sexta-feira, setembro 18, 2026
6ª feira da 24ª semana do Tempo Comum (18 setembro)
Acompanhavam-n’O os Doze, bem como algumas
mulheres que tinham sido curadas. (cf. Lc 8, 1-3)
Jesus fez seus discípulos: homens e mulheres.
Seguiam-No e serviam-No na sua missão.
No Reino de Deus não há homens nem mulheres,
há pessoas com fé em Jesus, que O escutam e anunciam.
Esta primeira comunidade é o paradigma da Igreja,
onde há homens e mulheres unidos pela mesma fé,
marcados pela fidelidade ao seguimento de Jesus.
A mulher ainda sofre descriminação em muitas sociedades.
As sociedades ocidentais ao darem acesso ao trabalho remunerado,
à cultura escolar e à política,
transformaram a forma como a mulher é vista e valorizada.
No entanto, nestas mesmas culturas ditas desenvolvidas,
estão a aparecer grupos de jovens misóginos,
que se manifestam nas redes sociais
e em partidos políticos extremistas.
Parece que há um sentimento machista que teme perder poder,
e quer voltar aos tempo da violência doméstica
e da mulher afastada do palco empresarial e político.
Querido Pai, que nos criaste homem e mulher,
seres incompletos e complementares, mas iguais na dignidade,
ensina-nos a voltar o ideal dos inícios do Coração criador.
Bom Jesus, que aceitaste começar uma comunidade nova,
onde homens e mulheres Te seguiam e serviam,
ajudai-nos a contribuir para que esse ideal continue na Igreja.
Santíssima Trindade, comunhão na diferença,
liberta-nos do medo do outro,
que faz da vida uma guerra contra a diferença,
e ensina-nos o amor e o diálogo entre seres complementares.
quinta-feira, setembro 17, 2026
5ª feira da 24ª semana do Tempo Comum (17 setembro)
Se este homem fosse profeta, saberia que a mulher que O toca é uma pecadora. (cf. Lc 7, 36-50)
Jesus deixa-se tocar pelos pecadores que se deixaram tocar por Ele.
O pecador não O deixa impuro, mas é Jesus quem purifica o pecador:
“Os teus pecados estão perdoados”.
É por amor que Jesus perdoa e levanta o pecador,
é com amor e gratidão que devemos ficar
após o encontro redentor e sanador com Jesus.
Esta mulher agiu com fé e confiança,
por isso, ousa entrar na casa de um fariseu
e chorar os seus pecados banhando e perfumando os pés de Jesus.
Foi esta fé, que vence barreiras e fronteiras, que salvou esta mulher.
O olhar de juiz com que vemos os pecadores públicos,
deixa de fora os pecadores que assim agem durante a noite.
A uns marginalizamos, a outros adulamos,
como se o trigo e o joio não andassem juntos.
O mais grave é que a condenação do pecador
fixa-o na sua culpa e impede-o de reabilitação.
E assim se vai alimentando um mundo sem esperança,
pois só há esperança quando o futuro ainda está em aberto.
Senhor Jesus, deixa-me tocar-Te porque por Ti fui tocado primeiro,
com a espada de dois gumes da Palavra que me desperta,
com a graça do perdão que me levanta,
com a força do Espírito que me ilumina,
com o mistério da Eucaristia que me fortalece,
com a unção do ministério que me ensina a servir e a amar.
Que a minha gratidão perfume a oração e a caridade,
e o teu amor engrandeça a humildade na fraternidade,
fazendo de cada gesto um hino de louvor ao Criador.
quarta-feira, setembro 16, 2026
4ª feira da 24ª semana do Tempo Comum, S. Cornélio e S. Cipriano (16 setembro)
A quem hei de comparar os homens desta
geração? Com quem se parecem? São como as
crianças. (cf. Lc 7, 31-35)
Deus faz-se tudo para ganhar a todos.
Envia João Batista, homem austero e distante,
para ganhar os que são mais sensíveis à penitência.
Envia o seu próprio Filho, que descobriu a força da mesa,
e aceita convites para refeições e para festas,
para ganhar os que gostam de festas e de encontros à mesa.
Mas, apesar disso, há sempre um grande número de pessoas
que não são sensíveis a nada e criticam tudo e todos.
Fazer missão para agradar a todos é tempo perdido,
pois se temos que anunciar o Jesus das festas e da ressurreição,
também temos que anunciar o Cristo que é rejeitado,
se afasta para lugares desertos, se deixa prender
e sofre a paixão, a crucificação e a morte.
Querer agradar aos outros corre o risco de se auto anunciar,
promover, querer conquistar seguidores e eclipsar Jesus.
O bem comum sofre muito quando os políticos se movem:
por sondagens, projetos e promessas eleitoralistas,
criação de empregos superiores partidários…
Bom Deus, obrigado porque nos falas de muitas maneiras,
para nos conquistares a todos para a vida eterna.
Obrigado por João Batista e por Jesus, teu Filho,
que nos mostram diferentes caminhos de conversão.
Perdoa a forma como tentamos neutralizar
tanta Palavra e tanta graça, arranjando sempre desculpas
para não fazermos o que devíamos fazer.
S, Cornélio e S. Cipriano, papa e bispo mártires da fé,
intercedei para que não sejamos como crianças
irresponsáveis e inconstantes, que não levam nada a sério.
terça-feira, setembro 15, 2026
3ª feira, Virgem santa Maria das Dores (15 setembro)
Jesus disse a sua Mãe: «Mulher, eis o teu filho». (cf. Jo 19,25-27)
Maria, pelo seu amor de Mãe, está onde está Jesus.
O amor de Maria é solidário e compassivo,
sofre por ver sofrer, chora a rejeição do seu amado Filho,
guarda no coração tanto sonho crucificado,
recusa-se a julgar o momento e espera o terceiro dia.
Jesus surpreende-a pedindo-lhe que seja a Mãe dos seus discípulos,
que tenha para com eles o mesmo amor que tem para com Ele.
O Papa Francisco recordava-nos em Fátima: “Temos Mãe!”
E Maria fez-se ver em Fátima, para que sejamos filhos como o Filho,
pela oração, a penitência, a conversão e o ardor missionário.
Há filhos que só se lembram da mãe para pedir coisas.
Na realidade, nestes casos a mãe só existe para dar.
Quando já não conseguir dar, seja pela idade ou pela doença,
a mãe torna-se invisível, não visitada,
um fardo que não se quer tocar nem cuidar.
Bendito sejas, Cristo Senhor, que deste a tua vida
e despojado de tudo, até nos destes a tua própria Mãe.
Bendita sejas Maria, que aceitaste os discípulos de Jesus
como teus filhos e acedestes que Te levássemos para as suas casas.
Espírito Santo, ajuda-nos a ser bons discípulos de Jesus,
que vivem em escuta discernida e prática fiel,
e assim nos possamos tornar-nos irmãos e Mãe de Jesus (Lc 8, 21).
Querida Mãe do Céu, ensina-nos a ser bons filhos de Deus
e humildes seguidores de Jesus, teu Filho.
segunda-feira, setembro 14, 2026
2ª feira, Exaltação da Santa Cruz (14 setembro)
O Filho do homem será elevado, para que todo
aquele que acredita tenha
n’Ele a vida eterna.
(cf. Jo 3, 13-17)
Deus enviou o seu Filho como salvador da criação.
Aqueles que Ele ama, não O acolheram,
rejeitaram-no, acusaram-no, prenderam-no e crucificaram-no.
E aquilo que era um rebaixamento tornou-se uma elevação,
pois o Amor mostrou-se mais forte e venceu a morte,
ressuscitando pelo poder de Deus para continuar a sua missão.
Pelas suas chagas fomos curados dos nossos pecados
e a aliança elevou-nos como filhos de Deus redimidos.
Também na vida, os que nasceram pobres e sem futuro,
podem ser sábios e vencedores do mundo
e aprenderem com as dificuldades a serem fieis e perseverantes.
Também Nelson Mandela pôde vencer o apartheid e a injustiça,
com o perdão e a não violência, superando a conflitualidade.
Também Mahatma Gandhi conquistou a liberdade
pela não imitando os opressores, mas gerando a nação na paz.
A cruz de Cristo é uma árvore vivificada que dá frutos de vida!
Bendito sejas, Deus Pai, que sabendo que iam rejeitar teu Filho,
O enviaste para meio de nós, pessoas
perigosas e imprevisíveis.
Bom Jesus, que vieste para nos salvar do pecado e da morte,
obrigado porque carregastes as nossas cruzes
e curastes as nossas chagas com o sangue e a água das tuas chagas.
Contemplo-Te crucificado e vejo o Amor que não é amado,
medito nesta cruz elevada e vejo até onde podemos chegar na crueldade.
Ajuda-nos, Senhor, a não ser uma cruz para os outros,
e a aprender a mansidão e a misericórdia na relação com os outros.
domingo, setembro 13, 2026
24º Domingo do Tempo Comum (13 setembro)
Se meu irmão me ofender, quantas vezes deverei perdoar-lhe? (cf. Mt 8, 21-35)
Deus é amor e misericórdia no seu ser.
A sua misericórdia é fonte, não reação ao interlocutor.
Por isso, a nossa história é habitada pela esperança,
porque Deus jamais desiste de nos amar e perdoar.
Jesus, que tem o coração do Pai
e é movido pelo mesmo Espírito,
revelou a sua incansável capacidade de perdoar na cruz,
de olhos fixos naqueles que O matavam.
Ensinou-nos a rezar a Deus que nos perdoe,
assim como nós queremos aprender a perdoar
a quem nos ofende!
A nossa paciência é limitada e facilmente se esgota.
Temos medo que o outro esteja a rir-se da nossa bondade.
Às vezes a dor interior provocada pela ofensa do outro,
voluntaria ou involuntariamente,
leva-nos a fechar-nos sobre a nossa ferida aberta
e a pensa-la com ressentimento e ódio vingativo.
Com essa opção, criamos mentalidade de vítima,
perturbamos o sono e a paz interior e limitamos a liberdade,
tal é o ruído circular que inferniza a vida em estado de guerra.
Querido Pai, fonte de toda a bondade e misericórdia,
pouco temos para Te dar, a não ser a nossa fragilidade.
Concede-nos o teu perdão e cura-nos com a tua compaixão.
Bendito sejas, Jesus, nosso Irmão amigo e salvador,
obrigado pela grandeza inesgotável do teu amor.
Espírito Santo, dá-nos um coração sábio e bom,
para que saiba ser generoso na arte de perdoar,
e curar a ferida da ofensa, fazendo da memória alegria de viver.
sábado, setembro 12, 2026
Sábado da 23ª semana do Tempo Comum (12 setembro)
Porque Me chamais ‘Senhor! Senhor!’, mas não fazeis o que vos digo? (cf. Lc 6, 43-49)
Jesus chama a Deus seu Pai, porque é e vive como Filho:
sente-se amado, enviado e mandatado a ser a sua Palavra.
Quem O vê, vê e conhece o Pai, na fidelidade à sua missão.
A sua aliança com a criação é a mesma aliança de Deus,
que fez com Noé e Moisés e Jesus renova na cruz.
Os cristãos dizem-se discípulos de Cristo
e, por isso, devem viver como Jesus nas opções de cada dia.
Devem dar os mesmos frutos que Jesus deu.
Devem ter um coração bom donde retiram as palavras
que anunciam e rezam, e as obras que praticam.
Rezamos o Pai nosso como papagaios,
sem prensarmos se tratamos os outros como irmãos
e se procuramos viver como Deus Pai, revelado por Jesus.
Até sabemos de cor frases do Evangelho
e as pregamos aos outros,
mas as palavras, às vezes, não acompanham a vida.
Contabilizamos as rezas e rituais religiosos,
mas nem sempre as unimos à coerência do seguimento de Jesus.
Querido Pai de Jesus, atrevo-me a chamar-Te Pai,
embora ainda não viva como teu Filho,
à imagem e semelhante do Verbo Divino encarnado.
Bom Jesus, que nos adotastes como teus irmãos,
dá-nos a força do teu Espírito para amar como Tu amas,
perdoar como Tu perdoas, ajudar como Tu ajudas.
Dá-nos, Senhor, um coração bom que se revela
nos bons frutos da justiça e da paz que louvam o Pai,
como discípulos do teu Filho e missionários da mesma missão.