quinta-feira, junho 29, 2017

 

S. Pedro e S. Paulo, Apóstolos


O Senhor esteve a meu lado e deu-me força. (cf. 2 Tim 4,6-8.17-18)

A força de Pedro e de Paulo é o mesmo Senhor.
A um chama-o nas margens do lago da Galileia,
a outro chama-o na estrada de Damasco.
A um chama-O Jesus, o Messias nazareno,
a outro chama-o uma Luz que fala e cega os violentos!
Ambos aprenderam o caminho árduo de seguir Jesus,
fazendo das suas vidas um testemunho e anúncio feliz da sua fé.
Ambos quiseram ir à capital do império desafiar o medo,
anunciar a esperança e dar a vida pelo seu Amado! 
Neles se alicerça e retrata a Igreja, 
comunidade missionária, hierárquica e carismática!

Nem sempre é fácil conjugar hierarquia e carisma, Pedro e Paulo.
Há a tentação de a hierarquia ser apenas função autoritária
e o carisma ser apenas criatividade profética, voz sem Igreja!
Por isso, as relações entre Magistério e Teologia,
Ministério Ordenado e Vida Consagrada e laical,
nem sempre são pacíficas, equilibradas e subsidiárias!
Jesus está ao nosso lado e é a nossa força,
não para construirmos fações em guerra dentro da Igreja,
mas para todos juntos, como comunidade apostólica e carismática,
continuarmos a missão salvadora de Cristo na história.
A beleza e riqueza da Igreja é ter nascido Pedro e Paulo,
ardor e sabedoria, celebração e evangelização,
ousadia e humildade, missão e comunhão!

Senhor, Rei do universo, que te fazes proximidade companheira,
ajuda-nos a permanecer em Ti, comprometidos com a salvação do irmão.
Cristo, que nos chamas a todos a ser pedras vivas da tua Igreja,
ensina-nos com Pedro e Paulo a aprender o zelo pela evangelização.
Espírito Santo, luz que faz brotar carismas e ministérios,
dá-nos a sabedoria da comunhão à imagem da Trindade!
S. Pedro e S. Paulo intercedei por uma Igreja viva e missionária,
arco íris terno que fala várias línguas na mesma fé e amor.  

quarta-feira, junho 28, 2017

 

4ª feira da 12ª semana do Tempo Comum – S. Ireneu


Abrão acreditou no Senhor, o que lhe foi atribuído como justiça. (cf. Gen 15,1-12.17-18)

A fé põe-nos à prova, pois seguramo-nos num escudo invisível.
A promessa aponta para o futuro; 
vê-se é apenas umaa visão, uma palavra pronunciada durante a noite,
“assaltada por um grande e escuro terror”,
embora iluminada por um “brasido fumengante e um archote de fogo”
que alicerça a aliança e revela uma Palavra que é rocha firme!
Abrão teve a coragem de acreditar no Senhor
e pacientemente aguardar a hora de Deus!
Jesus na cruz acreditou que o que parecia um fracasso,
era a “consumação” da sua obra de salvação!
Que árvores boas, com raízes de fé tão profundas!

Estamos num tempo em que a imagem nos domina.
Ficamos com a sensação que se não aparecermos,
se não brilharmos, nem que seja só por um segundo,
nada somos, nada temos, nada podemos, nada receberemos!
Todos procuramos umas palmas, uma recompensa imediata,
uma promoção, uma gorjeta, um prémio de desempenho....
Numa sociedade secularizada, Deus é um estranho,
porque não se mostra, não recompensa nem castiga logo,
como se andasse em contra-corrente ao afã de aparecer!
Por isso, as pessoas desvalorizam-No, dispensam-No,
não aguentam esperar a “hora de Deus”.
Isto leva-nos a ser menos gratuitos, mais caprichosos,
mais ansiosos, acreditando apenas no presente que se sente!

Senhor, aliança abençoada escondida na noite da fé,
aumenta o dom da confiança na tua Palavra
e ensina-nos a caminhar seguros pela tua Mão invisível!
Cristo, que na rejeição dos homens te agarraste ao amor do Pai,
ajuda-nos a saber caminhar nas tempestades escuras,
que nos fazem duvidar e muitas vezes desesperar.
Espírito Santo, luz suave e brilhante que ilumina por dentro,
dá-nos um coração bom, que sabe florir no Inverno!
S. Ireneu, peregrino da Verdade que soubeste dar a vida por Ela,
intercede para que não nos percamos no que aparece e sente,
mas no que é, no que dá vida, no que permanece para sempre!  

terça-feira, junho 27, 2017

 

3ª feira da 12ª semana do Tempo Comum


Não haja questões entre mim e ti, uma vez que somos irmãos. (cf. Gen 13,2.5-18)

Deus é Pai e criador de todos,
e, por isso, somos todos irmãos uns dos outros.
Deus é paz, diálogo de amor, que se revela misericórdia,
por isso, devemos resolver as nossas questões
pelo diálogo e não pela guerra, 
pelo bem comum e não pela ambição individualista.
A fraternidade é o bem maior que temos e herdámos,
que em nenhuma situação devemos perder ou preterir.
Cristo preferiu dar a sua vida para nos salvar, a aniquilar-nos!

Às vezes parecemos dois galos numa capoeira,
com inveja uns dos outros, sempre a discutir,
sempre a magoar-nos e a lutar para ver quem é o maior.
Muitas famílias parecem um campo de batalha,
em vez de um porto seguro, onde nos sentimos amados!
Na sociedade, reforça-se a luta de classes,
a competição de carreiras, a concorrência de quem vende mais,
a luta de quem vence nas eleições e fica em primeiro.
No meio de tudo isto, muitas vezes, 
até nos esquecemos que somos todos irmãos!
A rega de ouro é aprender a colocar-se no lugar do outro
e trata-lo como gostaríamos de ser tratados, em diálogo construtivo!
Talvez assim, as injustiças se desvanecessem
as diferenças nos enriquecessem, os frágeis fossem protegidos.

Pai nosso que estás nos Céus e nos visitas na brisa suave,
ensina-nos a alegria do bem comum e da partilha.
Cristo, pontífice da reconciliação entre a humanidade e Deus,
ensina-nos a arte de dialogar e de construir pontes,
de perdoar e corrigir o que erra.
Espírito Santo, que em todos queres habitar e acender o amor, 
habilita-nos para a relação fraterna e solidária,
que sabe escutar na busca da verdade
e ser manso e pacífico no diálogo da justiça.

segunda-feira, junho 26, 2017

 

2ª feira da 12ª semana do Tempo Comum


O Senhor disse a Abrão: «Deixa… e vai para a terra que Eu te indicar. (cf. Gen 12,1-9)

Somos peregrinos de uma nova terra,
com raízes profundas à terra em que nos habituámos a viver.
O Senhor diz a Abrão e diz a cada um de nós:
“Parte de ti mesmo, das tuas amizades fechadas,
das tuas seguranças, das tuas ideias fixas,
das tuas rotinas já conhecidas e nem sempre boas!
Parte para a terra que Eu te indicar!”
Deus parte do Céu e da eternidade para a nossa história
e nós devemos partir do tempo e do provisório
para o amor que não acaba, a eternidade escrutinada na fé!

Vivemos o ideal de permanecer, de nos aconchegarmos no cantinhinho,
nas ideias feitas, no terreno conhecido, no clube de sempre...
Compramos sempre o mesmo jornal, ouvimos sempre a mesma rádio,
vemos sempre o mesmo canal de TV, frequentamos o mesmo bar...
Custa-nos a deixar hábitos, mesmo os que nos fazem mal
e vemos que são prejudiciais à saúde, à carteira, à família...
Custa-nos dialogar com o diferente, pois temos medo de confrontar ideias!
Por isso, preferimos a relação virtual à presencial,
pois na virtual podemos sair quando queremos
enquanto que na presencial temos que negociar ou dar uma boa desculpa.
Não é fácil converter-nos de verdade,
pois habituámo-nos aos carris onde roda a nossa vida!

Senhor, que nos chamas em todas as idades a sair de nós mesmos,
para partir para onde nos queres enviar: uma terra nova,
um fecundidade inimaginável, uma vida de bênção para todos,
ajuda-nos a ter a mesma fé e confiança de Abraão.
Cristo, que partiste do Pai para montar entre nós a tua tenda, 
ensina-nos a partir do nosso conforto para a missão que nos envias.
Espírito Santo, lufada de ar fresco que nos conduz ao rumo certo,
faz-nos renascer para esperança e a peregrinar para a vida nova,
que nos aproxima do irmão como bênção e sem julgamentos.

domingo, junho 25, 2017

 

12ª Domingo do Tempo Comum (25 junho)


A Vós confiei a minha causa. (cf. Jer 20,10-13)

Deus está connosco, é justo e poderoso.
Conhece o coração de cada um e pesa a nossa santidade.
Não se deixa influenciar pela arrogância nem pela astúcia,
mas guarda o fraco e escuta o gemido do oprimido,
premeia aquele que é justo e não faz justiça pelas suas mãos.
Todos os que vivem como seu Filho e se tornam dom oferecido,
Deus guia-os com o seu Espírito e fortalece-os na perseguição,
para que a verdade vença o medo, a graça o mercado,
a esperança a desgraça, a solidariedade a indiferença.
A fidelidade ao dom gratuito vence o medo e salva o mundo!

A vida corre o risco de ser conduzida pelo medo e pelo rancor.
Pelo medo do que vão dizer, de ser perseguido,
de ser rejeitado ou ridicularizado, de perder amigos...
Pelo rancor que brota da ferida do ressentimento
e gangrena em mal estar, depressão, agressividade e vingança.
Quando dominados pelo medo e pelo ódio,
dispensamos Deus, confiamos nas armas de defesa e de ataque,
ficamos paralisados ou possuídos pela inquietação,
perdemos o rumo, esquecemos a missão, arrumamos a humanidade.
Só quando confiamos a nossa sorte a Quem é Senhor do Universo,
é que somos livres e a verdade e o amor nos liberta!

Senhor, Rocha na qual nos seguramos e confiamos,
liberta-nos dos medos que nos paralisam a filiação divina.
Cristo, Irmão amigo que vais à nossa frente,
como Cordeiro manso e humilde, forte e vencedor,
fortalece-nos com o Pão que se faz dom gratuito
e salva, dando vida, sarando faltas, fermentando a fidelidade.
Espírito Santo, dom que cura ressentimentos,
recria o nosso coração para que seja fonte de amor,
pagando o mal com o bem, deixando a Deus o julgamento.
Ajuda-nos a ser fieis à nossa missão e profecia,
quando o medo nos atemoriza e o egoísmo nos acomoda!

sábado, junho 24, 2017

 

Nascimento de S. João Batista


Ele que me formou desde o seio materno, para fazer de mim o seu servo. (cf. Is 49,1-6)

Celebrar o nascimento de João Batista
é celebrar o Deus que o criou e chamou a ser profeta.
A sua missão é ir à frente do Messias,
a preparar os seus caminhos, a apontar a sua presença.
Proclama um batismo de penitência, um regresso à aliança,
pois está a chegar o Esposo, que nos batizará no Espírito!
João é pura graça que aponta para a Fonte,
fazendo a ponte entre a antiga e nova aliança,
que o Cordeiro, concebido no seio da sua humilde Ovelha,
vai fazer, inaugurando um tempo de graça, 
o Hoje da nossa salvação!

É difícil de perceber que um santo tão austero
dê lugar a festas populares tão extravagantes!
Ficou talvez o martelinho sonoro que desperta
para o Novo que justifica a festa e nos põe em alerta!
Mas até o martelinho passou a ser uma distração ruidosa,
que nos reúne na véspera, para o adormecimento de olhos abertos!
Assim se neutraliza a profecia de um santo do deserto,
que chama à penitência e aponta para a Luz que desponta!

Senhor, que escolheste João Batista para ser o precursor
e preparar a vinda do teu Filho, misturado de humanidade,
ajuda-nos a seguir o caminho de conversão que Ele proclama.
Cristo, que também Tu enviaste os teus discípulos
aos lugares onde Tu querias ir, como precursores,
desperta-nos para a missão de sermos como João Batista,
que prepara a tua vinda e abre as portas à fé no Evangelho.
S. João Batista, intercede por cada um de nós,
para que saibamos descobrir e seguir a nossa vocação,
realizando-a com humildade e fidelidade profética!

sexta-feira, junho 23, 2017

 

Sagrado Coração de Jesus


Nós conhecemos o amor que Deus nos tem e acreditámos no seu amor. (1 Jo 4,7-16)

Deus é todo amor, coração que se faz fonte de vida,
aliança que se abaixa e propõe noivado,
misericórdia que cura traições e esquecimentos,
esperança que encarna no seu Filho,
inabitação do Espírito, que prepara o nosso coração para amar.
Nós conhecemos o seu amor porque este se manifesta
e acreditamos que só amando permanecemos em Deus!
A fé em Jesus Cristo não acredita em soluções de guerra,
crê na paz, crê no perdão, crê na não-violência, crê na justiça!

O acesso ao conhecimento democratizou-se.
Basta entrar na internet e pesquisar um tema
e temos acesso a um montão de informações. 
Também ao nível religioso, o conhecimento está acessível.
Mas conhecer coisas sobre Deus ou Jesus
não é o mesmo que acreditar em Deus revelado por Jesus!
Acreditar supõe confiar em Alguém, seguir o seu caminho,
abandonar outras soluções contrárias, 
viver segundo o seu Espírito!
Acreditar em Jesus é crer que só o amor salva,
e, por isso, a violência mata e a vingança alimenta a guerra!

Pai nosso, bom Senhor e fonte de salvação,
dá-nos um coração grande e forte,
capaz de perdoar quando ferido, de amar quando desamado!
Cristo, que na cruz da tua rejeição renovas a tua aliança
e pronuncias a melhor e mais eterna declaração de amor,
obrigado porque não desistes de nós
e continuas a dizer-nos em cada Eucaristia:
“Eu estou disposto a dar a vida por ti,
abre o teu coração ao meu Espírito
e deixa que Ele te ensine a amar como fonte que não acaba!”
Sagrado Coração de Jesus que tanto nos amais,
faz que Te amemos e amemos os irmãos cada vez mais!

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