quarta-feira, junho 03, 2026
4ª feira da 9ª semana do Tempo Comum, S. Carlos Lwanga e companheiros (3 junho)
Não andareis vós enganados, ignorando as Escrituras e o poder de Deus? (cf. Mc 12, 18-27)
Não se chega ao mistério de Deus, pondo-se a adivinhar.
É a revelação do próprio Deus nos profetas
e em especial em Jesus, seu Filho,
que nos coloca a caminho da verdade que salva.
Tudo o resto é imaginar o desconhecido
partindo do que se conhece na história mortal.
A ressurreição, segundo Jesus e a Palavra de Deus,
é uma realidade nova, a semente germinada
que dá à luz um novo ser,
que brota da pequena semente que somos nós hoje.
Sobre o além pós-morte há propostas para tudo.
Alguns falam dela como se já lá tivessem estado,
outros falam dela como se falassem dum paraíso terreste.
Há livros que narram experiências de mortos
que reviveram, contando sensações e iluminações.
Jesus fala-nos da imagem da vida angelical,
dum estado de vida que já não se casa nem se tem filhos,
porque a eternidade participa da paz e da felicidade de Deus.
Senhor Jesus, ensina-nos a eternidade donde vens,
os tesouros que nela há e como se conquistam,
a comunhão dos santos que intercedem com confiança e amor.
Espírito Santo, dá-nos o dom da sabedoria que ilumina
e nos liberta do engano e da miragem do desejo.
S. Carlos Lwanga e companheiros mártires do Uganda,
intercedei por nós, para que sejamos fieis a Deus
e coloquemos Cristo no centro das nossas vidas.
terça-feira, junho 02, 2026
3ª feira da 9ª semana do Tempo Comum (2 junho)
Mestre, ensinas com sinceridade o caminho de Deus. (cf. Mc 12, 13-17)
Jesus é o carpinteiro das almas, que conhece as intenções
e sabe responder os mistérios de Deus,
utilizando os denários profanos para falar do sagrado presente.
Fala de Deus e dos homens com sinceridade e simplicidade,
sem cair nas falácias com que os mal-intencionados lhe armam.
Devemos ser bons cidadãos do Céu e da terra,
e a cada rei devemos dar o devido tributo e louvor.
Ninguém deve estar fora destas duas cidadanias:
somos filhos de Deus e cidadãos do mundo.
Uns pretendem viver em autocracia,
sem deveres para com o bem da sociedade onde vivem,
nem obrigações para com Deus que o criou e salvou.
Outros pensam que só devem obediência a Deus
e outros só querem prestar obediência aos poderoso deste mundo.
Jesus, mestre e caminho direto para Deus,
ajuda-nos a ser bons cidadãos do Céu e da terra,
buscando a santidade e a justiça com sinceridade.
Liberta-nos do egoísmo e da indiferença,
que nos fecha ao louvor de Deus
e ao bem comum e cuidado dos irmãos.
Espírito Santo, dá-nos o dom da profecia
que ama as pessoas e denuncia o mal e a injustiça.
segunda-feira, junho 01, 2026
2ª feira da 9ª semana do tempo Comum, S. Justino (1 junho)
Que fará então o dono da vinha? (cf. Mc 12, 1-12)
Deus quer ter uma vinha que dê frutos de vida,
mas quer também vinhateiros que a saibam cultivar.
O Povo escolhido não a soube cultivar
e rejeitou, maltratou e até matou os profetas.
Por fim, Deus enviou o seu querido Filho
para ensinar os vinhateiros a cultivar a vinha do Senhor,
mas os responsáveis prenderam-no, maltrataram-no
e condenaram-no à morte injusta e infame.
Mas Deus não desistiu da sua vinha
e entregou-a aos discípulos de Jesus para que a cultivassem.
Hoje, 21 séculos depois, quais foram os frutos que produzimos?
Há frutos de santidade e há frutos do pecado,
há frutos de vida e frutos de morte.
O Senhor continua a enviar-nos a sua Palavra de conversão,
porque ainda não desistiu de ter na terra
uma vinha fecunda, que produza frutos de santidade.
Pecadores todos somos um pouquinho,
mas seremos nós permeáveis ao arrependimento e à conversão?
Senhor, dono da vinha que devemos cultivar,
perdoa se não estamos à altura de tal missão.
Senhor Jesus, enviado pelo Pai
a dar novo rumo à vinha de Deus,
ajuda-nos a dar frutos de fidelidade à aliança,
de piedade e de justiça, de fraternidade e de paz.
Espírito Santo, dá-nos o dom da fortaleza e da sabedoria,
para que não nos deixemos tentar pela idolatria do poder.
S. Justino, mestre na busca da verdade,
reza para que também a encontremos na sabedoria da cruz.
domingo, maio 31, 2026
9º Domingo do Tempo Comum, Santíssima Trindade (31 maio)
Deus enviou o seu Filho ao para que o mundo seja
salvo por Ele. (cf. Jo 3, 16-189
Deus é amor misericordioso e paciente
que desce à nossa condição frágil,
por meio do seu Filho, na comunhão do Espírito Santo.
Assumiu a nossa humanidade frágil e pecadora,
para que a levasse ao seio da Trindade,
purificada, redimida e santa pela sua oferta na cruz
e animada pelo mesmo sopro divino.
Deus fez-se um de nós para que nós e Deus fossemos um!
Os populismos destacam as diferenças entre o nós e eles,
os de dentro e os de fora, para justificar a exclusão e a divisão.
Os interesses de poder justificam as agressões contra povos,
em razões ideológicas, religiosas, democráticas
e posse de armas de devastação massiva ou química.
Anda por aí muita gente a acusar os outros
e poucos a animar e a levantar os caídos e frágeis.
Jesus revela-nos um Deus que gera vida e salva.
Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo,
adoro-vos e contemplo-vos em Jesus oferecido na cruz.
Querido Pai, obrigado por nos teres aceitado
como teus filhos no teu Filho e enviado o Espírito Santo.
Querido Espírito Santo, que nos uniste em comunhão
com Jesus e com o Pai no mesmo amor por cada criatura.
Que aprendamos com a Santíssima Trindade
a amar o diferente, a perdoar a quem nos ofendeu,
a construir a paz, globalizando a fraternidade e a justiça.
sábado, maio 30, 2026
Sábado da 8ª semana do Tempo Comum (30 maio)
O batismo de João era do Céu ou dos homens? Respondei-Me. (cf. Mc 11, 27-33)
Jesus questiona a nossa resposta aos enviados de Deus.
Os profetas desafiam-nos à conversão a Deus,
mas nós, em vez de os escutarmos, calamos-lhes a boca
ou ficamos indiferentes, desvalorizando a sua autoridade.
Jesus não responde a questões teóricas de autoridade,
pois ali estava quem era mais que João Batista,
mas os responsáveis do povo não lhe davam crédito
e contestavam-lhe a sua autoridade.
Há muita gente que, desde fora, contesta a Igreja
e desvaloriza a força da fé e do Evangelho,
argumentando com as cruzadas e os pecados históricos da Igreja.
A Igreja é santa e pecadora, porque humana e divina,
mas é portadora duma boa noticia
que podia transformar este mundo num mundo melhor.
Tudo depende da resposta que damos a este Evangelho,
que já produziu grandes conversões e grandes santos,
cujas vidas ainda hoje continuam a falar esperança.
Obrigado, bom Deus, pelos enviados que nos mandas,
para nos despertar para a necessária conversão à tua Aliança.
Obrigado Jesus, pelas perguntas que nos fazes,
que exigem respostas, não teóricas, mas de vida.
Espírito Santo, ajuda-nos a acolher a Palavra de Deus,
como luz dos nossos caminhos
e bem maior a deixar fecundar a nossa vida.
Liberta-nos das fugas à conversão das nossas vidas a Ti.
sexta-feira, maio 29, 2026
6ª feira da 8ª semana do Tempo Comum, S. Paulo VI (29 maio)
Quando estiverdes a orar, se tiverdes alguma coisa contra alguém, perdoai. (cf. Mc 11, 11-26)
Rezar é encontrar-se com o Amor incondicional,
a misericórdia que toma a iniciativa de perdoar.
Entrar em oração é entrar numa Luz que faz ver,
na memória das desavenças que tivemos e não curámos,
e receber a força para aprender como Jesus a perdoar.
Rezar pelos que vemos como inimigos,
é reconciliar e curar as feridas do passado,
dando oportunidade para que aconteça novo amanhecer.
Rogar pragas a alguém, não é rezar,
mas manifestar o coração envenenado pelo rancor e a vingança.
Não ter a coragem de rezar por alguém que nos ofendeu,
é tentar evitar que Deus lhe faça e queira bem.
Rezar por alguém com quem estamos magoados
e pedir a Deus força para lhe perdoarmos,
é reconhecer as feridas que nos magoam
diante do Médico que nos pode curar.
Querido Pai do Céu, obrigado pela tua paciência para comigo,
e pela generosidade em me perdoar quando gemo a dor.
Bom Jesus, purifica o meu coração e as minhas relações,
para que reze com fé e confiança ao Pai de todos
e possa santificar as relações com o amor e o perdão aos irmãos.
Espirito Santo, Luz que nos fazes dar frutos de Cristo,
fecunda a nossa vida e purifica-nos da idolatria e do egoísmo,
para saciarmos a fome de Jesus que quer salvar a todos.
quinta-feira, maio 28, 2026
5ª feira da 8ª semana do Tempo Comum (28 maio)
«Que queres que Eu te faça?». O cego respondeu-
Lhe: «Mestre, que eu veja». (cf. Mc 10, 46-52)
O cego vê o invisível, porque acreditou.
Clamou por piedade e venceu a adversidade.
Jesus o escutou e mandou-o ir ter com Ele.
Ele levantou-se de um salto e foi ter com Jesus.
Pediu com confiança que pudesse ver
o que a fé já via e proclamava com a súplica insistente.
Curado, deixou a beira do caminho
e a dependência da esmola, para seguir Jesus e O anunciar.
Somam-se as cegueiras que nos impedem de ver a realidade:
a cegueira ideológica, a cegueira do preconceito,
a cegueira do clubismo, a cegueira do interesse,
a cegueira do ódio e da guerra, a cegueira do egoísmo,
a cegueira das dependências, a cegueira da paixão,
a cegueira da vaidade, a cegueira da moda…
E no meio de tanta idolatria, há a cegueira religiosa,
que nos impede de ver a Deus invisível
e nos enche de miragens e ilusões de fadas de prosperidade!
Senhor Jesus, tem piedade de mim e faz que eu veja
a verdade na caridade, a grandeza da misericórdia,
Deus encarnado no homem e o Crucificado ressuscitado.
Espírito Santo, dá-nos o dom da fé que nos faz ver com esperança
e nos faz discernir a Luz entre tantas luzes,
a Palavra da Verdade entre tanto ruído ensurdecedor.
Liberta-nos de todas as cegueiras que nos impedem
de ver no outro um irmão, filho do mesmo Pai de todos.