quinta-feira, julho 23, 2026
5ª feira, S. Brígida, padroeira da Europa (23 julho)
Se alguém permanece em Mim e Eu nele, esse dá muito fruto. (Cf. Jo 15, 1-8)
Deus fecunda a vida, criando-a, cuidando-a e curando-a.
Quem está em Deus participa desta bênção
e fica fecundado com o dom de dar vida ao próximo.
Em Cristo, vemos os frutos que devemos dar
e os rebentos estéreis que precisamos de podar,
para que não percamos a energia em objetivos inúteis.
S. Brígida foi esposa e mãe de oito filhos,
mística e peregrina, escritora e fundadora…
mas sempre em comunhão e seguimento de Cristo.
Queixamo-nos que levamos uma vida fragmentada,
cheia de canseiras e preocupações, estressante…
Isso é muitas vezes a nossa lamentação
e a nossa desculpa para não rezar ou meditar a Palavra.
S. Brígida, que viveu diferentes estados de vida,
mostra que é possível a santidade como esposa, mãe,
viúva, peregrina, escritora, intervenção na sociedade,
compromisso com a Igreja e a sua renovação.
Senhor Jesus, Mestre silencioso da arte de amar,
ensina-me a permanecer em Ti em todas as circunstâncias
e a dar frutos que nascem do Espírito Santo
e encarnam a vida de Cristo, nosso Irmão e Salvador.
Espírito Santo, dá-nos o dom do discernimento
e o dom da fortaleza para termos a coragem de podar
o que não dá frutos de amor e de justiça, de paz e de missão.
S. Brígida, reza por cada um de nós,
para que reaprendamos a contemplar os mistérios de Cristo
e da sua cruz, comprometidos com o bem social e eclesial.
quarta-feira, julho 22, 2026
4ª feira, S. Maria Madalena (22 julho)
Maria Madalena foi anunciar aos discípulos: «Vi o
Senhor». (cf. Jo 20, 1.11-18)
O amor de Cristo impele Jesus para a ressurreição.
O amor de Cristo faz-se encontrar quando é procurado.
O amor a Cristo impele Maria Madalena a procura-Lo,
antes de o sol raiar na solidão do desespero.
O amor de Cristo chama Maria à mulher que chora
e o amor a Cristo responde-lhe: “Rabuni” e quer detê-lo.
O amor de Cristo associa Maria aos seus discípulos,
enviando-a a anunciar-lhes a boa noticia da sua ressurreição.
Em Cristo não há homem nem mulher, livre ou escravo,
desta ou daquela nação, todos somos criaturas renovadas,
pelo Batismo em Cristo, peregrinos duma fraternidade saudável.
Maria Madalena foi a primeira apóstola da Ressurreição,
embora fosse mulher e não pertencesse ao grupo do Doze.
Ela é um sinal de esperança,
pois a maioria dos cristãos são mulheres,
empenhadas pela fé e a caridade na missão de Cristo.
Bom Jesus, vivo e escondido que nos pões à procura,
como se hoje fosse a primeira manhã do primeiro dia.
Obrigado, porque transformas o choro e o desespero
em sepulcro aberto e gruta da vida e aurora da esperança.
Obrigado, porque vens ao nosso encontro,
nesta busca recíproca em que nos chamas pelo nome,
como o Pastor chama a ovelha perdida.
S. Maria Madalena, impelida pelo amor a Cristo,
numa gratidão eterna Aquele que a curou e libertou,
intercede por nós para que jamais deixemos de procurar Jesus,
sem querermos detê-Lo, numa missão que não descansa a alegria.
terça-feira, julho 21, 2026
3ª feira da 16ª semana do Tempo Comum (21 julho)
Quem é minha mãe e quem são meus irmãos? (Cf. Mt 12, 46-50)
O Filho de Deus nasce de Maria,
mas para Ele é mais importante a família espiritual:
os discípulos que O escutam,
do que a família de sangue que ficam fora e não O escutam.
Maria, que tinha dado o seu sim a ser Mãe do Messias,
agora é chamada a ser discípula do seu Filho.
E nós somos chamados a ser mães e irmãos de Jesus,
pela qualidade e fecundidade do nosso discipulado.
Num mundo globalizado, ressurgem temores
de diluição cultural e rácica na homogeneidade global.
Gera-se assim intolerância ao diferente,
exclusão rácica e xenófoba, fundamentalismo religioso,
fechamento tribal com receio de perda da identidade.
O universalismo católico é visto com desconfiança.
Mesmo no desporto o nacionalismo dá direito à deselegância,
à violência, ao insulto e ao mau perder.
Senhor Jesus, bom Mestre que queremos seguir,
ensina-nos a ser discípulos abertos e missionários.
que sabem aprender sentimentos e valores
e a praticar Evangelho e seguimento fiel.
Liberta-nos da de pertença apenas legal e sociológica,
cristãos de cédula do Batismo e de prática ritual,
mas que continuam a pensar e a atuar
como se Cristo estivesse fora de sintonia de onda.
Espírito Santo, faz de nós mães e irmãos de Jesus,
familiares do Filho de Deus, Evangelho vivo de Cristo.
segunda-feira, julho 20, 2026
2ª feira 16ª semana do Tempo Comum (20 julho)
Nenhum sinal lhe será dado, senão o sinal do profeta Jonas. (cf. Mt 12, 38-42)
Deus envia-nos o seu Filho como sinal de contradição:
é o todo poderoso revestido de pobreza e interioridade;
é o Filho de Deus conhecido como Filho de José e Maria;
é a Palavra da Vida que é crucificada e sepultada três dias,
ressuscitando e aparecendo aos que têm fé;
faz milagres como sinais do Reino de Deus chegado,
mas recusa-se a fazer milagres a pedido
para provar o seu messianismo.
Jesus quer ser apenas um sinal de conversão
e oportunidade para perdoar aos que estão arrependidos.
Gostaríamos que Jesus estivesse ao nosso serviço
e que fizesse os milagres que lhe pedíssemos
para provar que está vivo e confia em nós o seu poder.
Sonhamos com uma Igreja que, sem grande custo,
pudesse convencer a todos a converter-se a Cristo.
Mas o que experimentamos é o silêncio de Jesus,
a indiferença daqueles a quem falamos de Cristo salvador,
a facilidade com que se abandona a participação na missa
e só nela participa em atos sociais e festivos ou fúnebres.
Não temos controle nas coisas de Deus, somos apenas servos!
Senhor Jesus, Tu és o grande no meio de nós,
frágil como um sinal que não se impõe nem mete medo,
mas orvalha misericórdia e ilumina trevas e ilusões.
Espírito Santo, dá-nos o dom da sabedoria e da fé,
que sabe ler a Palavra de Deus na história normal
e a surpresa do divino no profano da rotina.
Ensina-nos a ciência da justiça, da misericórdia e da humildade,
que se serve no quotidiano, imitando Jesus na sua missão.
domingo, julho 19, 2026
16º Domingo do Tempo Comum (19 julho)
Deixai-os crescer ambos até à ceifa. (cf. Mt 13, 24-43)
Deus semeia no nosso coração a semente da Palavra da vida,
mas não impede que outros semeiem a semente do mal.
Cada um de nós deve discernir o que deve acolher ou deve rejeitar,
o que deve alimentar e o que não deve adubar,
para que no campo do nosso coração não cresça tudo,
mas haja escolhas e prioridades.
Quem for fecundado pela palavra da vida
pode tornar-se semeador do Evangelho da vida;
quem for fecundado pela palavra do mal
pode tornar-se semeador ao serviço do mal.
A Igreja não é um grupo de perfeitos e totalmente santos.
A Igreja é santa e pecadora,
comunhão de batizados em peregrinação para Cristo.
O que fazer aos que se revelam mais pela maldade?
Jesus aconselha-nos a não julgar nem condenar,
mas continuar a semear a Palavra da vida para que se converta,
esperando o fim dos tempos para ser Jesus a julgar.
Bom Jesus, semeador incansável da tua misericórdia
que faz de cada pecador um campo para semeares a tua Palavra,
obrigado pela tua paciência e fidelidade ao teu amor por nós.
Espírito Santo, dá-nos o dom do discernimento,
para sabermos rejeitar o que nos é prejudicial
e acolher e alimentar a Palavra da vida.
Ensina-nos a ter a mesma paciência e amor
com os que não são perfeitos e até são escandalosos
e não nos cansarmos de semear o bem com o nosso testemunho.
sábado, julho 18, 2026
Sábado da 15ª semana do Tempo Comum, S. Bartolomeu dos Mártires (18 julho)
Reuniram conselho contra Jesus, a fim de O fazerem desaparecer. (cf. Mt 12, 14-21)
O Filho de Deus apareceu Jesus e fez-se mistério,
tem aparência dum galileu frágil e inofensivo,
mas vislumbra-se Nele autoridade na palavra e nas ações,
que incomoda os acomodados nos seus deveres e certezas.
Ele é o Servo de Deus, manso e paciente,
que quer conquistar o mundo para a justiça e a piedade,
batendo à porta da aliança e da conversão.
Há assembleias que se reúnem para louvar a Deus,
outras para impedir que Deus seja publicamente louvado.
Há assembleias que se reúnem para proteger o frágil
e outras para o “fazer desaparecer” da nossa vista e do coração.
Quando fazemos desaparecer o frágil,
acabamos por fazer desaparecer Jesus,
que se identifica com o frágil.
Pai santo, obrigado pelo teu Filho que apareceu servo,
participante e curador da nossa fragilidade.
Bendito sejas, Irmão Jesus,
revestido de amor que não mete medo,
pela forma mansa e humilde com queres vencer a injustiça.
Liberta-nos da tentação de querermos fazer desaparecer o frágil,
para não ser o espelho da nossa fragilidade
nem perturbar a imagem de poder e perfeição
que queremos dar e fazer transparecer.
S. Bartolomeu dos Mártires, pastor bom das suas ovelhas,
intercede para que o nosso desejo seja:
fazer aparecer Cristo vivo e a força dos fracos no milagre da vida.
sexta-feira, julho 17, 2026
6ª feira da 15ª semana do Tempo Comum (17 julho)
Se soubésseis o que significa: ‘Eu quero misericórdia e não sacrifício’,
não condenaríeis os que não têm culpa. (cf. Mt 12, 1-8)
Deus quer que protejamos a vida frágil,
não que julguemos e condenemos
os infratores de normas religiosas e rituais.
O mais sagrado é a vida humana,
o cuidado do mais frágil que nos bate à porta.
Este olhar a vida nasce da misericórdia e não do dever sacrifical,
dá frutos de obras de misericórdia e não deveres rituais.
Jesus quer a misericórdia e ela existe:
em instituições que acolhem pessoas com deficiência,
em espaços de acolhimento e abrigo de refugiados,
em lugares onde há um lar para crianças sem família,
em residências onde conta a hospitalidade e não o dinheiro,
em casas de abrigo para pessoas violentadas em violência doméstica.
Há misericórdia para pessoas em recuperação física e moral.
Jesus, coração misericordioso de Deus no meio de nós,
ensina-nos a amar mais que julgar e condenar.
Espírito Santo, dá-nos o dom dum olhar fraterno e bom,
perante as imperfeições da liturgia, da religiosidade popular,
da religiosidade tradicionalista e ritualista,
da religiosidade clerical e inchada de vaidade…
Jesus, ensina-nos a primazia da caridade e da defesa da vida,
que se sobrepõe à letra da lei e ao rigor do ritual.
quinta-feira, julho 16, 2026
5ª feira da 15ª semana do Tempo Comum, Virgem santa Maria do Monte Carmelo (16 julho)
O meu jugo é suave e a minha carga é leve. (cf. Mt 11, 28-30)
O jugo de Jesus é a fidelidade à vontade do Pai.
E a vontade do Pai é que todas as criaturas vivam como filhos.
O jugo de Jesus é servir a salvação a todos,
amando até ao fim e incondicionalmente a todos.
O que descansa Jesus é estar em paz com todos,
com a consciência que está a fazer tudo como o Pai deseja.
A sua fé deixa-O tranquilo, porque nada teme
e está disposto a dar a sua vida pela sua missão.
Cansa-nos carregar a ansiedade de enriquecer e poder.
Cansa-nos o medo de perder as nossas seguranças.
Cansa-nos carregar ressentimentos e feridas de raivas.
Cansa-nos a inveja dos que prosperam e são admirados.
Cansa-nos a vergonha de sermos apanhados nas fragilidades.
Cansam-nos o medo de sermos apanhados no lado sombrio.
Cansam-nos pensar no que os outros dizem e pensam de nós…
Senhor Jesus, busco a tua paz e tranquilidade,
pois os atalhos por andamos cansa-nos
e deixam-nos sem rumo e estressados.
Espírito Santo, dá-nos o dom da sabedoria do jugo de Jesus,
que sabe despojar-se do peso do medo e da raiva
para dormir na almofada da boa consciência e da caridade.
Nossa Senhora do Carmo, ensina-nos a subir ao monte da oração
e a redescobrir a beleza da fraternidade que nos faz descansar.
quarta-feira, julho 15, 2026
4ª feira da 15ª semana do Tempo Comum, S. Boaventura (15 julho)
Ninguém conhece o Pai senão o Filho. (cf. Mt 11, 25-27)
O Pai conhece o Filho e sabe que pode contar com Ele,
por isso, envia-O como sua Palavra com mãos de carpinteiro.
O Filho conhece e ama o Pai, por isso, revela-O,
como mistério de amor e grandeza de fidelidade,
no escândalo da fragilidade e pobreza,
numa mansidão crucificada na periferia de Jerusalém.
Saber ler Deus neste Galileu é ter olhos de discípulos.
Há muita literatura sobre Deus,
muita guerra em nome de Deus,
muitas promessas de milagres em nome de Deus,
mas quem conhece a Deus a não ser o Filho de Deus?
A dificuldade é reconhecer em Jesus de Nazaré
o Filho de Deus, enviado pelo Pai, revestido da nossa carne!
Mesmo que se acredite em Jesus como Filho de Deus,
será que podemos provar que os seus discípulos
Lhe são fieis e se revestiram de Cristo na palavra e na ação?
Pai Santo, bendito sejas pelo envio do teu Filho,
a viver como nosso irmão pequenino,
sendo nosso, sem deixar de ser teu e como Tu.
Bendito sejas, Jesus, Filho de Maria e carpinteiro como José,
por nos revelares os mistérios do Pai
em gestos, sentimentos, palavras e sentimentos.
S. Boaventura, sábio simples e serviçal,
ora por cada um de nós, discípulos do mesmo Mestre,
para que aprendamos a acolher a luz do Espírito
e vivermos e anunciarmos a beleza da nossa fé.
terça-feira, julho 14, 2026
3ª feira da 15ª semana do Tempo Comum (14 julho)
Começou Jesus a censurar duramente as cidades,
por não se terem arrependido. (cf. Mt 11, 2024)
Jesus procura frutos nas cidades onde fez milagres.
Frutos não são multidões a procura-Lo,
mas arrependimento e seguimento de Jesus.
Há muita semente evangélica
que cai em terrenos duro, cheio de pedras e de espinhos.
E nós que recebemos tantos dons, tanta formação,
tanta Palavra de Deus, tanta misericórdia,
temos dado frutos de arrependimento,
de justiça, de caridade e de missão?
O Senhor diz-nos que a quem muito recebe,
muito é pedido em testemunho e evangelização.
Há muita gente que recebeu pouca catequese,
apenas eventual participação nos sacramentos,
mas a quem é exigido muito como cristãos não praticantes.
Há muitos de missa diária e formação esmerada,
com vidas medíocres, incoerentes e até contratestemunho.
Todos estamos na mesma peregrinação da verdade e da justiça,
com a mesma urgência de uma permanente conversão.
Senhor Jesus, somos-Te muito gratos
pelo carinho com que nos agracias cada dia,
desde a nossa infância e ao longo da nossa vida.
Obrigado pelo dom da fé e da Palavra, pão da vida.
Obrigado pela Eucaristia e todos os sacramentos.
Perdoa a dureza do nosso coração
e a superficialidade da nossa adesão e seguimento.
Reconheço que é muita folhagem e pouco fruto,
muito ritual e investimento e pouca resposta de santidade.
segunda-feira, julho 13, 2026
2ª feira da 15ª semana do Tempo Comum (13 julho)
Jesus partiu dali, para ir ensinar e pregar nas
cidades daquela gente. (cf. Mt 10,34—11,1)
Jesus é mestre para os seus discípulos e mestre para o povo.
O seu desejo é ensinar a viver o Evangelho do Reino de Deus.
Tão importante é a mensagem como o que o mensageiro.
É uma questão de amor, mais ao Mestre do que aos familiares.
É uma questão de aprender a perder para se encontrar,
a dar-se para receber, a acolher a cruz para sair vitorioso.
Ser discípulo deste Mestre é aderir a Ele de corpo e alma.
Evangelizar é o ADN do cristão, pois Cristo está sempre em missão.
Ficar parado todo o tempo, porque tenho muito que fazer,
muitos documentos a preparar e a preencher,
muitas reuniões a presidir e participar…
não é ser digno deste Mestre sempre em movimento missionário.
Contentar-se com o que o que se tem,
como pastor resignado com o que sobra do rebanho,
não é digno dum Mestre que dá a vida pelas suas ovelhas
e é capaz de deixar as noventa e nove para procurar a que falta.
Senhor Jesus, que esperas de nós discípulos audazes,
que Te amam mais do que aos seus familiares,
ensina-nos a ser fortes no seguimento
e corajosos na missão, para que vivamos como teus imitadores.
Espírito Santo, dá-nos o dom da fortaleza,
para que saibamos perder o que nos pesa no caminho
e nos impede de abrir horizontes de missão
nos dias de hoje, sem tempo para ouvir os profetas.
domingo, julho 12, 2026
15º Domingo do Tempo Comum
Os
cuidados deste mundo e a sedução da riqueza sufocam a palavra, que assim não dá
fruto.
(cf. Mt 13, 1-23)
O
Verbo Divino encarnou despojado de sedução de riqueza e de poder.
Nasceu
pobre e na periferia do poder, Aquele que é Senhor de tudo.
A
sua Hora acontece sem pressas nem ansiedades de eficiência,
a
sua única preocupação é a fidelidade ao amor pelo Pai e as criaturas.
Em
Maria encontrou a terra boa que a semente do Espírito fecundou
e
fez nascer o “Eis-me aqui para fazer a tua vontade!”.
Os
discípulos deste Pobre de Deus ungido pelo Espírito
devem
estar vigilantes para que nada possa sufocar ou desvirtuar o Evangelho.
Quem
acredita que só o dinheiro nos salva,
submete
a sua vida ao peso do trabalho
em
troca do dinheiro para comprar o que deseja o capricho e a moda.
É
esta idolatria que nos torna escravos dos cuidados deste mundo
e
das seduções insaciáveis das riquezas prazeres novos.
A
vida passa a correr em busca de novidades e passatempos,
que
mal tem tempo para amar e dar tempo aos companheiros de viagem.
E
quem corre e não medita tudo é vertigem e superficialidade,
pois
falta tempo e apetência para aprofundar a verdade da vida.
Bom
Deus, semeador incansável e generoso,
continua
a semear no nosso coração empedernido
e
tao cheio de outras sementeiras e ilusões,
com
que somos a tempo e destempo bombardeados.
Espírito
Santo, dá-nos o dom do discernimento
para
podermos escolher e compreender o Evangelho,
entre
tantas promessas e novidades com que somos semeados.
Dá-nos
a arte e a coragem de mondar as ervas daninhas e espinheiras,
para
que não sufoquem a Palavra que dá frutos de Cristo,
de
fé, de amor, de esperança, de paz e de justiça.