quinta-feira, agosto 31, 2017

 

5ª feira da 21ª semana do Tempo Comum


O Senhor vos faça crescer e abundar na caridade. (cf. 1 Tes 3,7-13)

Deus é um mistério de amor insondável!
Chegar a esta medida de amor sem medida,
é uma meta jamais conseguida, 
um processo de crescimento para toda a vida.
Paulo tinha consciência disso e, como bom pastor,
deseja ardentemente voltar a Tessalónica 
para completar a evangelização, 
alimentar o crescimento da caridade,
animar para uma vida santa e irrepreensível,
que os coloque numa tensão vigilante para o encontro
com Cristo, com os irmãos, com todos e consigo mesmos.

Todos queremos crescer em poder, em fama, em beleza,
em riqueza, em sabedoria, em sucesso...
Este “crescer” é um colocar-se sobre os outros,
ser mais que todos, baloiçar-se sobre os outros!
Mas o trono é sempre um lugar solitário, sobre um palanque,
que impede o afeto de um ombro amigo,
o diálogo com alguém que escute compreenda o meu mistério,
a alegria de dar a mão a um cego e o colo a quem chora!
Só quem desce até à condição do mais pequeno
pode crescer no amor e experimentar a alegria do cuidar!
Uma santidade que nos isole do irmão,
não será certamente o Caminho que é Cristo!

Senhor, ao contemplar o teu amor no escândalo da cruz,
quanto orgulho ferido ainda tenho que crucificar,
quanto tenho ainda de crescer em amor maduro
para perdoar, a sangrar de dor e solitário no dom!
Vem Espírito Santo e liberta-nos do lixo do ressentimento 
que alimenta a vingança agressiva e a depressão.
Ensina-nos a comer alimentos que fazem crescer o amor:
a Palavra da Aliança, o Pão da Eucaristia,
o encontro solidário com o pobre,
o tempo gratuito da oração, da escuta e do serviço.
Faz-nos crescer no amor e emagrecer no egoísmo!

quarta-feira, agosto 30, 2017

 

4ª feira da 21ª semana do Tempo Comum


Como um pai trata os seus filhos, exortámos, animámos e conjurámos cada um de vós a proceder de maneira digna de Deus. (cf. 1 Tess 2,9-13)

Paulo e seus companheiros imitam Jesus
na forma como evangelizam os Tessalonicences, 
porque o conteúdo e o fim do seu Evangelho é Jesus!
Como Deus nos trata, assim eles trataram os evangelizados:
de forma paciente e esforçada, exortando, animando,
conjurando, com amor e mãos calejadas.
A evangelização é gerar filhos de Deus,
à imagem e semelhança do Filho encarnado e crucificado.

A tentação da pressa e da eficiência impacienta o evangelizador.
Queremos ser semeadores hoje e ceifeiros amanhã.
Imaginamos a missão como se fosse uma estufa artificial,
onde podemos controlar a temperatura, a humidade e o adubo,
para fazer crescer as plantas à velocidade que desejamos.
Em vez de pais que geram e educam os seus filhos
como seres autónomos, livres e amados,
queremos ser magos divinos que projetam mudar o mundo 
com uma palavra mágica e uns métodos eficientes!
É trabalhando noite e dia para sermos mais Cristo
que a palavra humana e a vida se tornam Palavra de Deus,
semeada com suor, verdade, amor e paciência!

Senhor, Filho do Carpinteiro e incansável semeador,
obrigado por tanta paciência, tanta misericórdia,
tanta Palavra semeada e resemeada no meu coração!
Foi pouco o que conseguiste, muito há ainda a evangelizar
neste campo pouco amanhado, onde muito joio ainda cresce;
mas apesar disso, já me chamas a colaborar na tua missão,
para que evangelizando os outros, me deixe fermentar por Ti!
Só quem nos olha a partir da eternidade fonte-de-amor,
pode confiar este tesouro neste barro tão frágil e desajeitado!
Obrigado Espírito Santo pelo jeito manso e silencioso
como continuas a exorta-nos, a animar-nos e conjurar-nos
a viver como filhos de Deus no Filho revelado!

terça-feira, agosto 29, 2017

 

3ª feira da 21ª semana do Tempo Comum – Martírio de S. João Batista


Desejávamos partilhar convosco não só o Evangelho de Deus, mas ainda a própria vida. (cf. 1 Tess 2,1-8)

Deus - Pai, Filho e Espírito Santo - arde de amor por nós.
Em Deus o desejo coincide com o agir,
o sonho com o projeto de nos salvar,
a grandeza de coração com a alegria de servir sem ser notado.
João Batista vive para anunciar e preparar a boa nova
do Messias já presente no meio de nós.
A sua missão é ser profeta e precursor,
por ela vai ao deserto, por causa dela batiza no rio Jordão,
em nome dela expõe a vida e é fiel à aliança.
Os que usam o poder para calar a verdade, cortam-lhe a cabeça,
mas a verdade não morre e o profeta está vivo em Deus!

A palavra é a expressão sonorizada da vida
e não uma forma de esconder a verdade,
nem uma arma para ferir o adversário!
Quando o coração é livre para amar,
a palavra torna-se pão de esperança,
mel que aquece a relação,
vinho que alegra a solidão do outro,
água que limpa ressentimentos,
fogo que queima a mentira escondida e semeia conversão.

Senhor, a tua presença amorosa nos anima a caminhar!
Cristo, louvado sejas por seres Evangelho da Vida,
proclamado, vivido, oferecido e entregado!
Ajuda-nos, com a força do teu Espírito,
a viver o que anunciamos e a anunciar o que viveste!
S. João Batista, profeta precursor, humilde e fiel,
ensina-nos a ser profetas nos dias de hoje,
com a mesma ousadia e coragem,
com que anuncias a verdade e sofres a fidelidade!

segunda-feira, agosto 28, 2017

 

2ª feira da 21ª semana do tempo Comum – S. Agostinho


Recordamos a actividade da vossa fé, o esforço da vossa caridade e a firmeza da vossa esperança em Nosso Senhor Jesus Cristo, na presença de Deus, nosso Pai. (cf. 1 Tess 1,1-5.8b-10)

A fé em Deus concretiza-se em esforço de caridade
e firmeza de esperança em Jesus, nosso caminho de salvação.
As três virtudes teologais caminham de mãos dadas,
numa coerência de vida, conduzida pelo Espírito Santo,
que se torna anúncio evangélico e prática de compaixão.
Tudo é vivido na presença da Deus Pai,
para sua glória e não para que outros vejam e a nossa glória.
A fé, esperança e caridade são um antídoto contra a hipocrisia,
o ritualismo, o fundamentalismo e a vanglória piedosa.

Contentamo-nos com uma religião de carcaça e traje de cerimónia,
mais preocupados em cumprir, do que em ser!
Passamos a vida na presença de entreténs e com relações virtuais,
sem consciência nem relação com o Deus vivo,
que nos envolve com o dom da vida, 
nos acompanha com o seu olhar misericordioso,
nos inspira o bem e nos chama a ser células vivas do seu Corpo.
Uns parece que só têm fé, mas falta-lhes a caridade e a esperança,
amargos e desesperados, dizendo mal de tudo e de todos.
Outros dizem que têm amor sem necessitarem da fé,
e criticam todos os que têm fé, mesmo os que têm caridade!

Senhor, estás aí desde toda a eternidade,
e eu distraído comigo mesmo e com futilidades,
sem me dar conta da dignidade a que me elevaste.
Aumenta a nossa fé em Jesus, teu Filho e nosso salvador, 
fortalece a nossa esperança na sua ressurreição,
alimenta a nossa caridade com o Pão da sua oferta.
Que o teu Espírito dê verdade e alegria à nossa fé,
iniciativa e criatividade ao nosso amor,
firmeza e sentido de eternidade à nossa esperança!
S. Agostinho, peregrino inquieto da verdade,
ajuda-nos a encontrar O que tu encontraste!

domingo, agosto 27, 2017

 

21º Domingo do Tempo Comum


Quem Lhe deu primeiro, para que tenha de receber retribuição? (cf. Rom 11,33-36)

Deus é o princípio, o sustento e o fim de tudo.
Quando tomamos consciência do Autor da vida,
já a vida peregrina como dom e frutifica regada de graça!
Tudo o que oferecemos ao Senhor é dom que devolvemos,
por isso, em nada merecemos retribuição,
mesmo quando Ele nos dá a chave da vida
e nos pede a colaboração na sua missão redentora.
Jesus é Filho, é dom na vida e na morte,
por isso, a morte não O pode conter!

O mercado fundamenta-se na lei:
“quem deu primeiro, merece receber retribuição”.
No entanto, no campo do amor a regra é inversa:
“Quem dá primeiro não espera retribuição,
só espera que o dom nasça e cresça como dom!”.
Os pais dão à luz a vida e esperam que a vida gerada
aprenda a ser amor generoso que frutifique dom.
O verdadeiro amor conjugal deseja fazer o outro feliz,
num encontro de dons, de perdão e de entrega.
A vocação autentica de consagração ao Senhor,
ama a Deus nos irmãos, no silêncio e na humildade,
rejubilando interiormente porque na sua vida não há mercado,
tudo é dom e para a maior glória de Deus!
Quando no amor se começam a cobrar serviços e
gestos de carinho, o dom vira produto de mercado!

Senhor, de Vós viemos, em Vós nos movemos,
de Vós tudo recebemos, como Vós queremos ser dom
e assim dar glória Aquele que é puro AMOR!
Cristo, Irmão e Mestre, que nos dás a chaves do Reino,
ensina-nos a sabedoria da vida que se faz dom
e se torna imagem e semelhança do Pai do Céu!
Espírito Santo, Ciência de Deus em linguagem humana,
embora seja de noite, ensina-nos a caminhar sem ver tudo,
apenas com a luz da fé, da esperança e da caridade!

sábado, agosto 26, 2017

 

Sábado da 20ª semana do Tempo Comum


Tua nora, que é tão tua amiga e vale mais para ti do que sete filhos. (cf. Rute 2, 1-3.8-11; 4, 13-17)

O qualidade do amor vale mais do que a quantidade de filhos.
Uma nora estrangeira e viúva vale mais que sete filhos!
É o que na realidade se faz e não o curriculum ou o que se diz,
que é importante e conta para quem precisa e conta connosco.
É assim que uma moabita entra na ascendência do Messias
e escribas e fariseus ficam fora do espírito do Reino de Deus!
A Jesus interessa seguidores e não apenas inscritos no Batismo.

Nos países ditos desenvolvidos, nota-se uma liberalização sexual,
desligada do matrimónio e da fecundidade!
Os filhos aparecem como propriedade de um homem ou mulher,
de um casal heterossexual ou homossexual,
que decidiram ter um filho para satisfação própria!
Nos países ditos subdesenvolvidos os filhos multiplicam-se,
sem controle nem condições, numa poligamia assaltante!
Há os que resolvem não ter filhos por comodismo ou por medo
e há os que, por muito amarem, prescindem de família e filhos,
para estarem totalmente disponíveis para amar a todos:
feios, antipáticos, órfãos, viúvas, solitários, marginalizados!

Senhor, a Fonte do teu amor não tem princípio nem fim,
é ele que alimenta a vida, propõe a aliança,
distribui misericórdia e eleva as criaturas à dignidade de filhos!
Cristo, que fazes da Igreja uma Rute, 
que anda atrás das criaturas como pedinte de acolhimento
e testemunho do Amor verdadeiro e fecundo,
ajuda-nos a viver com coerência a nossa fé e missão!
Espírito Santo, Luz que denuncia a mentira escondida,
ensina-nos a descobrir o valor do amor das pequenas coisas,
e torna fecunda a nossa vida, à imagem do Amor Crucificado!

sexta-feira, agosto 25, 2017

 

6ª feira da 20ª semana do tempo Comum – S. Luís de França


Rute respondeu-lhe: «Não insistas comigo, para que te deixe e me afaste de ti.» (cf Rute 1, 1-2a.3-6.14b-16.22)

Cada vez que pecamos, insistimos com Deus
para que se afaste de nós, para que nos abandone na nossa desgraça.
Mas Deus, na sua misericórdia e compaixão,
continua connosco, como Pai, Mãe, Irmão e Amigo libertador.
Em Jesus, Deus faz-se nosso povo,
e, como Rute, não nos abandona na nossa solidão empobrecida.
O verdadeiro amor cria laços de fidelidade e de solidariedade,
que vão para além dos interesses egoístas 
e barreiras culturais de cada um.

O amor interesseiro está na moda:
Joga-se, não por amor ao clube,
mas pelo clube que paga mais dinheiro;
Muda-se de empresa como quem muda de camisa,
em busca da melhor proposta salarial;
Muda-se de partido para permanecer no poder;
Afasta-se do companheiro/a porque ficou doente,
desempregado, idoso, limitado...
Afasta-se dos pais porque estão idosos ou doentes
e já não os podem ajudar a cuidar dos filhos ou economicamente!

Senhor, como é bom ter-Te como Pai e como Juiz,
pois o meu nada, nada seria sem o Teu coração imenso!
Cristo, Esposo desta moabita que somos nós,
Igreja peregrina, povo errante, adolescentes inconstantes!
Espírito Santo, que fazes novas todas as coisas,
renova-nos num amor fiel e gratuito,
capaz de permanecer sempre ao lado de Ti e do próximo, 
mesmo quando não há correspondência!

quinta-feira, agosto 24, 2017

 

S. Bartolomeu, Apóstolo


A muralha da cidade tinha na base doze reforços salientes: os doze Apóstolos do Cordeiro. (cf. Ap 21,9b-14)

A Igreja é a esposa do Cordeiro,
aliada ao Cordeiro pelo seguimento fiel,
humilde fermento que semeia vida nova,
consumindo-se para iluminar a Porta do Céu.
Os doze apóstolos são os fundamentos 
que reforçam esta nova cidade,
conduzidos pelo mesmo Espírito do Cordeiro.
Bartolomeu ou Natanael, natural de Caná,
bebeu deste “vinho novo nas bodas do Cordeiro”
e entregou a sua vida para levar esta boa nova à Índia.

A criatividade relativista corrói os fundamentos,
desvirtua a tradição, anarquiza a identidade.
A mobilidade globalizante e a força do mercado internacional,
cria mimetismo, massificação cultural, 
crise de identidade e corte com os fundamentos culturais.
Assim, o aspeto exterior da pele é bem identificável,
mas a forma de comer, vestir, beber, comportar-se, 
hábitos de lazer e estilo de consumo é similar
na Europa, em África, na Ásia, nas Américas ou Oceânia.
Esta dificuldade em aceitar as raízes culturais
reflete-se na Igreja na criatividade de crenças subjetivas,
que, muitas vezes, colocam em causa a apostolicidade da Igreja!

Senhor, em Vós o ser tem a fonte e a meta,
e sois o mesmo numa surpreendente novidade,
ensina-nos o segredo da sabedoria 
de permanecer em Vós sem pararmos em nós!
Cristo, que antes de Te conhecermos já Tu nos viste,
obrigado pelo teu olhar de Pastor e de Irmão,
que se faz Cordeiro para a nossa salvação.
Ajuda-nos a conjugar a fidelidade entre a tradição apostólica
e os sinais dos tempos que nos apelam à conversão!
S. Bartolomeu, homem sincero e transparente,
intercede para que possamos manter a profecia apostólica,
num mundo em que a diferença seja boa nova de Cristo!

quarta-feira, agosto 23, 2017

 

4ª feira da 20ª semana do Tempo Comum – S. Rosa de Lima


Para me baloiçar por cima das árvores? (cf. Jz 9,6-15)

Deus é o criador e proprietário da vinha da história.
Ele vem contratar-nos, a uns como capatazes, 
a outros como semeadores, a outros como lavradores,
a outros como ceifeiros, a outros como aguadeiros...
O importante é fazermos o que devemos fazer,
quando o Senhor nos chama, com a alegria de O servir.
Quando a preocupação é ser mais que os outros
e o único objetivo é “baloiçar-nos por cima dos outros”,
então a política vira “tacho”, o ministério carreirismo,
o amor guerra de sexos, as relações luta de classes!

Hoje “baloiçar-se por cima dos outros”
pode significar querer ter um cargo político,
subir ao topo da carreira, ter uma mansão vazia,
um carro topo de gama, roupa e telemóvel de marca...
A gabarolice pode contentar-se com o aparecer na TV,
fazer parte dos que aparecem nas revistas dos famosos, 
ter uma conta nas redes sociais com muitos seguidores,
alcançar um qualquer “guinness”, mesmo que seja uma futilidade!
Anda muita gente a “baloiçar-se por cima dos outros”
em vez de dar os frutos que foi chamado e se comprometeu a dar!

Senhor, Tudo Te pertence e nada somos sem Ti,
ajuda-nos a acolher a tua vocação e realizar a nossa missão,
com zelo, alegria, humildade e fidelidade.
Cristo, Filho do Altíssimo que Te fazes nosso servo e pastor,
ensina-nos a seguir-Te com o coração em Deus,
as mãos dadas aos irmãos e os pés assentes na verdade e na justiça.
Espírito Santo, Luz que revela a vanidade de uma vanglória balofa,
liberta-nos dos sonhos idolátricos de ser estrelas cadentes
e ensina-nos a caminhar na verdade da caridade.
S. Rosa de Lima, intercede para que hoje saibamos descobrir
o que interessa, o que tem valor eterno, o que salva da futilidade.

terça-feira, agosto 22, 2017

 

3ª feira da 20ª semana do tempo Comum – Virgem Santa Maria, Rainha


O Anjo do Senhor apareceu-lhe e disse-lhe: «O Senhor está contigo, valente guerreiro». (cf. Jz 6,11-24a)

Deus chama quem busca entender os mistério da fé,
enquanto sonha, com as mãos calejadas, a libertação do seu povo.
A vocação de Gedeão é a expressão da força de Deus
que orienta a valentia individual para o bem comum.
Num discernimento, em diálogo com o Anjo do Senhor,
Gedeão sente-se visitado e enviado pelo Senhor da Paz.
Que lindas semelhanças tem esta vocação com a de Maria,
Rainha da Paz e Mãe da Misericórdia, coroada de humildade!

Quem é hoje o valente guerreiro, coroado de honra?
É o agressivo que traz a violência para a família,
para a escola, para o trabalho, para a sociedade?
É o herói da bebida, da droga e das noitadas?
É o campeão das marcas novas e tecnológicas,
o recordista de “gostos” e “amigos” virtuais?
Mas há outros “valentes guerreiros”, 
admirados mas não valorizados:
os que lideram boas vontades e unem solidariedades,
os que respiram paz e integram pontas desunidas,
os que sabem perdoar e amar, acolher e dialogar,
os que olham a vida a partir da fé e da esperança!

Senhor, Deus da paz e amigos dos frágeis,
ensina-nos a construir um mundo mais pacífico,
mais humano, mais acolhedor, mais justo.
Cristo, Riqueza humilde que se faz servo e partilha,
envia-nos o teu Espírito libertador a fraterno,
para acolhermos o teu chamamento
a colaborar na tua missão de salvar este mundo.
Rainha da Paz e Senhora da valentia humilde,
conduz-nos nos caminhos da fé perseverante,
para que, com Deus e como Jesus, sermos fortes no amor!

segunda-feira, agosto 21, 2017

 

2ª feira da 20 semana do Tempo Comum – S. Pio X


Salvava-os das mãos dos inimigos durante o tempo em que o juiz vivia, porque o Senhor compadecia-Se. (Jz 2,11-19)

O povo é de fidelidade instável,
mas o Senhor é clemente e compassivo.
Os Juízes aparecem como líderes religiosos e militares,
muitos deles tribais, que procuram recordar a aliança.
São entusiasmos passageiros que esmorecem,
quando os Juízes desaparecem.
O jovem que se abeira de Jesus,
é um cumpridor de mandamentos,
mas o seu coração anda segurado nos seus bens!
Senhor, quem é o tesouro do meu coração?

As nossas paróquias e a participação nas missas,
andam muito dependentes da liderança do pároco,
da animação das Eucaristias, da simpatia do cartório.
Faltando o “meu padre” de predileção,
abandona-se a fé, a oração e a participação na Igreja!
As mediações são importantes, mas não determinantes,
pois a fé é capaz de mover montanhas,
quanto mais simpatias e sensações de bem estar!

Senhor, reconhecemos que estamos todos no teu Coração,
apesar da imperfeição da nossa fé, culto e amor.
Envia-nos o teu Espírito de sabedoria,
para que aprendamos a ter-Te sempre no nosso coração,
como tesouro que não se vende nem se troca.
Cristo, que transformaste a Cruz num trono de misericórdia,
alimenta o nosso seguimento para que aprendamos
a transformar as provações em purificações que salvam.
S. Pio X intercedei para que sejamos perfeito na fé e no amor!



domingo, agosto 20, 2017

 

20º Domingo do Tempo Comum


A minha casa será chamada 'casa de oração para todos os povos. (cf. Is 56,1.6-7)

Deus construiu uma casa para todos 
e a todos chama à festa duma família unida e colorida.
Que alegria quando vê todos os seus filhos
sentados à mesma mesa, em oração festiva!
A mulher cananeia pediu migalhas e Jesus deu-se todo;
Paulo deu-se aos gentios e quer os gentios convertidos
salvem, com o seu testemunho de fé e de paz, o povo Judeu!
Hoje, o Senhor pede-nos que continuemos o mesmo projeto:
fazer do mundo uma casa de oração para todos os povos!

Deus deu-nos o dom de certos lugares-santuário,
onde todos se sentem em casa e vêm essencialmente para rezar:
Terra Santa, Roma, Compostela, Fátima, Lourdes, Taizé...
São lugares onde a diferença enriquece,
a multidão aquece e anima, a diferença maravilha,
a fé se alimenta e o pentecostes evangeliza!
Os encontros de oração pela paz de Assis
são um ícone do sonho de Deus a construir!
Os povos da Europa que evangelizaram,
estão agora a ser evangelizados pelos do Hemisfério Sul!

Senhor, Pai de coração grande e inclusivo,
como é grande a tua misericórdia e belo o teu sonho!
Cristo, Filho do Coração grande e da Aliança eterna,
ajuda-nos a sintonizar com a tua missão,
de forma pacífica, perseverante e eclesial.
Espírito Santo, Nuvem de amor que a todos envolves,
ensina-nos a discernir as sementes de Deus,
espalhadas por todos os povos e religiões, 
para que todos entremos numa entra-ajuda de conversão mútua!

sábado, agosto 19, 2017

 

Sábado da 19ª semana do Tempo Comum – S. João Eudes


O povo respondeu a Josué: «Serviremos o Senhor, nosso Deus, e obedeceremos à sua voz». (cf. Jos 24,14-29)

Deus projetou a aliança com o seu povo, desde toda a eternidade,
e é misericordioso e fiel ao seu coração, para sempre.
A sua Palavra é um HOJE eterno!
E nós, qual é a validade da nossa palavra,
quando dizemos: “sim”, “prometo”, “quero”, “ámen”?
O Povo de Israel, em Siquém, prometeu servir o Senhor
e obedecer à sua Voz, no meio das vozes do passado e do presente;
Jesus é o SIM ao Pai num HOJE eterno,
por isso, dá a vida nós e sela uma aliança eterna!

Hoje a palavra perdeu a dimensão de rocha firme
e passou a ser apenas a verbalização momentânea
de um impulso emotivo e às vezes mentiroso.
O que é dito hoje, de forma solene e sob jura, 
esquece-se ao virar da esquina e noutro contexto!
Sou eu e as minhas circunstâncias
e não eu e as minhas convicções e compromissos,
para além das minhas circunstâncias 
e pressões externas ou internas.
A “palavra de honra” é uma realidade fluída e limitada,
por isso, há muita gente que já não casa, 
com medo do “sim para sempre”!

Senhor Jesus, Emanuel que continuas a dizer SIM ao amor,
aumenta a nossa fé e dá-nos um coração novo,
capaz de ser forte na tentação e fiel na palavra.
Espírito Santo, força do fracos e confiança dos temerosos,
ajuda-nos a distinguir o bem do mal,
e a optar por seguir Jesus, Caminho da salvação!
S. João Eudes, apóstolo dos corações de Jesus e Maria,
roga para que sejamos puros e confiantes como as crianças
e não crianças grandes no capricho, na birra e na mentira.

sexta-feira, agosto 18, 2017

 

6ª feira da 19ª semana o Tempo Comum


Tirei Abraão... Dei-lhe um filho... enviei Moisés e Aarão... entreguei-os nas vossas mãos. (cf. Jos 24,1-13)

Deus continua a atuar no meio do povo,
mesmo quando o povo se instala e se acha senhor da situação.
Por isso, Josué convoca uma assembleia em Siquém,
para recordar ao povo quem foi e quem é o Senhor.
É a profissão de um credo feito história de salvação,
em que tudo parece muito humano e até há heróis,
mas é Deus que age na primeira pessoa 
e conduz o seu povo com fidelidade e misericórdia.
Em Jesus o projeto de Deus coincide com a história humana,
e, por isso, Ele é um credo vivo que revela Deus em nós!
O matrimónio deve ser um sinal vivo desta aliança fiel!

Hoje habituámo-nos a conjugar a vida a primeira pessoa:
“eu fiz”, “eu ganhei”, “eu consegui”, “eu quero”...
Por isso, olhamos para Deus como alguém que sobra
e rezar-lhe ou qualquer ritual religioso ou oração,
mais parece um favor feito a Deus,
do que um encontro com a Fonte da Vida e nossa salvação.
Parecemos crianças gabarolas e pedinchonas,
sempre a pensar nos nossos caprichos e interesses!
Por isso, o amor tornou-se fluído e efémero,
o matrimónio um ajuntamento sem compromisso fixo!

Senhor, Tu és a fonte da vida, a água que nos sacia,
o oxigénio que nos permite respirar,
a nuvem que nos protege do sol durante o dia
e a luz que nos conduz durante as trevas do engano!
Cristo, Emanuel que Te fazes caminho de salvação,
pérola preciosa neste mercado de futilidades contrafeitas.
Espírito divino, Verdade escondida no âmago da consciência,
ensina-nos a amar com maturidade e fidelidade,
para que o lar não seja construído sobre a areia do egoísmo.

quinta-feira, agosto 17, 2017

 

5ª feira da 19ª semana do Tempo Comum- S. Beatriz da Silva


Aproximai-vos e ouvi as palavras do Senhor, vosso Deus. (Cf. Jos 3,7-10a.11.13-17)

Abraão, Moisés, Josué, David, os profetas... vão passando, 
mas a Palavra de Deus permanece para sempre.
A Aliança vai sempre à frente, a abrir caminho,
a ensinar a misericórdia, a libertar o seu povo.
Jesus vive para sempre e permanece connosco,
pois Ele é a Palavra de Deus de Quem nos devemos aproximar,
a aliança eterna de Quem nos devemos alimentar,
o Amigo a Quem podemos recorrer, 
a Meta do nosso caminhar!
Beatriz da Silva fez o caminho de Maria para O encontrar!

Antes do telemóvel e da internet,
já os consagrados, como Beatriz da Silva,
tinham descoberto como era bom e saudável
estar sempre “on line”, ligado a Deus,
a ouvir palavras que iluminam e purificam,
a interceder e a louvar a Quem se abaixa lá do Céu!
Cada mosteiro é um centro de comunicações,
feito templo de louvor, onde cada um e cada uma,
no silêncio do coração se concentra no essencial,
e sustenta o mundo com o louvor e a intercessão!
O problema não é estar sempre “on line”,
mas com Quem, porque e para que!

Senhor, Palavra escondida que temos que procurar,
dá-nos o gosto e a confiança de em Ti nos aproximar,
para atentos e acolhedores Te ouvirmos e praticar.
Cristo, Palavra viva e eficaz, que nos falas paz,
alimenta e orienta a nossa capacidade de perdoar!
Espírito Santo, que em tudo nos podes comunicar
palavras de verdade, impulsos de amor,
desejos de evangelização, coragem de conversão,
ensina-nos a parar e a estar sempre contigo sintonizados!
S. Beatriz da Silva, nobreza de alma escondida em Deus,
intercede por nós e ensina-nos a arte de contemplar.

quarta-feira, agosto 16, 2017

 

4ª feira da 19ª semana do Tempo Comum – S. Estêvão da Hungria


Foi ali, na terra de Moab, que morreu Moisés, servo do Senhor. (cf. Deut 34,1-12)

A morte revela o que foi a vida!
Moisés, ao morrer, é classificado como “profeta”,
“servo do Senhor”, amigo íntimo de Deus,
condutor bom com sinais e prodígios de Deus.
O centurião ao ver Jesus morrer, exclama:
“Este é de facto o Filho de Deus!”
e os Actos dos Apóstolos afirmam 
que “Jesus passou a vida fazendo o bem!”.
O Apocalipse chama-lhe: “O Cordeiro imolado de pé!”


Há pessoas que a sua vida se resume em consumir,
acumular, gozar, comentar, fugir ao esforço e à dor.
Ao morrerem, a sua vida aparece vã, sôfrega, inútil:
um bêbado, um drogado, um comodista, um egoísta,
um tirano, um ambicioso, um adúltero, um corrupto...
Há outros que são generosos, interessados no bem comum,
confidentes, pacíficos e reconciliadores,
portadores de alegria, animadores da comunhão, uma bênção!
Ao morrerem, a sua vida aparece como uma perda irreparável,
um suporte que nos tiram, um amigo que se perde,
uma memória que nos anima a ser mais ousados na caridade!
Já alguma vez imaginámos o que a nossa morte
poderá revelar da fecundidade da nossa vida?

Senhor, Vós sois a Luz que revela a verdade,
desperta-nos para vivermos uma vida de amor,
que exala bom perfume à nossa volta,
como bênção boa, que partilha vida e alegria.
Cristo, nossa paz e reconciliação,
alimenta em nós um coração bom,
para que saibamos ter a coragem da correção fraterna,
em diálogo humilde, sincero e amigo.
No diálogo íntimo contigo e vendo-nos nos teus olhos,
queremos aprender a viver para bem morrer!

terça-feira, agosto 15, 2017

 

Assunção da Virgem Santa Maria


Agora chegou a salvação e o domínio do seu Ungido. (cf. Ap 11, 19a; 12, 1-6a.10ab)

Deus faz chover a misericórdia sobre a história.
Que belo arco-íris liga o Sinai a Belém,
Nazaré a Jerusalém, o Calvário ao Cenáculo.
O Ungido do Senhor entra pela porta de Maria,
preparada pela Imaculada Conceição e a Virgindade,
dAquela que disse Sim à Maternidade Divina,
se fez Discípula do seu Filho e Serva da Palavra.
Nela aconteceu o “agora da salvação” de Cristo,
pois ouviu, acolheu e praticou o Evangelho, plena de fé!

Petiscar e fazer experiências novas é o ideal que “agora” move,
de relacionamento em relacionamento, de artigo em artigo,
de santuário em santuário, de emprego em emprego,
de moda em moda, de país em país, da rotina para férias...
É uma correria sem raízes, em linha reta,
em busca de sensações novas, radicais e virtuais.
Permanecer, saborear, aprofundar, praticar, resistir, ser fiel...
é um vocabulário arcaico e em desuso,
incompreensível para quem está sempre “on line”
e a tirar “selfies” narcisistas, como quem duvida da sua beleza!
Nesta mobilidade líquida é difícil acolher a salvação de Cristo!

Senhora do coração ouvinte e terreno acolhedor,
onde Deus pode semear, pois sabe que vai nascer,
crescer, cuidar e seguir a Aliança feita carne,
ensina-nos a ouvir com fé e confiança os apelos do Espírito.
Senhora, Mãe do Ungido e Enviado do Pai,
como carpinteiro duma escada que liga o Céu à Terra,
ensina-nos a ser discípulos e missionários,
comprometidos em Igreja, com a salvação dos perdidos.
Senhora da Assunção, gerada para Deus,
pelo Ungido que geraste e deste à luz ao mundo,
ensina-nos a correr para a fidelidade, mais do que para  novidade
e a desejar ardentemente o Céu, enquanto cuidamos da Terra.

segunda-feira, agosto 14, 2017

 

2ª feira da 19ª semana do Tempo Comum – S. Maximiliano Kolbe


Ele faz justiça ao órfão e à viúva e ama o estrangeiro. (cf. Deut 10,12-22)

Deus é justiça movida pelo amor, 
por isso, atende o órfão e a viúva, o pobre e o rico,
com a mesma isenção e misericórdia.
Para Quem está para além das fronteiras, não há estrangeiro,
todos são filhos, em todos encontra a marca da sua paternidade.
Por isso, se queremos amar a Deus, em espírito e verdade,
devemos aprender a amar o que Ele ama e como Ele ama.
E em Jesus, Deus mostra que ama até dar a vida!

Quando o egoísmo se instala, o círculo de amigo diminui,
ao ponte de alguns, num desabafo triste, dizerem: 
“eu não tenho amigos, nem família próxima!”
Os devotos do ídolo mercado, em tudo procuram interesse,
e comercializam as relações, o amor, a religião, a justiça, 
a saúde, a educação, o desporto, a natureza, o lazer, 
a festa, a política, a solidariedade, as pessoas...
Não admira que neste supermercado global de interesses,
os pobres, os mais frágeis, os refugiados, os estrangeiros...
não tenham direitos reais, nem justiça, nem dignidade.
É preciso aprender a olhar o próximo, seja ele qual for,
com o olhar justo e redentor de Deus!

Senhor, o teu coração é grande como a imensidão,
sem fronteiras nem massificações,
para Ti todos temos um nome, a imagem original de filhos,
antes de ser desfigurada pelas marcas do pecado.
Contemplando o teu Filho, Jesus, 
ensina-nos a amar sem acessão de pessoas
e a cuidar do mais frágil e mais indefeso,
com a compaixão do anjo fraterno da guarda.
S. Maximiliano Kolbe, devoto de Maria e consagrado ao Senhor,
ensina-nos a oferecer a vida para que outros tenham vida!

domingo, agosto 13, 2017

 

19º Domingo do Tempo Comum – Dia nacional da Pastoral da mobilidade


Disso me dá testemunho a consciência no Espírito Santo. (cf. Rom 5,1-5)

Deus vem ao nosso encontro de muitas maneiras,
todas elas surpreendentes, mediadas, pacificadoras.
Elias estremece de paz ao sentir a brisa do monte Horeb
que contrasta com o turbilhão que lhe vai na alma.
Os apóstolos gritam de medo quando veem Jesus
caminhar tranquilamente sobre as águas,
quando nas suas almas fervilha a tempestade
duma oportunidade de poder perdida e uma partida forçada.
Pedro faz a experiência da salvação, quando,
vendo-se a afogar, pede socorro e é salvo pela mão do Senhor.
Paulo faz a experiência de Cristo na sua consciência,
pela ação silenciosa e atuante do Espírito Santo.

Hoje, Deus também vem ao nosso encontro,
o seu Espírito continua a tocar as nossas consciências,
a pacificar os nossos temores e ansiedades.
Para O ouvirmos e sentirmos é preciso sair de nós mesmos,
silenciar os ruídos e esperar que Ele se manifeste,
no mistério da consciência e na surpresa do encontro.
A oração apressada, a missa por dever e de corpo presente,
a leitura da Palavra em diagonal, o exame de consciência justificador,
não ajudam a escuta, nem proporcionam o encontro!
O relativismo interesseiro, retira acuidade à voz do Espírito
e a consciência torna-se laxa, surda e cega.

Senhor, tão próximo e íntimo que nem me dou conta,
de tão ilustre Hóspede que me hospeda em sua casa!
Tudo Te pertence e eu nada sou, a não ser dom do teu amor!
Cristo, bom Irmão que me dás a tua mão,
quando me começo a afogar e suplico ajuda.
Espírito Santo, pedagogo da liberdade e farol dos perigos,
ajuda-me a fazer silêncio e a saber esperar confiante,
a Palavra que reservaste para mim neste dia,
o Pão assimilado na Eucaristia,
o diálogo tranquilo na intimidade de amigos sem pressa.
Ajuda a todos os que saem da sua terra a encontrar-Te!

sábado, agosto 12, 2017

 

Sábado da 18ª semana do Tempo Comum – S. Joana Francisca de Chantal


Não te esqueças do Senhor. (cf. Deut. 6,4-13)

A fidelidade do Senhor é silenciosa, porque gratuita,
por isso, facilmente nos esquecemos Dele!
Tudo parece natural, fortuito e cíclico:
a vida, o sol nascente, o mar festa da vida,
a saúde, o belo diverso e harmonioso da natureza,
o sorriso espontâneo da criança...
Esquecemos o Criador, fonte da vida,
esquecemos o Salvador, libertador das escravidões,
esquecemos o Espírito que grava o amor no coração...

A memória é curta e tudo fazemos para a volatilizar.
Socorremo-nos da máquina de calcular,
usamos a memória do computador para guardar ficheiros,
confiamos nos contatos e agenda guardados no telemóvel,
automatizamos rotinas difíceis para imprimir velocidade...
A memória afetiva também vai ficando cada vez mais limitada,,
pois o amigo é virtual, passageiro, circunstancial.
Só nos lembramos de Deus nas aflições,
dos amigos nas necessidades, dos pobres nas catástrofes!
Há até quem queira comprar o amor, misturado
com um shampoo, uma comida ou bebida, uma peça de roupa...

Senhor, Memória eterna que não te esqueces de nós,
louvado sejas pela fidelidade da tua misericórdia,
que nunca deixa de ser Pai, mesmo quando deixamos de ser filhos.
Cristo, Emanuel imolado por uma aliança eterna,
alimenta a nossa fé e o nosso amor,
para que jamais esqueçamos Quem nos salvou,
Quem nos perdoa, Quem nos chama a ser sua memória.
Espírito Santo, grava no nosso coração a beleza da fé,
e recorda-nos a importância da oração e meditação diária,
da palavra prometida e do compromisso assumido,
da fidelidade à família, aos amigos e ao bem comum.

sexta-feira, agosto 11, 2017

 

6ª feira da 18ª semana do Tempo Comum – S. Clara de Assis


Interroga os tempos antigos que te precederam. (cf. Deut 4,32-40)

Deus convida-nos a meditar a caminhada,
a olhar a história, as opções, os sinais de vida e de morte,
e a aprender o que permanece e traz felicidade duradoura.
A meditação faz-se de perguntas fundamentais,
de paragens para ver mais profundamente,
perante Aquele que é a verdade e a surpresa boa.
A história de cada um está cheia de pegadas desconhecidas,
de enganos perseguidos e sonhados,
de renúncias e resistências que nos tornaram mais livres.
Clara de Assis que o diga, quando escolheu deixar tudo
para seguir Jesus, pelo caminho do desprendimento!

As férias poderiam servir para meditar um pouco,
interrogar o ano, as ingenuidades mal escolhidas,
as teimosias desnecessárias, as rotinas dependentes,
as amizades que foram uma bênção e as que nos adoeceram,
as correrias sem rumo e o esforço que valeu a pena,
o tempo perdido e vazio e os investimentos bons.
Umas férias de águas calmas e meditação ativa,
talvez nos ajudassem a repousar mais
e a preparar melhor a etapa seguinte do ano!
Interrogar a nossa história ajuda-nos a encontrar Deus,
a sua mão sempre amiga e silenciosa que nos quer levantar!

Senhor, presença tão próxima e habitual,
que nem já nos damos conta, pois não faz ruído,
ajuda-nos a parar para pensar e contemplar,
abraçando o amor para Te poder encontrar na hitsória!
No meio de tantos presentes inúteis,
está a Fonte do Dom, onde quero saciar-me.
Luz do Espírito ilumina-nos Cristo,
nas trevas atabalhoadas da nossa vida,
e ensina-nos a encontrar a paz e a esperança,
que nos traz a serenidade da felicidade
e liberta o desejo do desnecessário.
S. Clara, virgem contemplativa e pura,
ensina-nos o segredo da contemplação 
e a alegria da simplicidade que fraterniza tudo! 

quinta-feira, agosto 10, 2017

 

S. Lourenço, diácono e mártir


Quem semeia abundantemente também colherá abundantemente. (cf. 2 Cor 9,6-10)

Deus semeia abundantemente a sua graça,
a sua misericórdia, a sua paciência, a sua Palavra.
É a abundância da sua graça que nos salva
e neutraliza a abundância do nosso egoísmo,
da nossa avareza, da nossa indiferença, do nosso pecado.
Em Jesus, deu-nos tudo quanto tinha de mais precioso,
o seu próprio Filho querido e colocou-O nas nossas mãos!
Cristo aceitou ser Trigo-Semente e amou abundantemente,
morrendo para dar vida, dando-nos o seu Espírito
e enviando-nos a semear a sua Palavra e salvação.

A publicidade investe abundantemente em semear necessidades,
propostas tentadoras, bem embrulhadas de prazer e sucesso.
O consumismo faz de nós um buraco negro insaciável,
que tudo absorve e acumula, em gorduras de lixo de pouca validade.
O resultado é gente solitária, fechada sobre si mesma,
que em vez de investir no amor e na partilha,
investe em semear para si, em acumular para nada nem ninguém.
Corre-se no ginásio do próprio narcisismo!
Não é suor oferecido para cuidar do frágil e da natureza.
O voluntariado anda em contracorrente,
semeia gratuitamente, por um altruísmo fecundo!

Senhor, Fonte da vida, obrigado pelo dom que somos!
Cristo, Fonte inesgotável da graça e misericórdia,
alimenta-nos com a semente da tua Palavra
e o Pão da tua vida doada, para que nos tornemos semente fecundada,
enviada e partilhada para que outros tenham vida.
Espírito Santo, Alento divino semeado e aninhado em nós,
à espera que Te deixemos falar e germinar em testemunho,
dá-nos o dom da fé, do seguimento e da missão.
S. Lourenço, servo da partilha e semeador da caridade,
ensina-nos a fazer da generosidade e da partilha
o segredo da nossa alegria e a riqueza da nossa esperança!

quarta-feira, agosto 09, 2017

 

S. Teresa Benedita da Cruz, Padroeira da Europa


Hei-de conduzir Israel ao deserto e falar-lhe ao coração. (cf. Os 2,16b.17b.21-22)

Deus continua a escutar os gemidos do seu povo!
Nas linhas torturantes dos horrores humanos,
Deus vai revelando-se amor, verdade, mistério vivo!
Edit Stein, entre duas grandes guerras, busca a verdade,
ensina a pensar, descobre Cristo e pede o Batismo.
Alcançada pelo Messias, sente o chamamento à vida consagrada,
subindo ao Carmelo para contemplar a bênção da Cruz,
vivida com amor, chave da aliança eterna.
Filha de judeus, é presa no campo de extermínio,
participa na paixão e na Páscoa de Cristo, dando a vida.
Mistério de Luz na escuridão dos fornos crematórios!

O planeta Terra está a tornar-se um deserto,
cheio de luzes artificias, ruídos de festa,
comida veloz, bebida açucarada e drogada,
sonhos virtuais feitos novelas superficiais.
Vazios de vida que alimentam a indiferença,
banalizam o amor e a fidelidade,
industrializam a natureza e anestesiam a dor,
matam a vida antes de nascer e depois de amadurecer...
É uma guerra diferente, igualmente mundial,
que ameaça a vida, descarrila a justiça e a paz,
põe em causa o futuro e a sanidade humana.
Edit Stein é uma amendoeira neste inverno aquecido!

Senhor, que nos vigias com um olhar de misericórdia,
ensina-nos a prudência dos valores da vida e da fraternidade,
para que não façamos da aliança um faz-de-conta passageiro.
Cristo, que fizeste do Calvário o jardim da vida,
desperta-nos do vazio veloz em que vivemos,
e conduz-nos ao deserto da conversão, da escuta da tua Palavra,
do coração fraterno e da alegria de servir a paz.
Espírito Santo, Verdade que é preciso procurar e acolher,
ensina-nos a ter uma vida sensata, fecunda, justa e santa.
S. Teresa Bendita da Cruz, intercede por este povo errante,
e ajuda-nos a viver na verdade que salva a vida,
aguenta o diálogo e alarga horizontes de inclusão.

terça-feira, agosto 08, 2017

 

3ª feira da 18ª semana do Tempo Comum – S. Domingos de Guzmão


Maria e Aarão censuraram Moisés. (cf. Num 12,1-13)

Maria e Araão eram irmãos de Moisés,
mas a inveja do irmão apoderou-se deles
e aproveitaram um acontecimento da sua vida pessoal,
para colocarem em causa a sua liderança política e religiosa.
Deus esclarece que a profecia é uma eleição e um dom
e não uma conquista ou uma exigência.
O que agrada a Deus é a humildade e a fidelidade de Moisés
e não a arrogância criativa e ambiciosa de Maria e Araão.
Jesus, após a multiplicação dos pães, afasta os discípulos
da tentação do poder, obrigando-os a ir para a outra margem,
enquanto Ele fica em oração pela barca de Pedro
que navega contrariada nas ondas revoltas da missão.

Muitas intrigas de poder usam os argumentos “ad hominem”
como arma para humilhar o adversário
e ocuparem o banco do poder fragilizado.
Quantas denúncias e murmurações não passam de invejas,
às vezes falsos testemunhos, para desautorizar o adversário,
manchar a sua imagem pública e enxovalhar o seu nome? 
Os meios de comunicação social e as redes sociais
são muitas vezes usadas, de forma pouco ética,
como arma moderna para condenar alguém antes de ser julgado.

Senhor, Omnipotência que se abaixa por amor à condição humana,
louvado sejas por nos chamares a ser parceiros da tua aliança.
Cristo, Filho de Deus que quiseste ser Filho do Homem,
escolhendo ser nosso amigo e chamando-nos a colaborar na tua missão,
dá-nos o dom da fé, da humildade, da misericórdia e da fidelidade.
Espírito Santo, dom da verdade na caridade,
liberta-nos da cobiça do poder e da idolatria do ter,
que adoece a fraternidade e desvirtua a imagem do irmão.
S. Domingos, pregador humilde do Evangelho da vida, 
ajuda-nos a ser puros de intenção e testemunho de santidade.

segunda-feira, agosto 07, 2017

 

2ª feira da 18ª semana do Tempo Comum


Toma este povo nos braços, como a ama leva a criança ao colo. (cf. Num 11,4b-15)

Deus cuida do seu povo como uma mãe
e pede a Moisés que seja como uma ama dos seus filhos.
Deus não lhes falta com o maná quotidiano, 
mas não os apaparica para satisfazer todos os seus caprichos.
O povo deve descobrir que nem só de pão vive o homem,
mas que a sobriedade servida em liberdade e no amor,
vale mais do que a escravatura de barriga cheia.
Perante a murmuração e o choro infantilizado do povo,
Moisés desanima e Deus fica triste!
Jesus revela-nos um Deus compassivo e materno,
que envolve os seus discípulos na partilha do que têm:
“Dai-lhe vós mesmos de comer!”

Hoje os pais, para poderem satisfazer os caprichos dos filhos, 
trabalham de manhã à noite, entregando o cuidado dos filhos a amas.
Os pais aparecem como escravos do trabalho e dos filhos,
e os filhos aprendem a fazer birra para tudo conseguir,
tornando-se consumistas precoces de toda a cobiça.
O TER dá estatuto entre as crianças,
que projetam nas marcas compradas aquilo que deviam SER.
As crianças correm o risco de crescerem caprichosas,
mais cisternas de novidades eletrónicas e de vícios de adultos,
do que poços de partilha e fontes de compaixão fraterna.
Quem anda contente com este consumismo caprichoso é o mercado!

Senhor, desde toda a eternidade sois Pai
e confiais às nossas mãos o cuidado da criação e do irmão,
dá-nos um coração responsável, paciente e compassivo.
Cristo, cujo alimento é fazer a vontade do Pai,
liberta-nos da escravidão do capricho egoísta
e da dependência do prazer do ventre e dos sentidos.
Espírito Santo, luz libertadora e alegria dos que choram,
ajuda-nos a ser pedagogos de liberdade,
com coração agradecido e partilha confiante.

domingo, agosto 06, 2017

 

Transfiguração do Senhor


Até que desponte o dia e nasça em vossos corações a estrela da manhã. (cf. 2 Ped 1,16-19)

A proximidade de Deus na encarnação do Filho,
obscurece o mistério e miopia o despojamento.
O que vemos é um galileu, filho do carpinteiro,
homem bom e extraordinário, 
mas demasiado servo para ser Senhor!
Encaminha-se para Jerusalém como outros profetas,
destinado a ser perseguido e morto inocentemente!
Antes da estrela da manhã da ressurreição despontar,
é legitimo perguntar: “Foi para isto que vieste?”
“será que és o Messias ou um profeta como Moisés e Elias?”
A Transfiguração é uma ante-visão da “Estrela da manhã”!

O quotidiano está cheio de leis naturais,
de surpresas sofredoras, de noites incompreensíveis.
A tendência é o juízo imediato e preconceituoso,
a sensação de vítima, o medo e a insegurança, o desânimo.
Queremos tudo reto e claro, e o caminho é sinuoso,
a noite enevoada, feita de Lua cheia e Lua nova.
Olhando para trás vemos melhor e encontramos sentido
na solidão acompanhada que a Aliança prometia
e as pegadas na areia, contempladas, fazem ver!
A fé faz nascer nos nossos coração a “Estrela da manhã”
e confiar na Palavra que é luz durante a noite!

Senhor, Tenda que o Pai montou entre nós,
abre o nosso olhar de fé e transfigura a tua presença.
Cristo, Palavra viva do Céu que nos falas libertação,
serviço, perdão, cuidado do irmão e evangelização,
ensina-nos a subir ao Monte da oração e da contemplação,
para que a “Estrela da manhã” desponte no nosso coração!
Espírito Santo, Colírio divino, que curas a nossa cegueira
e nos fazes ver para além do instante interesseiro,
ajuda-nos a transfigurar em Cristo na rotina do quotidiano.

sábado, agosto 05, 2017

 

Sábado da 17ª semana do Tempo Comum – Dedicação da Basílica de S. Maria Maior


Nenhum de vós prejudique o seu próximo. (cf. Lev 25,1.8-17)

A aliança de Deus com o seu povo,
supõe o respeito da aliança de cada um com o seu próximo.
O amor não prejudica o mais fraco nem mata o incómodo,
mas cuida e protege a todos,
porque é isso que aprendemos em Deus e Ele quer de nós.
O Ano Jubilar, cada 50 anos, procurava reparar injustiças,
devolvendo liberdade e propriedade a cada um.
Este Ano de Graça realizou-se realmente com a vinda de Jesus,
que proclamou para todos o perdão dos nossos pecados.
O caminho da salvação jubilar não é tirar a vida, mas dar vida!

Na medida em que o mundo se tornou mais global e em rede,
tornou-se mais fácil disseminar o bem e o mal,
e de aproveitar as fragilidades de uns em favor do poder de poucos.
Aproveita-se a mão de obra barata e excedente em países pobres
para deslocar a produção, diminuindo os custos e aumentando os lucros. 
A questão ética da dignidade do trabalhador
subordina-se à ambição de lucros e de poder,
numa concorrência feroz, que não se preocupa com o bem da pessoa.
Esta mesma lógica mercantilista está por detrás de negócios de terras,
de desflorestações, da poluição do ambiente,
da escravização e tráfico humano, da exploração sexual,
das guerras destrutivas e produtoras de refugiados...
O mundo precisa de um jubileu, de uma globalização do amor!

Senhor, só Vós sois santo, só Vós sois grande no amor!
Ensina-nos a usar o poder e o saber para amar,
como Jesus, teu Filho, que é o Senhor e o Servo da Vida.
Que o teu Espírito nos desperte para o cuidado do fraco e da criação,
e nos liberte da tentação de aproveitar a fragilidade e a crise,
para explorar, escravizar ou traficar o irmão e a natureza.
Faz da tua Igreja um sacramento da globalização do amor,
que acolhe à mesma mesa da partilha,
povos de toda a terra, doentes, fracos e marginalizados.
Dá-nos o dom de um Ano de Graça de paz e de fraternidade!


sexta-feira, agosto 04, 2017

 

6ª feira da 17ª semana do Tempo Comum – S. João Maria Vianney


São estas as solenidades do Senhor, para as quais, no tempo devido, convocareis os filhos de Israel. (cf. Lev 23, 1.4-11.15-16.27.34b-37)

A nossa vida anda entrelaçada com a vida de Deus.
O tempo está marcada pela solenidade da eternidade,
escondida na rotina da vida, do ciclo da natureza.
A vida é dom de Deus e deve celebrar-se como festa e dom,
em assembleias sagradas e festivas, como povo da aliança.
O Filho de Deus fez-se humanidade, revestido de galileu,
para mostrar que Deus há muito caminha connosco
e nós nem nos damos conta, ocupados com os nossos projetos!
A festa comunitária ajuda-nos a sair da rotina,
a consolidar a fraternidade, a recordar a aliança.
S. João Maria Vianey fez da Eucaristia e da confissão 
uma festa que congrega, renova e nos faz ver Deus em nós.

Na Bíblia há uma transformação das festas agrícolas,
em festas religiosas em que se celebra a história da salvação.
Hoje, com a secularização, assistimos a uma profanização da festa:
a festa da cereja, do queijo, do pão, das papas, do feijão frade...
Nos cartazes das festas de Verão, o santo é um artista menor.
Deus não abandona a humanidade, 
mas a humanidade anda alheada de Deus.
Acham pouco e uma “seca” juntar-se para celebrar dons espirituais,
pois o “deus ventre” exige comida, bebida e dança!
O resultado destas festas são apenas consumos,
calorias a mais, sono a menos, lixo e ressaca!

Senhor, louvado sejas pelo Dom que és na nossa vida,
tão fiel, silencioso, gratuito, misericordioso, paciente!
Cristo, Deus-connosco e Cordeiro da Aliança,
ensina-nos a importância da Eucaristia,
como celebração comunitária da nossa fé e missão. 
Espírito Santo que sacralizais toda a realidade,
habita-nos como templo purificado e festivo.
Santo Cura de Ars intercede para que o desenvolvimento
nos eleve do egoísmo e duma vida servil,
para que aprendamos a viver como povo sacerdotal e santo. 

quinta-feira, agosto 03, 2017

 

5ª feira da 17ª semana do Tempo Comum


De dia repousava a nuvem do Senhor sobre o Tabernáculo e de noite aparecia fogo sobre ele. (cf. Ex  40,16-21.34-38)

Deus caminha à frente do seu povo, numa aliança eterna, 
pelo caminho desértico da libertação. 
O Invisível deixa sinais da sua presença:
o Tabernáculo, a Tenda da Reunião, as Tábuas da Aliança,
a nuvem durante o dia e o fogo durante a noite...
A confiança nasce desta proximidade misteriosa!
Moisés pode entrar na Tenda da Reunião,
porque escuta a voz de Deus e faz tudo o que Ele lhe pede.
Jesus, é o Filho de Deus, que vem para “fazer a vontade do Pai”,
traz no coração a aliança e na encarnação o fogo libertador,
gravando, com o seu Espírito, a aliança nos nossos corações!

No meio deste mundo, ideal para uns, perdido para outros,
Deus continua presente, fala para quem sabe ouvir
e manifesta-se em sinais a quem sabe ver!
Ele é nuvem que protege do sol abrasador
e fogo que ilumina quem anda a tropeçar e sem rumo.
Por isso, não podemos desanimar,
a esperança eterna habita no coração da história!
Em cada sacrário está conservado o sacramento da aliança,
está presente uma paz que nos espera e acolhe,
está escondida a glória de Deus, chave da Tenda do Encontro.
Belo é quando na Eucaristia nos tornamos 
tabernáculos vivos da aliança, reserva de Cristo para o mundo!

Senhor, Pastor que nos conduzes para a libertação,
ensina-nos a ler os sinais do teu bordão
e a ter um coração obediente e fiel.
Cristo, Tabernáculo da Palavra que cura e salva,
sacia a nossa fome com o Pão da tua Vida
e fortalece os nossos passos na prática do teu Amor.
Espírito Santo, dom de discernimento,
ajuda-nos a ser discípulos sábios e santos,
que neste mundo em rede, onde o bom e o mau se misturam,
saibamos distinguir o bem do mal, o que salva e o que mata.

quarta-feira, agosto 02, 2017

 

4ª feira da 17ª semana do Tempo Comum


Moisés não sabia que o seu rosto irradiava luz, depois de se encontrar com o Senhor. (cf. Ex 34,29-35)

O encontro com o Senhor transmite luz,
no brilho alegre dos olhos de enamorado.
É a paz que transparece, 
a alegria de ser perdoado que rejuvenesce,
a certeza de ser eternamente amado que tranquiliza,
a vontade de anunciar esta boa nova que brota como fonte.
Moisés não sabia, os outros é que notavam esta luz que irradia.
É esta exposição à luz de Deus, que nos bronzeia a palidez
e nos faz parecidos com Cristo no testemunho das pequenas coisas.

A oração não é algo que fazemos para Deus,
mas um encontro em que nos abrimos a Deus 
para que Deus faça tudo por nós, numa transformação lenta,
consolidadora, recriadora, restauradora e libertadora.
Sair igual como se entrou na oração,
sem a luz da paz, da reconciliação, do anúncio festivo,
não será sintoma que fomos à fonte como pedra dura e fechada?
Ou como vela que não quer ascender-se no Círio Pascal?
Infelizmente, há muito cristão que após ter cumprido o seu dever,
volta ao quotidiano igualmente orgulhoso, mordaz, murmurador,
egoísta, avaro, corrompido nos desejos, seco de alegria e de esperança!

Senhor, eis-me aqui perante Ti, Luz que não se consome,
como candeia seca, sedenta de óleo para avivar
a fidelidade de discípulo de Cristo 
entre tantos mestres que hoje vou encontrar.
Espírito Santo, abre-nos a tanta graça, a tanta Palavra de salvação,
a tanta alimento de vida, a tanto perdão generoso,
que hoje nos queres ofertar como presentes de amor.
Dá-nos o dom de sermos testemunho profético e alegre,
que irradia fraternidade, acolhimento e santidade de vida,
sem necessidade de muitas palavras, escondido na humildade.

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