terça-feira, março 31, 2026

 

3ª feira da Semana Santa

 



Disse-Lhe Jesus: «Darás a vida por Mim?» (cf. Jo 13, 21-33.36-38)

 

O Filho de Deus diz ao Pai: “Darei a vida pelos homens”!

Jesus diz-nos que é o Cordeiro de Deus que resgata do pecado.

Pedro diz a Jesus que quer dar a vida por Ele,

mas basta o medo de uma mulher à volta de uma fogueira,

para não só não dar a vida, como até O nega.

Também nós, prometemos muita coisa no Batismo,

mas depois no dia a dia, muitas vezes O negamos

e nos recusamos a viver e falar como discípulos de Jesus.

 

O martírio é uma opção fora do horizonte da maioria dos cristãos,

pelo menos na Igrejas que livremente podem celebrar a fé.

Para além da fragilidade da fé destes cristãos mornos,

ainda se adocica a fé para que perca a sua força profética.

Há, pelo contrário, muitos cristãos em Igrejas perseguidas,

que não negam a sua fé em Jesus

e estão dispostos a dar a sua vida nas mãos dos que os perseguem.

 

Bendito sejas, querido Irmão Jesus,

porque nada Te demoveu de dares a vida por nós,

pobres pecadores, arrogantes e inconstantes.

Fortalece a nossa fé, apesar de ser noite,

para que não tenhamos medo da cruz

e saibamos ser fieis na saúde e na doença,

no aplauso e na desventura, todos os dias da nossa vida.

E quando nos parece que é tudo inútil,

fala-nos ao ouvido: “Vamos confia,

Eu dei a vida por Ti e venci o mundo”!



segunda-feira, março 30, 2026

 

2ª feira da Semana Santa

 



Porque não se vendeu este perfume por trezentos denários, para dar aos pobres? (cf. Jo 12, 1-12)

 

Deus é o perfume que gratuitamente dá cheiros à natureza.

O Espírito Santo é o aroma que perfuma de santidade a graça.

Jesus é o rico em sabedoria e amor que se faz pobre

e cuja oferta de vida é para sempre e é sempre hoje.

Jesus é Aquele que passou a vida a fazer o bem gratuitamente,

e a quem um dos discípulos vendeu por 30 moedas de prata.

Jesus é o amigo a quem Maria de Betânia ungiu com perfume puro

de 300 denários, antecipando a sua morte pascal.

 

Quem só vê dinheiro pela frente, em tudo vê valor a vender

e às vezes valoriza mais as coisas do que as próprias pessoas.

Há governos, que por causa de poder deter e vender petróleo,

vende armas, prende pessoas, destrói bens e estruturas,

mata e fere irmãos, coarta a liberdade…

Há gente, que trafica pessoas à procura de uma terra de paz

e um lugar onde não haja fome e se vislumbre o amanhã.

Há gente que troca salários chorudos por descanso

e por aconchego da família e o perfume da alegria.

Como Judas têm pena de 300 denários de perfume,

mas vendem e traem o Mestre por 120 denários!

 

Bom Deus, que nos entregastes o teu Filho,

o teu Querido Filho, desculpa a nossa ingratidão

e o que devolvemos, depois de tanto amor recebido.

Espírito Santo, ensina-nos o valor da graça,

das pessoas, das coisas, da palavra e do abraço.

Senhor, ajuda-nos a não vender a nossa alma, a fé,

a honra da palavra dada, a verdade, a fidelidade, o irmão…

por qualquer moeda, por mais valiosa que seja.



domingo, março 29, 2026

 

Domingo de Ramos e de Paixão (29 março)

 



Este é Jesus, o profeta de Nazaré da Galileia. (cf. Mt 21, 1-11)

 

Deus entra na história pacifico e humilde,

galileu da periferia, duma Nazaré desconhecida.

Escolhe ser novo Moisés sem bastão milagreiro,

numa burrinha emprestada, despojado de poder,

eleva-se na entrega e na fidelidade ao Deus da vida.

Segue o seu caminho, silencioso e confiante,

deixa-se levar à cruz, dando a vida que quer dar.

E como testemunha o centurião ao vê-Lo dar o ultimo suspiro:

“Este era verdadeiramente o Filho de Deus”.

 

Às vezes simplificamos o mistério de Jesus:

é um revolucionário, um pacifista, um mestre moral,

um fracassado, um idealista, um galileu simpático e inteligente,

um taumaturgo, uma pessoa surpreendente, o messias…

Jesus é um pouco de tudo isto e nada unicamente disto,

por isso, a Igreja apresenta-nos este domingo cheio de contrários

e de encontros, de grandeza e humildade,

de poder e não violência, num re-costurar da vida

que nos põe a caminho da verdade do mistério de Jesus.

 

Bom Deus, louvado sejas por mais esta Semana Santa,

cheio de memórias e de surpresas, sempre nova e surpreendente.

Espírito Santo, dá-nos ouvidos e contemplação de discípulo,

para entrar nesta Semana Maior, que nos trouxe a salvação.

Bendito sejas, Jesus que vieste em Nome do Senhor,

sem impor medo nem destruir os maus,

apenas dando a vida e distribuindo perdão.

Ensina-nos, Senhor, este caminho de paz e de salvação.



sábado, março 28, 2026

 

Sábado da 5ª semana da Quaresma (28 março)

 



Que vos parece? Ele não virá à festa? (cf. Jo 11, 45-56)

 

Jesus é a Páscoa em festa para todos,

pois a misericórdia que nasceu da sua oferta de vida

é por todos e para todos os que andam perdidos pelo pecado.

Várias as vezes O quiseram apedrejar, lançar de um precipício,

mas Ele sempre seguiu o seu caminho,

pois queria morrer na festa da Páscoa.

Jesus, com o seu sangue, quer purificar-nos do pecado

e levar-nos à conversão, voltar para Deus e fazer festa no Céu.

 

Há festas em espaços abertos e em espaços fechados.

Há festas que acabam em bebedeiras e violências

e há festas que trazem alegria e maior comunhão.

Há festas que criam sentimentos de exclusão

e outras que criam sentimentos de inclusão.

Há gente em guerra, que não quer entrar na festa do inimigo,

pois não se querem misturar com os do outro lado.

Há gente que não quer celebrar junto com os pecadores,

pois eles não merecem perdão nem ter a nossa companhia….

 

Obrigado, bom Deus, pelo envio do teu Filho,

não só a fazer memória da Pascoa antiga,

mas como nova Páscoa que nos salva para sempre.

Bendito sejas, querido Irmão, por tomares a nossa sorte,

e ofereceres a tua vida para que tenhamos vida

e possamos fazer festa, pelo arrependimento,

no banquete do Cordeiro para todos que escutam o teu convite.

Ajuda-nos, Senhor, a participar na tua Páscoa de amor.



sexta-feira, março 27, 2026

 

6ª feira da 5ª semana da Quaresma (27 março)

 



Embora não acrediteis em Mim, acreditai nas 

minhas obras. (cf. Jo 10, 31-42)

 

Jesus dá os frutos do Pai, porque Ele e o Pai são um.

Alguns têm dificuldade de aceitar que Ele seja Filho de Deus,

mas pelo menos devem acreditar que estas obras vêm de Deus.

Pelos frutos chegamos à raiz da árvore

e compreendemos o mistério que este galileu encerra.

Mais importante que as palavras são as obras,

pois são elas que nos colocam no caminho do seguimento

e não apenas de teorias ou discussões de entretém ou de conflito.

 

Há muita gente que admira Jesus e a sua doutrina,

mas não consegue acreditar que é o Filho de Deus,

o nosso salvador, que dá a sua vida para a nossa salvação.

É um salto que mergulha no mistério de Deus encarnado,

e não apenas uma imitação externa e voluntarista

de uma moral diferente e de uma doutrina pacifista.

O cristianismo não é uma moral de fortes,

mas uma Pessoa que se escuta, se acolhe como alimento,

se segue como caminho e se anuncia como boa nova.

 

Bom Deus, obrigado pelo dom do teu Filho,

e pela surpresa de acreditar em Deus

revestido de carne como nós,

que nos põe à procura do Filho de Deus na nossa história.

Espírito Santo, dá-nos o dom da fé e da sabedoria,

para que fazendo memória do passado,

possamos reconhecê-Lo presente no nosso meio.



quinta-feira, março 26, 2026

 

5ª feira da 5ª semana da Quaresma

 



Antes de Abraão existir, ‘Eu sou’. (cf. Jo 8, 51-59)

 

O Verbo eterno de Deus antes de encarnar já era.

Também Ele foi Palavra dirigida a Abraão,

chamando-o a partir de si e a viver da fé.

Abraão, vivo em Deus, alegrou-se com o envio do Filho eterno

e alegra-se pela sua fidelidade ao Pai a renovar a sua aliança,

no caminho duro que O conduz à morte que abre a ressurreição.

Mistério do eterno que abraça o tempo!

 

Filhos do tempo, vemos o provisório como um para sempre,

embora saibamos que nascer é começar a morrer!

Tudo fazemos para acrescentar os dias

e fugirmos à doença e à paragem cardíaca,

apesar de sentirmos que esta vida é insaciável

e nunca nos sentirmos completos.

Até mesmo quando o sofrimento e limitações são grandes,

não desejamos a eternidade porque significa um salto no escuro!

 

Verbo Divino, eterno e Irmão na carne,

ajuda-nos a confiar no teu Evangelho

e a pratica-lo com fidelidade e entrega.

Espirito Santo, dá-nos o dom de ver

com horizontes abertos ao infinito,

para não termos medo de ter esperança na eternidade

e podermos conhecer Aquele que nos conhece antes de sermos.

Que Abraão interceda por nós e como ele,

vivamos da fé em peregrinação da luz da verdade.



quarta-feira, março 25, 2026

 

4ª feira, Anunciação do Senhor

 



Conceberás e darás à luz um Filho, a quem porás 

nome de Jesus. (cf. Lc 1, 26-38)

 

Deus tem o projeto de salvar a humanidade.

O Pai, o Filho e o Espírito Santo comungam da mesma missão,:

O Pai envia o Filho por meio do Espírito a encarnar em Maria.

O Filho diz ao Pai e ao Espírito:

“Eis-me aqui para fazer a vossa vontade”.

E Maria e José acolhem o projeto de Deus

e respondem com humildade:

“Eis-nos aqui para permitir e colaborar no vosso projeto”!

 

Sonhamos mandar e comandar a vida.

Fascina-nos ter um comando na mão,

poder ir ao supermercado e servir-nos à vontade,

poder ligar e desligar, mudar de canal e intervir.

Quando nos ligamos a Deus pela oração,

sonhamos que Ele nos escute e satisfaça os nossos desejos,

como, quando e o que lhe pedimos.

Causa-nos vertigem comprometer-nos com Deus para sempre

e passar-lhe um cheque em branco das energias da nossa vida.

Até o Pai-Nosso nos custa rezar: “seja feita a vossa vontade”!

 

Senhor, que queres de mim? Em que posso ser-Te servo?

Espírito Santo, dá-nos o dom do discernimento,

para compreendermos a gramática do teu falar

e entrarmos em diálogo de procura de como fazer a vontade de Deus.

Virgem Maria e José, ensinai-nos a responder sim ao projeto de Deus,

apesar de ser noite e o amanhã não dar garantias de segurança.

Senhor, dá-nos a confiança de filhos,

para nos entregarmos para sempre e totalmente a Deus.



terça-feira, março 24, 2026

 

3ª feira da 5ª semana da Quaresma, Dia dos Missionários Mártires (24 março)

 



Quando levantardes o Filho do homem, então sabereis que ‘Eu sou’. (cf. Jo 8, 21-30)

 

Jesus não é uma serpente de bronze: espelho de idolatria,

mas o Filho de Deus a renovar a aliança no seu sangue.

Ele é elevado na cruz, não para humilhar e envergonhar o pecador,

mas como sinal da misericórdia divina, que morre em missão,

o amor divino incondicional, que jorra do peito a nascente de vida.

O centurião romano que O viu morrer, professa:

“Este é verdadeiramente o Filho de Deus”!

 

Hoje os meios de comunicação social expõem a desgraça,

como o calvário e a cruz elevaram o Bem crucificado.

Em Cristo morto e torturado inocentemente,

vemos até onde pode ir a maldade humana

e até onde pode ir a misericórdia e fidelidade divina.

É nesta prova superada de um atentado contra o Filho de Deus

que vemos e podemos professar que Jesus é o Filho de Deus!

Seu coração não se deixou contaminar pela raiva da injustiça

e do vinagre recebido oferece-nos o dom da graça do seu sangue e água.

 

Senhor Jesus, diante de Ti me prostro e Te contemplo,

Homem de dores com amor entregando

tua vida como remédio dos nossos pecados repetidos.

Espírito Santo, dá-nos o dom de ver essa paz que perdoa,

apesar das injúrias e desprezos fanfarronando ,

numa brincadeira de mau gosto magoando,

Aquele que passou a vida fazendo o bem

e sustenta a nossa vida, como bom Pastor revestido de cordeiro.

Ajuda-nos a contemplar-Te na cruz,

quando Te magoamos no irmão frágil e desprotegido.

 



segunda-feira, março 23, 2026

 

2ª feira da 5ª semana da Quaresma (23 março)

 



Também Eu não te condeno. Vai e não tornes a pecar. (cf. Jo 8, 1-11)

 

Deus escreve no chão os nossos pecados,

porque traz gravado no seu coração o amor incondicional.

Jesus é o rosto visível do Amor invisível,

que sustenta a vida e repara a enfermidade do pecado.

Perante aqueles que vêm como juízes carrascos,

Jesus devolve-lhes a luz que espelha o seus corações:

“Quem não tiver pecado, atire a primeira pedra”!

E espera ficar só com a mulher acusada,

para lhe perguntar onde estão os que a condenaram.

Jesus a uns e outros quer salvar, por isso não a condena,

e envia-a para casa com esperança de recomeçar vida nova.

 

Somos rápidos a apontar o dedo, a murmurar e condenar,

como se viéssemos do Céu, inchados de graça e de vaidade.

É difícil seguir Jesus na arte de recuperar,

interrogando sem ameaçar com a condenação ao pecador.

É mais fácil usar o conhecimento ou fofoca sobre o outro,

fechando o capítulo como se já não houvesse remédio,

a não ser marginalizar e humilhar, mostrando a língua de fogo,

acendida no fogo do inferno de coração amargo.

 

Senhor Jesus, obrigado porque viestes, não para nos condenar,

mas para nos iluminar as chagas escondidas do pecado,

e animar ao arrependimento, abrindo horizontes de esperança.

Espírito Santo, dá-nos a arte de ver com o olhar de Cristo,

sem deixar de amar o pecador e com o fogo do ardor de a todos salvar.

Ajuda-nos a ser discípulos de Jesus, mansos e humildes de coração,

para ir junto dos pecadores e anima-los a aprender a fazer o bem

e a largar a rotina quotidiana de fazer o mal,

como se tudo fosse normal, só porque quase todos o fazem.



domingo, março 22, 2026

 

5º Domingo da Quaresma

 



Senhor, o teu amigo está doente. (cf. Jo 11, 1-45)

 

O Pai olhou o Filho  e disse-lhe com amor:

“Filho, os teus amigos humanos estão doentes.

Preciso de Ti para lhes dares um vida nova”.

E o Filho disse ao Pai prontamente:

“Eis-me aqui para fazer o que o teu e o meu coração implora”.

E de olhos húmidos de desconsolação

e brilho de esperança no olhar do coração,

desceu menino e recomeçou, carregando a nossa fragilidade.

A sua vida foi fonte de vida para quem já está sepultado

e cheira a tudo terminado.

Todos nós somos Lázaro amigo por quem deu a vida!

 

Todos os dias somos confrontados com a impotência

perante amigos doentes e cansados de sofrer.

É o mistério do sofrimento que nos corrói a esperança.

Rezamos a Deus: “o teu amigo está doente”.

E esperamos  milagres que curem os males

e a vida volte ao normal de antigamente.

Quando a notícia da morte nos surpreende,

o amargo da fé treme impotente,

como se Deus nos tivesse abandonado!

Mas vida será só somar dias e anos,

ou curar a alma e recuperar amigos perdidos?

 

Senhor, os teus amigos em guerra estão doentes,

trémulos de medo, revoltados pela destruição e a morte.

Senhor, os nossos amigos estão doentes e sem esperança,

Ajuda-nos a acreditar em Ti, ressurreição e vida,

que concorre em tudo para o bem dos que ama.

Espírito Santo, dá-nos o dom da fé e da confiança,

para que não querermos que Deus faça o que achamos melhor,

mas aquilo que é a salvação dos nossos amigos doentes.

 



sábado, março 21, 2026

 

Sábado da 4ª semana da Quaresma (21 março)

 



Poderá o Messias vir da Galileia? (cf, Jo 7, 40-53)

 

O Filho de Deus entra na condição humana,

sem pompa e nem circunstância.

A sua encarnação não se impõe pela grandeza e clareza,

mas é sinal de contradição, que divide opiniões

e nos coloca a todos à procura do Messias ao nosso lado.

Uns veem nele um profeta, outros um dos profetas,

outros um galileu revolucionário e visionário,

outros um mestre na Lei, outros uma ameaça à religião,

outros um possuído por Belzebu, outros o Messias de Deus…

 

Conhecer a realidade da vida e do outro é difícil,

pois trazemos connosco muitos preconceitos,

muitos estereótipos, muitas alergias ligadas

a culturas, povos, gerações, religiosas, políticas, sociais…

Saber fundamentar afirmações e ideias sobre o outro

é uma sabedoria que parte, não do geral para o particular,

mas do particular e para o geral duvidoso e incompleto.

As aparências iludem e catalogam, sem conhecimento pessoal

e podem ser extramente injustas e apressadas.

 

Bom Deus, Pai, Filho e Espírito Santo,

obrigado porque, conhecendo-nos a verdade do coração,

não nos olhas pelo passado, mas pela esperança do futuro.

Bom Jesus, o Filho do Altíssimo nascido de Maria

e acolhido por José, aparecendo simples carpinteiro,

nazareno e galileu, em devaneios messiânicos.

Espírito Santo, ensina-nos a ver o coração das pessoas

e a não nos fixarmos nas aparências, local de origem,

grupo social, povo, idade, ideologia e até passado perdido.

Faz de nós cristãos de verdade e não de aparências,

buscadores do mistério escondido em cada um diferente,

mas companheiro irmão nesta peregrinação da verdade e santidade.



sexta-feira, março 20, 2026

 

6ª feira da 4ª semana da Quaresma

 



Eu conheço-O, porque d’Ele venho e foi Ele que 

Me enviou. (cf. Jo 7, 1-2.10.25-30)

 

Jesus de Nazaré vem de Deus e vem em missão.

Só o Filho de Deus pode revelar quem é Deus,

não só pela palavra, mas acima de tudo pelo testemunho.

A hora de Jesus é a hora da fidelidade à aliança,

provada na cruz da injustiça e da morte do Filho de Deus.

É neste testemunho de fidelidade incondicional

que se revela a surpresa de um Deus que morre por nós!

 

Cada um de nós é de uma terra e de uma cultura,

mas quando somos batizados passamos a ser do Pai,

por meio do Filho de Deus e do Espírito Santo.

Mas dizer-se cristão não significa ainda ser outro Cristo,

porque ser cristão é uma forma de viver, de ver a história,

de sentir o destino do outro, de assumir valores

e de ocupar o tempo com sonhos e causas próprias de Cristo.

Ser cristão é constituir-se em família,

sem fronteiras nem preconceitos,

não ligando à terra ou cultura de onde vem,

mas à comunhão na fé que se professa e acredita.

 

Bom Jesus de Nazaré, mistério escondido num carpinteiro,

ensina-nos a alimentar relações de sandálias descalçadas,

com o religioso respeito pela diferença

e o acolhimento da fraternidade que nos é comum.

Obrigado, porque nos acolhes, sem olhar o passado mau,

e tens esperança na vida nova que nos queres dar.

Espírito Santo, transforma o nosso coração,

para que seja mais importante ser enviado por Cristo,

do que nascer numa terra e crescer numa cultura.

 



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