quarta-feira, agosto 12, 2026
4ª feira da 19ª semana do Tempo Comum (12 agosto)
Se te escutar, terás ganho o teu irmão. (cf. Mt 18, 15-20)
A Palavra de Deus fez-se homem
e veio para nos falar ao coração.
Se O escutarmos, Ele ganhou um irmão.
Quando não O escutamos, Jesus não desiste,
e vem acompanhado com outros irmãos
e fala-nos por meio da Igreja e oferece-nos a sua graça,
para que nos deixemos salvar pelo Reconciliador.
Cada vez temos mais dificuldade
em ir ter com o irmão que nos ofendeu.
Umas vezes a raiva impede-nos de falar,
de olhar o outro sem faiscar,
e ficamos possuídos por um demónio surdo e mudo.
Outras vezes a raiva transforma-se em palavra-bala,
que procura ferir e humilhar, vingar a dor.
Outras ainda, temos medo que o que nos feriu,
nos magoe ainda mais, tocando na ferida a sangrar.
Bendito sejas, ó Cristo nosso Irmão,
que nunca desistes de nós, mesmo que sejamos traidores,
porque o Enviado do Pai, não quer que ninguém se perca.
Espirito Santo, dá-nos o dom da misericórdia,
que sabe o caminho do reencontro e do perdão,
e a única coisa que procura é ganhar irmãos.
Ensina-nos o caminho da reconciliação que eleva o irmão
e saber resistir ao ressentimento e à vingança que destrói.
terça-feira, agosto 11, 2026
3ª feira da 19ª semana do Tempo Comum, S. Clara (11 agosto)
Não desprezeis um só destes pequeninos. (cf. Mt 18, 1-5.10-12-14)
O Reino de Deus compadece-se pelos mais fracos.
O seu poder é amor por todos, busca dos perdidos.
A nossa história é feita de compaixão e misericórdia,
porque Ele não quer perder nenhum dos seus filhos.
Entrar neste reino de Deus é aprender
a ser humilde como as crianças
e a cuidar dos mais frágeis com a ternura de quem ama.
Aproveitar-se da situação de fragilidade para mostrar violência,
abusar da pessoa (criança, adolescente, deficiente, mulher, idoso),
explorar os indefesos (pobre, refugiado e migrante),
usar pessoas como escudos humanos na guerra…
O cristão deve aproveitar estas ocasiões para mostrar o seu amor,
o seu cuidado, a sua proteção da fragilidade, o seu perdão.
Só assim poderemos entrar no Reino de Deus
e converter-nos em outro Cristo nos dias de hoje.
Bom Jesus, Rei e Pastor, que não queres perder ninguém
ensina-nos a cuidar da vida com humildade e amor,
fazendo aos outros o que gostaríamos que nos fizessem a nós.
Liberta-nos da tentação de aproveitar a fragilidade do outro
para mostrar a nossa agressividade e arrogância,
ou para a explorar e dela abusar sem clemência.
S. Clara de Assis, dama que se fez pobre por Cristo,
adorando-o na Eucaristia e consagrando-se aos mais pobres,
intercede por cada um de nós, para que sejamos dignos
de deixar que Cristo reine na nossa vida e nos ensine a amar.
segunda-feira, agosto 10, 2026
2ª feira, S. Lourenço, diácono e mártir (10 agosto)
Se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica só; (cf. Jo 12, 24-26)
Jesus é o grão de trigo que desce do Céu,
nasce bebé em Belém, cresce Nazareno carpinteiro
e morre entre malfeitores, ardendo de amor.
Foi sepultado e ao terceiro dia ressuscitou dos mortos
para dar vida aos vivos que andam mortos no pecado.
O martírio é o seguimento de Jesus, mesmo na morte,
que dá glória a Deus e anuncia a vida em Jesus Cristo.
S. Lourenço é um destes modelos de fé e fidelidade,
na vida e na morte ao serviço da partilha pelos mais pobres.
Querer subir na vida sem esforço e trabalho
é querer ser trigo sem morrer e acabar por ficar só.
Querer tirar o curso universitário sem estudar,
recorrendo ao copianço e à inteligência artificial,
é querer ser trigo esperto sem sabedoria nem inovação.
Querer ser cristão limitando-se ao menor esforço
e a gestos de descargo de consciência,
é querer ser santo na solidão cómoda do seu egoísmo.
Ser cristão é morrer para si e comprometer-se com a missão,
servindo a paz, a justiça e a fraternidade sem cansaços.
Filho de Deus, que te fizeste trigo do Céu,
semeado na terra de Maria e fecundado pelo Espírito Santo,
deixando-te morrer na cruz e sepultar na rocha da esperança,
ensina-nos a subir para Deus e para o amor aos irmãos,
descendo pelo humilde louvor
e morrendo para o acumular para mim.
S. Lourenço, gestor da caridade pelos “tesouros da Igreja”,
ensina-me a ser livre da idolatria do dinheiro
e a ser fiel e honesto na partilha com os mais necessitados.
domingo, agosto 09, 2026
19º Domingo do Tempo Comum (9 agosto)
Homem de pouca
fé, porque duvidaste?
(cf. Mt 14, 22-33)
Jesus interroga
Pedro das razões da sua falta de fé.
Jesus confia plenamente
no Pai a Quem chama “ Querido Papá”.
Sente-se Filho
unigénito, muito amado ,
a Quem o Pai
confia totalmente a sua Palavra.
Ele tem a missão
de revelar o Pai em humanês
e, mesmo quando isto
significa perder a vida na cruz,
o Pai não O
abandonará e o ressuscitará ao 3º dia.
Porque
desconfiamos de Deus e de Jesus Cristo?
Temos medo de
estar enganados neste ouvir sem ver?
Temos medo de
entregar a vida a Alguém
que não se deixa
dominar nem instrumentalizar,
como se fosse uma
máquina que basta um pedido e já está?
Temos medo do que
os outros falam e ridicularizam,
pois sabemos que
Deus nunca vai fazer chover enxofre sobre eles,
para provar que
existe e que não devem brincar com coisas sérias.
Querido Pai,
querido Filho, querido Espírito Santo,
sei que nos amais
com amor eterno
e que concorreis
em tudo para nos salvar
e conduzir pelo
caminho da vida,
mas reconheço que,
pelo caminho,
nos vamos
agarrando a outras seguranças mais palpáveis.
Espírito Santo,
dá-nos o dom da fé e da fortaleza,
para que a
fidelidade brilhe mais do que a desconfiança.
sábado, agosto 08, 2026
Sábado da 18ª semana do Tempo Comum, S. Domingos (8 agosto)
Por causa da vossa pouca fé. (cf. Mt 17, 14-20)
A Deus nada é impossível, pois Ele é o Senhor de tudo e
de todos.
Quem acreditar em Deus com fé e confiança,
tudo pode, quando sabe pedir o que Deus quer.
O Espírito Santo vem em nosso auxilio
para rezarmos e sintonizarmos com Deus,
confiando que é Ele quem atua por nosso intermédio,
quando o nosso querer e atuar é o de Deus.
Deus não se deixa instrumentalizar
nem se coloca ao serviço das nossa ambições,
caprichos ou maus sentimentos.
Se essa for a finalidade da nossa oração,
por mais fé que tenhamos, nada conseguimos de Deus.
Atuar em nome de Cristo supõe discernimento,
sintonia com a palavra evangélica,
despojamento de maus sentimentos e idolatrias,
ser homem novo em Cristo.
Dai-nos, Senhor, o dom da fé que penetra o mistério
e compreende o sentir divino,
com a alegria da obediência e a fidelidade de teu
enviado.
Espírito Santo, ilumina-nos o coração,
para que aprendamos a profecia do amor
e a compreensão da vontade de Deus
que ama e quer salvar na raiz e para a eternidade.
S. Domingos, rogai por nós, para que tenhais mais fé.
sexta-feira, agosto 07, 2026
6ª feira da 18ª semana do Tempo Comum (7 agosto)
Que poderá dar o homem em troca da sua vida? (cf. Mt 16, 24-28)
O Filho de Deus deu a sua vida em troca da nossa salvação.
Perdeu a vida para a voltar a receber das mãos do Pai.
Foi trigo enterrado na terra para ressurgir corpo glorioso
e fazer dos seus discípulos corpo místico do qual Ele é a cabeça.
Também nós somos chamados a amar incondicionalmente,
renunciando a nós mesmos e seguindo Jesus,
na hora da glória e da cruz, em toda a nossa vida.
A vida é um dom que não se compra nem se vende,
mas se faz dom em serviço de louvor e de caridade,
fecundando a vida de graça e de missão evangelizadora.
A lógica do mundo é de tudo fazer mercadoria
que se compra e se vende, que se valoriza ou desvaloriza,
segundo as leis do mercado, da procura e da oferta.
É assim com o trabalho, as novidades do consumo,
a indústria do culto do corpo e do desporto,
a busca da longevidade e do bem estar corporal e emocional…
Há gente que aceita congelar o tempo à espera dum tempo sem morte.
O certo é que, tanto o que tem dinheiro como o que o não tem, morre,
e ninguém consegue encontrar e comprar o elixir da juventude.
A única vida eterna que conhecemos foi-nos oferecida por Jesus.
Bendito sejas, Jesus, pela vida que nos deste,
morrendo por nós, pecadores e mal agradecidos.
Espírito Santo, dá-nos o dom da liberdade,
para nos podermos descentrar de nós mesmos,
sem medo de nos perdermos na aventura do amor
por Jesus e pelos irmãos que gemem fraternidade.
Ensina-nos, Senhor, a acumular para a eternidade
e não para o instante como segurança do amanhã.
quinta-feira, agosto 06, 2026
5ª feira, Transfiguração do Senhor (6 agosto)
Este é o meu Filho muito amado, no qual pus toda
a minha complacência. Escutai-O. (cf. Mt 17, 1-9)
O Filho de Deus transfigurou-se ao encarnar
num homem normal da periferia, frágil e a abater.
O anúncio da morte fez os discípulos ficarem perplexos,
inseguros, deprimidos, temerosos, desencorajados.
Jesus sobe com os três amigos, líderes do grupo,
e transfigura-se, faz-lhes ver o invisível
e antecipar a ressurreição antes de se acontecer a morte.
A nuvem do mistério divino fala do seu Filho amado,
que precisamos escutar na oração e na escuta da Palavra.
A vida traz-nos muitas surpresas que nos deixam perplexos:
uma doença súbita, um desemprego, uma infidelidade afetiva,
uma despesa não programada, uma morte de alguém querido…
O mundo parece sem chão a balançar ao vento!
Um abraço silencioso, uma palavra amiga,
umas lágrimas surdas perante o Santíssimo,
uma Palavra da Bíblia que nos anima a olhar com esperança…
São momentos de transfiguração que nos fazem olhar o sol
e a compreender o intragável, dando sentido ao mistério da vida.
Espírito Santo, dá-nos o dom da profecia
para que sejamos capazes de ver o
que só Deus vê
e escutar a Palavra de Deus como luz dos nossos passos.
Jesus, Emanuel das horas de cada dia,
ensina-nos a subir ao monte da oração,
quando a dureza da proximidade das surpresas,
nos deixam a chorar ou paralisados pelo medo.