quarta-feira, junho 24, 2026
4 feira, Nascimento de S João Batista (24 junho)
O seu nome é João.
(cf. Lc 1, 57-6.80)
Deus é graça e misericórdia que serena do Céu.
Ele faz-se graça num casal idoso e infecundo,
para que fique claro que é obra de Deus.
O seu nome é João, “Deus fez-se graça”,
para que o Precursor nasça e o povo seja purificado
para receber Aquele que vem em nome do Senhor.
João vem à frente para que anuncie o que vai vir atrás,
e seja acolhido por todos pelo batismo da penitência e da conversão.
As festas de S. João têm animação de martelar a cabeça,
pois é necessário despertar da rotina de trevas em que andamos.
Festejam-se durante a noite, alumiada por balões
e regada com muito álcool, pois não é fácil começar de novo.
Tudo se faz em nome do S. João, mas ao contrário de S. João,
pois é melhor ficarmos apenas com a festa do solecístico do Verão.
Demos-lhe o nome, mas não o conteúdo
e é com este que ficamos, pois atrai mais gente!
Bom Deus, obrigado por seres esperança junto dos sem esperança.
Bendito sejas naqueles que Te dão graças
e reconhecem que sempre Te fazes
graça,
mesmo que não o chamem João.
S. João Batista, profeta grande e forte como o deserto,
ajuda-nos a entrar num caminho de conversão,
para acolhermos Jesus, nosso Salvador.
S. João, ensina-nos a ser humildes e sem medo,
para anunciar com liberdade o Evangelho de Cristo.
terça-feira, junho 23, 2026
3ª feira da 12ª semana do Tempo Comum (23 junho)
Tudo quanto quiserdes que os homens vos façam fazei-o também
a eles. (cf. Mt 7, 6.12-14)
O amor é colocar-se na situação do outro
e fazer-lhe o que gostaríamos que nos fizessem.
Deus, porque é Amor, colocou-se no nosso lugar,
descendo à nossa condição e fazendo uma aliança connosco.
Na plenitude dos tempos, Deus enviou o seu Filho,
tomando a nossa carne, fazendo-nos como Deus,
o que gostaria que lhe fizessem a Ele como homem.
O individualismo gera egoísmo e indiferença,
o que dificulta imaginar-se na pele do outro.
Isto gera cidades populosas e solitárias,
frias de compaixão e febris de consumismo.
Os populismos e fundamentalismos agressivos
alimentam-se deste posicionar-se na vida
e avançam, em tempo de crise, pelo ataque ao diferente
e pela exclusão do pobre e do estrangeiro.
Deus omnipotente e bom, que por amor
nos tratas como gostaríeis ser tratados,
ajuda-nos a aprender esse caminho estreito
de fazer ao outro o que gostaríamos que nos fizessem.
Bendito sejas, Filho de Deus, Irmão grande que te fizeste menor,
ajuda-nos a seguir-Te como caminho do amor,
tratando os outros como gostaríamos de ser tratados.
Espírito Santo, dá-nos a graça de amar os pobres, os estrangeiros,
os que são portadores de deficiência, os doentes,
os idosos, os pecadores… como eles gostariam de ser amados.
segunda-feira, junho 22, 2026
2ª feira da 12 semana do Tempo Comum (22 junho)
Tira primeiro a trave da tua vista e então verás bem para
tirar o argueiro da vista do teu irmão. (cf. Mt 7, 1-5)
Só Deus conhece a verdade mais profunda de cada um,
porque só Ele vê para além das aparências.
Iludimo-nos facilmente ao julgarmos os outros,
pois não é nossa missão condenar os outros.
Jesus, que pode julgar, prefere salvar em vez de condenar,
porque nos olha a partir dum coração compassivo.
Deixa crescer o trigo e o joio e só no final separa,
conserva ou queima.
Há em cada um de nós um inspetor e um juiz.
Talvez queiramos distrair-nos com as fragilidades dos
outros,
para não termos que nos acusar das nossas.
Por isso, é tão fácil falar mal dos outros por detrás
ou apontar o outro pela frente, humilhando mais do que
corrigindo.
Há quem diga que vemos melhor nos outros
os erros em que costumamos cair mais frequentemente!
Se assim for, a pressa em julgar os outros
é para evitar confrontar a nossa vida com o Evangelho
e entrarmos num processo autentico de conversão.
Bom Pai e justo Juiz, obrigado pelo teu coração bom,
que conhecendo bem as nossas misérias,
não te fixas nelas, mas queres apenas animar-nos à conversão.
Bendito sejas, Jesus, Juiz dos vivos e dos mortos,
que não viestes para nos condenar,
mas dar a vida pela nossa salvação.
Espírito Santo, abre-nos à luz da Palavra de Deus,
para que aproveitemos todas as oportunidades
para nos convertermos e vivermos como Cristo.
domingo, junho 21, 2026
12º Domingo do Tempo Comum (21 junho)
Não temais os que matam o corpo, mas não podem matar a alma. (cf. Mt 10, 26-33)
O Senhor fala-nos ao ouvido do coração,
para que nós proclamemos a sua Palavra, alto e em bom som,
principalmente no silêncio do testemunho.
Assim com os profetas e Jesus foram perseguidos e rejeitados,
também nós o seremos se formos fieis à sua Palavra.
Às vezes temos mais medo dos que nos podem fazer mal ao corpo,
do que negarmos o Autor da vida e da nossa salvação.
Num país onde a perseguição religiosa não faz mal ao corpo,
podemos ter medo que nos chamusquem a imagem
ou nos ridicularizem por termos fé e sermos praticantes.
É este medo que faz com que tenhamos respeitos humanos
e nos tornemos incógnitos e amorfos e às vezes “neutros”
perante tudo o que é injusto e nega a Cristo e a sua cruz.
Para não termos problemas, preferimos ser como todos,
conformados com este mundo nos sentimentos e opções,
e muitos espirituais e devotos no interior da casa e da Igreja!
Senhor da terra e do Céu, que tudo conheceis
e que a todos quereis recompensar pelo seguimento do teu Filho,
ajuda-nos a ser fieis a teu amor e à tua aliança.
Espírito Santo, dá-nos o dom da fortaleza e da profecia,
para que não tenhamos medo da dor, da solidão e da rejeição,
mas procuremos em todas as situações acumular tesouros no Céu.
Liberta-nos do comodismo e dá-nos o dom da fidelidade.
sábado, junho 20, 2026
Sábado da 11ª semana do Tempo Comum (20 junho)
Ninguém pode servir a dois senhores. (cf. Mt 6, 24-34)
Jesus é o Verbo eterno de Deus que se faz homem,
mas que não deixa de ser Deus.
É o abraço de Deus à humanidade,
a eternidade a assumir a nossa mortalidade,
o Invisível a tornar-se visível, sem deixar de ser mistério.
A vida de Jesus manifesta quem é o seu Senhor,
o seu “Abba” querido, como Filho e Servo aberto à sua vontade.
Jesus sabe combater a tentação do poder, do dinheiro e do prazer.
Ele é o Ámen ao Pai no abraço à humanidade ferida e perdida.
Vive-se o ideal sincrético de ser e experimentar tudo
e não ser presa de ninguém nem de nada.
Por isso, a religiosidade é mistura fácil e querida,
de ritos e crenças, sem ser pertença de nada nem de ninguém.
O cristão gosta de se afirmar como tal,
mas quer ficar livre para praticar a sua religião
quando quer e lhe apetece, e apenas em momentos especiais.
Facilmente queremos ser simultaneamente cristãos praticantes
e servidores da segurança das riquezas acumuladas,
do poder adquirido, da fama conquistada e do prazer sem dor.
Bom Deus, está nas tuas mãos a minha vida,
o meu presente e o meu futuro, a minha salvação.
Perdoa as ansiedades e temores do futuro,
que me levam a querer servir a dois senhores,
e a querer estar a bem com Deus e com o diabo.
Espírito Santo, dá-nos a sabedoria da paz e da fé,
que nos liberta da servidão da segurança das riquezas perecíveis
e nos recorda dos tesouros eternos, acumulados no Céu.
Bom Jesus, sê o caminho do Ámen puro para Deus.
sexta-feira, junho 19, 2026
6ª feira da 11ª semana do Tempo Comum (19 junho)
Se o teu olhar for mau, todo o teu corpo andará
nas trevas. (cf. Mt 6, 19-23)
O Olhar de Deus é bom: vê filhos nas criaturas,
esperança no pecador, misericórdia remédio da infidelidade.
Jesus, Filho do Olhar bom, vê compaixão no sofrimento,
fé no estrangeiro, confiança na solidão e silêncio do Pai,
esperança na morte, irmãos a perdoar nos que O matam.
Pelo contrário, as autoridades judaicas veem em Jesus
um perigo para a sua religião,
um incómodo porque cura ao Sábado,
um fora de si porque se doa totalmente,
uma ameaça porque se apresenta como Filho do Homem.
Há óculos que desfiguram a realidade,
como o preconceito, o racismo, a ideologia,
a raiva, a inveja, a luxuria, a ambição…
é este olhar mau que vê no diferente um perigo a evitar,
no refugiado um terrorista camuflado,
na mulher e no pobre seres inferiores,
no portador de deficiência ou de doença um peso…
É o olhar mau que alimenta a injustiça e a exclusão.
Bom Pai, Filho e Espírito Santo,
que nos olhais com um olhar bom e compassivo,
dai-nos uma visam pura e boa, capaz de ver em todos um irmão
e no frágil alguém que podemos levantar de novo e fortalecer,
para que possa acreditar no futuro e na fraternidade.
Libertai-nos das aparências que brilham, mas não permanecem,
e dai-nos a sabedoria do verdadeiro tesouro no Céu.
Que o teu Espírito nos dê um olhar profético,
iluminado pela esperança e movido pelo amor,
promovendo a justiça e a paz, num mundo diverso.
quinta-feira, junho 18, 2026
5ª feira da 11ª semana do Tempo Comum (18 junho)
Orai assim: ‘Pai nosso”
(cf. Mt 6, 7-15)
Jesus ensina-nos a rezar como Ele reza:
Meu querido Papá, sabes como amo as tuas criaturas
e gostaria que todos te pudessem chamar Pai nosso.
O meu coração arde de amor por Ti e por todos
e desejo que todos Te santifiquem e o teu reino venha,
para que todos pudessem descobrir:
a alegria de fazer a tua vontade e a cumpri-la com confiança.
Querido Pai, dá-nos a todos o pão de cada dia
e ensina-nos a perdoar como Tu nos perdoas,
pois a tentação do ressentimento
e da vingança assalta-nos a toda a hora.
Livra-nos, ó Pai, de todo o mal e abençoa a nossa vida.
O tema da oração está na ordem do dia,
talvez até mais o da meditação,
pois mais do que uma relação se procura a pacificação.
Há livros, vídeos e cursos que ensinam a meditar e a relaxar,
e até já há um turismo espiritual e de natureza
que tem treinadores de ioga ou outros métodos.
Jesus ensinou-nos a rezar e nós somos capazes de ensinar a rezar,
a encontrar-nos com a Pessoa de Deus,
iluminados pela fé, a Palavra de Deus e o Espírito Santo?
Querido Pai de Jesus, obrigado porque aceitaste ser nosso Pai,
por meio de Jesus teu Filho e do Espírito Santo,
luz que nos conduz neste encontro de amigos.
Espírito Santo, ilumina-nos e conduz-nos
neste silêncio confiante que procura escutar o Invisível,
confiante que é mais real do que as aparências.
Bom Jesus, reza em nós ao Amor que nos salva
e ajuda-nos a viver como irmãos,
apesar de alguns mais parecerem inimigos.
Liberta-nos do mal da desesperança e do egoísmo,
pois estes sentimentos apodrecem-nos a confiança
e alimentam a guerra, a indiferença e a injustiça.
quarta-feira, junho 17, 2026
4ª feira da 11ª semana do Tempo Comum (17 junho)
Tende cuidado em não praticar as vossas boas
obras para serdes vistos pelos
homens. (cf. Mt 6,
1-6.16-18)
Deus atua no oculto da normalidade,
fala no silêncio da oração e da contemplação,
ama pedindo licença para entrar,
perdoa sem humilhar nem condenar.
Deus não olha as aparências nem aos teatros que representamos,
mas ao interior das motivações
e à intensidade do amor com que atuamos.
O amor não pede recompensa, mas deseja fazer o bem.
Vivemos num mundo espetáculo
que depende muito da opinião pública:
sondagens, estudos de opinião, tendências,
modas, influenciadores, publicidade…
A própria conceção de pecado
depende muito do peso da sanção pública:
se for praticada no segredo e ninguém se aperceber
nem condenar, muitas vezes nem sequer é confessado.
É a moral da recompensa imediata!
Pai do Céu, ajuda-nos a tomar consciência
que conheces o nosso jardim secreto
e vês claramente na escuridão a libertinagem oculta.
Aumenta a nossa fé e dá-nos um coração puro.
Espírito da Verdade, dá-nos o dom de valorizar mais
o que Tu vês do que os outros veem e pensam.
Bom Mestre Jesus, ensina-nos a rezar ao Pai invisível,
a compadecer-nos do necessitado como irmão
e a jejuar de palavras, imagens, juízos e alimentos perniciosos.
terça-feira, junho 16, 2026
3ª feira da 11ª semana do Tempo Comum (16 junho)
Sede perfeitos, como o vosso Pai celeste é perfeito. (cf. Mt 5, 43-48)
A perfeição do Pai do Céu é o seu amor incondicional.
Ele criou-nos a todos com o mesmo amor,
cuida de todos nós com a mesma fidelidade e zelo,
envia-nos o seu Filho para salvar a todos,
e Jesus oferece a sua vida pela remissão de todos.
Somos discípulos deste Mestre, que é o coração de Deus,
e devemos tender para esta perfeição de amor,
que não depende da resposta do outro,
porque a motivação é o seguimento de Jesus
e não a reação ou a troca de favores ao outro.
Vivemos numa sociedade de mercado,
onde nos habituamos a vender e comprar tudo:
serviços, coisas, afetos, cuidados, formação, favores…
Por isso, achamos normal a lei de Talião:
“olho por olho, dente por dente”.
Tudo o que for gratuidade e pagar o mal com o bem,
cheira a fraqueza de carácter, ficar por baixo.
Rezar pelos inimigos até parece ser injusto, doidice.
Parece tudo menos perfeição!
Querido Pai do Céu, bendito sejas pela tua perfeição em amar-nos,
que independentemente da nossa resposta,
continuas a jorrar amor e misericórdia, como fonte boa e pura.
Bendito sejas, Filho de Deus que quiseste ser nosso irmão,
permanecendo coração perfeito e aliança eterna,
mesmo quando Te traíram, condenaram e mataram na cruz.
Obrigado por rezares por nós, pois não sabemos o que fazemos,
e pedires perdão ao Pai por aqueles que Te rejeitaram.
Envia-nos o teu Espírito de amor perfeito
e ensina-nos a ter um coração semelhante ao teu,
capaz de amar os inimigos e rezar por quem nos ofende e persegue.
segunda-feira, junho 15, 2026
2ª feira da 11ª semana do Tempo Comum, Imaculado Coração de Maria (15 junho)
Sua Mãe guardava todas estes acontecimentos em seu coração. (cf. Lc 2, 41-51)
A interioridade de Deus é coração revelado,
amor ilimitado, compaixão visitada,
aliança abaixada, pão repartido,
mão estendida, abraço aconchegado.
A Mãe do Coração é templo do Espírito,
onde o mistério divino é sondado
e o silêncio amadurece a verdade procurada.
É pela fé que Maria vai ao alcance do Filho!
O tempo é muitas vezes enevoado, sem transparência de horizontes.
Às vezes dá vontade de fechar os olhos para ver melhor,
e tentar compreender o sentido das surpresas que vêm.
Só nos assaltam questões a começar em: “porquê” a mim e agora?
Não sabemos “como” nem “porque”,
mas sabemos que Alguém está ao nosso lado e do nosso lado,
como companheiro e amigo a apontar o caminho
e que tudo fará para o nosso bem e aprendamos a amar!
Este Alguém muitas vezes sabe a “Mãe”, a mão de mestra!
Bom Jesus, obrigado pela Mãe que nos deste na Cruz.
Espírito Santo, dá-nos o dom de um bom coração,
iluminado pela fé e inflamado pelo amor,
capaz de esperar com esperança a revelação da semente
lançada à terra como morte ressurgida.
Imaculado Coração de Maria, sede o nosso refúgio
e caminho para Jesus, teu Filho e nosso salvador.
domingo, junho 14, 2026
11º Domingo do Tempo Comum (14 junho)
Pelo caminho, proclamai que está perto o reino
dos Céus. (cf. Mt 9, 36—10, 8)
A missão de Deus é uma história de salvação,
que se vai fazendo enquanto o povo caminha,
entre altos e baixos, entre fidelidades e infidelidades.
O êxodo é feito a caminho da terra prometida,
entre murmurações e revoltas contra Deus e Moisés,
e a revelação da aliança e da serpente de bronze levantada.
O Filho de Deus entra na nossa história mortal,
como novo nascimento, como caminho, verdade e vida.
Jesus escolhe e envias os doze apóstolos em missão
e pede-lhes que, pelo caminho, proclamem a proximidade da salvação.
A missão não é um chegar, mas um pôr-se a caminho e evangelizar.
Perante a imensidão e complexidade da “ceara do Senhor”,
muitos passam o tempo à espera de estar totalmente preparados
e mandatados, para começar a evangelizar.
Às vezes não há tempo para rezar, para escutar as pessoas
e lhes dar razões da sua esperança, porque é preciso estudar,
conhecer bem a doutrina e os ritos litúrgicos.
Mas o batizado, seja em que condição de vida estiver,
é chamado a fazer o seu caminho de vida como discípulo de Jesus,
fazendo o bem e agindo com compaixão, vivendo em conversão
e dizendo o que o anima a caminhar e a seguir esse rumo.
Senhor Jesus, bendito sejas por seres graça e salvação,
sabendo que a não merecemos e que até Te podemos trair.
Bendito sejas, caminho, verdade e vida,
que partilhas connosco a tua missão
e nos desafias a caminhar segundo o teu Espírito e o teu Evangelho.
Ajuda-nos a viver com alegria a nossa fé,
fazendo da nossa vida um caminho novo de esperança e de amor,
com a humildade do peregrino e a coragem da profecia,
que evangeliza mais pelo que se é do que pelo que se anuncia.
sábado, junho 13, 2026
Sábado, S. António de Lisboa (13 junho)
Aquele que os praticar e ensinar será grande no reino dos Céus. (cf. Mt 5, 13-19)
Deus fez-nos missão à sua imagem e semelhança.
Jesus, o enviado do Pai, envia os seus discípulos
a serem luz e sal da terra, a praticar e ensinar o Evangelho.
Frei António de Lisboa quer dar a vida por Cristo
e parte para onde Deus o enviou, não para onde ele quis.
Toda a sua vida é um Evangelho vivo,
que fala com o testemunho e com a Palavra que proclama.
A santidade de Deus ilumina e interpela,
despertando-nos das nossas rotinas de sal corrompido.
Anda morno e insípida a nossa vida de cristãos,
fazemos a diferença pelos edifícios grandes e históricos,
pelos trajes e ritos, pelas tradições e linguajar,
mas será que iluminamos e sabemos a Cristo?
Senhor Jesus, acende a chama da fé e do amor,
para que a nossa vida ilumine a santidade no quotidiano
e a nossa palavra ensine o caminho da salvação.
Espírito Santo, dá-nos o dom da sabedoria,
como o deste a S. António, grande evangelizador,
que ainda hoje continua a falar em todo o mundo.
S. António intercede por cada um de nós,
para que aprendamos a praticar e a ensinar o Evangelho,
com a mesma coerência e força profética.
sexta-feira, junho 12, 2026
6ª feira, Sagrado Coração de Jesus (12 junho)
Aprendei de Mim, que sou manso e humilde de
coração, (cf. Mt 11, 25-30)
Deus é amor que toma a iniciativa
de vir ao nosso encontro, descendo à nossa condição.
A aliança com o seu povo é um sinal do seu amor.
A sua compaixão e misericórdia brotam do seu coração.
O envio dos seus profetas para convocar à conversão
e depois o envio do seu próprio Filho
são sinais dum coração apaixonado pelas suas criaturas.
O coração de Jesus rasgado pela lança do soldado
é uma fonte de graça que salva e sacia a sede de eternidade.
Fala-se de amor, mas fala-se também de individualismo.
Amar não é fazer amor, mas querer bem ao outro
e tudo fazer para que eu faça parte da felicidade do outro.
Estranhamente nunca se ouviu tanto falar de violência no namoro,
de agressividade doméstica, de ciúmes, de divórcios…
Há dificuldade em perdoar e em curar o ressentimento,
como se todos devêssemos ser perfeitos e impecáveis.
Andaremos mal do coração e sofrendo de solidão?
Senhor Jesus, imagem gémea do Pai,
ensina-nos a mansidão do amor e do respeito.
Sagrado Coração de Jesus, faz o nosso coração
semelhante ao teu e dá-nos os teus sentimentos
compassivos e misericordiosos, sem medo de amar a todos.
Espírito Santo, dá-nos o dom da comunhão de corações,
para que saibamos construir uma fraternidade universal,
onde ninguém fique excluído nem marginalizado.