quarta-feira, maio 06, 2026
4ª feira da 5ª semana da Páscoa (6 maio)
Então vos tornareis meus discípulos. (cf. Jo 15, 1-8)
A alegria de Deus é que demos frutos de Cristo.
A nossa vida cristã é estar em Cristo e fazer a sua vontade.
Com humildade devemos deixar-nos podar e limpar,
para que os ladrões do foco evangélico não nos torne estéreis,
nem a soberba das aparências nos deixe sem energia para os frutos.
Tornar-se discípulo de Jesus e seu enviado
é escutar a sua voz e seguir os seus passos com amor e fidelidade.
Ser discípulo de Cristo não é uma formalidade,
nem um ritual por tradição ou pressão social,
mas é uma opção de vida que escolhe Jesus por mestre
e a sua Palavra e o seu Espírito como luz para os seus passos,
mesmo que esta opção o leve a ser um peregrino em contracorrente.
Ser praticante religioso ainda não assegura ser discípulo de Jesus,
pois muitas vezes a piedade anda arredada do compromisso
com a caridade, a misericórdia e a hospitalidade que vemos em Cristo.
Senhor, obrigado porque Te ofereces para ser meu mestre.
Desculpa a forma distraída e inconstante como procuro seguir-Te.
Sabes que de tanto andar, me custa permanecer
na cepa que és Tu e me dá seiva para viver e dar fruto.
Bom Agricultor de ramos a precisar de poda e de cura,
cuida de mim para que não procure ser frondoso e majestoso,
mas humilde e fecundo, dando frutos abundantes
próprios de um discípulo de Cristo que quer dar glória a Deus.
terça-feira, maio 05, 2026
3ª feira da 5ª semana da Páscoa (5 maio)
Dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como a dá o
mundo. (cf. Jo 14, 27-31a)
Jesus é o Shalom divino, encarnado na pessoa humana.
Ele não quer a paz da indiferença e do isolamento cómodo,
mas aceita ser enviado como Príncipe da Paz,
mesmo quando o Amor não é amado
e a paz tem que enfrentar os violentos e injustos.
É neste deserto de injustiça e desamor,
que Jesus entrega o seu perdão e renova a aliança,
afirmando-se como a paz que triunfa da guerra e da morte.
A paz é um dom escasso nos dias de hoje.
Os grandes só falam de armas cada vez mais sofisticada
e mortíferas, acreditando que o medo impõe a paz.
A turbulência interior pede distração e ruído,
para que a consciência não desperte e caia em depressão.
O individualismo e a indiferença criam oásis de isolamento
que geram a impressão que para ter paz é preciso destruir o outro
e ficar só, sem relações contraditórias nem vizinhança imprevisível.
Para não sermos reação, preferimos suprimir a relação.
Senhor Jesus, dá-nos a paz do perdão e do encontro,
sem medo de estar presente no tempo com sabor a infinito.
Espírito Santo, dá-nos a paz interior que vence a reação injusta,
com a alegria de ser livre e justo, apesar de ser deserto.
Paz divina, fruto maduro da páscoa,
derrama-te pelos quatro cantos da terra
e cura os corações desavindos e feridos de vingança.
Liberta-nos do conformismo com o estado de violência e do medo,
desistindo de amar e de investir na reconciliação e no diálogo.
segunda-feira, maio 04, 2026
2ª feira da 5ª semana da Páscoa
Quem Me ama guardará a minha palavra e meu
Pai o amará; Nós viremos a ele e faremos nele a
nossa morada.
(cf. Jo 14, 21-26)
Acreditar em Deus, revelado por Jesus,
é acreditar na via do amor incondicional,
sem mistura de ódio ou de vingança.
A fé proclama-se com a palavra,
mas acima de tudo com o coração,
com o brilho dos olhos, com a generosidade das mãos,
com a leveza dos pés solidários e missionários,
com os ouvidos compassivos e acolhedores…
Amar Jesus é deixar que Ele reine e more no nosso coração.
A fé, para que seja ortodoxa, faz-se mais com o coração
do que com ritos, deveres, palavras e fórmulas doutrinárias.
A oração sem amor é palavras sem assinatura pessoal.
A Eucaristia sem amor é um ritual
que se cumpre por obrigação ou tradição (“uma seca”).
A caridade sem compaixão é mero descargo de consciência.
A missão sem amor pelos perdidos e marginalizados
é serviço de marketing para aumentar os fiéis da Igreja.
Senhor Jesus, eu amo-Te, mas aumenta e purifica o meu amor.
Espírito Santo, enche-me da alegria da fé e do calor do amor,
para que me abra à Santíssima Trindade
e Ela em mim encontre morada humilde e transformadora.
Senhor, que eu não seja apenas palavras e deveres,
mas amor à maneira de Jesus na oração e na missão.
5º Domingo da Páscoa, Dia da Mãe (3 maio)
Eu sou o caminho, a verdade e a vida. (cf. Jo 14, 1-14)
Jesus é o Filho de Deus que se fez ponte
entre o Céu e a terra, entre os homens e Deus.
Ele a verdade que sacia a nossa sede de luz e sentido,
a vida com caminho para a Fonte,
escondida na rotina das trevas em que vivemos.
Aproximando-nos do crucificado que jorra sangue e água,
encontramo-nos com o amor pacífico e medicinal
que nos guia para a meta da salvação e da Igreja em missão.
O sistema de posicionamento global, GPS,
leva-nos a toda a parte, desde que esteja atualizado.
Quando o sistema não está atualizado
ou o local não está referenciado ou está em obras,
leva-nos por lugares errados que nos deixa perdidos e às voltas.
se nós achamos que sabemos mais que o sistema
e não obedecemos à voz orientadora,
temos o GPS ligado e ouvimos a sua voz, mas não o seguimos.
Mas o GPS não desiste de nos orientar
e muitas vezes manda-nos voltar para traz
para nos indicar o verdadeiro caminho.
Algo parecido acontece com Jesus e o seu Espírito!
Senhor Jesus, caminho, verdade e vida,
aumenta a nossa fé e confiança na tua Via de amor,
para que possamos chegar a bom termo e a boa morada.
Espírito Santo, dá-nos o dom do discernimento
para sabermos escolher entre tantas propostas de rumo,
a proposta de Jesus, Pedra Viva e Pedra Angular.
Maria, Mãe de Jesus e nossa Mãe,
ensina as nossas mães a serem servas humildes da vida
e intercede pelas que já faleceram,
para sejam acolhidas na vida eterna e feliz.
sábado, maio 02, 2026
Sábado da 4ª semana da Páscoa, S. Atanásio (02 abril)
Quem acredita em Mim fará também as obras que
Eu faço. (cf. Jo 14, 7-14)
Deus Pai está no Filho, o Verbo Divino,
na eternidade e no tempo, na morte e na ressurreição,
no regresso ao Pai e na permanência na Igreja,
com a luz do Espírito Santo e a colaboração dos batizados.
Jesus atua nos discípulos, que quando O escutam,
proclamam a sua palavra e vivem com os mesmos sentimentos.
Assim o enviado faz as obras d’Aquele que o enviou!
A incoerência será falta de fé e confiança em Jesus?
Confiar nas nossas forças e inteligência, no dinheiro e no poder,
na evidência e na recompensa imediata,
na magia e na força mortífera das armas…
é deixar para lugar secundário a nossa confiança em Jesus.
É verdade que a sensação de não podermos controlar Deus,
no tempo e na forma, nos deixa inseguros e às vezes insatisfeitos.
Bom Pai de Jesus Cristo, obrigado pelo envio do teu Filho,
Palavra encarnada na coerência do que é e do que fala.
Bendito sejas, querido Jesus, nosso advogado junto do Pai,
por permaneceres connosco em comunhão de graça e de missão.
Louvado sejas pela Eucaristia,
que nos faz atuar em Ti e por meio de Ti,
e, mesmo indignos, a atuar na Pessoa de Cristo.
S. Atanásio, teólogo e pastor fiel e esclarecido,
ora por nós, para que também encontremos em Cristo
o caminho, a verdade e a vida.
sexta-feira, maio 01, 2026
6ª feira da 4ª semana da Páscoa, S. José Operário (1 maio)
Para que, onde Eu estou, estejais vós também. (Cf. Jo 14, 1-6)
Jesus deseja ardentemente estar connosco.
Ele tudo faz que nós possamos acompanha-Lo para o Pai.
Vem para nos salvar, para ser o caminho, a verdade e a vida.
Volta para o Pai para nos preparar uma morada
e nós podermos permanecer com Ele, junto do Pai.
A sua missão mantém-No unido ao Pai,
enquanto se une a nós,
e mantém-se unido a nós, enquanto volta para o Pai,
levando-nos consigo para a bem-aventurança do amor eterno.
Um dos grandes desafios no mundo de hoje
é viver em velocidade e mobilidade física e mental,
sem perder o foco nem a comunhão de afetos.
Há um fenómeno novo: aproximar-se fisicamente,
mas sem entrar em comunhão de diálogo com o próximo.
Pode acontecer que está um grupo de pessoas, lado a lado,
mas em diálogo de palavras ou de olhares
com o mundo virtual ou real-longínquo.
O cérebro pode até perder a capacidade de concentrar-se,
e a oração ser de corpo presente, mas de coração ausente.
Bendito sejas Senhor Jesus: caminho, verdade e vida,
que Te fazes dom na nossa vida sedenta de sentido.
Obrigado, porque quer vivamos, quer morramos,
Tu queres estar sempre connosco,
unidos o mesmo amor e missão.
S. José, operário ao serviço do projeto de Deus,
ensina-nos a sonhar com Deus e a servir o Filho do Altíssimo,
oferecendo as nossas forças e o nosso trabalho,
para que muitos encontrem em Jesus o caminho
que nos conduz à verdade da fé e à vida eterna.
quinta-feira, abril 30, 2026
5ª feira da 4ª semana da Páscoa
Quem recebe aquele que Eu enviar, a Mim recebe; (cf. Jo 13, 16-20)
Deus enviou o seu Filho como sua Palavra.
Ao acolher Jesus, acolhemos Aquele que O enviou,
porque o Filho e o Pai são um só no
sentir e na missão.
O enviado por Jesus não é maior que o seu Mestre,
por isso deve aprender a lavar os pés aos seus irmãos
e ser administrador das graças de Jesus,
com humildade e fidelidade.
O Espírito Santo anda por aí a fazer maravilhas,
de tal forma que alguns endeusam o sacerdote e o consagrado.
E esta imagem é absorvida pelo enviado
como vaidade e pensar que a missão é do enviado
e não daquele que envia e é a fonte do Evangelho..
Recordo que quando fui para a minha primeira missão,
fui recebido com muita alegria pelo povo.
Isso fez sentir muito bem com a minha vocação,
mas também tomei forte consciência
que o povo me recebia como:
“bendito o que vem em nome do Senhor”,
pois a mim nem sequer me conheciam ainda.
Senhor, bendito sejas pelo tesouro da missão que me confiaste,
a mim que não passo de um vaso frágil de barro.
Espírito Santo, dá-me o dom da humildade e da fidelidade,
para que a minha missão não eclipse o Salvador, Jesus Cristo.
Senhor, que me dás a alegria de poder presidir à Eucaristia,
ajuda-me a não ser como Judas, que caminhou contigo
e se sentou à mesa contigo, mas depois Te traiu.
quarta-feira, abril 29, 2026
4ª feira da 4ª semana da Páscoa, S. Catarina de Sena (29 abril)
Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque revelaste estas
verdades aos pequeninos.
(cf. Mt 11, 25-30)
Deus é um mistério escondido aos senhores de si,
e acessível aos simples e humildes, onde se espera ignorância.
São os pobres em espírito que descobrem a bem-aventurança da fé,
como Maria e José, os pastores e pescadores…
Catarina de Sena é uma dessas mulheres simples e cheias de fé,
que amou verdadeiramente a Cristo e à Igreja,
buscando a paz e a unidade, a conversão e purificação dos cristãos.
Deus é simples como simples é o amor puro.
Os rodeios, as mentiras enroladas, as palavras floreadas,
as incoerências bem maquilhadas,
as espiritualidades de olhar sobranceiro,
os ritos complicados e cheios de interdições,
as explicações teológicas que não promovem conversão…
são formas de nos afastar de Jesus e do seu seguimento.
Senhor Jesus, tão simples e tão próximo,
que até desconfiamos se não andamos enganados.
Espírito Santo, dá-nos o dom da sabedoria humilde e casta,
que sabe buscar sem dominar, amar sem instrumentalizar.
S. Catarina de Sena, mulher mística, simples e profunda,
reza por nós, para que também hoje saibamos ser
uma presença de fé, que promove a paz e a unidade
e dá testemunho de Jesus com a vida e a palavra.