domingo, junho 21, 2026
12º Domingo do Tempo Comum (21 junho)
Não temais os que matam o corpo, mas não podem matar a alma. (cf. Mt 10, 26-33)
O Senhor fala-nos ao ouvido do coração,
para que nós proclamemos a sua Palavra, alto e em bom som,
principalmente no silêncio do testemunho.
Assim com os profetas e Jesus foram perseguidos e rejeitados,
também nós o seremos se formos fieis à sua Palavra.
Às vezes temos mais medo dos que nos podem fazer mal ao corpo,
do que negarmos o Autor da vida e da nossa salvação.
Num país onde a perseguição religiosa não faz mal ao corpo,
podemos ter medo que nos chamusquem a imagem
ou nos ridicularizem por termos fé e sermos praticantes.
É este medo que faz com que tenhamos respeitos humanos
e nos tornemos incógnitos e amorfos e às vezes “neutros”
perante tudo o que é injusto e nega a Cristo e a sua cruz.
Para não termos problemas, preferimos ser como todos,
conformados com este mundo nos sentimentos e opções,
e muitos espirituais e devotos no interior da casa e da Igreja!
Senhor da terra e do Céu, que tudo conheceis
e que a todos quereis recompensar pelo seguimento do teu Filho,
ajuda-nos a ser fieis a teu amor e à tua aliança.
Espírito Santo, dá-nos o dom da fortaleza e da profecia,
para que não tenhamos medo da dor, da solidão e da rejeição,
mas procuremos em todas as situações acumular tesouros no Céu.
Liberta-nos do comodismo e dá-nos o dom da fidelidade.
sábado, junho 20, 2026
Sábado da 11ª semana do Tempo Comum (20 junho)
Ninguém pode servir a dois senhores. (cf. Mt 6, 24-34)
Jesus é o Verbo eterno de Deus que se faz homem,
mas que não deixa de ser Deus.
É o abraço de Deus à humanidade,
a eternidade a assumir a nossa mortalidade,
o Invisível a tornar-se visível, sem deixar de ser mistério.
A vida de Jesus manifesta quem é o seu Senhor,
o seu “Abba” querido, como Filho e Servo aberto à sua vontade.
Jesus sabe combater a tentação do poder, do dinheiro e do prazer.
Ele é o Ámen ao Pai no abraço à humanidade ferida e perdida.
Vive-se o ideal sincrético de ser e experimentar tudo
e não ser presa de ninguém nem de nada.
Por isso, a religiosidade é mistura fácil e querida,
de ritos e crenças, sem ser pertença de nada nem de ninguém.
O cristão gosta de se afirmar como tal,
mas quer ficar livre para praticar a sua religião
quando quer e lhe apetece, e apenas em momentos especiais.
Facilmente queremos ser simultaneamente cristãos praticantes
e servidores da segurança das riquezas acumuladas,
do poder adquirido, da fama conquistada e do prazer sem dor.
Bom Deus, está nas tuas mãos a minha vida,
o meu presente e o meu futuro, a minha salvação.
Perdoa as ansiedades e temores do futuro,
que me levam a querer servir a dois senhores,
e a querer estar a bem com Deus e com o diabo.
Espírito Santo, dá-nos a sabedoria da paz e da fé,
que nos liberta da servidão da segurança das riquezas perecíveis
e nos recorda dos tesouros eternos, acumulados no Céu.
Bom Jesus, sê o caminho do Ámen puro para Deus.
sexta-feira, junho 19, 2026
6ª feira da 11ª semana do Tempo Comum (19 junho)
Se o teu olhar for mau, todo o teu corpo andará
nas trevas. (cf. Mt 6, 19-23)
O Olhar de Deus é bom: vê filhos nas criaturas,
esperança no pecador, misericórdia remédio da infidelidade.
Jesus, Filho do Olhar bom, vê compaixão no sofrimento,
fé no estrangeiro, confiança na solidão e silêncio do Pai,
esperança na morte, irmãos a perdoar nos que O matam.
Pelo contrário, as autoridades judaicas veem em Jesus
um perigo para a sua religião,
um incómodo porque cura ao Sábado,
um fora de si porque se doa totalmente,
uma ameaça porque se apresenta como Filho do Homem.
Há óculos que desfiguram a realidade,
como o preconceito, o racismo, a ideologia,
a raiva, a inveja, a luxuria, a ambição…
é este olhar mau que vê no diferente um perigo a evitar,
no refugiado um terrorista camuflado,
na mulher e no pobre seres inferiores,
no portador de deficiência ou de doença um peso…
É o olhar mau que alimenta a injustiça e a exclusão.
Bom Pai, Filho e Espírito Santo,
que nos olhais com um olhar bom e compassivo,
dai-nos uma visam pura e boa, capaz de ver em todos um irmão
e no frágil alguém que podemos levantar de novo e fortalecer,
para que possa acreditar no futuro e na fraternidade.
Libertai-nos das aparências que brilham, mas não permanecem,
e dai-nos a sabedoria do verdadeiro tesouro no Céu.
Que o teu Espírito nos dê um olhar profético,
iluminado pela esperança e movido pelo amor,
promovendo a justiça e a paz, num mundo diverso.
quinta-feira, junho 18, 2026
5ª feira da 11ª semana do Tempo Comum (18 junho)
Orai assim: ‘Pai nosso”
(cf. Mt 6, 7-15)
Jesus ensina-nos a rezar como Ele reza:
Meu querido Papá, sabes como amo as tuas criaturas
e gostaria que todos te pudessem chamar Pai nosso.
O meu coração arde de amor por Ti e por todos
e desejo que todos Te santifiquem e o teu reino venha,
para que todos pudessem descobrir:
a alegria de fazer a tua vontade e a cumpri-la com confiança.
Querido Pai, dá-nos a todos o pão de cada dia
e ensina-nos a perdoar como Tu nos perdoas,
pois a tentação do ressentimento
e da vingança assalta-nos a toda a hora.
Livra-nos, ó Pai, de todo o mal e abençoa a nossa vida.
O tema da oração está na ordem do dia,
talvez até mais o da meditação,
pois mais do que uma relação se procura a pacificação.
Há livros, vídeos e cursos que ensinam a meditar e a relaxar,
e até já há um turismo espiritual e de natureza
que tem treinadores de ioga ou outros métodos.
Jesus ensinou-nos a rezar e nós somos capazes de ensinar a rezar,
a encontrar-nos com a Pessoa de Deus,
iluminados pela fé, a Palavra de Deus e o Espírito Santo?
Querido Pai de Jesus, obrigado porque aceitaste ser nosso Pai,
por meio de Jesus teu Filho e do Espírito Santo,
luz que nos conduz neste encontro de amigos.
Espírito Santo, ilumina-nos e conduz-nos
neste silêncio confiante que procura escutar o Invisível,
confiante que é mais real do que as aparências.
Bom Jesus, reza em nós ao Amor que nos salva
e ajuda-nos a viver como irmãos,
apesar de alguns mais parecerem inimigos.
Liberta-nos do mal da desesperança e do egoísmo,
pois estes sentimentos apodrecem-nos a confiança
e alimentam a guerra, a indiferença e a injustiça.
quarta-feira, junho 17, 2026
4ª feira da 11ª semana do Tempo Comum (17 junho)
Tende cuidado em não praticar as vossas boas
obras para serdes vistos pelos
homens. (cf. Mt 6,
1-6.16-18)
Deus atua no oculto da normalidade,
fala no silêncio da oração e da contemplação,
ama pedindo licença para entrar,
perdoa sem humilhar nem condenar.
Deus não olha as aparências nem aos teatros que representamos,
mas ao interior das motivações
e à intensidade do amor com que atuamos.
O amor não pede recompensa, mas deseja fazer o bem.
Vivemos num mundo espetáculo
que depende muito da opinião pública:
sondagens, estudos de opinião, tendências,
modas, influenciadores, publicidade…
A própria conceção de pecado
depende muito do peso da sanção pública:
se for praticada no segredo e ninguém se aperceber
nem condenar, muitas vezes nem sequer é confessado.
É a moral da recompensa imediata!
Pai do Céu, ajuda-nos a tomar consciência
que conheces o nosso jardim secreto
e vês claramente na escuridão a libertinagem oculta.
Aumenta a nossa fé e dá-nos um coração puro.
Espírito da Verdade, dá-nos o dom de valorizar mais
o que Tu vês do que os outros veem e pensam.
Bom Mestre Jesus, ensina-nos a rezar ao Pai invisível,
a compadecer-nos do necessitado como irmão
e a jejuar de palavras, imagens, juízos e alimentos perniciosos.
terça-feira, junho 16, 2026
3ª feira da 11ª semana do Tempo Comum (16 junho)
Sede perfeitos, como o vosso Pai celeste é perfeito. (cf. Mt 5, 43-48)
A perfeição do Pai do Céu é o seu amor incondicional.
Ele criou-nos a todos com o mesmo amor,
cuida de todos nós com a mesma fidelidade e zelo,
envia-nos o seu Filho para salvar a todos,
e Jesus oferece a sua vida pela remissão de todos.
Somos discípulos deste Mestre, que é o coração de Deus,
e devemos tender para esta perfeição de amor,
que não depende da resposta do outro,
porque a motivação é o seguimento de Jesus
e não a reação ou a troca de favores ao outro.
Vivemos numa sociedade de mercado,
onde nos habituamos a vender e comprar tudo:
serviços, coisas, afetos, cuidados, formação, favores…
Por isso, achamos normal a lei de Talião:
“olho por olho, dente por dente”.
Tudo o que for gratuidade e pagar o mal com o bem,
cheira a fraqueza de carácter, ficar por baixo.
Rezar pelos inimigos até parece ser injusto, doidice.
Parece tudo menos perfeição!
Querido Pai do Céu, bendito sejas pela tua perfeição em amar-nos,
que independentemente da nossa resposta,
continuas a jorrar amor e misericórdia, como fonte boa e pura.
Bendito sejas, Filho de Deus que quiseste ser nosso irmão,
permanecendo coração perfeito e aliança eterna,
mesmo quando Te traíram, condenaram e mataram na cruz.
Obrigado por rezares por nós, pois não sabemos o que fazemos,
e pedires perdão ao Pai por aqueles que Te rejeitaram.
Envia-nos o teu Espírito de amor perfeito
e ensina-nos a ter um coração semelhante ao teu,
capaz de amar os inimigos e rezar por quem nos ofende e persegue.
segunda-feira, junho 15, 2026
2ª feira da 11ª semana do Tempo Comum, Imaculado Coração de Maria (15 junho)
Sua Mãe guardava todas estes acontecimentos em seu coração. (cf. Lc 2, 41-51)
A interioridade de Deus é coração revelado,
amor ilimitado, compaixão visitada,
aliança abaixada, pão repartido,
mão estendida, abraço aconchegado.
A Mãe do Coração é templo do Espírito,
onde o mistério divino é sondado
e o silêncio amadurece a verdade procurada.
É pela fé que Maria vai ao alcance do Filho!
O tempo é muitas vezes enevoado, sem transparência de horizontes.
Às vezes dá vontade de fechar os olhos para ver melhor,
e tentar compreender o sentido das surpresas que vêm.
Só nos assaltam questões a começar em: “porquê” a mim e agora?
Não sabemos “como” nem “porque”,
mas sabemos que Alguém está ao nosso lado e do nosso lado,
como companheiro e amigo a apontar o caminho
e que tudo fará para o nosso bem e aprendamos a amar!
Este Alguém muitas vezes sabe a “Mãe”, a mão de mestra!
Bom Jesus, obrigado pela Mãe que nos deste na Cruz.
Espírito Santo, dá-nos o dom de um bom coração,
iluminado pela fé e inflamado pelo amor,
capaz de esperar com esperança a revelação da semente
lançada à terra como morte ressurgida.
Imaculado Coração de Maria, sede o nosso refúgio
e caminho para Jesus, teu Filho e nosso salvador.