quinta-feira, agosto 20, 2026
5ª feira da 20ª semana do Tempo Comum, S. Bernardo (20 agosto)
Amigo, como entraste aqui sem o traje nupcial? (cf. Mt 22, 1-14)
O Pai envia o seu Filho a conquistar-nos o coração.
Ele quer renovar a sua aliança, não apenas com o seu povo,
mas com todos os que aceitam o seu convite
a participar no banquete das bodas do Filho.
A todos chama amigos, bons ou maus,
mas a todos pede que se revistam da veste nupcial da conversão,
do acolhimento da aliança que é Jesus, Evangelho vivo.
Aos convidados para uma boda
pede-se uma forma de vestir e de estar
que dignifique a festa e os noivos.
Não levar uma veste a condizer com a festa
é como se quisesse estragar a festa
e comer da boda, sem se alegrar com os noivos.
Às vezes a forma como nos apresentamos na missa,
fazendo do templo uma praça pública
e participando como quem quer estragar a celebração
é desgostar Jesus que nos convida para o seu banquete.
Querido Deus Pai, que nos envias o teu Filho,
como Esposo desta humanidade perdida,
para nos revestir com a sua veste de salvação,
renova o dom do nosso Batismo
e reveste-nos com a veste nupcial da salvação.
Espírito Santo, dá-nos o dom de amar Jesus
e do O seguir e anunciar com a mesma intensidade
com que Ele nos ama e dá a vida por nós.
S. Bernardo, intercede por nós,
para que tenhamos o mesmo ardor e amor por Jesus.
quarta-feira, agosto 19, 2026
4ª feira da 20ª semana do Tempo Comum (19 agosto)
Amigo, em nada te prejudico. Eu quero dar a este
último tanto como a ti. (cf. Mt 20, 1-16a)
Para Deus o importante não é o tempo cronológico,
mas o tempo da salvação, mesmo que seja no último suspiro.
Ele quer dar a todos, cristãos de longa data ou novos,
a mesma recompensa da eternidade feliz.
Porque na realidade a graça da salvação é um dom,
não uma conquista, uma resposta e não uma compra.
Os bons olhos de Deus são olhos de Pai e de Irmão,
não de patrão ou de juiz sem coração.
Habituámo-nos à ideia de que o tempo é dinheiro.
E pagamos à hora ou ao mês,
de acordo com as horas laborais contratadas.
É justo que se pague de acordo com o que se combinou,
mas ninguém pode impedir a generosidade
e o prémio de produtividade.
Há o voluntariado e a gorjeta, que sabe a extra,
seja para o trabalhador, para o patrão e para o cliente.
Obrigado, bom Deus, porque nos chamas à salvação,
e não Te importas se a conversão é no princípio,
no meio ou no fim da nossa jornada de vida.
Louvado sejas pelo teu olhar bom de Pai e Irmão,
que não quer que ninguém se perca
e tudo fazeis desde o primeiro choro até ao último suspiro.
Dá-nos, Senhor, um olhar bondoso e compassivo,
que sabe perdoar a quem nos ofende
e tudo fazer para salvar quem anda perdido no pecado.
terça-feira, agosto 18, 2026
3ª feira da 20ª semana do Tempo Comum (18 agosto)
Muitos dos primeiros serão os últimos e muitos dos
últimos serão os
primeiros. (cf. Mt 19, 23-30)
O Filho de Deus é o primeiro que se faz último,
para que identificando-se com os últimos,
possa levar-lhes a boa nova de ser salvos
e tornarem-se, no mundo renovado por Cristo,
os primeiros no Reino dos Céus.
O que parece impossível para os homens,
torna-se possível aos olhos de Deus.
Jesus veio anunciar esta boa nova aos pobres!
Os de um determinado mundo acharam-se os primeiros
e dividiram o mundo em primeiro, segundo e terceiro,
por ordem decrescente em dignidade
e possibilidades de oportunidades de desenvolvimento.
O lugar de nascimento, a cor da pele e o género,
a posição social e económica, e o grau de cultura
acabam por ser fatores de diferenciação
e de lugares no pódio da valorização neste mundo.
Mas parece que o pódio do Céu é diferente,
segundo o código das Bem-aventuranças.
Querido Pai, obrigado porque nos olhas a todos como filhos,
mesmo quando não passamos de criaturas inconstantes e pecadoras.
Louvado sejas, bom Jesus, que Te fizeste o último
para conduzir os últimos à eternidade dos primeiros.
Espírito Santo, liberta-nos das seguranças entronizadas,
que não deixam lugar livre para Deus entrar e reinar.
Venha a nós o vosso Reino e faça-se em mim a vossa vontade,
para que como aos santos, possa a humildade ser exaltada
e o serviço e a caridade possam ser dádiva segura na eternidade.
segunda-feira, agosto 17, 2026
2ª feira da 20ª semana do Tempo Comum, S. Beatriz da Silva (17 agosto)
Bom é um só. (cf. Mt
19,16-22)
Só Deus é bom e realiza coisas boas.
Ele ama sem exclusões
e morre no seu Filho pela salvação de todos.
Jesus, seu Filho, faz o que vê fazer ao Pai
e, por isso, é bom como o Pai,
sem idolatrias nem escravaturas de poder.
Jesus coloca-se nas mãos do Pai
e n’Ele confia a sua vida e missão,
sabendo que o Pai é graça e fidelidade.
O Céu é um dom, não uma conquista
por meio de coisas boas ditas e realizadas.
A perfeição do cristão é destronar as seguranças
que temos: mito da saúde férrea, da inteligência esperta,
da riqueza acumulada, do poder consolidado,
da fama divulgada, do prazer prendado.
Como o jovem do Evangelho, muitas vezes
somos muito piedosos para conquistarmos a eternidade,
uma vez que a temporalidade já está assegurada.
Bom Deus, dou-Te graças pela tua bondade e misericórdia
para connosco, que não passamos de pobres criaturas mortais,
que de Ti nascemos, em Ti vivemos e em Ti nos salvamos.
Dá-nos Senhor, um coração bom, habitado pelo teu Espírito,
e semelhante ao do teu Filho que só em Ti confia.
S. Beatriz da Siva, virgem e devota da Imaculada Conceição,
intercede por cada um de nós, para que saibamos como tu,
encontrar em Jesus o nosso salvador e no seu Evangelho
o caminho que nos conduz à vida eterna.
domingo, agosto 16, 2026
20º Domingo do Tempo Comum, Dia da Pastoral das Migrações (16 agosto)
Mulher, é grande a tua fé. Faça-se como desejas. (cf. Mt 15, 21-28)
O Filho de Deus encarnou buscador de missão.
O mais fácil é confundir chamamento do Povo de Deus
com exclusão dos que não pertencem a este povo.
O Pai fala ao Filho, por meio desta mulher cananeia,
ardendo de amor pela sua filha doente,
em busca de umas migalhas de graça e salvação.
E Jesus fica maravilhado com a luz que se faz dia,
e encontra na cananeia mais fé do que em Israel.
Há formas de pensar a missão e Jesus Cristo,
que eclipsam a oração do “Pai Nosso”,
e o envio em missão por todo o mundo
para batizar e fazer discípulos de todos os povos.
Afirmar a necessidade da evangelização longe
não supõe a negação da evangelização perto;
defender o amor aos irmãos,
não significa odiar os que não são dos nossos.
Sempre que haja exclusão e marginalização,
estamos a esquecer que somos todos irmãos
e Jesus deu a vida por todos, também pelos excluídos.
Querido Pai nosso, obrigado por sermos barro do universo
e sopro divino do Criador, onde palpita a liberdade.
Bendito sejas por Jesus teu Filho,
também Ele buscador da verdade e do amor
da “casa de oração para todos os povos”.
Espírito Santo, ensina-nos a buscar a tua Voz,
no diálogo com o diferente e no amor a todos, todos, todos.
Liberta-nos das certezas que excluem e matam,
e justificam o desprezo por alguns diferentes.
sábado, agosto 15, 2026
Sábado, Assunção da Virgem Santa Maria (15 agosto)
Exaltou os humildes.
(cf. Lc 1, 39-56)
Deus, sendo eterno e omnipotente,
encarnou simples e humilde na longínqua periferia.
Jesus fez-se servo, despojado de poder,
morrendo na cruz, fiel à aliança e ao amor.
Por isso, Deus exaltou-O acima de todo o nome,
e fê-Lo caminho de salvação para toda a criação.
Maria, sendo humana e mulher,
Deus olhou para a sua humildade e, pelo seu sim,
exaltou-a Mãe do seu Filho e discípula redimida,
participante da ressurreição dos filhos de Deus.
É Deus quem conhece a verdade do nosso coração
e nos pode julgar, exaltar ou rejeitar.
Muitos andam em bicos de pé, para parecerem grandes,
e conquistarem o Céu, à custa de méritos e deveres.
Outros quase se escondem, envergonhados das suas fragilidades,
pois sabem que não passam de simples mortais
e se alguma coisa de bom fazem,
consideram que fazem apenas o que deviam fazer.
Senhor, que tão pequeno Te fazes na tua omnipotência,
para que a tua grandeza não nos humilhe
e a humildade divina nos surpreenda na nossa pequenez.
Bendito sejas Jesus, por Maria tua Mãe e discípula,
mulher grande na fé e humilde no serviço,
que exaltaste como Mãe de Deus e Rainha do Céu.
Maria do Céu, intercessora humilde e perseverante,
reza para que descubramos a humildade para a qual Deus olha
e por meio da qual o Omnipotente faz maravilhas.
sexta-feira, agosto 14, 2026
6ª feira da 19ª semana do tempo Comum, S. Maximiliano Maria Kolbe (14 agosto)
Nem todos compreendem esta linguagem, senão aquele a quem é concedido. (cf. Mt 19, 3-12)
A linguagem da fidelidade incondicional nem todos a entendem.
Só aqueles que compreendem o que era no princípio,
o Coração que tudo criou, a fonte que gerou a comunhão.
A dureza do coração eclipsa o ideal dos inícios
e degenera em permissões que separam o que Deus uniu.
Tanto o matrimónio, como a consagração religiosa,
fundamentam-se no amor fiel e para sempre
que nasce de Deus e se reflete na humanidade.
Hoje é difícil entender a linguagem do “nós”,
do “para sempre na alegria e na tristeza”.
Entende-se melhor a linguagem do “conviver até ver”,
do “vamos experimentar para ver se dá”,
do “casar-nos ou consagrar-nos até que aguente”,
da violência doméstica e do divórcio ou desistência.
É que o “por causa do Reino de Deus”,
foi substituído pela “realização individual”!
Bendito sejas, bom Deus, amor que une o Criador às criaturas,
ensina-nos a amar com a tua fidelidade e incondicionalidade,
numa aliança em permanente refundação e reativação.
Bendito sejas, Palavra encarnada, que no sangue renova a aliança,
curando a infidelidade com graça e misericórdia.
Espírito Santo, dá-nos o dom da sabedoria da comunhão,
para que entendamos a vocação ao matrimónio
e o chamamento a consagrar a vida pela castidade.
S. Maximiliano Maria Kolbe,
intercedei para que saibamos amar até morrer.