segunda-feira, novembro 02, 2026

 

2ª feira, Comemoração de todos os Fiéis Defuntos (2 novembro)

 



Vinde a Mim, todos os que andais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. (cf. Mt 11, 25-30)

 

Deus é a porta aberta para todos, pois todos são filhos.

Ele convida-nos a ir a Ele, deixando-nos a liberdade de aceitar.

Ele olha-nos, não pelo nosso passado de fuga e ausência,

mas pelos óculos da compaixão do seu coração.

A sua Palavra visita-nos no temor do nosso purgatório,

que nos paralisa e nos impede de entrarmos com confiança

e abrir o nosso coração para que Jesus entre e nos purifique.

Rezar por todos os fiéis defuntos é um estímulo para que tenham fé.

 

A saudade e o amor leva-nos a rezar pelos “nossos” falecidos.

Continuamos assim a relação estreita apenas com os nossos.

Mas a comunhão dos santos faz-nos compreender

que somos todos uma grande família

e que, ao passarmos a fronteira da morte,

somos como os anjos e vemo-nos a todos como irmãos.

Por isso, faz sentido rezar por todos os que necessitam

e não apenas pelos nossos entes queridos falecidos.

 

Bendito sejas, querido Pai de toda a criatura,

pelo amor paternal e maternal com que nos tratas:

“Vinde a mim, todos os que andais cansados e oprimidos,

e Eu vos aliviarei e purificarei!”

Bendito sejas, querido Jesus, convite aberto do Pai

a participar no teu banquete nupcial e eterno.

Espírito Santo, abre o coração de todos os nossos irmãos,

vivos ou falecidos, para que se deixem amar por Cristo

e acolham o seu perdão com confiança e humildade.



domingo, novembro 01, 2026

 

Todos os Santos, Semana dos Seminários (1 novembro)

 



Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. (cf. Mt 5, 1-12a)

 

Jesus é a nossa paz e fez a ponte entre judeus e gregos,

escravos e livres, homens e mulheres.

A santidade promove o amor e é portadora de paz.

E onde há paz há filhos de Deus à imagem do Filho.

Jesus quer ver em cada discípulo um promotor da paz,

um semeador de reconciliação, capaz de ensinar a perdoar,

com a humildade e a mansidão da esperança que nasce da fé.

 

Se antes ouvíamos falar das guerras do passado,

agora vemos as guerras ao vivo nas notícias diárias.

Se antes se falava em desmilitarização e em promoção humana,

agora ouvimos apelos à militarização e ao uso da força.

Se antes ouvíamos falar em diálogo e esforços de paz,

agora ouvimos falar em drones e mísseis assassinos,

e em armas antimísseis e medo de armas de destruição massiva.

As notícias de mortes e das destruições já não nos comovem!

 

Deus Santo, que desde a criação projetastes sermos santos,

dá-nos a tua paz e o Espírito Santo para vivermos como filhos de Deus.

Querido Jesus, Filho do Altíssimo que Te fizeste humano e humilde,

ensina-nos esse caminho de subir descendo, e com a tua graça

faz o nosso coração puro e misericordioso, gerador de paz.

Senhor, venha a nós o vosso reino e faz de nós santos.

Todos os Santos e Santas de Deus, intercedei por nós,

para que também nós possamos acolher a mesma felicidade.



sábado, outubro 31, 2026

 

Sábado da 30ª semana do Tempo Comum (31 outubro)

 



Quando fores convidado para um banquete nupcial, não tomes o primeiro lugar. (cf. Lc 14, 1.7-11)

 

Deus convida-nos a todos para o banquete nupcial do Filho.

Este convite é uma graça sua, não um mérito nosso.

O lugar está marcado, não por nós nem segundo o nosso critério,

mas por Deus: Aquele que nos convida, conhece e salva.

A peregrinação para este banquete deve fazer-se com humildade,

pois o Senhor exalta os humildes e abate os orgulhosos.

A vaidade afasta-nos da Verdade e despreza os outros.

 

Há pessoas que se julgam mais do que os outros

e querem ter em tudo o primeiro lugar, também no Céu.

No entanto, não nos pertence a nós julgar a nós nem a ninguém,

pois a cegueira limita-nos ao pesar a santidade ou o pecado.

Colocar-nos em bicos de pés ou usar salto alto,

não nos faz maiores, embora nos faça parecer ridículos.

Quem julga em causa própria, normalmente não julga bem

e quem fotografa os outros de cima, não os vê totalmente!

 

Senhor, tudo em Ti é graça e misericórdia,

e ser amado e convidado para o banquete do teu Filho

é pura graça, que fala mais de Ti do que de nós.

Querido Jesus, que tens um lugar para cada um de nós

no teu coração, dá-nos um coração semelhante ao Teu.

Espírito Santo, dom de santidade, ensina-nos a ser humildes

e a olhar os outros como companheiros desta peregrinação,

sem nos considerarmos melhores do que ninguém.



sexta-feira, outubro 30, 2026

 

6ª feira da 30ª semana do Tempo Comum

 



É lícito ou não curar ao sábado? (cf. Lc 14, 1-6)

 

Deus é amor e as leis que d’Ele vêm são amor.

Tudo o que impedir de amar alguém e querer-lhe bem

não nasce de Deus nem conduz a Deus.

O descanso sabático é um preceito sagrado,

mas curar, proteger e dar vida é um preceito superior.

É amar o próximo como a nós mesmos!

 

O que é que nos impede de amar alguém,

porque se está a infringir algo sagrado?

Os casais cujo primeiro matrimónio não deu certo

e agora vivem com outra pessoa e deu certo,

devem ser condenados ou animados a fortalecer o seu amor?

Alguém que se afastou da Igreja e até andou por maus caminhos,

mas agora quer reaproximar-se e reencontrar a fé,

deve ser impedido ou acolhido e acompanhado?

 

Bom Deus e nosso Pai, louvado sejas por seres amor

e nos ensinares a amar as pessoas em todas as circunstâncias.

Bom Jesus, Filho encarnado de Deus,

obrigado pelos questionamentos que nos fazes

sobre o que é prioritário na vida.

Espírito Santo, dá-nos o dom do discernimento,

para sabermos distinguir o bem do mal,

o que é amar a Deus e ao próximo.



quinta-feira, outubro 29, 2026

 

5ª feira da 30ª semana do Tempo Comum (29 outubro)

 



Eu quis reunir os teus filhos, como a galinha 

recolhe os pintainhos debaixo das suas asas! (cf. Lc 13, 31-35)

 

Deus é um Pai que nos ama e acolhe como Mãe.

Quer reunir-nos e salvar-nos a todos sob a sua proteção.

Perante o perigo da tentação do mal, chama por nós,

como a galinha chama os seus pintainhos

perante o perigo eminente de morte.

Mas apesar de tanto amor, rejeitamos o seu Filho

e tentamos cala-Lo e mata-Lo como um malfeitor.

Perseguimos o Salvador e acolhemos o que nos quer perder.

 

Há no crescimento da pessoa humana

uma fase adolescente,

em que nos voltamos contra os que nos querem bem:

os nossos pais, os nossos professores e pedagogos.

E tomamos como autoridade a seguir e a imitar

os chamados emancipados, rebeldes, lideres do gang.

Deus e tudo o que está ligado à religiosidade

é tratado da mesma forma adolescente e em fuga.

 

Querido Pai, obrigado porque de simples criaturas

queres elevar-nos à condição de filhos amados no Filho.

Bom Jesus, Filho de Deus com coração de Pai-Mãe,

louvado sejas por nos quereres salvares,

apesar de Te perseguirmos e crucificarmos numa cruz,

libertando Barrabás, malfeitor da mesma tempera que nós.

Espírito Santo, dá-nos o dom do discernimento,

para que hoje não rejeitemos Jesus que está no meio de nós,

mas O acolhamos e sejamos como Ele, Palavra de Deus.



quarta-feira, outubro 28, 2026

 

4ª feira, S. Simão e S. Judas Tadeu (28 outubro)

 



Escolheu doze… Simão, chamado o Zelota; Judas, 

irmão de Tiago… (cf. Lc 6, 12-19)

 

Jesus, como bom Filho, fala durante a noite com o Pai,

sobre quem deve escolher para serem os alicerces da Igreja.

Entre a lista dos Doze, apresentada por Lucas,

estão Simão, chamado Zelota, e Judas, irmão de Tiago.

Os dois seguiram Jesus,

os dois fugiram, quando prenderam o Mestre,

os dois voltaram e fizeram a experiência do Ressuscitado,

os dois receberam o Espírito Santo

e testemunharam a sua fé com o martírio.

 

Jesus constitui, por querer do Pai, o grupo dos Doze,

muito heterogéneo: zelotes, pescadores, publicanos,

judeus, galileus, cananeus, ricos e pobres.

Não os escolher por serem sábios e líderes natos,

mas porque nestes doze todos nos podermos rever

e, em Jesus, o Mestre que capacita os seus discípulos

para que, conduzidos pelo Espírito Santo,

possam ser portadores da sabedoria e da força de Deus.

Somos uma Igreja de pessoas imperfeitas e pecadoras,

que colocam a sua esperança em Jesus, que salva e perdoa.

 

Bendito sejais, Santíssima Trindade, porque nos escolhestes

para nos abrirmos à fé e colaborarmos na tua missão.

Espírito Santo, dá-nos o dom da fé e da sabedoria do coração,

para que, na humildade e fidelidade,

sejamos seguidores de Cristo e anunciadores do Evangelho.

S. Simão e S. Judas, apóstolos de Cristo no silêncio da história,

orai para que também nós saibamos ser fermento novo

que dá vida, cura as desavenças e semeia a justiça e a paz.



terça-feira, outubro 27, 2026

 

3ª feira a 30ª semana do Tempo Comum (27 outubro)


 


O reino de Deus é semelhante ao fermento. (cf. Lc 13, 18-21)

 

Jesus, ao encarnar, não que ser uma nova teoria doutrinal,

mas um fermento que forma os discípulos pelo exemplo,

vivendo e morando com Ele, caminhando com Ele, escutando-O.

Ele mistura-se connosco e come com os pecadores,

não para ficar contagiado pelo pecado e ser como nós,

mas para nos contagiar com a sua santidade e misericórdia,

dano-nos o seu Espírito e a possibilidade de sermos santos.

É esta a missão profética do cristão:

ser fermento de Cristo na sociedade, inculturar a fé.

 

Há uma cultura que se respira, valores que se vendem,

hábitos que se adquirem, formas de vestir e de comer,

que se vão impondo nos meios de comunicação,

nas redes sociais, na TV, na moda, na cultura, na política…

É como um fermento que vai contagiando tudo e todos.

E qual o papel dos cristãos nesta corrente que nos arrasta?

Jesus diz que devemos ser fermento pascal,

que purifica e salva, humanizando a vida

e contribuindo para que seja uma magnifica humanidade

em humildade, justiça, paz, bem comum, acolhimento, amor.

 

Senhor Jesus, fermento pascal que combate o fermento da mal,

fica connosco e envolve-nos com o teu Espírito,

para que demos o nosso contributo para um mundo melhor.

Espírito Santo, conduz a nossa vida de batizados,

e ajuda-nos a ser profecia que incultura a fé

e cria uma forma nova de viver as relações com os outros

e com a natureza, curando o que está doente.

Ensina-nos a ser portadores de Cristo e a contagiar com o testemunho.



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