domingo, junho 28, 2026
13º Domingo do Tempo Comum (28 junho)
Quem vos recebe, a Mim recebe; (cf. cf Mt 10, 37-42)
Deus é missão e missão é enviar em nome de.
Acolher a missão é acolher os seus enviados
como o próprio Deus, como o próprio Jesus.
Viver a partir de Cristo é um privilégio,
e uma responsabilidade à mensagem e ao Mensageiro.
Ele está no meio de nós, disfarçado na surpresa
de um estranho que somos convidados a colher.
Cada pessoa pode ser um enviado de Cristo,
saiba ela ou não, que devemos acolher como dom.
Há uns que vêm vestidos de pobre ou de marginal,
outros que chegam de outras religiões e culturas,
outros que vêm do mundo da política e dos negócios…
e eu que me sinto enviado por Cristo
como os acolho como Cristo?
Senhor, eis-me aqui, mais uma vez, podes enviar-me.
Que o teu Espírito me recorde a cada momento
que não vou em meu nome, mas sou enviado.
Ajuda-me acolher todos os que Tu, Jesus, envias,
nesta aventura de partir e de acolher,
de ser e de reconhecer Cristo que me visita.
Ajuda-nos a ser missionários fieis a Jesus que nos envia.
sábado, junho 27, 2026
Sábado da 12ª semana do Tempo Comum
Ela então
levantou-se e começou a servi-los. (cf. Mt 8, 5-17)
O toque de Jesus
e a sua palavra
faz-nos levantar
das nossas febres acamadas
e levantar-nos
para servir a Deus, a Igreja e os irmãos.
Não é apenas um
cura física e a manutenção do egoísmo,
mas um olhar
diferente para a vida
e a nossa
contribuição para o bem comum.
Jesus ensina-nos
a ser livres para servir e amar.
A indiferença
adoece-nos no comodismo sedentário
ou no ativismo da
ambição ou do culto do corpo.
As férias
desenvolvem, às vezes, situações de abandono
de idosos e
doentes em internamentos sociais nos hospitais
ou de aninais
despejados em lugares incertos.
As situações de
crise económica ou inseguranças futuras,
fazem surgir
medos perante o diferente e o migrante,
fechando portas,
procurando bodes expiatórios,
gerando
ideologias xenófobas e excludentes.
A hospitalidade
cristã abre-nos ao outro como irmão!
Bendito sejas
Jesus, porque conhecendo as nossas febres,
Te aproximas de
nós e nos curas com o teu toque misericordioso
e a tua palavra
de salvação.
Não somos dignos
de tanto amor e compaixão,
por isso, Te
agradecemos e bendizemos.
Cura-nos dos
nossos comodismo egoístas
e abre-nos o
coração às necessidades da tua missão,
da Igreja e de
todos os que carecem de serem acolhidos.
Ensina-nos a
servir e a amar o nosso próximo.
sexta-feira, junho 26, 2026
6ª feira da 12 semana do Tempo Comum (2 junho)
Vai mostrar-te ao sacerdote e apresenta a oferta que Moisés
ordenou. (cf. Mt 8, 1-4)
Deus propôs a aliança a Moisés como luz para o caminho,
no caminho tortuoso que foi o êxodo do Egito para a Terra
Prometida.
As lepras que nos corroem a pele e provocam a injustiça,
nascem do afastamento de Deus e dos outros,
do esquecimento do espírito da aliança de Deus com Moisés.
Jesus quer tocar as lepras que nos marginalizam dos outros e
de Deus,
limpar a imagem da sua impureza e voltar-nos para o
cumprimento da aliança.
Jesus quer curar o exterior como sinal da cura interior
que devemos agradecer e abraçar com fé.
Há um afã milagreiro que procurar a cura de determinadas doenças,
mas que não veem a necessidade de curar o coração da fé e do
amor.
A maioria das doenças físicas têm origem na má alimentação,
no ritmo de vida estressante e sedentário,
na ânsia de consumir experiências e coisas,
nas dependências várias,
na falta de esperança e de relações humanas saudáveis…
Jesus quer curar as causas e não apenas os sintomas,
o interior e não apenas o exterior, a alma e não apenas o
corpo.
Senhor Jesus, se quiseres podes curar-me!
Toca-nos e dá-nos uma palavra de esperança,
mas também de luz, para voltarmos à aliança do amor,
que abraça o Céu e a terra, as pessoas e Deus,
num compromisso de fidelidade e corresponsabilidade.
Neste mundo tão preocupado com a aparência,
cura-nos a o coração, para que Te amemos ternamente
e aprendamos a reconciliar-nos com os irmãos.
quinta-feira, junho 25, 2026
5 feira da 12ª semana do Tempo Comum (25 junho)
Todo aquele que ouve as minhas palavras e as põe em prática
é como o homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha. (cf. Mt 7,
21-29)
Deus envia a sua Palavra como alicerce da nossa vida.
A Palavra penetra fundo no coração
à busca das motivações mais profundas,
ilumina-as e purifica-as para que deem frutos de Deus.
A Palavra é como semente que fecunda a nossa vida
e lança raízes profundas na Rocha que é a vontade de Deus.
Ser prudente na fé é acolher cada Palavra de Deus e faze-la
vida.
A pressa em construir coisas bonitas e rápidas,
preocupa-se mais com a rapidez do que com a
sustentabilidade.
É imprudente construir bares abarracados na praia,
sobre estacas de madeira, aplicadas na areia.
Basta vir uma tempestade mais forte,
para que tudo voe com o vento ou seja levado pela chuva.
É sensato não construir uma casa no curso de um ribeiro,
pois um uma tromba de água é suficiente para a destruir.
Querer fazer da religião um conjunto de palavras vazias e
incoerentes,
é ser insensato pensando que é esperto e prudente.
Obrigado, Senhor, pela quantidade de palavras que nos dás,
para serem luz dos nossos passos e sementes de vida nova.
Perdoa a surdez do nosso coração, distraído e inquieto,
que ouve sem acolher e proclama sem viver.
Espírito Santo, faz de nós pessoas prudentes e inteligentes,
que saibam filtrar as palavras de vida das palavras de
mentira,
para que possamos ser fecundos em obras de Deus,
à imagem de Jesus, Filho de Deus.
quarta-feira, junho 24, 2026
4 feira, Nascimento de S João Batista (24 junho)
O seu nome é João.
(cf. Lc 1, 57-6.80)
Deus é graça e misericórdia que serena do Céu.
Ele faz-se graça num casal idoso e infecundo,
para que fique claro que é obra de Deus.
O seu nome é João, “Deus fez-se graça”,
para que o Precursor nasça e o povo seja purificado
para receber Aquele que vem em nome do Senhor.
João vem à frente para que anuncie o que vai vir atrás,
e seja acolhido por todos pelo batismo da penitência e da conversão.
As festas de S. João têm animação de martelar a cabeça,
pois é necessário despertar da rotina de trevas em que andamos.
Festejam-se durante a noite, alumiada por balões
e regada com muito álcool, pois não é fácil começar de novo.
Tudo se faz em nome do S. João, mas ao contrário de S. João,
pois é melhor ficarmos apenas com a festa do solecístico do Verão.
Demos-lhe o nome, mas não o conteúdo
e é com este que ficamos, pois atrai mais gente!
Bom Deus, obrigado por seres esperança junto dos sem esperança.
Bendito sejas naqueles que Te dão graças
e reconhecem que sempre Te fazes
graça,
mesmo que não o chamem João.
S. João Batista, profeta grande e forte como o deserto,
ajuda-nos a entrar num caminho de conversão,
para acolhermos Jesus, nosso Salvador.
S. João, ensina-nos a ser humildes e sem medo,
para anunciar com liberdade o Evangelho de Cristo.
terça-feira, junho 23, 2026
3ª feira da 12ª semana do Tempo Comum (23 junho)
Tudo quanto quiserdes que os homens vos façam fazei-o também
a eles. (cf. Mt 7, 6.12-14)
O amor é colocar-se na situação do outro
e fazer-lhe o que gostaríamos que nos fizessem.
Deus, porque é Amor, colocou-se no nosso lugar,
descendo à nossa condição e fazendo uma aliança connosco.
Na plenitude dos tempos, Deus enviou o seu Filho,
tomando a nossa carne, fazendo-nos como Deus,
o que gostaria que lhe fizessem a Ele como homem.
O individualismo gera egoísmo e indiferença,
o que dificulta imaginar-se na pele do outro.
Isto gera cidades populosas e solitárias,
frias de compaixão e febris de consumismo.
Os populismos e fundamentalismos agressivos
alimentam-se deste posicionar-se na vida
e avançam, em tempo de crise, pelo ataque ao diferente
e pela exclusão do pobre e do estrangeiro.
Deus omnipotente e bom, que por amor
nos tratas como gostaríeis ser tratados,
ajuda-nos a aprender esse caminho estreito
de fazer ao outro o que gostaríamos que nos fizessem.
Bendito sejas, Filho de Deus, Irmão grande que te fizeste menor,
ajuda-nos a seguir-Te como caminho do amor,
tratando os outros como gostaríamos de ser tratados.
Espírito Santo, dá-nos a graça de amar os pobres, os estrangeiros,
os que são portadores de deficiência, os doentes,
os idosos, os pecadores… como eles gostariam de ser amados.
segunda-feira, junho 22, 2026
2ª feira da 12 semana do Tempo Comum (22 junho)
Tira primeiro a trave da tua vista e então verás bem para
tirar o argueiro da vista do teu irmão. (cf. Mt 7, 1-5)
Só Deus conhece a verdade mais profunda de cada um,
porque só Ele vê para além das aparências.
Iludimo-nos facilmente ao julgarmos os outros,
pois não é nossa missão condenar os outros.
Jesus, que pode julgar, prefere salvar em vez de condenar,
porque nos olha a partir dum coração compassivo.
Deixa crescer o trigo e o joio e só no final separa,
conserva ou queima.
Há em cada um de nós um inspetor e um juiz.
Talvez queiramos distrair-nos com as fragilidades dos
outros,
para não termos que nos acusar das nossas.
Por isso, é tão fácil falar mal dos outros por detrás
ou apontar o outro pela frente, humilhando mais do que
corrigindo.
Há quem diga que vemos melhor nos outros
os erros em que costumamos cair mais frequentemente!
Se assim for, a pressa em julgar os outros
é para evitar confrontar a nossa vida com o Evangelho
e entrarmos num processo autentico de conversão.
Bom Pai e justo Juiz, obrigado pelo teu coração bom,
que conhecendo bem as nossas misérias,
não te fixas nelas, mas queres apenas animar-nos à conversão.
Bendito sejas, Jesus, Juiz dos vivos e dos mortos,
que não viestes para nos condenar,
mas dar a vida pela nossa salvação.
Espírito Santo, abre-nos à luz da Palavra de Deus,
para que aproveitemos todas as oportunidades
para nos convertermos e vivermos como Cristo.