviou o seu Filho como salvador da criação.
Aqueles que Ele ama, não O acolheram,
rejeitaram-no, acusaram-no, prenderam-no e crucificaram-no.
E aquilo que era um rebaixamento tornou-se uma elevação,
pois o Amor mostrou-se mais forte e venceu a morte,
ressuscitando pelo poder de Deus para continuar a sua missão.
Pelas suas chagas fomos curados dos nossos pecados
e a aliança elevou-nos como filhos de Deus redimidos.
Também na vida, os que nasceram pobres e sem futuro,
podem ser sábios e vencedores do mundo
e aprenderem com as dificuldades a serem fieis e perseverantes.
Também Nelson Mandela pôde vencer o apartheid e a injustiça,
com o perdão e a não violência, superando a conflitualidade.
Também Mahatma Gandhi conquistou a liberdade
pela não imitando os opressores, mas gerando a nação na paz.
A cruz de Cristo é uma árvore vivificada que dá frutos de vida!
Bendito sejas, Deus Pai, que sabendo que iam rejeitar teu Filho,
O enviaste para meio de nós, pessoas
perigosas e imprevisíveis.
Bom Jesus, que vieste para nos salvar do pecado e da morte,
obrigado porque carregastes as nossas cruzes
e curastes as nossas chagas com o sangue e a água das tuas chagas.
Contemplo-Te crucificado e vejo o Amor que não é amado,
medito nesta cruz elevada e vejo até onde podemos chegar na crueldade.
Ajuda-nos, Senhor, a não ser uma cruz para os outros,
e a aprender a mansidão e a misericórdia na relação com os outros.
domingo, setembro 13, 2026
24º Domingo do Tempo Comum (13 setembro)
Se meu irmão me ofender, quantas vezes deverei perdoar-lhe? (cf. Mt 8, 21-35)
Deus é amor e misericórdia no seu ser.
A sua misericórdia é fonte, não reação ao interlocutor.
Por isso, a nossa história é habitada pela esperança,
porque Deus jamais desiste de nos amar e perdoar.
Jesus, que tem o coração do Pai
e é movido pelo mesmo Espírito,
revelou a sua incansável capacidade de perdoar na cruz,
de olhos fixos naqueles que O matavam.
Ensinou-nos a rezar a Deus que nos perdoe,
assim como nós queremos aprender a perdoar
a quem nos ofende!
A nossa paciência é limitada e facilmente se esgota.
Temos medo que o outro esteja a rir-se da nossa bondade.
Às vezes a dor interior provocada pela ofensa do outro,
voluntaria ou involuntariamente,
leva-nos a fechar-nos sobre a nossa ferida aberta
e a pensa-la com ressentimento e ódio vingativo.
Com essa opção, criamos mentalidade de vítima,
perturbamos o sono e a paz interior e limitamos a liberdade,
tal é o ruído circular que inferniza a vida em estado de guerra.
Querido Pai, fonte de toda a bondade e misericórdia,
pouco temos para Te dar, a não ser a nossa fragilidade.
Concede-nos o teu perdão e cura-nos com a tua compaixão.
Bendito sejas, Jesus, nosso Irmão amigo e salvador,
obrigado pela grandeza inesgotável do teu amor.
Espírito Santo, dá-nos um coração sábio e bom,
para que saiba ser generoso na arte de perdoar,
e curar a ferida da ofensa, fazendo da memória alegria de viver.