domingo, maio 31, 2026

 

9º Domingo do Tempo Comum, Santíssima Trindade (31 maio)

 



Deus enviou o seu Filho ao para que o mundo seja 

salvo por Ele. (cf. Jo 3, 16-189

 

Deus é amor misericordioso e paciente

que desce à nossa condição frágil,

por meio do seu Filho, na comunhão do Espírito Santo.

Assumiu a nossa humanidade frágil e pecadora,

para que a levasse ao seio da Trindade,

purificada, redimida e santa pela sua oferta na cruz

e animada pelo mesmo sopro divino.

Deus fez-se um de nós para que nós e Deus fossemos um!

 

Os populismos destacam as diferenças entre o nós e eles,

os de dentro e os de fora, para justificar a exclusão e a divisão.

Os interesses de poder justificam as agressões contra povos,

em razões ideológicas, religiosas, democráticas

e posse de armas de devastação massiva ou química.

Anda por aí muita gente a acusar os outros

e poucos a animar e a levantar os caídos e frágeis.

Jesus revela-nos um Deus que gera vida e salva.

 

Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo,

adoro-vos e contemplo-vos em Jesus oferecido na cruz.

Querido Pai, obrigado por nos teres aceitado

como teus filhos no teu Filho e enviado o Espírito Santo.

Querido Espírito Santo, que nos uniste em comunhão

com Jesus e com o Pai no mesmo amor por cada criatura.

Que aprendamos com a Santíssima Trindade

a amar o diferente, a perdoar a quem nos ofendeu,

a construir a paz, globalizando a fraternidade e a justiça.



sábado, maio 30, 2026

 

Sábado da 8ª semana do Tempo Comum (30 maio)

 



O batismo de João era do Céu ou dos homens? Respondei-Me. (cf. Mc 11, 27-33)

 

Jesus questiona a nossa resposta aos enviados de Deus.

Os profetas desafiam-nos à conversão a Deus,

mas nós, em vez de os escutarmos, calamos-lhes a boca

ou ficamos indiferentes, desvalorizando a sua autoridade.

Jesus não responde a questões teóricas de autoridade,

pois ali estava quem era mais que João Batista,

mas os responsáveis do povo não lhe davam crédito

e contestavam-lhe a sua autoridade.

 

Há muita gente que, desde fora, contesta a Igreja

e desvaloriza a força da fé e do Evangelho,

argumentando com as cruzadas e os pecados históricos da Igreja.

A Igreja é santa e pecadora, porque humana e divina,

mas é portadora duma boa noticia

que podia transformar este mundo num mundo melhor.

Tudo depende da resposta que damos a este Evangelho,

que já produziu grandes conversões e grandes santos,

cujas vidas ainda hoje continuam a falar esperança.

 

Obrigado, bom Deus, pelos enviados que nos mandas,

para nos despertar para a necessária conversão à tua Aliança.

Obrigado Jesus, pelas perguntas que nos fazes,

que exigem respostas, não teóricas, mas de vida.

Espírito Santo, ajuda-nos a acolher a Palavra de Deus,

como luz dos nossos caminhos

e bem maior a deixar fecundar a nossa vida.

Liberta-nos das fugas à conversão das nossas vidas a Ti.



sexta-feira, maio 29, 2026

 

6ª feira da 8ª semana do Tempo Comum, S. Paulo VI (29 maio)

 



Quando estiverdes a orar, se tiverdes alguma coisa contra alguém, perdoai. (cf. Mc 11, 11-26)

 

Rezar é encontrar-se com o Amor incondicional,

a misericórdia que toma a iniciativa de perdoar.

Entrar em oração é entrar numa Luz que faz ver,

na memória das desavenças que tivemos e não curámos,

e receber a força para aprender como Jesus a perdoar.

Rezar pelos que vemos como inimigos,

é reconciliar e curar as feridas do passado,

dando oportunidade para que aconteça novo amanhecer.

 

Rogar pragas a alguém, não é rezar,

mas manifestar o coração envenenado pelo rancor e a vingança.

Não ter a coragem de rezar por alguém que nos ofendeu,

é tentar evitar que Deus lhe faça e queira bem.

Rezar por alguém com quem estamos magoados

e pedir a Deus força para lhe perdoarmos,

é reconhecer as feridas que nos magoam

diante do Médico que nos pode curar.

 

Querido Pai do Céu, obrigado pela tua paciência para comigo,

e pela generosidade em me perdoar quando gemo a dor.

Bom Jesus, purifica o meu coração e as minhas relações,

para que reze com fé e confiança ao Pai de todos

e possa santificar as relações com o amor e o perdão aos irmãos.

Espirito Santo, Luz que nos fazes dar frutos de Cristo,

fecunda a nossa vida e purifica-nos da idolatria e do egoísmo,

para saciarmos a fome de Jesus que quer salvar a todos.



quinta-feira, maio 28, 2026

 

5ª feira da 8ª semana do Tempo Comum (28 maio)

 



«Que queres que Eu te faça?». O cego respondeu-

Lhe: «Mestre, que eu veja». (cf. Mc 10, 46-52)

 

O cego vê o invisível, porque acreditou.

Clamou por piedade e venceu a adversidade.

Jesus o escutou e mandou-o ir ter com Ele.

Ele levantou-se de um salto e foi ter com Jesus.

Pediu com confiança que pudesse ver

o que a fé já via e proclamava com a súplica insistente.

Curado, deixou a beira do caminho

e a dependência da esmola, para seguir Jesus e O anunciar.

 

Somam-se as cegueiras que nos impedem de ver a realidade:

a cegueira ideológica, a cegueira do preconceito,

a cegueira do clubismo, a cegueira do interesse,

a cegueira do ódio e da guerra, a cegueira do egoísmo,

a cegueira das dependências, a cegueira da paixão,

a cegueira da vaidade, a cegueira da moda…

E no meio de tanta idolatria, há a cegueira religiosa,

que nos impede de ver a Deus invisível

e nos enche de miragens e ilusões de fadas de prosperidade!

 

Senhor Jesus, tem piedade de mim e faz que eu veja

a verdade na caridade, a grandeza da misericórdia,

Deus encarnado no homem e o Crucificado ressuscitado.

Espírito Santo, dá-nos o dom da fé que nos faz ver com esperança

e nos faz discernir a Luz entre tantas luzes,

a Palavra da Verdade entre tanto ruído ensurdecedor.

Liberta-nos de todas as cegueiras que nos impedem

de ver no outro um irmão, filho do mesmo Pai de todos.



quarta-feira, maio 27, 2026

 

4ª feira da 8ª semana do Tempo Comum (27 maio)

 



Mestre, nós queremos que nos faças o que Te 

vamos pedir. (cf. Mc 10, 32-45)

 

Deus escuta as nossas preces e purifica os nossos desejos

para que o que pedimos esteja em sintonia com os desejos de Deus.

Decididamente, Deus nunca nos vai dar o que nos faz mal

e torna escravo dos nossos caprichos ou pode fazer mal a alguém.

Por isso, a oração deve ser precedida de escuta e discernimento,

para que queiramos de Deus o que nos faz semelhantes a Jesus.

Neste sentido, o Espírito Santo é o melhor dom que Deus nos pode dar,

pois nos inspira gemidos de missão e de compaixão

semelhantes ao de Jesus, nosso Irmão a quem seguimos.

 

Muitas vezes a oração de súplica

é uma tentativa de pôr Deus ao nosso serviço,

como se de uma fada boa se tratasse.

E, em vez de uma oração de súplica,

é uma ordem, uma tentativa de suborno egoísta e comodista.

Jesus escuta-nos sempre, mas nem sempre nos satisfaz,

pois nos quer com os mesmos sentimentos

e a mesma confiança em Deus, que Ele tem.

 

Senhor, Tu sabes tudo o que necessitamos,

por isso, dá-nos o que for melhor para nós

e, acima de tudo, ajuda-nos a compreender o que queres de nós.

Espírito Santo, ilumina o nosso coração e purifica os nossos desejos,

para que desejemos o que Deus deseja

e confiemos na sua Palavra, mesmo perante a paixão de dor.

Jesus ensina-nos a amar e servir com alegria e entrega,

para que não sejamos tentados pela idolatria do poder e da fama.



terça-feira, maio 26, 2026

 

3ª feira da 8ª semana do Tempo Comum, S. Filipe Néri (26 maio)

 



Por minha causa e por causa do Evangelho. (cf. Mc 10, 28-31)

 

Jesus veio a nós por causa da nossa salvação.

Por causa disso, toda a sua vida é a revelação do Pai,

é Palavra proclamada e vivida como servo de Deus,

é oferta ao Pai que carrega e assume os nossos pecados.

Por causa do anúncio do Evangelho da misericórdia,

Jesus fez-se humilde e manso, compassivo e paciente,

renovando a aliança de Deus com a humanidade

com o seu sangue, oferecido como Cordeiro pascal.

Os discípulos de Jesus são chamados a viver como Jesus,

deixando tudo para seguir Jesus e O anunciar.

 

O cristão despoja-se do acessório, para entronizar Cristo.

Deixar tudo por causa de Cristo,

não é desprezar a família e as coisas terrenas,

mas ficar mais livre e leve para seguir e amar a Cristo.

É por causa de Cristo e do seu Evangelho

que o batizado se consagra pobre, casto e obediente,

e deixa a sua família para viver em comunidade fraterna,

assumindo este desafio com alegria, humildade e esperança.

 

Bendito sejas, ó Cristo, que por causa da nossa salvação,

desceste à nossa condição humana, despojado de glória

e por nós entregaste a vida numa cruz injusta.

Espírito Santo, dá-nos o dom da fé e da consagração a Cristo,

para que não vivamos para nós mesmos,

mas para Cristo e a continuação da sua missão.

S. Filipe Néri, seguidor de Jesus,  humilde e feliz,

reza para que também nós, hoje, saibamos dar este testemunho

e consagremos, com entusiasmo, a nossa vida

a servir a humanidade mais frágil e a nossa querida juventude.



segunda-feira, maio 25, 2026

 

2ª Feira da 8ª semana do Tempo Comum, S. Maria, Mãe da Igreja (25 maio)

 



Disse ao discípulo: «Eis a tua Mãe». (cf. Jo 19, 25-34)

 

Jesus assume toda a sua encarnação

e faz-nos participar nela, dando-nos a sua Mãe.

Maria, sua querida Mãe, recebe uma nova missão:

ser a Mãe da Igreja, do seu Corpo Místico.

Jesus pede-nos também uma ternura especial para com sua Mãe,

acolhendo-a como nossa Mãe e mestra da fé em Deus.

Somos filhos de Maria por vontade de Jesus!

 

Acolher Maria em nossa casa é um desafio grande:

deixa-la entrar como Mãe e mestra,

sem a idolatrar nem a confundir com o lugar do Jesus,

na história da nossa salvação e no caminho da nossa redenção;

fazer memória do seu Sim, entrar com Ela na noite escura da fé,

aprender com Ela a guardar confiante no coração o que não entende,

saber estar com Cristo na cruz da injustiça;

permanecer com os discípulos para rezar com eles

e os ensinar a estar unidos na espera do Espírito Santo.

 

Bendito sejas, Jesus, nosso salvador,

por nos teres entregue só coisas boas:

o Evangelho do Pai, a tua vida, a tua Mãe,

o Espírito Santo, a Igreja, os sacramentos,

a tua paz, a misericórdia infinita, a esperança da salvação…

Bendita sejas, Maria, mulher de fé e da entrega a Deus,

que aceitaste adotar-nos como teus filhos,

apesar de conheceres a nossa conduta inconstante.

Maria, Mãe da Igreja, guia-nos e ensina-nos a ser cristãos,

outros Cristos, com sentimentos renovados pelo Espírito Santo.



domingo, maio 24, 2026

 

Domingo de Pentecostes, Dia do Apostolado Organizado dos Leigos (24 maio)

 



Jesus soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o 

Espírito Santo». (cf. Jo 20, 19-23)

 

O Espírito Santo é o grande dom Pascal,

soprado por Jesus ressuscitado sobre os discípulos reunidos.

Jesus dá-nos o seu Corpo na Eucaristia

e anima este novo nascimento no Batismo e no Crisma.

O sopro do Espírito é um dom que é preciso ser acolhido,

para que esta vida nova possa entrar e habitar-nos.

Só acolhendo o Espírito Santo podemos ser Igreja viva,

carismática, orante, amante, sacramental e missionária.

 

O que anima a esperança nos dias de hoje?

Sonha-se fama, riqueza rápida e fácil,

ser o centro do mundo nem que seja um segundo…

Talvez nunca, como hoje, estejamos tão mal preparados

para fazer o discernimento dos espíritos:

o nosso espírito muito próprio,

o espírito do mal que nos engana e seduz,

o Espírito Santo que nos ensina a verdade e o amor.

 

Bendito sejas, bom Jesus, pelo dom do Espírito Santo,

que nos recorda o essencial do Evangelho da vida.

Espírito Santo, bendito sejas pelo fogo da fé e da comunhão,

que nos ensina a rezar e procurar a paz e a reconciliação.

Bendito sejas pelo milagre da unidade na diversidade,

que faz da Igreja uma família onde fala todas as línguas,

sentados à mesma mesa do Cordeiro eu nos salva.



sábado, maio 23, 2026

 

Sábado da 7ª semana da Páscoa (23 maio)

 



Pedro, ao voltar-se, viu que o seguia o discípulo predileto de Jesus. (cf. Jo 21, 20-25)

 

O discípulo predileto de Jesus segue Pedro,

que serve a unidade do Corpo de Cristo,

vivo na Igreja que continua a missão de Cristo.

O amor a Cristo deve concretizar-se no amor

aos discípulos de Cristo

e a todos aqueles que Jesus cama a ser pastores.

Não se trata de guerras de poder,

mas de servir ministerial e carismaticamente Cristo na Igreja.

 

Somos a mesma Igreja de Pedro e de João,

mas também somos feitos da mesma carne

dos filhos de Zebedeu, que sonham ter poder.

Por isso, a Igreja enferma de carreirismo,

de gente que se veste de servo e deseja ser senhor,

de gente que se consagra pobre, casto e obediente,

mas depois deseja ser rico, dominar e explorar prazer.

 

Senhor, reconheço que queres na Igreja,

que o mistério de Pedro e a intimidade de fé de João

continuem na Igreja até que voltes,

ensina-nos a ser as células vivas que queres que sejamos.

Espírito Santo, dom de fé e de amor,

ajuda-nos a ser fieis nas pequenas coisas da vida,

para que nos tornemos discípulos prediletos de Jesus.

Faz de nós um Pentecostes de carismas na unidade da Igreja.



sexta-feira, maio 22, 2026

 

6ª feira da 7 semana da Páscoa (22 maio)

 




Tu amas-Me? (Cf. Jo 21, 15-19)

 

Deus é amor e o seu projeto é que sejamos amor,

à imagem e semelhança do seu Filho Jesus.

Amar resume e assume toda a lei e os profetas.

Amar a Jesus é a luz que dá sustento à pastoral e à missão,

amando aqueles que evangelizamos,

com a mesma fidelidade e abertura universal,

com que Jesus nos ama e salva.

 

Ser missionário de Jesus não é uma profissão,

mas o modo de ser de cada cristão,

que quer seguir o seu Mestre na arte de amar,

sem medida nem fadiga, com fé e confiança.

Amar os outros não é critica-los,

acusando-os de incapazes de receber a graça de Jesus,

por serem inconstantes, infiéis e fracos.

Se Jesus atuasse assim connosco,

quem poderia salvar-se

ou estar preparado para ser evangelizado?

 

Senhor Jesus, Tu sabes que Te amo como orvalho da manhã

e me custa permanecer em Ti e manter acesso o fogo do amor,

mas eis-me aqui disponível para recomeçar de novo

e aprender contigo o amor incondicional

e a humildade de estar sempre a pedir-Te perdão.

Espírito Santo, dá-nos o dom da fortaleza,

para que cada dia Te demos graças pela tua misericórdia

e da tua confiança em nós, sem o merecermos.

Ensina-nos a amar como Tu nos amas!



quinta-feira, maio 21, 2026

 

5ª feira da 7ª semana da Páscoa (21 maio)

 




Pai santo, peço por aqueles que vão acreditar em 

Mim por meio da sua palavra, para que eles sejam 

todos um. (cf. Jo 17, 20-26)

 

Jesus pede a unidade dos cristão para todos os tempos.

É a mesma Igreja de apóstolos e de batizados,

ontem e hoje, em Portugal e em qualquer país do mundo.

Jesus quer permanecer no coração de cada um,

para que onde Ele estiver, nós estejamos também.

Ele mora no Céu connosco e mora na terra

no coração de cada um, unido ao Pai no Espírito Santo.

 

Há entre as gerações uma comunhão de fé e de corações.

Somos fruto dos nossos antepassados

e devemos assegurar que os que nos sucedem

permaneçam unidos na fé, esperança e caridade.

Ao nível ecológico está-se a colocar em causa o futuro,

pois com a agressão que estamos a fazer à criação,

podemos colocar em causa a viabilidade da vida no futuro.

O espírito agressivo que leva às guerras entre povos,

também podem colocar em causa a paz e a esperança no futuro.

 

Pai santo, peço por esta Igreja,

mas também por aqueles que vão acreditar,

para que vivam como irmãos e continuem a rezar o Pai Nosso,

em espírito e verdade, como Jesus no ensinou.

Espírito Santo, dá-nos o dom da comunhão na diversidade,

para que vivamos a unidade da fé na diversidade de povos e culturas.

Obrigado Jesus, pontífice entre Deus e a humanidade,

que nos levas contigo para Deus e trazes Deus para morar em nós.



quarta-feira, maio 20, 2026

 

4ª feira da 7ª semana da Páscoa (20 maio)

 



Pai santo, guarda-os em teu nome, para que sejam um, como Nós. (cf. Jo 17, 11-19)

 

Jesus reza por nós, para que o Pai nos guarde do mal,

e a nossa união seja como a do Pai e do Filho.

É uma comunhão de amor e de verdade,

que gera uma união na missão e na oração,

na esperança e na caridade, na compaixão e no perdão.

 

A união ideológica torna-se seguidismo do chefe.

A unidade de uma equipa de trabalho ou de desporto,

torna-se criatividade e orientação do animador,

para que todos colaborem com todos,

para alcançarem melhor os seus objetivos.

A unidade de uma comunidade ou de uma família,

não anula as diferenças, mas estimula a escuta e o diálogo,

busca aproximações do melhor caminho,

avalia e recomeça sempre de novo, com humildade e esperança.

 

Pai santo, guarda-nos em Jesus na comunhão do Espírito,

para que sejamos um só corpo vivo, em missão.

Liberta-nos do espírito de divisão e de rivalidade,

de individualismo e de indiferença perante a fé.

Espírito Santo, dá-nos o dom da fé e da verdade,

para que unidos na caridade e alimentados pelos sacramentos,

saibamos dar testemunho de Jesus Cristo

e da alegria de viver a sua missão evangelizadora.



terça-feira, maio 19, 2026

 

3ª feira da 7ª semana da Páscoa (19 maio)

 



Eu glorifiquei-Te sobre a terra, consumando a obra que Me encarregaste de realizar.  (cf. Jo 17, 1-11)

 

Jesus foi enviado para salvar a humanidade,

e a sua fidelidade glorificou o Pai que o enviou.

Jesus deu a vida eterna a todos os que o Pai ama,

associando-nos à alegria de viverem na paz e comunhão de Deus.

Agora Jesus, que vai partir para donde veio,

Reza pelos seus discípulos, para que estes sejam fieis

e glorifiquem Jesus e o Pai com o seu testemunho e missão.

 

Ao olharmos para trás, avaliamos os frutos que demos,

o rumo que tomámos, as prioridades que temos de facto.

É principalmente quando a velhice nos para,

ou uma doença grave nos assusta ou terminamos um projeto,

que temos a coragem e sinceridade de avaliar o importante,

a perda de tempo, as ilusões enganadoras,

as surpresas que deram muito fruto

e as alegrias vazias que não passaram de miragens.

 

Senhor, bendito sejas pela história de salvação

que conseguiste escrever na minha vida,

apesar das linhas tortosas com que a fui cosendo.

Espírito Santo, dá-nos o dom do discernimento,

para aprendemos a ler a história como uma escola,

que distingue o sonho da realidade,

o verdadeiro do falso, o passageiro do eterno,

o amor incondicional do gozo precário.

Ensina-nos, Senhor, a glorificar a Deus com a nossa vida.



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