sábado, junho 06, 2026

 

Sábado da 9ª semana do Tempo Comum (6 junho)

 



Acautelai-vos dos escribas, que gostam de ocupar os primeiros lugares nos banquetes. (cf. Mc 12, 38-44)

 

Jesus, que é Filho de Deus, não busca os primeiros lugares,

nem sequer ser o centro das atenções.

Não quer que Deus-Pai esteja ao seu serviço,

para fazer milagres de exclamação  aclamação.

Ele sofre ao beber o cálice de dor e de rejeição,

na condenação injusta e na morte infame,

mas recusa usar Deus e o seu poder para o livrar da cruz,

transformando esta cruz numa prova de amor incondicional!

 

A grande tentação é querer que Deus esteja ao nosso serviço

para nos fazer as vontades e satisfazer os caprichos.

Outra tentação é usar a nossa piedade e proximidade do altar,

para ter privilégios especiais na igreja e na sociedade.

O perigo é, em nome dum saber teológico

ou consagração espiritual, nos julgarmos superiores

e acharmos normal usufruir de tratamentos de deferência

que nos exclui de trabalhos manuais que só gente pobre aceita!

 

Senhor Jesus, que vieste para servir e dar a vida por todos,

ensinai-nos a não cair na tentação de nos julgarmos melhores,

só porque somos praticantes, consagrados ou sacerdotes.

Espírito Santo, dá-nos o dom do discernimento,

para nos libertarmos das aparências sociais

e apostarmos mais na humildade, serviço e santidade.

Ajuda-nos a ver entrega total na pequena esmola da viúva,

e migalhas de sobra nas esmolas avultadas de gente muito rica.



sexta-feira, junho 05, 2026

 

6ª feira da 9ª semana do Tempo Comum, S. Bonifácio (5 junho)

 



Como podem os escribas dizer que o Messias é 

filho de David? (cf. Mc 12, 35-37)

 

O Messias vem de Deus na linha de David,

não pela linhagem do sangue,

mas pela fé de José e da sua adoção do Filho de Maria.

O Filho de Deus encarnado é filho de David pela promessa,

mas Senhor de David porque vem de Deus,

por meio do Espírito Santo e do sim de Maria.

 

A Bíblia é um livro

que nos abre uma janela para o mistério de Deus.

Agarrar-se a uma palavra é deixar outras de fora.

Isto gera escolas, grupos e mesmo igrejas

que lutam por uma interpretação específica

e formas fundamentalistas de defender uma dita verdade.

A Bíblia ilumina-nos a procura e põe-nos a caminho,

mas o mistério de Deus continua a ser uma meta a alcançar.

Quem medita a Bíblia tem uma luz e o Caminho que é Jesus

como peregrino da verdade da vida e do seu Criador-Salvador.

 

Senhor Jesus, promessa realizada que nos surpreende,

abre-nos ao teu mistério e liberta-nos das certezas terminadas.

Espírito Santo, conduz os nossos passos na leitura da Bíblia,

para descobrirmos a alegria da fé e do encontro,

sem nos querermos apoderar da verdade, que é Cristo.

S. Bonifácio, bispo missionário que deste a vida por Cristo,

reza para que sejamos uma Igreja missionária,

que ensine a rezar a Bíblia e a dar testemunho de Jesus a todos.



quinta-feira, junho 04, 2026

 

5ª feira, Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo (4 junho)

 



O pão que Eu hei de dar é a minha Carne, que Eu 

darei pela vida do mundo. (cf. Jo 6, 51-58)

 

O pão que nos conduz ao Céu é Jesus

e a sua oferta de vida para a nossa salvação.

É o alimento que nos faz estar unidos a Deus

e a amar os irmãos, servindo a vida com amor.

A Eucaristia concentra todo o Evangelho

e faz de nós participantes desta vida oferecida de Jesus.

Nela comungamos o irmão, saciamo-nos da sua Palavra,

fazemos memória sacramental e comungamos o seu Corpo,

e aceitamos o desafio ser missão: vida-memória de Jesus.

 

Há pais que só pensam em dar dinheiro e pão aos seus filhos.

Num excesso de confiança no dinheiro,

trabalham mais do que as próprias forças, horas sem fim,

faltando tempo para lhes dar tempo de presença,

tempo de colo e escuta, tempo de cuidado e passatempo,

tempo de fé e de amor ao necessitado,

tempo de alimentar valores e passar tradições…

Porque falta tempo para este simples essencial,

contratam-se serviços de educação e ATLs

e compram-se aparelhos eletrónicos para ocupar o tempo.

Não saberá a pão comprado e não a pão caseiro?

 

Pai santo, senhor da seara que nos oferece o Pão do Céu:

teu Filho querido, semeador do trigo novo,

oferecido como primícias em Pão pascal,

que cura o pecado e indica o caminho da vida eterna.

Bom Jesus, obrigado pelo sacramento da Eucaristia,

memorial da tua entrega na cruz pela nossa salvação

e alimento do discípulo para ser memorial deste Pão repartido,

que une, serve, dá vida, alimenta a paz e a fraternidade.

Obrigado porque, apesar de sermos indignos,

queres que cada um de nós seja teu sacrário vivo,

que louva a Deus e anuncia a esperança, amando os irmãos.

 



quarta-feira, junho 03, 2026

 

4ª feira da 9ª semana do Tempo Comum, S. Carlos Lwanga e companheiros (3 junho)

 



Não andareis vós enganados, ignorando as Escrituras e o poder de Deus? (cf. Mc 12, 18-27)

 

Não se chega ao mistério de Deus, pondo-se a adivinhar.

É a revelação do próprio Deus nos profetas

e em especial em Jesus, seu Filho,

que nos coloca a caminho da verdade que salva.

Tudo o resto é imaginar o desconhecido

partindo do que se conhece na história mortal.

A ressurreição, segundo Jesus e a Palavra de Deus,

é uma realidade nova, a semente germinada

que dá à luz um novo ser,

que brota da pequena semente que somos nós hoje.

 

Sobre o além pós-morte há propostas para tudo.

Alguns falam dela como se já lá tivessem estado,

outros falam dela como se falassem dum paraíso terreste.

Há livros que narram experiências de mortos

que reviveram, contando sensações e iluminações.

Jesus fala-nos da imagem da vida angelical,

dum estado de vida que já não se casa nem se tem filhos,

porque a eternidade participa da paz e da felicidade de Deus.

 

Senhor Jesus, ensina-nos a eternidade donde vens,

os tesouros que nela há e como se conquistam,

a comunhão dos santos que intercedem com confiança e amor.

Espírito Santo, dá-nos o dom da sabedoria que ilumina

e nos liberta do engano e da miragem do desejo.

S. Carlos Lwanga e companheiros mártires do Uganda,

intercedei por nós, para que sejamos fieis a Deus

e coloquemos Cristo no centro das nossas vidas.



terça-feira, junho 02, 2026

 

3ª feira da 9ª semana do Tempo Comum (2 junho)

 



Mestre, ensinas com sinceridade o caminho de Deus. (cf. Mc 12, 13-17)

 

Jesus é o carpinteiro das almas, que conhece as intenções

e sabe responder os mistérios de Deus,

utilizando os denários profanos para falar do sagrado presente.

Fala de Deus e dos homens com sinceridade e simplicidade,

sem cair nas falácias com que os mal-intencionados lhe armam.

Devemos ser bons cidadãos do Céu e da terra,

e a cada rei devemos dar o devido tributo e louvor.

 

Ninguém deve estar fora destas duas cidadanias:

somos filhos de Deus e cidadãos do mundo.

Uns pretendem viver em autocracia,

sem deveres para com o bem da sociedade onde vivem,

nem obrigações para com Deus que o criou e salvou.

Outros pensam que só devem obediência a Deus

e outros só querem prestar obediência aos poderoso deste mundo.

 

Jesus, mestre e caminho direto para Deus,

ajuda-nos a ser bons cidadãos do Céu e da terra,

buscando a santidade e a justiça com sinceridade.

Liberta-nos do egoísmo e da indiferença,

que nos fecha ao louvor de Deus

e ao bem comum e cuidado dos irmãos.

Espírito Santo, dá-nos o dom da profecia

que ama as pessoas e denuncia o mal e a injustiça.



segunda-feira, junho 01, 2026

 

2ª feira da 9ª semana do tempo Comum, S. Justino (1 junho)

 



Que fará então o dono da vinha? (cf. Mc 12, 1-12)

 

Deus quer ter uma vinha que dê frutos de vida,

mas quer também vinhateiros que a saibam cultivar.

O Povo escolhido não a soube cultivar

e rejeitou, maltratou e até matou os profetas.

Por fim, Deus enviou o seu querido Filho

para ensinar os vinhateiros a cultivar a vinha do Senhor,

mas os responsáveis prenderam-no, maltrataram-no

e condenaram-no à morte injusta e infame.

Mas Deus não desistiu da sua vinha

e entregou-a aos discípulos de Jesus para que a cultivassem.

 

Hoje, 21 séculos depois, quais foram os frutos que produzimos?

Há frutos de santidade e há frutos do pecado,

há frutos de vida e frutos de morte.

O Senhor continua a enviar-nos a sua Palavra de conversão,

porque ainda não desistiu de ter na terra

uma vinha fecunda, que produza frutos de santidade.

Pecadores todos somos um pouquinho,

mas seremos nós permeáveis ao arrependimento e à conversão?

 

Senhor, dono da vinha que devemos cultivar,

perdoa se não estamos à altura de tal missão.

Senhor Jesus, enviado pelo Pai

a dar novo rumo à vinha de Deus,

ajuda-nos a dar frutos de fidelidade à aliança,

de piedade e de justiça, de fraternidade e de paz.

Espírito Santo, dá-nos o dom da fortaleza e da sabedoria,

para que não nos deixemos tentar pela idolatria do poder.

S. Justino, mestre na busca da verdade,

reza para que também a encontremos na sabedoria da cruz.



domingo, maio 31, 2026

 

9º Domingo do Tempo Comum, Santíssima Trindade (31 maio)

 



Deus enviou o seu Filho ao para que o mundo seja 

salvo por Ele. (cf. Jo 3, 16-189

 

Deus é amor misericordioso e paciente

que desce à nossa condição frágil,

por meio do seu Filho, na comunhão do Espírito Santo.

Assumiu a nossa humanidade frágil e pecadora,

para que a levasse ao seio da Trindade,

purificada, redimida e santa pela sua oferta na cruz

e animada pelo mesmo sopro divino.

Deus fez-se um de nós para que nós e Deus fossemos um!

 

Os populismos destacam as diferenças entre o nós e eles,

os de dentro e os de fora, para justificar a exclusão e a divisão.

Os interesses de poder justificam as agressões contra povos,

em razões ideológicas, religiosas, democráticas

e posse de armas de devastação massiva ou química.

Anda por aí muita gente a acusar os outros

e poucos a animar e a levantar os caídos e frágeis.

Jesus revela-nos um Deus que gera vida e salva.

 

Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo,

adoro-vos e contemplo-vos em Jesus oferecido na cruz.

Querido Pai, obrigado por nos teres aceitado

como teus filhos no teu Filho e enviado o Espírito Santo.

Querido Espírito Santo, que nos uniste em comunhão

com Jesus e com o Pai no mesmo amor por cada criatura.

Que aprendamos com a Santíssima Trindade

a amar o diferente, a perdoar a quem nos ofendeu,

a construir a paz, globalizando a fraternidade e a justiça.



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