terça-feira, agosto 08, 2017

 

3ª feira da 18ª semana do Tempo Comum – S. Domingos de Guzmão


Maria e Aarão censuraram Moisés. (cf. Num 12,1-13)

Maria e Araão eram irmãos de Moisés,
mas a inveja do irmão apoderou-se deles
e aproveitaram um acontecimento da sua vida pessoal,
para colocarem em causa a sua liderança política e religiosa.
Deus esclarece que a profecia é uma eleição e um dom
e não uma conquista ou uma exigência.
O que agrada a Deus é a humildade e a fidelidade de Moisés
e não a arrogância criativa e ambiciosa de Maria e Araão.
Jesus, após a multiplicação dos pães, afasta os discípulos
da tentação do poder, obrigando-os a ir para a outra margem,
enquanto Ele fica em oração pela barca de Pedro
que navega contrariada nas ondas revoltas da missão.

Muitas intrigas de poder usam os argumentos “ad hominem”
como arma para humilhar o adversário
e ocuparem o banco do poder fragilizado.
Quantas denúncias e murmurações não passam de invejas,
às vezes falsos testemunhos, para desautorizar o adversário,
manchar a sua imagem pública e enxovalhar o seu nome? 
Os meios de comunicação social e as redes sociais
são muitas vezes usadas, de forma pouco ética,
como arma moderna para condenar alguém antes de ser julgado.

Senhor, Omnipotência que se abaixa por amor à condição humana,
louvado sejas por nos chamares a ser parceiros da tua aliança.
Cristo, Filho de Deus que quiseste ser Filho do Homem,
escolhendo ser nosso amigo e chamando-nos a colaborar na tua missão,
dá-nos o dom da fé, da humildade, da misericórdia e da fidelidade.
Espírito Santo, dom da verdade na caridade,
liberta-nos da cobiça do poder e da idolatria do ter,
que adoece a fraternidade e desvirtua a imagem do irmão.
S. Domingos, pregador humilde do Evangelho da vida, 
ajuda-nos a ser puros de intenção e testemunho de santidade.

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