quarta-feira, novembro 04, 2026
4ª feira da 31ª semana do Tempo Comum, S. Carlos Borromeu (4 novembro)
Quem não toma a sua cruz para Me seguir, não
pode ser meu discípulo. (cf. Lc 14, 25-33)
Seguir Jesus supõe ama-Lo mais do que todos os nossos bens
e acolher a sua cruz cada dia, para assim seguir Jesus.
Muitas vezes, como Jesus,
temos que levar também a cruz dos outros,
como Cireneus dos mais fracos e pecadores.
Só o amor a Deus e ao próximo nos pode levar
a escolher o caminho de Jesus
e deixar outros caminhos de segurança nos bens e no poder.
Jesus apresenta-nos um conceito alargado de “bens”:
a segurança da família, as riquezas, o poder, a saúde..
Quem quiser servir a dois senhores,
corre o risco de nunca ser discípulo de Jesus,
mesmo que fale muito d’Ele e seja um praticante religioso.
Renunciar a si mesmo e às suas seguranças,
é a condição para descobrir a felicidade de ser pobre em espírito
e estar disponível para seguir Jesus, e só n’Ele confiar.
Bom Jesus e nosso salvador, obrigado por levares a nossa cruz,
para que, aliviados do passado, possamos seguir-Te
e aprendermos a ajudar a levar a cruz uns dos outros.
Espírito Santo, luz que pesa a verdadeira riqueza que permanece,
ajuda-nos a libertar de tudo o que nos paralisa
e não nos deixa ser livres para seguir Jesus.
S. Carlos Borromeu, ajuda-nos a ser verdadeiros discípulos de Cristo,
para que, animados pela graça de Deus e dos sacramentos,
possamos ser testemunho feliz que atrai para Cristo.
terça-feira, novembro 03, 2026
3ª feira da 31ª semana do Tempo Comum (3 novembro)
Ainda há lugar. (Lc
14, 15-24)
Na casa do Pai há lugar para todos.
O Pai enviou o seu Filho para os recriar à sua imagem:
filhos de Deus, purificados dos seus pecados,
cheios do Espírito Santo, apóstolos desta boa nova.
Os discípulos são chamados a ser missionários,
que fazem da sua vida um envio feito Evangelho
para que todos possam voltar à casa do Pai
e participar no banquete do amor filial.
A Igreja é por natureza missionária: enviada em missão,
até que todos se convertam em discípulos de Jesus
e voltem à casa do pai, onde cada um tem um lugar reservado.
Tantos séculos de missão e ainda há lugar,
pois só quando a casa estiver cheia
é que o Pai abre o banquete do Cordeiro Pascal.
Muitos vão desculpar-se com coisas por fazer,
para não irem ao banquete da fraternidade,
mas nós não podemos desistir de os convidar.
Louvado sejas, querido Pai, pelo teu coração imenso,
onde todos têm lugar e a espera se torna missão.
Bendito sejas, bom Jesus, por teres aceitado ser enviado
a redimir a criação e a ser o caminho que leva à casa do Pai.
Espírito Santo, que aceitaste fazer morada em nós,
para que iluminados pela luz que nos guia,
possamos deixar as ansiedades e acolher a santidade.
Obrigado, Senhor, pela Eucaristia, mesa grande da fraternidade,
que antecipa o banquete eterno e fortalece os tornozelos vacilantes.
segunda-feira, novembro 02, 2026
2ª feira, Comemoração de todos os Fiéis Defuntos (2 novembro)
Vinde a Mim, todos os que andais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. (cf. Mt 11, 25-30)
Deus é a porta aberta para todos, pois todos são filhos.
Ele convida-nos a ir a Ele, deixando-nos a liberdade de aceitar.
Ele olha-nos, não pelo nosso passado de fuga e ausência,
mas pelos óculos da compaixão do seu coração.
A sua Palavra visita-nos no temor do nosso purgatório,
que nos paralisa e nos impede de entrarmos com confiança
e abrir o nosso coração para que Jesus entre e nos purifique.
Rezar por todos os fiéis defuntos é um estímulo para que tenham fé.
A saudade e o amor leva-nos a rezar pelos “nossos” falecidos.
Continuamos assim a relação estreita apenas com os nossos.
Mas a comunhão dos santos faz-nos compreender
que somos todos uma grande família
e que, ao passarmos a fronteira da morte,
somos como os anjos e vemo-nos a todos como irmãos.
Por isso, faz sentido rezar por todos os que necessitam
e não apenas pelos nossos entes queridos falecidos.
Bendito sejas, querido Pai de toda a criatura,
pelo amor paternal e maternal com que nos tratas:
“Vinde a mim, todos os que andais cansados e oprimidos,
e Eu vos aliviarei e purificarei!”
Bendito sejas, querido Jesus, convite aberto do Pai
a participar no teu banquete nupcial e eterno.
Espírito Santo, abre o coração de todos os nossos irmãos,
vivos ou falecidos, para que se deixem amar por Cristo
e acolham o seu perdão com confiança e humildade.
domingo, novembro 01, 2026
Todos os Santos, Semana dos Seminários (1 novembro)
Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. (cf. Mt 5, 1-12a)
Jesus é a nossa paz e fez a ponte entre judeus e gregos,
escravos e livres, homens e mulheres.
A santidade promove o amor e é portadora de paz.
E onde há paz há filhos de Deus à imagem do Filho.
Jesus quer ver em cada discípulo um promotor da paz,
um semeador de reconciliação, capaz de ensinar a perdoar,
com a humildade e a mansidão da esperança que nasce da fé.
Se antes ouvíamos falar das guerras do passado,
agora vemos as guerras ao vivo nas notícias diárias.
Se antes se falava em desmilitarização e em promoção humana,
agora ouvimos apelos à militarização e ao uso da força.
Se antes ouvíamos falar em diálogo e esforços de paz,
agora ouvimos falar em drones e mísseis assassinos,
e em armas antimísseis e medo de armas de destruição massiva.
As notícias de mortes e das destruições já não nos comovem!
Deus Santo, que desde a criação projetastes sermos santos,
dá-nos a tua paz e o Espírito Santo para vivermos como filhos de Deus.
Querido Jesus, Filho do Altíssimo que Te fizeste humano e humilde,
ensina-nos esse caminho de subir descendo, e com a tua graça
faz o nosso coração puro e misericordioso, gerador de paz.
Senhor, venha a nós o vosso reino e faz de nós santos.
Todos os Santos e Santas de Deus, intercedei por nós,
para que também nós possamos acolher a mesma felicidade.
sábado, outubro 31, 2026
Sábado da 30ª semana do Tempo Comum (31 outubro)
Quando fores convidado para um banquete nupcial, não tomes o primeiro
lugar. (cf. Lc 14, 1.7-11)
Deus convida-nos a todos para o banquete nupcial do Filho.
Este convite é uma graça sua, não um mérito nosso.
O lugar está marcado, não por nós nem segundo o nosso critério,
mas por Deus: Aquele que nos convida, conhece e salva.
A peregrinação para este banquete deve fazer-se com humildade,
pois o Senhor exalta os humildes e abate os orgulhosos.
A vaidade afasta-nos da Verdade e despreza os outros.
Há pessoas que se julgam mais do que os outros
e querem ter em tudo o primeiro lugar, também no Céu.
No entanto, não nos pertence a nós julgar a nós nem a ninguém,
pois a cegueira limita-nos ao pesar a santidade ou o pecado.
Colocar-nos em bicos de pés ou usar salto alto,
não nos faz maiores, embora nos faça parecer ridículos.
Quem julga em causa própria, normalmente não julga bem
e quem fotografa os outros de cima, não os vê totalmente!
Senhor, tudo em Ti é graça e misericórdia,
e ser amado e convidado para o banquete do teu Filho
é pura graça, que fala mais de Ti do que de nós.
Querido Jesus, que tens um lugar para cada um de nós
no teu coração, dá-nos um coração semelhante ao Teu.
Espírito Santo, dom de santidade, ensina-nos a ser humildes
e a olhar os outros como companheiros desta peregrinação,
sem nos considerarmos melhores do que ninguém.
sexta-feira, outubro 30, 2026
6ª feira da 30ª semana do Tempo Comum
É lícito ou não curar ao sábado? (cf. Lc 14, 1-6)
Deus é amor e as leis que d’Ele vêm são amor.
Tudo o que impedir de amar alguém e querer-lhe bem
não nasce de Deus nem conduz a Deus.
O descanso sabático é um preceito sagrado,
mas curar, proteger e dar vida é um preceito superior.
É amar o próximo como a nós mesmos!
O que é que nos impede de amar alguém,
porque se está a infringir algo sagrado?
Os casais cujo primeiro matrimónio não deu certo
e agora vivem com outra pessoa e deu certo,
devem ser condenados ou animados a fortalecer o seu amor?
Alguém que se afastou da Igreja e até andou por maus caminhos,
mas agora quer reaproximar-se e reencontrar a fé,
deve ser impedido ou acolhido e acompanhado?
Bom Deus e nosso Pai, louvado sejas por seres amor
e nos ensinares a amar as pessoas em todas as circunstâncias.
Bom Jesus, Filho encarnado de Deus,
obrigado pelos questionamentos que nos fazes
sobre o que é prioritário na vida.
Espírito Santo, dá-nos o dom do discernimento,
para sabermos distinguir o bem do mal,
o que é amar a Deus e ao próximo.
quinta-feira, outubro 29, 2026
5ª feira da 30ª semana do Tempo Comum (29 outubro)
Eu quis reunir os teus filhos, como a galinha
recolhe os pintainhos debaixo
das suas asas! (cf. Lc 13, 31-35)
Deus é um Pai que nos ama e acolhe como Mãe.
Quer reunir-nos e salvar-nos a todos sob a sua proteção.
Perante o perigo da tentação do mal, chama por nós,
como a galinha chama os seus pintainhos
perante o perigo eminente de morte.
Mas apesar de tanto amor, rejeitamos o seu Filho
e tentamos cala-Lo e mata-Lo como um malfeitor.
Perseguimos o Salvador e acolhemos o que nos quer perder.
Há no crescimento da pessoa humana
uma fase adolescente,
em que nos voltamos contra os que nos querem bem:
os nossos pais, os nossos professores e pedagogos.
E tomamos como autoridade a seguir e a imitar
os chamados emancipados, rebeldes, lideres do gang.
Deus e tudo o que está ligado à religiosidade
é tratado da mesma forma adolescente e em fuga.
Querido Pai, obrigado porque de simples criaturas
queres elevar-nos à condição de filhos amados no Filho.
Bom Jesus, Filho de Deus com coração de Pai-Mãe,
louvado sejas por nos quereres salvares,
apesar de Te perseguirmos e crucificarmos numa cruz,
libertando Barrabás, malfeitor da mesma tempera que nós.
Espírito Santo, dá-nos o dom do discernimento,
para que hoje não rejeitemos Jesus que está no meio de nós,
mas O acolhamos e sejamos como Ele, Palavra de Deus.






