sábado, outubro 10, 2026
Sábado da 27ª semana do Tempo Comum (10 outubro)
Mais felizes são os que ouvem a palavra de Deus e
a põem em prática. (cf. Lc 11, 27-28)
A felicidade é viver em sintonia com a vontade do Criador,
revelada pelos profetas e em plenitude por Jesus.
A felicidade não é ser um herói para muitos,
por um tempo intenso, mas provisório,
pois estamos dependentes das esmolas das palmas
e dos ventos de feição que a qualquer momento podem virar.
A Mãe do Filho de Deus escutou a Palavra de Deus
e a Cheia de Graça viveu o seu sim cheia de fé.
No palco da vida fazem-se piruetas à procura de fama.
Um atleta pode ter um tempo de brilhar como estrela,
mas aos quarenta já está velho e essa carreira terminada.
Quem acha que ser feliz é viver o prazer intenso
e evitar tudo o que é dor e fracasso,
acabam por tentar curar os instantes da vida com drogas de evasão.
Quem vive a vida limitada ao bater do coração,
acaba por não aproveitar os dias de vida frágil e solitária.
Bom Pai, obrigado por nos ensinares a felicidade,
enviando-nos a tua Palavra que encarnou por meio de Maria
e se fez Evangelho vivo que todos podemos escutar e seguir.
Espírito Santo, dá-nos o dom da sabedoria humilde,
que sabe escolher e acolher a Palavra de Deus
e vive esta aventura com a fidelidade e a confiança de Maria.
Ensina-nos a ser felizes pela sintonia de vida com Cristo.
sexta-feira, outubro 09, 2026
6ª feira da 27ª semana do Tempo Comum (9 outubro)
Se Eu expulso os demónios pelo dedo de Deus, então quer dizer que o reino
de Deus chegou até vós.
(cf. Lc 11, 15-26)
O reino de Deus chegou até nós pelo dedo de Jesus.
É o mais forte que vence o poderoso príncipe do mal.
Ele vem unir o que o demónio desuniu,
perdoar aqueles que o demónio tentou e caíram,
libertar as velhas dependências que nos aprisionam e adoecem.
Também nós somos chamados a discernir
que espírito nos anima e que frutos geramos.
O espírito do mal gera divisão e desconfiança.
O espírito do mal paralisa-nos no ressentimento
e impede-nos de perdoar e reconciliar com o desavindo.
O espírito do mal faz-nos mentirosos e invejosos,
deixando o egoísmo fechar-nos no passado
e impedindo-nos de olhar o futuro com esperança.
O Espírito Santo ilumina a noite da fé,
adoça e cura a ferida do rancor que passou,
cria comunhão, vive o presente e relança o futuro.
Bendito sejas, ó Pai, por fazeres descer o teu reino,
pelo dedo do teu Filho, escondido na pessoa dum carpinteiro.
Bendito sejas, Jesus, ungido pelo Espírito Santo,
que na fragilidade humana mostraste a tua força
e venceste o mal e o pecado na ignominia da cruz.
Espírito Santo, faz de nós profetas fieis
e dá-nos o dom do discernimento dos espíritos,
para que, olhando os nossos frutos, acolhamos a tua graça.
quinta-feira, outubro 08, 2026
5ª feira da 27ª semana do Tempo Comum (8 outubro)
O Pai do Céu dará o Espírito Santo àqueles que Lho pedem! (cf. Lc 11, 5-13)
Deus é o amigo a quem recorremos quando precisamos.
A oração, conduzida pelo Espírito Santo, é bater à porta do Pai,
que está no Céu e bem ao alcance do nosso coração,
sabendo que Deus sempre quer o melhor para nós
e até é capaz de entregar-nos o seu Filho Jesus.
O Espírito Santo é fundamental para rezarmos com fé,
sabermos pedir o que é melhor para nós e para todos,
esperar com tranquilidade e confiança
a melhor hora e forma de recebermos o que pedimos.
O amor, não é respondermos ao capricho e ao vício,
porque amar alguém é querer-lhe bem e não ver-nos livres dele.
Nem sempre satisfazer todos os pedidos dos filhos
é a melhor forma de os amar e de os preparar para o futuro.
Assim como uma compra exige avaliação crítica,
também na oração de súplica precisamos de discernimento
e recorrer ao Espírito Santo para sabermos o que devemos pedir.
Por exemplo, “rogar pragas”, são preces que não são ouvidas
por Aquele que nos ensinou a amar os inimigos,
a rezar pelos que nos perseguem e a perdoar a quem nos ofende.
Bom Amigo e Pai de Jesus, Filho de Deus feito Homem,
obrigado por nos teres aceitado como teus filhos,
pela graça do teu Filho e da sua missão de a todos nos salvar.
Espírito Santo, dá-nos o dom da fé,
que sabe orar, batendo à porta do Amigo invisível,
na hora importuna da noite que busca a luz.
Ensina-nos a rezar com confiança e com perseverança,
no fogo do Espírito que se move no amor.
quarta-feira, outubro 07, 2026
4ª feira da 27ª semana do Tempo Comum, Virgem santa Maria do Rosário (7 outubro)
Quando orardes, dizei: ‘Pai, santificado seja o vosso nome; (cf. Lc 11, 1-4)
Jesus ensina-nos a rezar como filhos de Deus: “Pai”!
Rezar com os mesmo sentimentos de Jesus,
que ama o Pai e deseja que o seu Nome seja santificado
e que seja Deus a reinar no nosso coração.
Rezar no plural fraterno,
pedindo para que todos tenham o sustento necessário,
a sua misericórdia nos cure e perdoe os nossos pecados,
que sejamos misericordiosos e perdoemos como Deus,
e nos livre do mal, protegendo-nos da tentação.
A oração do Rosário começa com o Pai Nosso
e termina com o glória à Santíssima Trindade.
No intermédio, saudamos Maria a cheia de graça,
agradecemos-lhe o seu sim ao projeto de Deus
que fez dela a bendita entre as mulheres e a Mãe de Deus.
Pedimos-lhe que interceda por cada um de nós pecadores,
agora e na hora da nossa morte.
E Maria conduz-nos à meditação dos mistérios do seu Filho!
Bendito sejas, Jesus, que nos permites chamar Pai ao teu Pai,
com a mesma confiança e os mesmos sentimentos com que rezavas.
Querido Pai de toda a criatura, cheio de amor e de ternura,
envia-nos o Espírito Santo para que vivamos e oremos
com os mesmos sentimentos filiais e fraternais,
com que o teu Filho estremecia quando orava.
Virgem santa Maria do Rosário,
Mãe de Jesus que a todos nos adotaste como filhos,
reza por nós pecadores e dá-nos a paz de Jesus.
terça-feira, outubro 06, 2026
3ª feira da 27ª semana do Tempo Comum (6 outubro)
Recebeu-O em sua casa.
(cf. Lc 10, 38-42)
O Filho de Deus montou entre nós a sua morada.
Bate à nossa porta para habitar em nós, como templo vivo.
Tem o aspeto de pobre e galileu, conhecido como carpinteiro,
e na sua pobreza traz a salvação a nossa casa.
Podemos fazer muita coisa para O receber,
mas a melhor forma de O receber é escuta-Lo
e deixar que Ele nos conduza e ensine a amar.
Num mundo pragmático e que valoriza o fazer,
estar tranquilo, de olhos postos no Mestre,
parece tempo perdido e inútil: “fazer nada”.
Há muitos consagrados que se esgotaram a trabalhar,
que quando ficam doentes ou idosos,
se consideram inúteis, um peso, estéreis.
Mas se a melhor parte é escutar, orar, contemplar
e deixar que Jesus nos purifique o coração,
então esta fase da vida pode tornar-se a mais fecunda!
Bom Jesus, escutei que estás à minha porta
e queres entrar e ficar comigo neste hoje eterno.
Obrigado por seres meu amigo e salvador.
Espírito Santo, dá-nos o dom da hospitalidade divina,
com ouvidos de discípulo e silêncio confiante,
para que permanecer ao teu lado não seja um frete
e descubra a alegria da tua presença e a graça do teu Evangelho.
Ajuda-me, para que no meio de tanta inquietação,
saiba escolher a melhor parte de Te acolher como Mestre.
segunda-feira, outubro 05, 2026
2ª feira da 27ª semana do Tempo Comum (5 outubro)
Qual destes três te parece ter sido o próximo daquele homem? (cf. Lc 10, 25-37)
Deus faz-se próximo da humanidade que se tinha afastado.
É por compaixão que desce até nós, nos cura do pecado,
nos purifica e perdoa, nos ilumina com a sua Palavra e nos salva.
É por compaixão que envia o seu Filho pela porta de Maria,
o Filho se despoja de tudo para nos dar a sua vida
e nos envia o Espírito Santo, que refresca o nosso alento.
A questão não é quem é o meu próximo,
mas o que me faz ser próximo do outro que sofre.
Normalmente, considera-se o meu próximo:
os meus familiares, os meus amigos, os bondosos,
os colegas de turma ou de trabalho, os clientes fiéis…
Hoje, alguns recusam aproximar-se dos pobres,
dos doentes, dos de outro partido ou clube,
dos que me ofenderam ou disseram mal de mim,
dos estrangeiros ou de outra religião, dos marginais,
dos presos, dos deficientes, dos de certa coloração de pele…
Mas como posso dizer-me cristão,
se recuso aproximar-me daqueles com quem Cristo se identifica?
Coração amoroso de Deus Trindade,
obrigado porque Te fazes próximo de nós, pobres criaturas,
que arrogantemente se afastam de Ti
e sofrem o inverno da solidão e a escravidão do pecado.
Bom Jesus, Samaritano compassivo, que não ficas indiferente
e Te aproxima de cada um de nós,
perdidos da felicidade da comunhão e da esperança.
Espírito Santo, ensina-nos a amar sem fronteiras e sem condições,
com entranhas de misericórdia e mãos solidárias,
aproximando-nos de todos os que sofrem e agonizam.
domingo, outubro 04, 2026
27º Domingo do tempo Comum, S. Francisco de Assis (4 outubro)
Arrendará a vinha a outros vinhateiros, que lhe entreguem os frutos a seu
tempo (cf. Mt 21, 33-43)
Deus é o criador e dono da vinha.
Colocou todo o seu amor na vinha
e na escolha dos vinhateiros.
Mas os vinhateiros tomaram posse da vinha,
como se fosse deles, matando o Filho do Dono.
Os frutos da aliança foram substituídos
pelos frutos da injustiça, da idolatria,
da violência, do roubo e da desobediência.
O problema não é só do Povo escolhido,
é de todos os que cuidam da Criação e da Igreja.
No Batismo prometemos renunciar ao mal
e seguir Jesus na forma de viver a fé e o amor.
Mas a maioria fica apenas com o nome cristão,
o resto é viver como toda a gente.
Um dia consagrei-me como missionário do Verbo Divino,
mas às vezes interrogo-me se sou mesmo,
pois isto de tomar posse dum nome é uma responsabilidade.
Bom Deus e nosso criador, tudo vos pertence,
ajuda-nos a servir e amar com humildade e fidelidade.
Espírito Santo, dá-nos o dom da libertação
do desejo de dominar e de privatizar o que é dom e graça.
S. Francisco de Assis, irmão da criação e evangelho vivo,
intercede por nós, para que que sejamos a Igreja de Cristo,
disponível para dar glória a Deus com humildade
e viver livres de desejos de poder e da idolatria
de querermos controlar tudo e todos, até o próprio Deus.



