quinta-feira, setembro 19, 2019

 

5ª feira da 24ª semana do Tempo Comum


Não descuides o dom espiritual que recebeste. (cf. 1 Tim 4,12-16)

Nós somos dom recebido da Fonte da Vida.
O dom, para que continue a ser dom, precisa dar-se,
manifestar-se em amor, chorar o grão retido e não semeado.
O pecado é o descuido deste dom espiritual recebido.
O perdão é a purificação do dom no amor acolhido.
Os sacramentos são dons espirituais recebidos que é preciso cuidar,
para que a vida se torne amor e ação de graças,
testemunho e anúncio, fé e caridade, conversão permanente!

Cada sacramento participa no “Hoje da salvação”.
O Batismo é o dom espiritual que gera vida nova cada segundo.
O Crisma é o dom do Espírito que é preciso acolher cada instante.
A Eucaristia é alimento espiritual que é preciso receber e dar cada dia.
A Confissão é o dom do perdão que nos faz viver em paz e esperança.
A Ordem é o dom do serviço que nos faz amar com coração de pastor.
O Matrimónio é o dom do amor que se torna sinal do amor do Esposo.
A Unção do Doentes é o dom da consolação no sofrimento e na doença.

Senhor, obrigado por tantos dons espirituais recebidos,
por ser puro dom da tua graça e misericórdia.
Perdoa a tendência a fazer do dom uma posse para proveito próprio,
sem generosidade nem ardor missionário.
Ensina-nos a amar-Te para além do mínimo necessário,
a lavar-Te e perfumar-Te os pés com que nos visitas,
a beijar-te a misericórdia com que nos curas!
Ajuda-nos a cuidar dos dons espirituais recebidos!

quarta-feira, setembro 18, 2019

 

4ª feira da 24ª semana do Tempo Comum


É realmente grande o mistério da piedade: Ele foi manifestado na carne, justificado pelo Espírito. (cf. Tim 3,14-16)

O mistério da fé esconde-se na eternidade
e manifesta-se na história como nuvem que ilumina e protege!
Só quem tem coração de criança, sede de encontrar,
abertura à revelação, ouvido de discípulo,
e discernimento no olhar guiado pelo Espírito,
pode compreender a glória e a imanência de Deus,
a palavra e o silêncio de Deus, 
o nosso pecado e a santidade de Deus!

A fé é sempre uma montanha onde já estamos,
mas cujo cume ainda não alcançamos!
Umas vezes as nuvens carregadas da vida 
impedem-nos de ver com claridade onde está o cume,
outras, a claridade do Espírito faz-nos sentir a frescura do alto,
mesmo no calor do vale ao lado da fonte que nos sacia a sede!
O perigo é desistirmos de caminhar, 
de buscar uma gruta que nos adormeça,
de nos prostrarmos perante uma representação do cume
e dizermos esta é a nossa meta, não vale a pena suar mais!

Senhor, descobrimo-nos a viver neste oceano de amor,
mas ainda não conhecemos a profundidade e a largura
deste mistério belo e grandioso onde nos movemos!
Abrimos a Bíblia e nela vemos a revelação de Deus 
e o reflexo do ser humano, num barro animado pelo Espírito!
Olhamos para Jesus e o mistério nos atrai e mete medo,
entre a glória e a cruz, o encontro e o seguimento!
Que o Espírito Santo nos guie nesta aventura da fé!

terça-feira, setembro 17, 2019

 

3ª feira da 24ª semana do Tempo Comum


Conservem o mistério da fé numa consciência pura. (cf. 1 Tim 3,1-13)

Jesus é o Deus da vida a semear esperança.
Caminha connosco e chama-nos a caminhar com Ele,
pelo testemunho de fé, pelos ministérios na Igreja,
pelo testemunho de vida pessoal e familiar.
Cada cristão deve ser outro Cristo na história,
missão e entrega que gera vida pela graça do Espírito.

A Igreja é carismática e ministerial, fraterna e hierárquica.
Todos somos filhos amados por Deus e irmãos uns dos outros,
mas há ministérios diferentes que estruturam a comunidade.
O ministério não é uma honra, mas um serviço,
que deve ser feito com zelo, humildade e consciência pura.
Mas o testemunho coerente e contagiante é mais importante,
que os cargos, que as dignidades, que o protocolo!
O mau testemunho é um cancro na Igreja!

Senhor, que me chamaste a ser ministro na tua Igreja,
perdoa as vezes em que a vida contradisse a palavra anunciada 
e ajuda-me a dar bom testemunho, a ser um Evangelho vivo.
Eu Te peço por todos os que têm responsabilidades na Igreja,
para que o interesse próprio não os corrompa 
e sejam sempre impelidos pelo amor de Cristo!
Que o teu Espírito fecunde a nossa vida 
e nos ajude a ser um bênção de vida e esperança,
onde quer que estejamos ou sejamos enviados!

segunda-feira, setembro 16, 2019

 

2ª feira da 24ª semana do Tempo Comum – S. Cornélio e S. Cipriano


Que os homens rezem em toda a parte, erguendo para o Céu as mãos santas, sem ira nem contenda. (cf. 1 Tim 2,1-8)

Deus escuta as súplicas do seu povo
e fica contente quando nos vê compassivos,
cheios de fé, interessados no bem e salvação de todos.
Não rezamos para que Deus se coloque do nosso lado,
em contendas e interesses clubistas,
mas para que Deus nos dê o que for justo,
perdoe a todos e nos ajude a trabalhar na sua missão.
Basta uma palavra de Cristo e aqueles por quem rezamos,
poderão ser salvos, curados, fortalecidos, iluminados!

A oração é um exercício de fé e de compaixão.
Fé, porque buscamos em Deus a rocha firme da nossa salvação.
Compaixão, porque somos movidos pelo amor de Deus por todos.
Rezamos, não para informar a Deus de certos problemas 
ou de pessoas que andam perdidas e sem rumo,
como se Deus não soubesse disso tudo melhor que nós!
Ao rezarmos assim, com o coração confiante e cheio de amor,
Deus escuta em nós o eco do seu amor e estende a sua Mão,
porque o bem não se impõe, é preciso ser pedido, suplicado!
E quando entramos neste sintonia de sofrimento,
Deus vê em nós um colaborador da sua missão e escuta-nos!

Senhor, elevo para ti minhas mãos suplicantes
para melhor sintonizar com o teu Coração e a tua Missão.
Peço-Te por todos os que andam sem esperança nem rumo
e ajuda-me a ser a tua palavra e a tua presença junto deles.
S. Cornélio e S. Cipriano, pastores com coração do Pastor,
intercedei para que sejamos fieis à nossa fé e firme no testemunho!

domingo, setembro 15, 2019

 

24ª semana do Tempo Comum – Nossa Senhora das Dores


Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores e eu sou o primeiro deles. (cf. 1 Tim 1,12-17)

A justiça do Senhor é convite à conversão.
A recusa do ser humano à sua proposta misericordiosa 
é dor de coração que ama o que falta!
Por isso, Jesus, o enviado do Pai a salvar os pecadores,
aparece como cordeiro que dá a vida, pastor, médico, irmão,
pão da vida, caminho de esperança, luz que ilumina,
mulher que busca o perdido, pai que acolhe o filho ingrato,
servo que lava os pés, mestre que liberta e cura,
parábola que faz pensar, palavra que conduz…

Para quem não ama verdadeiramente tudo está bem,
desde que cumpra o seu dever e vá fazendo o seu papel!
O cristão por dever e por tradição até pode ser praticante zeloso,
mas é incapaz de se preocupar com os que não conhecem 
ou abandonaram a fé em Jesus, com os que andam em pecado,
com a injustiça estrutural, com a urgência da missão!
Contentam-se com o pequeno rebanho que vem à celebração
e não se preocupam nem fazem nada pelo grande rebanho afastado,
adormecido no seu egoísmo e ocupado apenas com o seu bem-estar!

Senhor, obrigado pelo dom da fé e pelo chamamento a servir-Te.
Ajuda-me sofrer contigo com os que andam perdidos,
e a agir como Tu para os recuperar e os convidar a voltar para Ti!
Liberta-nos da indiferença, da apatia e do funcionalismo,
que se limita a cumprir deveres, separa a fé da vida,
vive para si mesmo e não se compromete com a salvação dos outros.
Virgem Maria, coração que sofre com o seu Filho 
as dores da ovelha perdida, ensina-nos a fazer o que podermos
para contribuir para a conversão dos que vivem ao nosso lado!

sábado, setembro 14, 2019

 

Exaltação da Santa Cruz


Todo aquele que for mordido e olhar para ela ficará curado. (cf. Num 21,4b-9)

Deus inventou a misericórdia para salvar o malfeitor,
a humanidade inventou a cruz para destruir o prevaricador.
A justiça de Deus salva o arrependido e o justo,
a justiça humana condena o injusto e muitas vezes o justo.
Mesmo quando a injustiça toca o Céu na terra,
o Filho de Deus continua obediente ao projeto de amor
e faz da cruz, que é sinal de morte, num sinal de aliança eterna!

Exaltar a Santa Cruz não é exaltar o sofrimento e a injustiça,
isso seria uma blasfémia e uma aberração.
Exaltar a Santa Cruz é dar graças a Deus pelo seu amor puro,
que é capaz de sobreviver ao sofrimento, à injustiça e à morte,
pois Deus não se deixa contaminar pelo pecador
e continua sempre fonte de amor, porta de salvação!
Olhar a cruz é ver-nos amados até no pecado,
é aprender a evitar a injustiça e a abraçar a misericórdia!

Senhor, contemplo-Te na cruz e vejo-me a teu lado,
como pecador arrependido que pede 
que Te lembres de mim no teu Reino!
Contemplo a tua cruz e vejo as injustiças que praticamos,
um mundo a matar inocentes, a natureza a ser destruída,
os cristãos a serem perseguidos, a esperança a ser negada!
Ajuda-nos a levar, cada dia, a nossa cruz, 
a sermos cireneus de quem a não pode levar
e a amar sempre, mesmo quando não somos amados!

sexta-feira, setembro 13, 2019

 

6ª feira da 23ª semana do Tempo Comum – S. João Crisóstomo


Graça, misericórdia e paz da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus, Nosso Senhor. (cf. 1 Tim 1,1-2.12-14)

Deus é iniciativa de graça, misericórdia e de paz.
Jesus foi enviado aos pecadores e a todos quer salvar,
de modo especial aqueles que são cegos sem o saberem,
e querem guiar outros cegos, julgando-se mestres!
Todos somos pecadores, necessitados da ajuda do alto,
pessoas que até podemos estar bem intencionadas,
mas que acabamos por ser violentos, injustos e blasfemos!

O direito ao “eu acho” e ao “eu quero”
acaba por sobrepor-se à verdade e à justiça da realidade!
A história acaba por ser uma reconstrução do bem parecer
e não uma transmissão da verdade dos acertos e dos erros,
que faz do ser humano um peregrino da verdade 
e um modelo de esperança 
para quem procura, errou e ainda não encontrou!
A mentira acaba por prejudicar a busca do outro!
A perda do sentido do pecado acaba por dificultar a conversão! 

Senhor, sei que erro muitas vezes
e me conduzo muitas vezes pela lógica da maioria,
neste jogo perigoso da construção da aparência 
e da tentativa do escondimento das fraquezas que tenho.
Que o teu Espírito nos conduza pelo caminho do Caminho
e nos deixemos guiar por Aquele que é graça,
misericórdia e paz na prova crucificada do Amor!
S. João Crisóstomo, palavra eloquente que fala de Cristo,
roga por nós, para que sejamos bons evangelizadores!

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