sábado, abril 18, 2026
Sábado da 2ª semana da Páscoa (18 abril)
Subiram para um barco e seguiram para a outra margem. (cf Jo 6, 16-21)
Seguir para a outra margem é deixar uma margem
e buscar uma passagem para o outro lado.
Quando este “ir para a outra margem” é com Jesus,
e a pedido de Jesus: é missão, mesmo com o mar encrespado.
E quando os discípulos partem consternados
por Jesus não querer ser aclamado rei,
Jesus deixa-os partir e aproxima-se durante a noite
como Senhor da natureza, caminhando sobre o mar.
A mobilidade intensificou-se nos últimos tempos
e passou a fazer parte da vida de muita gente:
trabalho, marketing, política, estudo, turismo,
missão religiosa, guerra, migração, refúgio…
Nem todos viajam com Cristo no coração
e, mesmo os chamados praticantes,
fazem férias da prática religiosa.
Mas Jesus vai sempre connosco!
Senhor Jesus, ajuda-nos a ser como a Igreja primitiva,
em que cada batizado levava a sua fé e missão
para onde quer que iam, como profissional ou comercial.
Espírito Santo, ensina-nos a acolher Jesus na sua essência
e não na nossa preferência, ideal ou interesse.
E quando Jesus nos surpreender com a sua visita,
abre-nos o coração para que possa entrar na nossa barca
e a outra margem se torne missão evangelizadora.
6ª feira da 2ª semana da Páscoa (17 abril)
Está aqui um rapazito que tem cinco pães de
cevada e dois peixes. Mas que é isso para tanta
gente?
(cf. Jo 6, 1-15)
Jesus sobe a um alto monte para ensinar.
Quer ensinar que não podemos ficar indiferentes ao outro,
que a solução da fome não é o dinheiro, mas a partilha,
que a abundância não deve conduzir ao desperdício,
mas devemos recolher o que sobra para a partilha
e não para jogar no lixo.
Comungar Jesus repartido na Eucaristia
é aprender a partilhar o que temos e o que somos.
A divisão e a segregação viram-nos para o consumismo,
que engorda uns poucos e nos entulham com lixo,
deixando a maioria a desejar alimentar-se sem poder.
Uns resolvem o problema de consciência
olhando com indiferença a dor do outro,
outros dando uma esmola como quem despacha um estorvo,
outros ainda partilhando o pouco que têm
e recolhendo o que sobra para dar a quem não o tem.
Foi a solidariedade familiar que valeu a muitos
nas crises da pandemia, nos fenómenos naturais,
nas turbulências económicas, matrimoniais e sanitárias.
Bendito sejas, Deus compaixão,
que para nos salvar, partilhastes connosco
o teu Filho e o teu Espírito
como pão e peixe nas mãos de um rapazito.
Ajuda-nos, Senhor Jesus, a aprender contigo
a confiar na partilha e não no dinheiro.
Jesus Eucaristia, pão partilhado, gratuito e inclusivo,
que a todos convidas para a tua mesa,
ensina-nos a abrir o coração e as mãos
para partilhar a vida e os pertences que nos sobejam.
quinta-feira, abril 16, 2026
5ª feira da 2ª semana da Páscoa (16 abril)
Aquele que Deus enviou diz palavras de Deus,
porque Deus dá o Espírito sem
medida. (cf. Jo 3, 31-36)
Deus Pai ama o Filho e confia-lhe a missão
de ser sua Palavra e, junto com o Espírito Santo,
levar a cabo a sua missão de dar oportunidade a todos
de se purificarem e reconciliarem com Deus e os irmãos.
A vida do Verbo Divino encarnado é a Palavra da verdade,
que nos revela o mistério inefável de Deus.
Estamos a acostumar-nos a escutar a mentira,
sem espírito crítico, mesmo sabendo a influência ideológica
e a corrupção da narrativa por razões interesseiras.
Às vezes até aceitamos a mentira,
com a resignação de que todos fazem igual.
O pior é que já nos custa aceitar a verdade,
quando esta não corresponde à nossa opinião.
Talvez por isso, Jesus hoje tem pouco público
nos areópagos da comunicação da verdade.
Jesus, Palavra de Deus no ser e no comunicar,
ajuda-nos a ser coerência com o Evangelho,
com a leveza da pomba e a humildade da criança.
Espírito Santo, dá-nos o dom de uma vida profética,
que nos ajude a entrar na corrente do “assim como Jesus”,
que anima outros a confiar neste Pastor que se faz Cordeiro.
Ensina-nos, Senhor, a viver na terra o Evangelho,
com a alegria dos valores que habitam em Deus.
quarta-feira, abril 15, 2026
4ª feira da 2ª semana da Páscoa (15 abril)
Para que as suas obras sejam manifestas, pois são feitas em Deus. (cf. Jo 3, 16-21)
Jesus manifestou as suas obras, porque eram feitas em Deus.
Ele é a luz do mundo, enviada pelo Pai,
não para acusar os pecadores,
mas por ajudar a tomar consciência do seu pecado,
lhes dar a unção da misericórdia e salva-los.
Pelo Batismo podemos começar uma vida nova,
vivida à luz da verdade e do Espírito Santo,
para que demos frutos de Deus, espelho da Luz.
Há uma ambiguidade entre a vigilância omnipresente
e a perceção da liberdade nas sombras da privacidade.
Há uma esperteza que ganhou estatuto de ciência,
escondendo-se nos buracos do direito
para subverter a lei e ludibriar o Estado.
Há mesmo uma certa classe de advocacia
especializada neste tipo de manobras
que dão cobertura à fuga ao fisco,
à corrupção, ao furto, à injustiça.
Ao nível da vivência da fé, chegamos a pensar
que podemos pecar e enganar a Deus.
Senhor Jesus, obrigado porque viestes para nos salvar,
sendo a luz e o caminho para praticar obras de Deus.
Bendito Espírito Santo, luz que nos ensina a discernir
e a converter-nos da vida de trevas que se esconde da verdade.
Ajuda-nos a investir no amor e na coerência de vida,
sob o olhar paterno de Deus e a ousadia da santidade plena.
Liberta-nos da hipocrisia e da esperteza das sombras,
que nos engana e pretende enganar o próprio Deus.
terça-feira, abril 14, 2026
3ª feira da 2ª semana da Páscoa (14 abril)
Ninguém subiu ao Céu, senão Aquele que desceu
do Céu: o Filho do homem. (cf. Jo 3, 7-15)
O Filho de Deus, o elevado, desceu à terra,
como Filho do Homem, o despojado.
Ele fez-se caminho e revelação do mistério de Deus,
deixando-nos o Evangelho e o seu Espírito,
numa Igreja terrena, pelo Espírito animada,
Sacramento de salvação pelos sacramentos e a missão.
É por e Nele que podemos subir ao Céu
e saciar a nossa sede de infinito.
Falar do Céu não é um ato de imaginação,
mas o acolhimento contemplativo e meditativo
da Pessoa de Jesus Cristo
no qual confiamos o nosso agir e esperança,
surpreendidos cada dia pelo mistério divino encarnado.
Só Jesus nos poderá dizer como é o mistério insondável
do Amor eterno e gratuito dum Criador
que se apaixona pelas suas criaturas.
Bom Jesus, obrigado porque desceste até nós,
pobres criaturas perdidas na cegueira do nosso egoísmo.
Espírito Santo, abre-nos à fé e à confiança em Jesus,
para que possamos compreender e desejar as coisas do alto,
com a alegria e a fidelidade do discípulo amado.
Dá vida ao nosso Batismo e verdade ao nosso testemunho,
para continuarmos a missão de Deus
e vivermos como filhos de Deus no chão deste mundo.
segunda-feira, abril 13, 2026
2ª feira da 2ª semana da Páscoa (13 abril)
Todos devem nascer de novo.
(cf. Jo 3, 1-8)
O Filho de Deus quis nascer de novo,
para que as criaturas que morreram pelo pecado
possam nascer de novo para Deus e a eternidade.
Com Ele morremos e renascemos pelo Batismo,
o sacramento da água e do Espírito,
que nos faz nascer filhos de Deus e irmãos de Jesus.
Nascer de novo, não é apenas saber doutrina,
mas viver os mesmos sentimentos e missão,
que havia em Cristo Jesus, nosso salvador.
A vida é nascer e morrer, cair e levantar-se,
novidades e rotinas aprendidas,
desânimos e esperanças, sementes e flores…
A mudança ganha velocidade
e o ontem parece meio século.
Todos temos que nascer de novo cada dia
para não ficarmos para trás, perdidos no passado.
Somos todos aprendizes da fé,
cada dia temos de nascer de novo,
como discípulos e como missionários.
Bendito sejas, Jesus nosso salvador,
que pela entrega da tua vida
e pelos sacramentos da nova aliança
nos fizeste nascer de novo, banhados no teu sangue.
Bendito sejas, Espírito Santo, hóspede da alma,
faz-nos sentir como Jesus e respirar o amor do Pai,
para que cada dia seja aurora de paz e de justiça.
Conduz o Papa Leão nesta viagem a África
para que seja mensageiro profético do teu Evangelho.
domingo, abril 12, 2026
2º Domingo da Páscoa ou Domingo da Divina Misericórdia (12 abril)
Recebei o Espírito Santo: àqueles a quem
perdoardes os pecados ser-lhes-ão
perdoados; (cf. Jo 20, 19-31)
Deus é bondade infinita e Misericórdia fontal.
O seu perdão cura o passado
e enche de esperança a história,
que transforma a nossa vida inconstante
numa história de salvação, abraçada pelo amor.
Jesus é o Filho do Pai da misericórdia,
que reconcilia o pecador pela aliança no seu sangue
e nos oferece o Espírito Santo
para sejamos como Ele, instrumentos da paz
e promotores da reconciliação fraterna com o Céu.
O mundo precisa de verdadeiros cristãos,
fermento silencioso e atuante duma comunhão fraterna,
que vai curando feridas pelo dom do perdão
e construindo uma cultura de diálogo e reconciliação.
Porque o egoísmo gera pecado e cegueira do outro,
é preciso conversão permanente ao Espírito de Cristo,
correção fraterna segundo o Evangelho,
uma espiritualidade de recomeço humilde,
pois a fidelidade é dinâmica e peregrina da verdade.
Bendito sejas 8º Dia, fonte de vida e de paz.
Cura-nos da divisão e da agressividade,
que ferem a comunhão e a esperança no amanhã.
Espírito Santo, anima-nos com sentimentos pacíficos,
para que nos transformemos na misericórdia de Jesus
e continuemos assim a missão divina da paz
e da reconciliação entre todos com Deus.
Dá-nos, Senhor, o dom da paz para o mundo de hoje.
sábado, abril 11, 2026
Sábado da Oitava da Páscoa (11 abril)
Não acreditaram naqueles que O tinham visto ressuscitado. (cf. Mc 16, 9-15)
A fé é confiar numa Presença invisível,
mas que está viva e atuante como bênção
e salvação que cura o pecado e repara o danificado.
Nem sempre esta experiencia é direta.
Muitas vezes é confiar no testemunho dos que “viram”
e acreditar em Jesus que está vivo, por intermédio de outros.
A nossa fé é histórica, uma herança recebida,
muitas vezes apropriada pessoalmente,
neste ver durante a noite que alimenta a fé.
A Palavra de Deus é o testemunho escrito
daqueles que dizem ter visto Jesus ressuscitado.
Pela ação do Espírito Santo confiamos
neste testemunho apostólico e somos convidados a acreditar neles.
A santidade de vida e o martírio é o testemunho visível
de que Jesus está vivo e configura uma forma de viver
e uma alegria natural, que revela a força desta Presença invisível.
Só o Espirito Santo nos confirma a alma
que o estranho que nos aquece o coração é o Senhor,
presente no quotidiano e atuante nos sacramentos.
Senhor Jesus, eu creio em Ti, mas aumenta a minha fé.
Mostra-nos o teu rosto e seremos salvos.
Louvado sejas pelas pessoas simples e convictas,
que apresentam com naturalidade a força da sua fé
e a testemunham numa espiritualidade
cheia de amor e de esperança.
Bendito sejas pela Palavra Sagrada,
que o Espírito Santo faz nova todos os dias
e nos envolve nesta história de salvação,
como pessoas amadas, procuradas e perdoadas por Jesus.