domingo, agosto 23, 2026
21º Domingo do Tempo Comum (23 agosto)
Jesus perguntou: «E vós, quem dizeis que Eu sou?». (cf. Mt 16, 13-20)
Jesus é uma pergunta viva à minha rotina:
a sua palavra, as suas atitudes, as suas perguntas,
a forma como vive, a maneira como morre
a sua Igreja e os seus sacramentos...
Quem é Jesus, invisível e atuante, para mim hoje?
É um mistério que a intimidade e a escuta da sua Palavra,
me faz adentrar e deixar-me envolver na sua missão,
que nasce da confiança e na surpresa ser amado pacientemente.
Muitas vezes queremos ficar de fora para ter a certeza se vale a pena,
se é uma verdade ou uma quimera, se é uma pessoa ou uma ideia.
A tradição, à vezes, arrasta-nos numa religiosidade,
que procura os sacramentos de iniciação cristã,
como proteção de uma boa saúde e garantia de sorte,
mas não nos deixamos tocar por Jesus
nem frequentar a escola da sua vida, como peregrinos da fé.
Outras vezes, sou um frequentador social de certas celebrações:
batizados, casamentos, primeiras comunhões, funerais…
ou de certos santuários em busca de milagres para as nossas dores,
de resto sou um vagabundo orgulhosamente só.
Querido Pai, obrigado porque nos destes teu Filho,
companheiro de jornada, palavra que ilumina e inquieta,
sinal de esperança, coração que perdoa, lábios que chamam.
Bom Jesus, obrigado porque estás vivo no meio de nós,
sem nos obrigares a acreditar nem Te reconhecermos logo,
fazendo de nós peregrinos deste mistério que nos salva.
Espírito Santo, vem em nosso auxílio, e dá-nos o dom da fé,
que sabe dar razões da nossa esperança
e apontar com o dedo confiante: é o Senhor!
sábado, agosto 22, 2026
Sábado, Virgem santa Maria, Rainha (22 agosto)
Maria disse então: «Eis a escrava do Senhor» (cf. Lc 1, 26-38)
O Altíssimo faz-se baixíssimo
encarnando no seio de Maria e morrendo na cruz.
Maria, sua Mãe, humilde serva da Galileia,
aceitou ser a Mãe do Rei dos reis,
fazendo-se escrava do Senhor
e submetendo-se ao projeto de Deus, fazendo a sua vontade.
O Rei dos reis, feito servo na terra,
fez Rainha no Céu aquela que se fez escrava na terra.
Há escravos por nascimento e lugar social.
Há pessoas livres que foram feito escravos
por dependências de drogas, de redes virtuais,
de consumismo compulsivo, de pornografia e prostituição.
Há pessoas livres que se tornaram escravos de redes
de tráfico humano, por serem pobres, refugiados e migrantes…
Há pessoais livres que se tornaram escravos do pecado.
Bom Deus, eis-me aqui para fazer a tua vontade,
pois confio em Ti a minha salvação e libertação.
Bom Jesus, Príncipe da Paz e enamorado das criaturas,
ensina-me a ser como as crianças, humildes e confiantes,
para que Te deixemos reinar como Maria tua Mãe.
Santa Mãe de Deus e nossa Mãe, Rainha dos humildes,
intercede por nós, para que alcancemos misericórdia
e a nossa fragilidade possa ser exaltada no Céu.
Maria, ensina-nos a reinar, servindo o Senhor.
sexta-feira, agosto 21, 2026
6ª feira da 20ª semana do tempo Comum, S. Pio X (21 agosto)
O segundo, porém, é semelhante a este: ‘Amarás o
teu próximo como a ti
mesmo’. (cf. Mt 22, 34-40)
O Amor gerou por amor o Filho Amor
e ambos geraram o Espírito Amor.
O Amor Trinitário fez a criação por amor
e colocou no centro da aliança O Amor.
A religião é uma manifestação intensa de amor a Deus
e inspira relações fraternas entre as criaturas.
Todos os mandamentos se resumem em amar.
A formalidade religiosa dos rituais e dos deveres,
coloca o acento no fazer coisas para Deus
e não em viver em paixão por Deus
e em compaixão pelo próximo.
O amor gera confiança, gratidão, acolhimento, oferta
a Deus e aos outros, pois o caminho sabe a ternura.
O medo e o espírito interesseiro gera rituais estritos,
deveres legais, preceitos incompreensivos,
orgulho do dever cumprido.
Querido Pai-Amor, bendito sejas pelo teu coração-fonte,
que em tudo colocas sede e fome de amor,
ensina-nos a amar com um coração semelhante ao teu.
Espírito Santo, dom de Amor que cria comunhão
e grava amor no coração de quem quer ser discípulo de Jesus,
inspira-nos gemidos de amor na oração e n liturgia,
e sentimentos de compaixão nas relações com o próximo.
S. Pio X, pastor da catequese e da liturgia missionária,
reza para que deixemos Cristo instaurar o seu reino em nós.
quinta-feira, agosto 20, 2026
5ª feira da 20ª semana do Tempo Comum, S. Bernardo (20 agosto)
Amigo, como entraste aqui sem o traje nupcial? (cf. Mt 22, 1-14)
O Pai envia o seu Filho a conquistar-nos o coração.
Ele quer renovar a sua aliança, não apenas com o seu povo,
mas com todos os que aceitam o seu convite
a participar no banquete das bodas do Filho.
A todos chama amigos, bons ou maus,
mas a todos pede que se revistam da veste nupcial da conversão,
do acolhimento da aliança que é Jesus, Evangelho vivo.
Aos convidados para uma boda
pede-se uma forma de vestir e de estar
que dignifique a festa e os noivos.
Não levar uma veste a condizer com a festa
é como se quisesse estragar a festa
e comer da boda, sem se alegrar com os noivos.
Às vezes a forma como nos apresentamos na missa,
fazendo do templo uma praça pública
e participando como quem quer estragar a celebração
é desgostar Jesus que nos convida para o seu banquete.
Querido Deus Pai, que nos envias o teu Filho,
como Esposo desta humanidade perdida,
para nos revestir com a sua veste de salvação,
renova o dom do nosso Batismo
e reveste-nos com a veste nupcial da salvação.
Espírito Santo, dá-nos o dom de amar Jesus
e do O seguir e anunciar com a mesma intensidade
com que Ele nos ama e dá a vida por nós.
S. Bernardo, intercede por nós,
para que tenhamos o mesmo ardor e amor por Jesus.
quarta-feira, agosto 19, 2026
4ª feira da 20ª semana do Tempo Comum (19 agosto)
Amigo, em nada te prejudico. Eu quero dar a este
último tanto como a ti. (cf. Mt 20, 1-16a)
Para Deus o importante não é o tempo cronológico,
mas o tempo da salvação, mesmo que seja no último suspiro.
Ele quer dar a todos, cristãos de longa data ou novos,
a mesma recompensa da eternidade feliz.
Porque na realidade a graça da salvação é um dom,
não uma conquista, uma resposta e não uma compra.
Os bons olhos de Deus são olhos de Pai e de Irmão,
não de patrão ou de juiz sem coração.
Habituámo-nos à ideia de que o tempo é dinheiro.
E pagamos à hora ou ao mês,
de acordo com as horas laborais contratadas.
É justo que se pague de acordo com o que se combinou,
mas ninguém pode impedir a generosidade
e o prémio de produtividade.
Há o voluntariado e a gorjeta, que sabe a extra,
seja para o trabalhador, para o patrão e para o cliente.
Obrigado, bom Deus, porque nos chamas à salvação,
e não Te importas se a conversão é no princípio,
no meio ou no fim da nossa jornada de vida.
Louvado sejas pelo teu olhar bom de Pai e Irmão,
que não quer que ninguém se perca
e tudo fazeis desde o primeiro choro até ao último suspiro.
Dá-nos, Senhor, um olhar bondoso e compassivo,
que sabe perdoar a quem nos ofende
e tudo fazer para salvar quem anda perdido no pecado.
terça-feira, agosto 18, 2026
3ª feira da 20ª semana do Tempo Comum (18 agosto)
Muitos dos primeiros serão os últimos e muitos dos
últimos serão os
primeiros. (cf. Mt 19, 23-30)
O Filho de Deus é o primeiro que se faz último,
para que identificando-se com os últimos,
possa levar-lhes a boa nova de ser salvos
e tornarem-se, no mundo renovado por Cristo,
os primeiros no Reino dos Céus.
O que parece impossível para os homens,
torna-se possível aos olhos de Deus.
Jesus veio anunciar esta boa nova aos pobres!
Os de um determinado mundo acharam-se os primeiros
e dividiram o mundo em primeiro, segundo e terceiro,
por ordem decrescente em dignidade
e possibilidades de oportunidades de desenvolvimento.
O lugar de nascimento, a cor da pele e o género,
a posição social e económica, e o grau de cultura
acabam por ser fatores de diferenciação
e de lugares no pódio da valorização neste mundo.
Mas parece que o pódio do Céu é diferente,
segundo o código das Bem-aventuranças.
Querido Pai, obrigado porque nos olhas a todos como filhos,
mesmo quando não passamos de criaturas inconstantes e pecadoras.
Louvado sejas, bom Jesus, que Te fizeste o último
para conduzir os últimos à eternidade dos primeiros.
Espírito Santo, liberta-nos das seguranças entronizadas,
que não deixam lugar livre para Deus entrar e reinar.
Venha a nós o vosso Reino e faça-se em mim a vossa vontade,
para que como aos santos, possa a humildade ser exaltada
e o serviço e a caridade possam ser dádiva segura na eternidade.
segunda-feira, agosto 17, 2026
2ª feira da 20ª semana do Tempo Comum, S. Beatriz da Silva (17 agosto)
Bom é um só. (cf. Mt
19,16-22)
Só Deus é bom e realiza coisas boas.
Ele ama sem exclusões
e morre no seu Filho pela salvação de todos.
Jesus, seu Filho, faz o que vê fazer ao Pai
e, por isso, é bom como o Pai,
sem idolatrias nem escravaturas de poder.
Jesus coloca-se nas mãos do Pai
e n’Ele confia a sua vida e missão,
sabendo que o Pai é graça e fidelidade.
O Céu é um dom, não uma conquista
por meio de coisas boas ditas e realizadas.
A perfeição do cristão é destronar as seguranças
que temos: mito da saúde férrea, da inteligência esperta,
da riqueza acumulada, do poder consolidado,
da fama divulgada, do prazer prendado.
Como o jovem do Evangelho, muitas vezes
somos muito piedosos para conquistarmos a eternidade,
uma vez que a temporalidade já está assegurada.
Bom Deus, dou-Te graças pela tua bondade e misericórdia
para connosco, que não passamos de pobres criaturas mortais,
que de Ti nascemos, em Ti vivemos e em Ti nos salvamos.
Dá-nos Senhor, um coração bom, habitado pelo teu Espírito,
e semelhante ao do teu Filho que só em Ti confia.
S. Beatriz da Siva, virgem e devota da Imaculada Conceição,
intercede por cada um de nós, para que saibamos como tu,
encontrar em Jesus o nosso salvador e no seu Evangelho
o caminho que nos conduz à vida eterna.