quarta-feira, março 18, 2026
4ª feira da 4ª semana da Quaresma (18 março)
Os que tiverem praticado boas obras irão para a
ressurreição dos vivos. (cf. Jo 5, 17-30)
Deus, Pai, Filho e Espírito Santo, trabalham juntos e sempre,
para que todos se salvem da condenação eterna.
Deus é amor e o Senhor da vida
e usa a sua Palavra como luz dos nossos caminhos
e alerta para as armadinhas que mal nos prepara.
Ouvir a palavra de Jesus é conhecer o Pai
e aprender com o Filho a fazer a vontade do Pai.
Tudo fazer para salvar o maior número de pessoas
é entrar nesta missão de Deus, que não tem descanso.
Numa sociedade de libertinagem,
cada um quer fazer o que deseja
e só o medo de represálias o faz acautelar o seu agir.
Quando na relação com Deus se dá conta que
as consequências serão eternas e não no presente,
começa a duvidar da existência de Deus
e das consequências eternas do que semeamos no presente.
Mas o Amor atua assim, não quer condenar ou castigar,
mas alertar, aconselhar, ensinar a fazer o bem.
Cada um de nós é que nos condenamos,
virando as costas a Deus e aos outros.
Querido Pai, obrigado pelo envio do teu Filho
e do Espírito Santo, a esta carne frágil e inconstante
para nos acompanhar e salvar da ressurreição dos condenados.
Espírito Santo, mestre do amor que ages no coração,
ensina-nos a viver como Jesus, a fazer a vontade do Pai
e ser presença e anúncio do Evangelho da vida.
Ajuda-nos a entrar nesta missão de Deus, que não se cansa
nem julga ou condena, pois quer apenas salvar o que está perdido.
terça-feira, março 17, 2026
3ª feira da 4ª semana da Quaresma (17 março)
Jesus perguntou-lhe: «Queres ser curado?» (cf. Jo 5, 1-3a. 5-16)
O Filho de Deus percorre connosco os mesmos caminhos.
Ele anda à procura de doentes e oferece-se para curar.
Não é como as águas da piscina de Betsatá,
que embora se chame “Casa da Misericórdia”,
é preciso esperar que as águas se agitem
e lançar-se nessas águas para ser curado das enfermidades.
Jesus é a fonte da misericórdia que vem ao nosso encontro,
gratuitamente, pela palavra que move a levantar-se
e a carregar a nossa enxerga e reparar o lugar do encontro
e do descanso no seio da família e na noite da libertação.
Às vezes somos como os dependentes de drogas,
que reconhecem que vivem num lamaçal de morte,
mas não querem ser curados
ou sentem-se arrastados a ser e permanecer doentes.
Às vezes o pecado paralisa-nos o andar e a criatividade,
mas como é o que toda a gente faz, não sentem arrependimento,
e não querem ser curados nem perdoados,
porque preferem continuar já conhecido, embora sofrido.
Senhor Jesus, fonte da misericórdia que jorra remédio
para as paralisias que nos tornam um peso para os outros,
cura-nos e dá-nos forças para nos levantar e começar a caminhar,
carregando as nossas enxergas que nos envergonham
e nos alegram como troféu que dá glória a Deus, em Jesus.
Senhor, cura a falta de força em ousar a mudança
e purifica a esperança na fonte que nos dessedenta
e vai rumo à santidade que faz a diferença
e descobre em Jesus o Salvador que eu como cego esperava.
segunda-feira, março 16, 2026
2ª feira da 4ª semana da Quaresma (16 março)
O homem acreditou nas palavras que Jesus lhe tinha dito e pôs-se a caminho. (cf. Jo 4, 43-54)
Jesus é a Palavra da vida que cura e faz viver.
A sua força não é o toque, nem a proximidade,
mas o amor e a compaixão, a vida que gera vida.
Ele é o falar de Deus que cria e recria, que perdoa e salva.
É pela fé que somos salvos, quando confiamos em Jesus
e nos colocamos a caminho, sob a nuvem da esperança.
Jesus é a mesma palavra que escutamos no Evangelho
e espera de cada um de nós a mesma fé deste pai de Cafarnaum.
A oração de súplica é um sinal de fé,
mas em que é que confiamos quando suplicamos graça?
É nesta imagem milagrosa e neste santuário de renome?
É numas palavras poderosas e eficazes
para arrancar ao divino o que queremos e quando o pedimos?
É num pregador e taumaturgo que faz milagres?
Ou é em Jesus e na sua Palavra
que nos abre à conversão e ao que Deus quer de nós?
Senhor Jesus, eu creio em Ti, mas aumenta a minha fé.
Espírito Santo, abre-nos à Palavra da vida
e ensina-nos a pôr-nos a caminho no Caminho que é Cristo.
Senhor, sentimo-nos impotentes perante os senhores da guerra,
e sentimos a tentação de entrar nestas fileiras,
desejando a morte e o castigo dos que julgamos faltosos.
Contigo rezamos pela mansidão e a paz que cura a divisão
e Te pedimos por todos os feridos e mortos como números sem rosto.
domingo, março 15, 2026
4º Domingo da Quaresma, Laetare (15 março)
Mas ele próprio dizia: «Sou eu». (cf. Jo 9, 1-41)
Jesus é o Filho do Homem que vem de Deus,
para manifestar a compaixão divina
e curar a cegueira da descrença e da ilusão de saber.
Como o Criador é o oleiro que recria o ser humano,
libertando-o do pecador original,
sendo a água viva que unge com o barro de Cristo
e envia à piscina de Siloé, o Enviado do Pai.
Quem se lava em Jesus, pode dizer como Ele,
“Sou eu”, um cristão, outro Cristo,
um enviado de Cristo, um ungido do Espírito.
O Batismo é uma profissão de Fé em Jesus,
como Senhor e salvador,
igual a todos, mas que faz a diferença.
O Batismo anda um pouco maltratado,
ritual de tradição feito espetáculo em vídeo,
rito sem fé nem prática de seguimento de Cristo,
ritual mágico para afastar a doença e a má sorte!
Bendito sejas, nosso Deus e Senhor,
o “Eu sou” amor e graça e misericórdia.
Bendito sejas, Meu Senhor Jesus,
enviado pelo Pai, ungido pelo Espírito Santo,
que revela na nossa carne o “Eu Sou” invisível.
Obrigado pelo meu Batismo, porta da Igreja,
que me purificou do pecado original e atual,
e fez de mim um enviado a ser Cristo.
Ajuda-me, Senhor, a ser diferente e profético,
capaz de dizer e ser “Eu sou” cristão.
sábado, março 14, 2026
Sábado da 3ª semana da Quaresma (14 março)
Quem se humilha será exaltado. (cf. Lc 18, 9-14)
Porque Deus é amor, humilha-se e perdoa.
Ao fazer aliança com as suas criaturas,
Deus desce e humilha-se, fazendo-se semelhante a nós.
Perante a infidelidade da humanidade pecadora,
Deus humilha-se, fazendo-se graça e misericórdia.
O Filho de Deus, enviado pelo Pai a salvar a humanidade,
reveste-se da nossa condição mortal
e humilha-se até aceitar a morte de cruz.
Por isso, Deus O exalta e lhe dá o Nome acima de todo o nome.
Humilhar-se é reconhecer a nossa condição frágil.
Qualquer vento ou doença nos poder fazer parar o coração.
Perante Deus somos simples criaturas, onde tudo é dom,
nada nos pertence no presente e no futuro.
Apesar disso, a pequenez quer ser grandeza,
o normal quer ser extraordinário e vaidade,
o possuir que ser poder e domínio…
Mesmo quando fazemos coisas boas,
como rezar, celebrar a liturgia, fazer o bem…
somos assaltados pela tentação do orgulho
e do desprezo do outro que não faz o que nós fazemos.
Meu Deus, apesar da imperfeição da minha fé, creio em Ti,
e ouso levantar o meu olhar para a beleza do teu coração.
Querido Irmão Jesus, humilde Filho de Deus,
que viestes para servir e não para ser servido,
ensina-nos a seguir os teus passos e a ser humildes de coração.
Espírito Santo, que aceitastes viver nesta humilde casa,
que somos cada um de nós, ensina-nos a amar e servir,
com a alegria de ser irmãos nesta peregrinação sagrada.
Maria e José, humildes servos do Senhor
rezai por estes pobres discípulos de Jesus,
a sonhar grandeza e fama que nos eleve.
sexta-feira, março 13, 2026
6ª feira da 3ª semana da Quaresma (13 março)
Não estás longe do reino de Deus. (cf. Mc 12, 28b-34)
Deus é Rei que se aproxima da criação.
Aproxima-se, não para dominar, mas para cuidar,
fazer aliança, guiar e ensinar, curar e perdoar, salvar.
Toda a ação de Deus se resume em amar incondicionalmente.
Quem aprendeu a fazer da relação com Deus ou com o outro
um ato de amor, que nasce da bondade, veneração e compaixão,
é alguém que se aproxima do reino de Deus e, portanto, de Jesus.
O reino de Deus é a respiração do Espírito Santo
em todas as nossas relações divinas e humanas.
A liturgia é uma expressão de amor a Deus:
pôr-se à sua escuta, deixar-se fecundar pela sua Palavra,
pedir perdão, reconhecendo-se pecador, dar graças a Deus.
A fé vivida no dia a dia é temperar as relações com gestos de amor,
respeitando a liberdade e o ser do outro, acolhendo e cuidando,
perdoando, dando bom conselho, alertando para o mal,
promovendo a justiça e a solidariedade,
protegendo o fraco, dialogando e construindo a paz.
A fé, só com ritos e sem amor, é carcaça sem doçura e vazia.
Louvado sejas, Pai, Filho e Espírito Santo,
comunhão de amor em missão redentora.
Espírito Santo, ensina-nos a amar incondicionalmente,
como vemos em Jesus em Nazaré, Cafarnaum e Jerusalém,
caminho novo cujo amor não se cansa nem desiste,
mas dá a vida por aqueles que matam e se perdem.
Venha a nós o vosso reino pela porta do amor,
que nos aproxima do reino de Deus,
a viver como filhos de Deus, no Filho.
quinta-feira, março 12, 2026
5ª feira da 3ª semana da Quaresma (12 março)
Jesus estava a expulsar um demónio que era mudo. (cf. Lc 11, 14-23)
Deus é a Palavra e o ser humano foi criado ouvido,
que se faz escuta e diálogo com o Criador e os irmãos.
Mas o coração duro fez-se surdez a Deus e ao próximo,
porque a palavra tornou-se ruído, vazio e dividido,
obstinado no mal e fechado à conversão e à reconciliação.
O mandamento primeiro: “Escuta Israel”,
deixou de poder cumprir-se porque se tornou surdo
e o mandamento “Ide em missão” perdeu conteúdo,
porque quem não escuta não pode falar Evangelho.
A voz do professor encontra muitas vezes
ouvidos ocupados com fones
ou barulhos de vozarias próprias de intervalos.
Os donos das guerras, mesmo falando de paz,
não se escutam nem dialogam,
tão ocupados estão com o ribombar dos canhões.
As pessoas desavindas e rancorosas,
gritam palavras como quem atira pedras pontiagudas,
porque embora possam estar próximas fisicamente,
o coração anda longínquo e de costas virado.
Senhor Jesus, Palavra de Deus encarnada e próxima,
ensina-nos a ser escuta apurada que Te recebe como chão arado,
que enraíza o amor e a fidelidade e dá frutos de paz e justiça.
Espírito Santo, dá-nos o dom da fé e do discernimento,
para que, entre tantas vozes que escutamos,
saibamos ouvir e escolher a Palavra da Vida,
que é Jesus, nosso Irmão e salvador.
Cura, Senhor, a nossa surdez à tua palavra
e faz de nós teus discípulos e missionários do teu Evangelho.