quinta-feira, junho 11, 2026
5ª feira da 10ª semana do Tempo Comum, S. Barnabé (11 junho)
Ide e proclamai que está próximo o reino dos Céus. (cf. Mt 10, 7-13)
Assim como o Pai enviou Jesus,
também Jesus nos envia a nós, seus discípulos.
Somos filhos da consolação,
que devem consolar e anunciar a esperança,
pois Deus se fez graça e misericórdia.
José de Chipre era como Jesus, uma pessoa boa,
cheia do Espírito Santo e que sabia discernir os sinais dos tempos.
Vivia para a Igreja, para anunciar o tempo novo,
habitado pelo Emanuel, a brisa suave da paz e da comunhão.
Por isso, Deus o chamou a convidar Paulo
e a trabalhar nesta vinha nova da Igreja dos gentios.
A Igreja está a viver novos tempos, de formas diferentes,
conforme as latitudes e situações sociais.
A própria vida consagrada está a viver um tempo de mudança,
que exige olhares de profeta para compreender o que Deus nos pede.
A resposta a estes novos desafios, não é decerto a murmuração,
o queixume, a desesperança, o conformar-se para não incomodar…
O mundo está sedento de espiritualidade que caia fundo,
mas o que temos nós para oferecer a estes buscadores?
Estaremos nós dispostos a semear em terra não arada,
como Barnabé, com a esperança da evangelização?
Espírito Santo, abre-nos à graça de Deus,
revelada em Jesus Cristo, para que a nossa vida seja missão,
como foi a de S. Barnabé no seu tempo.
Bom Jesus e salvador, obrigado porque nos chamas
a colaborar na tua missão com a nossa palavra e o nosso testemunho.
Faz de nós pedras vivas da tua Igreja
e sócios fiéis da tua missão para onde quer que nos envias.
S. Barnabé, homem bom e hospitaleiro das novidades de Deus,
ora para que também saibamos discernir a vontade de Deus
e os novos caminhos da evangelização.
quarta-feira, junho 10, 2026
4ª feira da 10ª semana do Tempo Comum, S. Anjo da Guarda de Portugal (10 junho)
Disse-lhes o Anjo: «Não temais, porque vos anuncio uma grande alegria para
todo o povo: Cristo Senhor.»
(cf. Lc 2, 8-14)
Deus é Palavra enviada pelos seus mensageiros,
que nos liberta do medo e nos enche de alegria.
Cristo Jesus é a Palavra encarnada e envolvida em panos,
que nos centra no amor e nos ensina a olhar a humildade,
como quem olha o Céu na terra e acolhe o Salvador.
Os Anjos de Deus guardam países e cada pessoa,
pois Deus a todos ama e quer salvar por Jesus Cristo.
As aparições do Anjo em Fátima aos pequenos pastorinhos,
revela um anjo jovem, sem asas, que vem do Céu
e as ensina a rezar ao Deus Trindade,
os desafia à conversão e lhes dá o Pão da Eucaristia.
É o Anjo de Portugal que vem ensinar o caminho da paz,
não forçada pela armas ou pelo medo,
mas construída pela fé ora

nte e adorante,
pela vivência dos sacramentos e pela reconciliação.
Bom Deus, Pai, Filho e Espírito Santo,
adoro-vos profundamente e deu-vos graças pelo vosso amor
que nos envia os vossos enviados de guarda e guia,
nestes dias feitos de noite na busca da tua presença.
Anjo de Portugal, obrigado pelo teu zelo em guardar este povo.
Intercede para que sejamos um povo que preza a vida
e constrói a justiça, fraternizando as relações entre todos
e com todos os povos, pois Deus nos olha como uma só família.
terça-feira, junho 09, 2026
3ª feira da 10ª semana do Tempo Comum (9 junho)
Vós sois o sal da terra. Mas se ele perder a força, com que há de
salgar-se? (cf. Mt 5, 13-16)
Deus enviou a sua Palavra para dar sabor e luz ao mundo.
Jesus sabe a eternidade e a compaixão
e envia-nos o seu Espírito que ilumina as trevas,
revelando a fragilidade e a infidelidade
com a luz da misericórdia e da esperança.
Ao seguirmos Jesus, fomos temperados pelo sal do amor
e iluminados pelo Círio da Páscoa e da salvação.
Os cristãos podem chamar-se de Cristo,
mas terem perdido a sua luz e saberem a outra coisa.
A maioria de nós sabe a valores deste tempo
e repete as palavras que esvoaçam na praça pública.
Parecemos ao café descafeinado, à cerveja sem álcool,
às bebidas light, às pessoas sem género que perderam a identidade.
E para que chamar-nos cristãos se não sabemos a Cristo?
Senhor Jesus, nosso Mestre e Senhor,
fortalece a nossa fé e o nosso testemunho,
para que viva em nós a profecia
e contribuamos para que o mundo saiba a fraternidade.
Espírito Santo, dá-nos o dom da fortaleza,
para que não percamos a força da missão
que recebemos no nosso Batismo.
Faz de nós sal bom que dá sabor à justiça e à paz.
segunda-feira, junho 08, 2026
2ª feira da 10ª semana do Tempo Comum (8 junho)
Bem-aventurados os humildes, porque possuirão a terra. (cf. Mt 5, 1-12)
Jesus encarnou pelo caminho da humildade
na humilde Serva do Senhor, na periferia da sociedade.
Porque se esvaziou de poder, pode assumir a nossa pequenez
e ser bebé, criança e jovem, ser carpinteiro e pregador.
Por isso, se quisermos ser grandes e felizes,
devemos aprender a ser humildes e fieis:
ver a partir de baixo, do olhar dos mais pobres,
no desespero dos miseráveis, dos sonhos imortais dos mortais.
Anda quase tudo em bicos de pé a desejar ser grandes,
famosos, atrativos, perfeitos, inteligentes… poder.
Alguns nem sabem o ridículo que fazem
ao pretenderem ser mais do que os outros,
gabando-se do que fazem e tentando esconder as fragilidades,
rebaixando os outros numa desvalorização murmurada.
De vez em quando, encontramos uns sábios espetaculares,
que se colocam lado a lado em diálogo,
numa humildade invejável,
extraindo sabedoria embrulhada em trapos.
Senhor, que vieste como servo humilde de coração,
ensina-nos este caminho de subir para Deus,
de pés descalços no chão da humildade e da caridade.
Bendito sejas Maria, elevada tão alto à condição de Mãe de Deus,
que permaneceste humilde no cuidado do Filho de Deus.
Ensina-nos a tua humildade na pobreza do ter,
que dá tudo o que tem para servir o Senhor.
Ajuda-nos a descobrir e viver a felicidade da humildade.
domingo, junho 07, 2026
10º Domingo do Tempo Comum (7 junho)
Ide aprender o que significa: ‘Prefiro a
misericórdia ao sacrifício’. (cf. Mt 9, 9-13)
O nosso caminho para conhecer a Deus,
não é ser juiz ou afastar-se dos pecadores,
mas reconhecer que a nossa história é misericórdia
e nós devemos ser esperança nas mãos do Médico.
Jesus viu Mateus sentado na mesa de cobrança de impostos,
olhou-o com amor e chamou-o a ser discípulo,
fazendo da sua casa a mesa onde o Mestre serve a misericórdia.
A educação é aprender a esperança em valores
e sabedoria, na escola dos altos e baixos.
Os pecados e as fragilidades ferem a confiança,
catalogam os imperfeitos, os incapazes, os pecadores…
Na escola de Jesus aprende-se a acreditar,
reabilitar, animar, promover, recomeçar, reconciliar…
Este é o antídoto para o bota-abaixo, a exclusão,
a acusação, a prisão, a institucionalização, o preconceito…
Senhor Jesus, mestre da misericórdia,
ensina-nos a sabedoria do perdão e da esperança,
porque coxeamos na arte da humildade e da reconciliação.
Espírito Santo, ajuda-nos a não cair na tentação
de reduzirmos o religioso ao sacrifício e ao ritualismo,
deixando o amor na relação com Deus e os outros.
Bom Jesus, nosso médico, ensina-nos a ser compaixão e ânimo
para ajudarmos a curar feridas e a sarar conflitos.
sábado, junho 06, 2026
Sábado da 9ª semana do Tempo Comum (6 junho)
Acautelai-vos dos escribas, que gostam de ocupar os primeiros lugares nos
banquetes. (cf. Mc 12, 38-44)
Jesus, que é Filho de Deus, não busca os primeiros lugares,
nem sequer ser o centro das atenções.
Não quer que Deus-Pai esteja ao seu serviço,
para fazer milagres de exclamação
aclamação.
Ele sofre ao beber o cálice de dor e de rejeição,
na condenação injusta e na morte infame,
mas recusa usar Deus e o seu poder para o livrar da cruz,
transformando esta cruz numa prova de amor incondicional!
A grande tentação é querer que Deus esteja ao nosso serviço
para nos fazer as vontades e satisfazer os caprichos.
Outra tentação é usar a nossa piedade e proximidade do altar,
para ter privilégios especiais na igreja e na sociedade.
O perigo é, em nome dum saber teológico
ou consagração espiritual, nos julgarmos superiores
e acharmos normal usufruir de tratamentos de deferência
que nos exclui de trabalhos manuais que só gente pobre aceita!
Senhor Jesus, que vieste para servir e dar a vida por todos,
ensinai-nos a não cair na tentação de nos julgarmos melhores,
só porque somos praticantes, consagrados ou sacerdotes.
Espírito Santo, dá-nos o dom do discernimento,
para nos libertarmos das aparências sociais
e apostarmos mais na humildade, serviço e santidade.
Ajuda-nos a ver entrega total na pequena esmola da viúva,
e migalhas de sobra nas esmolas avultadas de gente muito rica.
sexta-feira, junho 05, 2026
6ª feira da 9ª semana do Tempo Comum, S. Bonifácio (5 junho)
Como podem os escribas dizer que o Messias é
filho de David? (cf. Mc 12, 35-37)
O Messias vem de Deus na linha de David,
não pela linhagem do sangue,
mas pela fé de José e da sua adoção do Filho de Maria.
O Filho de Deus encarnado é filho de David pela promessa,
mas Senhor de David porque vem de Deus,
por meio do Espírito Santo e do sim de Maria.
A Bíblia é um livro
que nos abre uma janela para o mistério de Deus.
Agarrar-se a uma palavra é deixar outras de fora.
Isto gera escolas, grupos e mesmo igrejas
que lutam por uma interpretação específica
e formas fundamentalistas de defender uma dita verdade.
A Bíblia ilumina-nos a procura e põe-nos a caminho,
mas o mistério de Deus continua a ser uma meta a alcançar.
Quem medita a Bíblia tem uma luz e o Caminho que é Jesus
como peregrino da verdade da vida e do seu Criador-Salvador.
Senhor Jesus, promessa realizada que nos surpreende,
abre-nos ao teu mistério e liberta-nos das certezas terminadas.
Espírito Santo, conduz os nossos passos na leitura da Bíblia,
para descobrirmos a alegria da fé e do encontro,
sem nos querermos apoderar da verdade, que é Cristo.
S. Bonifácio, bispo missionário que deste a vida por Cristo,
reza para que sejamos uma Igreja missionária,
que ensine a rezar a Bíblia e a dar testemunho de Jesus a todos.