sexta-feira, maio 22, 2026
6ª feira da 7 semana da Páscoa (22 maio)
Tu amas-Me? (Cf. Jo 21,
15-19)
Deus é amor e o seu projeto é que sejamos amor,
à imagem e semelhança do seu Filho Jesus.
Amar resume e assume toda a lei e os profetas.
Amar a Jesus é a luz que dá sustento à pastoral e à
missão,
amando aqueles que evangelizamos,
com a mesma fidelidade e abertura universal,
com que Jesus nos ama e salva.
Ser missionário de Jesus não é uma profissão,
mas o modo de ser de cada cristão,
que quer seguir o seu Mestre na arte de amar,
sem medida nem fadiga, com fé e confiança.
Amar os outros não é critica-los,
acusando-os de incapazes de receber a graça de Jesus,
por serem inconstantes, infiéis e fracos.
Se Jesus atuasse assim connosco,
quem poderia salvar-se
ou estar preparado para ser evangelizado?
Senhor Jesus, Tu sabes que Te amo como orvalho da manhã
e me custa permanecer em Ti e manter acesso o fogo do
amor,
mas eis-me aqui disponível para recomeçar de novo
e aprender contigo o amor incondicional
e a humildade de estar sempre a pedir-Te perdão.
Espírito Santo, dá-nos o dom da fortaleza,
para que cada dia Te demos graças pela tua misericórdia
e da tua confiança em nós, sem o merecermos.
Ensina-nos a amar como Tu nos amas!
quinta-feira, maio 21, 2026
5ª feira da 7ª semana da Páscoa (21 maio)
Pai santo, peço por aqueles que vão acreditar em
Mim por meio da sua palavra, para que eles sejam
todos um. (cf. Jo 17, 20-26)
Jesus pede a unidade dos cristão para todos os tempos.
É a mesma Igreja de apóstolos e de batizados,
ontem e hoje, em Portugal e em qualquer país do mundo.
Jesus quer permanecer no coração de cada um,
para que onde Ele estiver, nós estejamos também.
Ele mora no Céu connosco e mora na terra
no coração de cada um, unido ao Pai no Espírito Santo.
Há entre as gerações uma comunhão de fé e de corações.
Somos fruto dos nossos antepassados
e devemos assegurar que os que nos sucedem
permaneçam unidos na fé, esperança e caridade.
Ao nível ecológico está-se a colocar em causa o futuro,
pois com a agressão que estamos a fazer à criação,
podemos colocar em causa a viabilidade da vida no futuro.
O espírito agressivo que leva às guerras entre povos,
também podem colocar em causa a paz e a esperança no futuro.
Pai santo, peço por esta Igreja,
mas também por aqueles que vão acreditar,
para que vivam como irmãos e continuem a rezar o Pai Nosso,
em espírito e verdade, como Jesus no ensinou.
Espírito Santo, dá-nos o dom da comunhão na diversidade,
para que vivamos a unidade da fé na diversidade de povos e culturas.
Obrigado Jesus, pontífice entre Deus e a humanidade,
que nos levas contigo para Deus e trazes Deus para morar em nós.
quarta-feira, maio 20, 2026
4ª feira da 7ª semana da Páscoa (20 maio)
Pai santo, guarda-os em teu nome, para que sejam um, como Nós. (cf. Jo 17, 11-19)
Jesus reza por nós, para que o Pai nos guarde do mal,
e a nossa união seja como a do Pai e do Filho.
É uma comunhão de amor e de verdade,
que gera uma união na missão e na oração,
na esperança e na caridade, na compaixão e no perdão.
A união ideológica torna-se seguidismo do chefe.
A unidade de uma equipa de trabalho ou de desporto,
torna-se criatividade e orientação do animador,
para que todos colaborem com todos,
para alcançarem melhor os seus objetivos.
A unidade de uma comunidade ou de uma família,
não anula as diferenças, mas estimula a escuta e o diálogo,
busca aproximações do melhor caminho,
avalia e recomeça sempre de novo, com humildade e esperança.
Pai santo, guarda-nos em Jesus na comunhão do Espírito,
para que sejamos um só corpo vivo, em missão.
Liberta-nos do espírito de divisão e de rivalidade,
de individualismo e de indiferença perante a fé.
Espírito Santo, dá-nos o dom da fé e da verdade,
para que unidos na caridade e alimentados pelos sacramentos,
saibamos dar testemunho de Jesus Cristo
e da alegria de viver a sua missão evangelizadora.
terça-feira, maio 19, 2026
3ª feira da 7ª semana da Páscoa (19 maio)
Eu glorifiquei-Te sobre a terra, consumando a obra que Me encarregaste de
realizar. (cf. Jo 17,
1-11)
Jesus foi enviado para salvar a humanidade,
e a sua fidelidade glorificou o Pai que o enviou.
Jesus deu a vida eterna a todos os que o Pai ama,
associando-nos à alegria de viverem na paz e comunhão de Deus.
Agora Jesus, que vai partir para donde veio,
Reza pelos seus discípulos, para que estes sejam fieis
e glorifiquem Jesus e o Pai com o seu testemunho e missão.
Ao olharmos para trás, avaliamos os frutos que demos,
o rumo que tomámos, as prioridades que temos de facto.
É principalmente quando a velhice nos para,
ou uma doença grave nos assusta ou terminamos um projeto,
que temos a coragem e sinceridade de avaliar o importante,
a perda de tempo, as ilusões enganadoras,
as surpresas que deram muito fruto
e as alegrias vazias que não passaram de miragens.
Senhor, bendito sejas pela história de salvação
que conseguiste escrever na minha vida,
apesar das linhas tortosas com que a fui cosendo.
Espírito Santo, dá-nos o dom do discernimento,
para aprendemos a ler a história como uma escola,
que distingue o sonho da realidade,
o verdadeiro do falso, o passageiro do eterno,
o amor incondicional do gozo precário.
Ensina-nos, Senhor, a glorificar a Deus com a nossa vida.
segunda-feira, maio 18, 2026
2ª feira da 7ª semana da Páscoa (18 maio)
Eu não estou só, porque o Pai está comigo. (cf. Jo 16, 29-33)
O Criador não abandonou a criação,
mas está connosco pelo sopro de vida que alimenta,
pelo amor e misericórdia que nos sustenta,
pela aliança que faz com o seu povo,
pela palavra profética que nos desperta….
E a Palavra fez-se corpo em Jesus
e entre nós fez sua morada
e voltando para o Céu, levou consigo a humanidade.
A solidão acentuou-se com o individualismo.
Uma tentativa de fuga da solidão são as redes sociais,
mas como tudo é virtual e ausente-presente,
basta mudar de perfil ou desligar a rede
e volta de novo a sentir-se só e vazio.
A fé, pelo contrário, mantem-nos ligados a Deus,
habitados pelo Espírito Santo,
em comunhão de amor e de missão com o Pai e o Filho.
A solidão do monge é uma vida acompanhada divinamente.
Bendito sejas, bom Deus, porque em Ti vivemos,
em Ti nos movemos, e em Ti recuperamos a graça e o perdão.
Bendito sejas, Jesus, o Emanuel, que está onde estamos,
no Céu e na terra, pois quem ama não se afasta nem desiste.
Bendito sejas, Espírito Santo, dom de comunhão,
que unes o divino e o humano, numa comunicação interior,
estendendo a Trindade à criação num abraço redentor.
Bendito sejas, nosso bom Deus, que nunca nos deixas sós,
mesmo quando parece que estamos num descampado abandonados.
domingo, maio 17, 2026
7º Domingo da Páscoa, Ascensão do Senhor, Dia Mundial das Comunicações Sociais (17 maio)
Ide e ensinai todas as nações. (cf. Mt 28, 16-20)
Jesus é o enviado do Pai e entrega a missão que trazia
aos discípulos que O seguem e atuam segundo o seu Espírito.
Sobe ao Céu, como Cabeça da Igreja, mas permanece na terra,
nos membros da Igreja, batizados e evangelizados por Jesus.
A sua missão e o Missionário do Pai, continua connosco,
falando na boca e no testemunho dos seus discípulos
até que todos sejam um só em Cristo.
Cristo que subiu é a nossa esperança e a nossa meta.
Cada batizado em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo,
é membro de Cristo, célula viva do Corpo de Cristo,
que vive para evangelizar
e evangeliza para se encontrar com Cristo nos irmãos.
Um batizado, que reza no singular e se fecha à missão em Igreja,
dificilmente se identifica com a missão de Cristo,
pois só pensa em si, na sua salvação, numa relação vertical,
sem horizontalidade nem comunhão de irmãos
sentados à mesma mesa do Senhor.
Um batizado atua na terra com o coração em Deus!
Bendito sejas Jesus, plenamente identificado com a Fonte
e ansiando por voltar à Fonte, sem deixar de ser rio no deserto.
Bendito sejas, nossa esperança e nossa herança,
que no Céu nos esperas, iluminando o caminho
e alimentando o rumo, para que não desfaleçamos pelo caminho.
Bendito sejas, por nos teres entregue a tua missão,
tesouro em vasos de barro, graça em corações indignos,
mas por Ti santificados e por Ti amados como irmãos.
Ajuda-nos a ser pedras vivas deste Templo em Missão.
sábado, maio 16, 2026
Sábado da 6ª semana da Páscoa, Semana da Vida (16 maio)
O próprio Pai vos ama, porque vós Me amastes e
acreditastes que Eu saí de
Deus. (cf. Jo 16, 23b-28)
O Pai alegra-se por acolhermos Jesus, como seu Filho.
Acolher Jesus é acreditar Nele e ama-Lo como dom de amor.
Acreditar em Jesus como nosso Messias,
é acreditar no Verbo Divino eterno no seio da Trindade,
crer que Ele foi enviado pelo Pai e encarnou em Maria,
que se revelou passando a fazer o
bem e a anunciar o Evangelho,
e que livremente entregou a sua vida na cruz para nos salvar.
É acreditar que Aquele que matámos, foi ressuscitado por Deus,
nos deu a paz e o seu Espírito e confiou à Igreja a sua missão.
É acreditar que subiu ao Céu, de onde partiu, levando consigo
a nossa humanidade, pois Ele quer que
onde Ele estiver estejamos nós também.
A nossa fé é amor e confiança em Cristo.
Podemos fazer muitas coisas e cumprir ritos e deveres,
mas se não Lhe tivermos amor, ainda vale muito pouco.
É pelo amor a seu Filho que o Pai nos reconhece,
nos escuta as súplicas, nos envia o seu Espírito
e nos confirma na missão de vida e de palavras.
É o amor que gera a alegria de servir a Jesus
e de fazer memória sacramental da sua graça hoje.
Bendito sejas, ó Pai de nosso Senhor Jesus Cristo,
que nos enviaste o teu Filho predileto,
como irmão, pastor, servo, cordeiro e pão da vida.
Bendito sejas Jesus, nosso salvador,
por estares sempre connosco e nos amares incondicionalmente.
É em teu Nome que pedimos ao Pai o dom da paz,
o dom do Espírito Santo, o dom da fortaleza na provações,
o dom da cura do nosso pecado, o dom do perdão,
o dom da missão numa Igreja unida e em saída profética.