sábado, junho 27, 2026

 

Sábado da 12ª semana do Tempo Comum

 



Ela então levantou-se e começou a servi-los. (cf. Mt 8, 5-17)

 

O toque de Jesus e a sua palavra

faz-nos levantar das nossas febres acamadas

e levantar-nos para servir a Deus, a Igreja e os irmãos.

Não é apenas um cura física e a manutenção do egoísmo,

mas um olhar diferente para a vida

e a nossa contribuição para o bem comum.

Jesus ensina-nos a ser livres para servir e amar.

 

A indiferença adoece-nos no comodismo sedentário

ou no ativismo da ambição ou do culto do corpo.

As férias desenvolvem, às vezes, situações de abandono

de idosos e doentes em internamentos sociais nos hospitais

ou de aninais despejados em lugares incertos.

As situações de crise económica ou inseguranças futuras,

fazem surgir medos perante o diferente e o migrante,

fechando portas, procurando bodes expiatórios,

gerando ideologias xenófobas e excludentes.

A hospitalidade cristã abre-nos ao outro como irmão!

 

Bendito sejas Jesus, porque conhecendo as nossas febres,

Te aproximas de nós e nos curas com o teu toque misericordioso

e a tua palavra de salvação.

Não somos dignos de tanto amor e compaixão,

por isso, Te agradecemos e bendizemos.

Cura-nos dos nossos comodismo egoístas

e abre-nos o coração às necessidades da tua missão,

da Igreja e de todos os que carecem de serem acolhidos.

Ensina-nos a servir e a amar o nosso próximo.



sexta-feira, junho 26, 2026

 

6ª feira da 12 semana do Tempo Comum (2 junho)

 



Vai mostrar-te ao sacerdote e apresenta a oferta que Moisés ordenou. (cf. Mt 8, 1-4)

 

Deus propôs a aliança a Moisés como luz para o caminho,

no caminho tortuoso que foi o êxodo do Egito para a Terra Prometida.

As lepras que nos corroem a pele e provocam a injustiça,

nascem do afastamento de Deus e dos outros,

do esquecimento do espírito da aliança de Deus com Moisés.

Jesus quer tocar as lepras que nos marginalizam dos outros e de Deus,

limpar a imagem da sua impureza e voltar-nos para o cumprimento da aliança.

Jesus quer curar o exterior como sinal da cura interior

que devemos agradecer e abraçar com fé.

 

Há um afã milagreiro que procurar a cura de determinadas doenças,

mas que não veem a necessidade de curar o coração da fé e do amor.

A maioria das doenças físicas têm origem na má alimentação,

no ritmo de vida estressante e sedentário,

na ânsia de consumir experiências e coisas,

nas dependências várias,

na falta de esperança e de relações humanas saudáveis…

Jesus quer curar as causas e não apenas os sintomas,

o interior e não apenas o exterior, a alma e não apenas o corpo.

 

Senhor Jesus, se quiseres podes curar-me!

Toca-nos e dá-nos uma palavra de esperança,

mas também de luz, para voltarmos à aliança do amor,

que abraça o Céu e a terra, as pessoas e Deus,

num compromisso de fidelidade e corresponsabilidade.

Neste mundo tão preocupado com a aparência,

cura-nos a o coração, para que Te amemos ternamente

e aprendamos a reconciliar-nos com os irmãos.



quinta-feira, junho 25, 2026

 

5 feira da 12ª semana do Tempo Comum (25 junho)

 



Todo aquele que ouve as minhas palavras e as põe em prática é como o homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha. (cf. Mt 7, 21-29)

 

Deus envia a sua Palavra como alicerce da nossa vida.

A Palavra penetra fundo no coração

à busca das motivações mais profundas,

ilumina-as e purifica-as para que deem frutos de Deus.

A Palavra é como semente que fecunda a nossa vida

e lança raízes profundas na Rocha que é a vontade de Deus.

Ser prudente na fé é acolher cada Palavra de Deus e faze-la vida.

 

A pressa em construir coisas bonitas e rápidas,

preocupa-se mais com a rapidez do que com a sustentabilidade.

É imprudente construir bares abarracados na praia,

sobre estacas de madeira, aplicadas na areia.

Basta vir uma tempestade mais forte,

para que tudo voe com o vento ou seja levado pela chuva.

É sensato não construir uma casa no curso de um ribeiro,

pois um uma tromba de água é suficiente para a destruir.

Querer fazer da religião um conjunto de palavras vazias e incoerentes,

é ser insensato pensando que é esperto e prudente.

 

Obrigado, Senhor, pela quantidade de palavras que nos dás,

para serem luz dos nossos passos e sementes de vida nova.

Perdoa a surdez do nosso coração, distraído e inquieto,

que ouve sem acolher e proclama sem viver.

Espírito Santo, faz de nós pessoas prudentes e inteligentes,

que saibam filtrar as palavras de vida das palavras de mentira,

para que possamos ser fecundos em obras de Deus,

à imagem de Jesus, Filho de Deus.



quarta-feira, junho 24, 2026

 

4 feira, Nascimento de S João Batista (24 junho)

 



O seu nome é João. (cf. Lc 1, 57-6.80)

 

Deus é graça e misericórdia que serena do Céu.

Ele faz-se graça num casal idoso e infecundo,

para que fique claro que é obra de Deus.

O seu nome é João, “Deus fez-se graça”,

para que o Precursor nasça e o povo seja purificado

para receber Aquele que vem em nome do Senhor.

João vem à frente para que anuncie o que vai vir atrás,

e seja acolhido por todos pelo batismo da penitência e da conversão.

 

As festas de S. João têm animação de martelar a cabeça,

pois é necessário despertar da rotina de trevas em que andamos.

Festejam-se durante a noite, alumiada por balões

e regada com muito álcool, pois não é fácil começar de novo.

Tudo se faz em nome do S. João, mas ao contrário de S. João,

pois é melhor ficarmos apenas com a festa do solecístico do Verão.

Demos-lhe o nome, mas não o conteúdo

e é com este que ficamos, pois atrai mais gente!

 

Bom Deus, obrigado por seres esperança junto dos sem esperança.

Bendito sejas naqueles que Te dão graças

e reconhecem que  sempre Te fazes graça,

mesmo que não o chamem João.

S. João Batista, profeta grande e forte como o deserto,

ajuda-nos a entrar num caminho de conversão,

para acolhermos Jesus, nosso Salvador.

S. João, ensina-nos a ser humildes e sem medo,

para anunciar com liberdade o Evangelho de Cristo.



terça-feira, junho 23, 2026

 

3ª feira da 12ª semana do Tempo Comum (23 junho)




Tudo quanto quiserdes que os homens vos façam fazei-o também a eles. (cf. Mt 7, 6.12-14)

 

O amor é colocar-se na situação do outro

e fazer-lhe o que gostaríamos que nos fizessem.

Deus, porque é Amor, colocou-se no nosso lugar,

descendo à nossa condição e fazendo uma aliança connosco.

Na plenitude dos tempos, Deus enviou o seu Filho,

tomando a nossa carne, fazendo-nos como Deus,

o que gostaria que lhe fizessem a Ele como homem.

 

O individualismo gera egoísmo e indiferença,

o que dificulta imaginar-se na pele do outro.

Isto gera cidades populosas e solitárias,

frias de compaixão e febris de consumismo.

Os populismos e fundamentalismos agressivos

alimentam-se deste posicionar-se na vida

e avançam, em tempo de crise, pelo ataque ao diferente

e pela exclusão do pobre e do estrangeiro.

 

Deus omnipotente e bom, que por amor

nos tratas como gostaríeis ser tratados,

ajuda-nos a aprender esse caminho estreito

de fazer ao outro o que gostaríamos que nos fizessem.

Bendito sejas, Filho de Deus, Irmão grande que te fizeste menor,

ajuda-nos a seguir-Te como caminho do amor,

tratando os outros como gostaríamos de ser tratados.

Espírito Santo, dá-nos a graça de amar os pobres, os estrangeiros,

os que são portadores de deficiência, os doentes,

os idosos, os pecadores… como eles gostariam de ser amados.



segunda-feira, junho 22, 2026

 

2ª feira da 12 semana do Tempo Comum (22 junho)

 



Tira primeiro a trave da tua vista e então verás bem para tirar o argueiro da vista do teu irmão. (cf. Mt 7, 1-5)

 

Só Deus conhece a verdade mais profunda de cada um,

porque só Ele vê para além das aparências.

Iludimo-nos facilmente ao julgarmos os outros,

pois não é nossa missão condenar os outros.

Jesus, que pode julgar, prefere salvar em vez de condenar,

porque nos olha a partir dum coração compassivo.

Deixa crescer o trigo e o joio e só no final separa, conserva ou queima.

 

Há em cada um de nós um inspetor e um juiz.

Talvez queiramos distrair-nos com as fragilidades dos outros,

para não termos que nos acusar das nossas.

Por isso, é tão fácil falar mal dos outros por detrás

ou apontar o outro pela frente, humilhando mais do que corrigindo.

Há quem diga que vemos melhor nos outros

os erros em que costumamos cair mais frequentemente!

Se assim for, a pressa em julgar os outros

é para evitar confrontar a nossa vida com o Evangelho

e entrarmos num processo autentico de conversão.

 

Bom Pai e justo Juiz, obrigado pelo teu coração bom,

que conhecendo bem as nossas misérias,

não te fixas nelas, mas queres apenas animar-nos à conversão.

Bendito sejas, Jesus, Juiz dos vivos e dos mortos,

que não viestes para nos condenar,

mas dar a vida pela nossa salvação.

Espírito Santo, abre-nos à luz da Palavra de Deus,

para que aproveitemos todas as oportunidades

para nos convertermos e vivermos como Cristo.



domingo, junho 21, 2026

 

12º Domingo do Tempo Comum (21 junho)

 



Não temais os que matam o corpo, mas não podem matar a alma. (cf. Mt 10, 26-33)

 

O Senhor fala-nos ao ouvido do coração,

para que nós proclamemos a sua Palavra, alto e em bom som,

principalmente no silêncio do testemunho.

Assim com os profetas e Jesus foram perseguidos e rejeitados,

também nós o seremos se formos fieis à sua Palavra.

Às vezes temos mais medo dos que nos podem fazer mal ao corpo,

do que negarmos o Autor da vida e da nossa salvação.

 

Num país onde a perseguição religiosa não faz mal ao corpo,

podemos ter medo que nos chamusquem a imagem

ou nos ridicularizem por termos fé e sermos praticantes.

É este medo que faz com que tenhamos respeitos humanos

e nos tornemos incógnitos e amorfos e às vezes “neutros”

perante tudo o que é injusto e nega a Cristo e a sua cruz.

Para não termos problemas, preferimos ser como todos,

conformados com este mundo nos sentimentos e opções,

e muitos espirituais e devotos no interior da casa e da Igreja!

 

Senhor da terra e do Céu, que tudo conheceis

e que a todos quereis recompensar pelo seguimento do teu Filho,

ajuda-nos a ser fieis a teu amor e à tua aliança.

Espírito Santo, dá-nos o dom da fortaleza e da profecia,

para que não tenhamos medo da dor, da solidão e da rejeição,

mas procuremos em todas as situações acumular tesouros no Céu.

Liberta-nos do comodismo e dá-nos o dom da fidelidade.



This page is powered by Blogger. Isn't yours?