terça-feira, maio 31, 2022

 

3ª feira, Visitação da Virgem Santa Maria

 



Bem-aventurada aquela que acreditou no 

cumprimento de tudo quanto lhe foi dito da parte 

do Senhor. (cf. Lc 1,39-56)

 

O Senhor promete e cumpre, lembrado da sua misericórdia.

Deus prepara o impossível, fecunda a estéril e a virgem,

E faz do Precursor um visitado e um saudado

no mistério do encontro de duas mães agraciadas.

É pela fé que Maria se põe a caminho e visita Isabel,

é pela alegria da fé, que Isabel e o menino exultam com a saudação,

é pela fé que Maria e Isabel louvam ao Senhor,

que nas suas pobrezas realizou maravilhas!

 

O cumprimento das promessas de Deus é sempre uma surpresa.

Mas nós não gostamos de surpresas

e preferimos imaginar o cumprimento das promessas,

quando, como e onde nós esperamos que aconteçam.

E, porque Deus não é manobrável nem expetável,

há muitos que não acreditam que são de Deus

as surpresas da vida que nos invertem as expetativas,

mas nos enchem a alma de paz e de alegria.

O cumprimentos das promessas não é soberba,

mas surpresa que exalta a humildade e o encontro.

 

Senhor, louvado sejas pelo cumprimentos do dom da vida,

que brota do amor, cresce como um abraço e perfuma a esperança.

Obrigado pela vocação que se cumpre no arriscar,

porque vive da fé e da graça divina

que se faz realidade na humildade e na entrega.

Virgem Maria, feliz porque acreditaste e te puseste a caminho

para saudar a estéril e idosa sua prima

e alegrar o Precursor, ainda em botão,

com a voz da saudação da Mãe do seu Senhor!


segunda-feira, maio 30, 2022

 

2ª feira depois da Ascensão

 



No mundo sofrereis tribulações. Mas tende 

confiança: Eu venci o mundo. (cf. Jo 16,29-33)

 

Jesus é proposta de aliança eterna.

Nem sempre a aliança é acolhida e seguida,

mas Jesus continua a oferecê-la e a dar a vida por ela.

Quem segue Jesus, propõe-se a  viver no amor incondicional,

na alegria e na tristeza, na saúde e na doença,

todos os dias, em todas as situações e com todas as pessoas.

Nos momentos de tribulação, de perseguição e até de traição,

o amor vencerá, se continuarmos a confiar e a seguir Jesus,

que venceu o ódio e a vingança quando O mataram na cruz!

 

A desconfiança introduz a tribulação na nossa vida.

O desconhecido e as memórias de fracasso

levam-nos a desconfiar de nós mesmos.

A traição e o sentimento de ser rejeitado,

levam-nos a desconfiar dos outros e a entrar em tribulação.

O silêncio de Deus e a perseguição por causa da fé,

levam-nos a desconfiar de Deus e da oração.

Perante esta desconfiança indefinida e atribulada,

muitos entram em depressão ou paralisação,

outros procuram segurança em magias, amuletos,

limpezas espirituais, proteções astrais…

e deixam Aquele que venceu o mundo!

 

Senhor Jesus, na tempestade treme a fé,

foge o fraco, grita o aflito, como em quarto escuro.

Fortalece a nossa confiança em Deus,

contemplando o teu caminho do Calvário

e vendo como vences pelo amor e sem armas de vingança.

Ajuda-nos a confiar que o Pai não abandona os filhos,

mesmo quando a única coisa que vemos

é solidão, traição, ódio e perseguição.

Nós cremos em Ti, mas aumenta a nossa fé!


domingo, maio 29, 2022

 

Domingo da Ascensão do Senhor, Dia Mundial das Comunicações Sociais

 



Jesus levou os discípulos até junto de Betânia e, 

erguendo as mãos, abençoou-os. (cf. Lc 24,46-53)

 

O Filho de Deus foi gerado na casa do amor.

Era a sua Betânia, onde se sentia bem e repousava.

Mas o Amor é desejo que outros vivam no mesmo amor,

por isso, o Filho de Deus aceitou ser Filho de Maria,

viver na periferia da Galileia para exaltar os humildes

e construir novas Betânias entre os humanos.

Lázaro, Maria e Marta são uma imagem da Betânia celeste,

modelo da Igreja que Jesus sonha para o seu Corpo místico.

 

A Igreja não é chamada a ser casa de Simão, o fariseu,

que convida Jesus, mas não tem lugar para os pecadores (cf. Lc 7,36-39).

A Igreja é chamada a ser casa de Mateus, que convida Jesus

e todos os seus amigos pecadores para que se convertam (cf. Mt 9,9-13).

A Igreja é chamada a ser casa de Betânia, casa da amizade,

lugar de serviço e de escuta da Palavra, lar de fé na ressurreição,

comunidade onde Jesus se sente em casa,

esperança já começada da nova Betânia celeste!

 

Senhor Jesus, Cabeça da Igreja que nos eleva o amor,

nos guia para o essencial e que permanece,

nos abre à fraternidade, à escuta e à participação na sua missão.

Ajuda-nos a viver como tuas testemunhas,

na oração fiel e no serviço dos irmãos.

Faz de nós uma Igreja aberta, Betânia da fraternidade,

mesa do encontro, casa da hospitalidade,

fogo de fé, anúncio de esperança e alimento de paz.


sábado, maio 28, 2022

 

Sábado da 6ª semana da Páscoa

 



Saí de Deus e vim ao mundo, agora deixo o mundo 

e vou para o Pai. (cf. Jo 16,23b-28)

 

 

Jesus é o Filho de Deus a viver no mundo,

que nos revela como estar no mundo sem ser mundano.

Agora Jesus volta para o Pai como humanidade redimida,

abrindo a porta do Céu e fazendo-se caminho,

que conduz a Deus pela sua Palavra e o seu Espírito.

Acreditar em Jesus é confiar nele como salvador,

viver em comunhão com Deus, glorificando o Pai,

por meio do seguimento de Jesus e do Espírito Santo.

 

A introdução da mulher no mundo assalariado,

levou que a casa ficasse vazia durante o dia,

e o cuidado dos filhos se tornasse um serviço.

Durante o dia, cada um está separado no espaço,

mas para que o amor não deserte

é preciso que cada um permaneça em comunhão

e se inventem novas formas de comunicação e união.

O verdadeiro amor não tem tempo nem espaço!

 

Senhor Jesus, o Criador que quis ser nosso Pai,

tem-nos a todos gravados no seu coração.

Desculpa o meu coração cata-ventos,

insaciável e inquieto, com dificuldade em permanecer

junto à Fonte e em comunhão, apesar de não Te ver.

Espírito Santo, alento de Deus que reanima a filiação divina,

dá-nos o dom de estarmos sempre unidos a Cristo,

quando nos ajoelhamos a rezar ou nos afadigamos a trabalhar!


sexta-feira, maio 27, 2022

 

6ª feira da 6ª semana da Páscoa

 



Estareis tristes, mas a vossa tristeza converter-se-á 

em alegria. (cf. Jo 16,20-23)

 

O mistério Pascal contém em si morte e vida,

cruz e ressurreição, tristeza e alegria, fim e princípio.

O grão de trigo foi lançado à terra numa gravidez de esperança,

e, ao terceiro dia, nova madrugada raiou e a paz brotou,

na Igreja onde vive e gera novos filhos de Deus.

A alegria é da vida nova que nasce e que se faz promessa,

e supõe, no processo, carregar a nossa cruz e a dos outros,

como parteiros de um mundo novo, justo e fraterno!

 

Temos pressa de ser felizes e perseguimos a alegria

como um objetivo urgente e forçado presente.

Pelo caminho sofremos de ansiedade e medo de a não possuir,

fugimos ao parto que dá à luz na dor,

suprimimos etapas importantes de espera e amadurecimento

e depois admiramo-nos que a alegria não cria raízes

e sabe a pouco, pois não é sustentável e sabe a ressaca!

Por isso, a vida torna-se mais uma evasão do que uma conquista,

uma busca de diversão do que duma felicidade duradoura.

 

Senhor Jesus, reconheço que às vezes desejo nascer prematuro

e não aceito a espera do amadurecimento e a vida como um processo,

que passa pela fé, o amor incondicional e a esperança

num caminho de cristificação e purificação do egoísmo.

Desculpa as vezes em que procuro prazeres momentâneos

e não a alegria que permanece e gera flores de amor e de paz,

mesmo no inverno, na seca e no deserto!


quinta-feira, maio 26, 2022

 

5ª feira da 6ª semana da Páscoa, S. Filipe Néri

 



Daqui a pouco já não Me vereis e pouco depois voltareis a ver-Me. (cf. Jo 16,16-20)

 

Deus revela-se e esconde-se na natureza e na história,

na profecia e na encarnação, morte e ressurreição do seu Filho,

na Igreja e nos seus sacramentos, na santidade e nos ministérios…

Temos tudo para crer, mas a verdade não se impõe,

por isso, a liberdade pode continuar a não acreditar

e a fé prossegue a sua busca peregrina de confiar sem ver!

É um mistério jamais abarcado e possuído,

uma boa nova que nos envolve com a sua presença,

nos toca e alimenta com a sua palavra suave e luminosa,

nos levanta com a sua mão misericordiosa

e nos envia a anunciar a alegria de ser morada da Esperança.

 

Somos uma das gerações mais alfabetizadas,

mas também somos uma das gerações mais telecomandadas.

Gloriamo-nos de ter liberdade para opinar,

para votar, para escolher consumos, para viajar…

mas somos também a geração que maiores dependências tem:

consumismos de coisas, de serviços, de alimentos e bebidas,

de entretimentos, de modas, de jogos…

Desistimos de buscar crescer na fé da Igreja

e acabamos por ficar reféns de crendices, magias, destinos, búzios,

cartas, amuletos, gurus, fobias do invisível e ditas espirituais…

 

Senhor Jesus, que Te revelas e Te escondes,

para exercitarmos a busca e treinarmos a liberdade,

ajuda-nos a aprofundar o que a velocidade não nos deixa ver

e a parar para tocarmos o mistério de amor que nos envolve.

Talvez gostássemos de acreditar num Deus que eu pudesse dominar,

por ritos e orações, e domar ao serviço dos nossos sonhos e ilusões,

mas Tu continuas livre e Senhor, a quem devemos escutar e seguir,

como quem segue o amigo, sem saber o porquê das suas sugestões.

S. Filipe Néri, apóstolo do amor e da alegria,

ajuda-nos a ser hoje peregrinos duma fé adulta e pura,

que nos leve a ser discípulos e missionários de Jesus.


quarta-feira, maio 25, 2022

 

4ª feira da 6ª semana da Páscoa

 



Ele Me glorificará, porque receberá do que é meu e vos há-de anunciá-lo. (cf. Jo 16,12-15)

 

O amor e a verdade do Pai são dados ao Filho

e o Filho e o Pai dão-nos ao Espírito,

que, por usa vez, como brisa suave e luz interior,

glorifica o Pai e o Filho,

guiando-nos na adesão e seguimento de Jesus.

E, assim, o Espírito Santo faz cada cristão à sua imagem:

acolhe o Evangelho de Jesus e anuncia-o com a firmeza da fé,

a clareza do testemunho e a comunhão do amor.

 

A missão do cristão é ser profeta da esperança e do amor,

guiado e animado pelo Espírito Santo.

Esta experiência pessoal da inspiração do Espírito,

proporciona o aparecimento de muitos espiritualismos,

uns com acutilância evangélica, outros meio estranhos.

Os critérios para avaliar a autenticidade do novo,

são sempre os mesmos: seguem o Evangelho ou outras cartilhas?

Vivem no amor e na misericórdia ou condenam tudo e todos?

Abrem-se ao diálogo e à busca da verdade ou são fundamentalistas?

 

Senhor Jesus, obrigado pelo dom da tua vida, da tua Palavra,

da tua graça e chamamento, da tua salvação.

Desculpa, se com tantos dons não Te tenho glorificado,

nem anunciado com a mesma fidelidade e zelo que me pedes.

Espírito Santo, luz da verdade que nos faz penetrar no mistério,

guia-nos no caminho da conversão e da santidade

e ajuda-nos a dar frutos de comunhão e de evangelização.

Ensina-nos a ser como Tu, a glorificar a Cristo na liturgia,

e com o nosso testemunho, amor e anúncio.


terça-feira, maio 24, 2022

 

3ª feira da 6ª semana da Páscoa

 



Agora vou para Aquele que Me enviou. (cf. Jo 16,5-11)

 

O Filho de Deus foi enviado pelo Pai ao mundo,

nascendo de novo no seio da Virgem Maria.

Ao consumar a sua missão, Jesus volta ao Pai,

pela escada da cruz e a renovação da aliança.

Volta com as primícias da humanidade

e, com o Pai, envia o Espírito Santo

como alento divino da humanidade purificada no seu sangue.

 

A vida é uma missão, que nasce, cresce e morre.

O mundo e a história fica tocado com a vida de cada pessoa.

Uns deixam o perfume do amor, outros o gelo da indiferença,

uns semeiam paz e reconciliação, outros conflitos e divisão,

uns promovem a justiça e o desenvolvimento,

outros deixam lixo, pobreza, muros e destruição.

É bom refletirmos sobre o que deixamos nesta passagem pela terra.

 

Senhor, cada manhã volto para Aquele que me enviou,

para desabafar agruras e fracassos, receber abraços e consolação,

perguntar rumos e orientações, para voltar mais Tu do que eu.

Obrigado, Senhor, pelo dom de cada pessoa a quem já fui enviado,

pelo dom da liberdade e do amor, que lança raízes e ganha asas,

para fazer da vida uma missão permanente, ir e voltar!

Maria, auxílio dos cristão, ensina-nos a comunhão

do estar sem tomar posse e do partir sem deixar de amar!


segunda-feira, maio 23, 2022

 

2ª feira da 6ª semana da Páscoa

 



Disse-vos estas palavras para não sucumbirdes. (cf. Jo 15,26-16,4a)

 

A missão de Jesus é glória e paixão, envio e oferta,

palavra e vida, acolhimento e rejeição, morte e ressurreição.

Mas Jesus não veio enganado,

Ele sabia que tinha vindo para servir e não para ser servido.

Também Ele avisa os seus discípulos das dores de parto da missão,

das tribulações e rejeições dos cristãos, do amor que geme perdão,

para que a missão e o entusiasmo não sucumba neste caminho.

 

Perante a fé em Cristo há sonhos e medos a purificar.

Alguns sonham ter um anjo da guarda forte e pessoal,

que os livre de todos os perigos e os ajude a ser poderosos,

em troca de uns ritos, palavras e preceitos religiosos.

Outros pretendem conquistar um aliado invisível

para os livrar de outros poderes caprichosos e invisíveis

e assim poderem viver em paz e confiantes.

Outros veem em Deus um juiz implacável e vigiador,

e, com medo, procuram cumprir fielmente as suas ordens

para não serem condenados eternamente.

E, por isso, muitos sucumbem pelo caminho

pois não veem as suas expetativas concretizadas.

 

Senhor, chamaste-me a ser teu discípulo para me salvar

e logo me avisaste que seguir-Te é arriscar e confiar,

mesmo em situações de rejeição e perseguição.

Perdoa as vezes em que só penso em mim e na minha glória,

e perante as dificuldades, recuo e desisto de em Ti acreditar.

Que o Teu Espírito nos ilumine e a tua Palavra nos guie,

na exigente missão de Te seguir e de amar o que Tu amas.


domingo, maio 22, 2022

 

6º Domingo da Páscoa

 



A palavra que ouvis não é minha, mas do Pai que 

Me enviou. (cf. Jo 14,23-29)

 

Jesus é a Palavra de Deus, não tanto porque é o Filho,

mas acima de tudo porque é escuta fiel e confiança no Pai.

É o amor no mesmo Espírito que faz com que os dois sejam um.

E Jesus ao encarnar, em missão de ser a Palavra de Deus,

não deixa de ser escuta do Pai e continua na mesma comunhão.

E quando Jesus nos chama e envia em missão,

devemos faze-lo no mesmo amor e fidelidade,

de forma que nunca nos sintamos donos da Palavra,

mas apenas embaixadores d’Aquele que nos enviou.

 

A escuta é sempre um exercício de compreensão e interpretação.

Muitas vezes com a pressa em responder e simplificar

ou com o medo que nos leva a defender,

acabamos por não compreender o que nos estão a dizer.

E perante a gramática do amor com que Deus nos fala,

corremos o risco de escutar apenas o que nos interessa

e de não anunciar o que nos custa entender ou fazer.

Gostamos do título de “enviados de Cristo”,

mas muitas vezes somos apenas porta-vozes das nossas ideias!

 

Senhor Jesus, obrigado porque pelo Batismo nos chamaste

a ser outro Cristo, teus enviados a continuar a tua missão.

Desculpa a falta de fidelidade na escuta e no anúncio.

Desculpa a facilidade com que mentimos e criamos

um Evangelho à nossa medida, adocicado e inócuo,

que procura ser remendo novo num tecido velho e esburacado.

Espírito Santo, dom da verdade e memória do Evangelho,

ensina-nos a discernir e a seguir a radicalidade do Evangelho.


sábado, maio 21, 2022

 

Sábado da 5ª semana da Páscoa

 



A minha escolha vos separou do mundo, é por isso 

que o mundo vos odeia. (cf. Jo 15,18-21)

 

O Filho de Deus está na criação, mas é o Criador.

Faz-se um de nós, para que nos levar a ser como Ele:

amor incondicional, servo da salvação, anúncio de esperança,

misericórdia infinita, ternura da paz e da justiça.

As trevas do egoísmo e da avareza recusam a Luz

e, por isso, condenam Aquele que passou a vida a fazer o bem!

Os seguidores de Jesus foram chamados a ser como Ele,

valores e luz alternativa a um viver autorreferencial.

Quem ousar viver assim, poderá ter o destino do Mestre.

 

Ser cristão é um desafio muito grande.

É um chamamento a ser vida que interpela,

que põe em causa uma vida de aparências,

consumista de prazeres, aventureira de fama,

sonhando com extravagâncias e poder.

Interpela uma vida dedicada aos mais pobres,

ao cuidado de deficientes, doentes e idosos,

consagrada a Deus, à oração e à reconciliação…

Até a defesa da vida em todas as suas fases,

aparece como ameaça, pois em causa uma certa libertinagem!

 

Senhor, escolhestes-nos para sermos vida profética,

que testemunha e anuncia o teu Evangelho da vida,

mas nós teimamos ser sal insonso e espelho do mundo.

Ajuda-nos a discernir entre a pressão da maioria

e o bem comum e a justiça dos fracos.

Faz de nós pessoas comprometidas com a paz e a reconciliação,

sem as armas da humilhação nem da destruição do outro.

E quando formos perseguidos ou ridicularizados por Te seguirmos,

dá-nos a fortaleza do discípulo e a ousadia do missionário.


sexta-feira, maio 20, 2022

 

6ª feira da 5ª semana da Páscoa

 



Vós sois meus amigos, se fizerdes o que Eu vos mando. (cf. Jo 15,12-17)

 

Deus é aliança que eleva as criaturas ao nível de parceiro divino.

Ele purifica-nos no amor do Filho e envolve-nos no pulsar do Espírito,

para que não sejamos meros servos a cumprir ordens e ritos,

mas sejamos amigos, capazes de dar a vida uns pelos outros.

Jesus recria-nos com a condição de filhos de Deus,

amigos do Irmão primogénito e amigos uns dos outros.

Ser inimigo de Deus ou de alguém não faz sentido

para aqueles que se afirmam discípulos de Jesus.

 

O cristão existe para amar,

por isso, a ausência de oração e escuta da Palavra de Deus,

a utilização do nome de Deus para seus interesses,

o egoísmo e a indiferença perante o bem de todos,

os ressentimentos e maus sentimentos em relação a alguém,

a infidelidade, mentira, roubo e exploração injusta,

a instigação à guerra e à destruição de bens e pessoas…

são formas de viver e pensar que negam o ser Igreja.

A missão da Igreja é testemunhar Cristo em nós!

 

Senhor Jesus, Amigo que dás a vida pelos que fizeste amigos,

desculpa as vezes em que Te traímos e negamos,

apresentando-nos como teus discípulos,

mas teimando em rejeitar alguns que não gostamos.

Jesus, enviado pelo Pai a salvar por amor,

perdoa as vezes em que nos preocupamos,

apenas com a nossa salvação,

e nada fazemos para que outros descubram a alegria

de viver como amigos, amando-nos como Tu nos amas.


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