quinta-feira, abril 30, 2026

 

5ª feira da 4ª semana da Páscoa

 



Quem recebe aquele que Eu enviar, a Mim recebe; (cf. Jo 13, 16-20)

 

Deus enviou o seu Filho como sua Palavra.

Ao acolher Jesus, acolhemos Aquele que O enviou,

porque o Filho e  o Pai são um só no sentir e na missão.

O enviado por Jesus não é maior que o seu Mestre,

por isso deve aprender a lavar os pés aos seus irmãos

e ser administrador das graças de Jesus,

com humildade e fidelidade.

 

O Espírito Santo anda por aí a fazer maravilhas,

de tal forma que alguns endeusam o sacerdote e o consagrado.

E esta imagem é absorvida pelo enviado

como vaidade e pensar que a missão é do enviado

e não daquele que envia e é a fonte do Evangelho..

Recordo que quando fui para a minha primeira missão,

fui recebido com muita alegria pelo povo.

Isso fez sentir muito bem com a minha vocação,

mas também tomei forte consciência

que o povo me recebia como:

“bendito o que vem em nome do Senhor”,

pois a mim nem sequer me conheciam ainda.

 

Senhor, bendito sejas pelo tesouro da missão que me confiaste,

a mim que não passo de um vaso frágil de barro.

Espírito Santo, dá-me o dom da humildade e da fidelidade,

para que a minha missão não eclipse o Salvador, Jesus Cristo.

Senhor, que me dás a alegria de poder presidir à Eucaristia,

ajuda-me a não ser como Judas, que caminhou contigo

e se sentou à mesa contigo, mas depois Te traiu.



quarta-feira, abril 29, 2026

 

4ª feira da 4ª semana da Páscoa, S. Catarina de Sena (29 abril)

 



Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque revelaste estas verdades aos pequeninos. (cf. Mt 11, 25-30)

 

Deus é um mistério escondido aos senhores de si,

e acessível aos simples e humildes, onde se espera ignorância.

São os pobres em espírito que descobrem a bem-aventurança da fé,

como Maria e José, os pastores e pescadores…

Catarina de Sena é uma dessas mulheres simples e cheias de fé,

que amou verdadeiramente a Cristo e à Igreja,

buscando a paz e a unidade, a conversão e purificação dos cristãos.

 

Deus é simples como simples é o amor puro.

Os rodeios, as mentiras enroladas, as palavras floreadas,

as incoerências bem maquilhadas,

as espiritualidades de olhar sobranceiro,

os ritos complicados e cheios de interdições,

as explicações teológicas que não promovem conversão…

são formas de nos afastar de Jesus e do seu seguimento.

 

Senhor Jesus, tão simples e tão próximo,

que até desconfiamos se não andamos enganados.

Espírito Santo, dá-nos o dom da sabedoria humilde e casta,

que sabe buscar sem dominar, amar sem instrumentalizar.

S. Catarina de Sena, mulher mística, simples e profunda,

reza por nós, para que também hoje saibamos ser

uma presença de fé, que promove a paz e a unidade

e dá testemunho de Jesus com a vida e a palavra.



terça-feira, abril 28, 2026

 

3ª feira da 4ª Semana da Páscoa (28 abril)

 



As minhas ovelhas escutam a minha voz. (cf. Jo 10, 22-30)

 

Reconhecemos Jesus, não pela visão do seu rosto,

mas pela escuta e reconhecimento da sua Palavra.

Jesus é a Palavra de Deus encarnada e comunicada,

com o rosto de um galileu, um jardineiro ou peregrino.

O Espírito Santo faz do coração da fé um ouvido confiante,

que identifica Jesus-Palavra no meio do ruido da vida

e dos desejos ofuscantes que nos cegam a vontade.

 

O dia está cheio de palavras, imagens e mensagens.

Algumas soam alto e repetidas, revestidas de glória e de luz,

como se fossem personalizadas, feitas à nossa medida

e expetativa, a solução que sonhávamos e parece que encontrámos.

É impressionante quando se encontra uma pessoa lúcida,

que sabe orientar-se no meio de tanta novidade,

sem perder o rumo da verdade, da fé, da paz e do amor.

Barnabé, que nos fala a 1ª leitura, é um destes homens sábios,

que sabem reconhecer a voz de Jesus e dar-lhe continuidade.

 

Senhor Jesus, nosso bom pastor e Palavra de amor que nos salva,

ensina-nos a encontrar silêncio e perseverança como teu ouvinte,

para que na noite da fé eu Te saiba reconhecer e seguir.

Espírito Santo, dá-nos o dom do discernimento,

para reconhecer a linguagem inaudível de Jesus

no meio de tantos messianismos que nos confundem.

Ajuda-nos, nos dias de hoje, a ser especialistas

e servos do Evangelho do Senhor da Páscoa,

para poder semear esperança numa Igreja que parece adormecida.



segunda-feira, abril 27, 2026

 

2ª feira da 4ª Semana da Páscoa (27 abril)


 


Tenho ainda outras ovelhas que não são deste redil 

e preciso de as reunir; (cf. Jo 10, 11-18)

 

Jesus é o bom pastor que dá a vida pelas suas ovelhas,

porque a sua missão redentora é graça e misericórdia,

não função para ganhar dinheiro e glória.

Não há maior amor do que dar a vida pelos seus amigos,

pois é na hora do lobo que se mostra quem é amigo

ou se está para assegurar a sua vida e foge.

Hoje e sempre Jesus quer estar unido a nós,

mesmo que não nos comportemos como amigos Dele!

 

Nós como Jesus, temos outros irmãos fora da Igreja,

que é preciso evangelizar, reunir e motivar para acolherem

a graça do Batismo e receberem a graça da salvação.

Ficar com as ovelhas que já temos e nos procuram,

é deixar todas as outras: perdidas na ignorância e no pecado.

Ter fé no Bom Pastor é fraternizar o olhar

e desejar ardentemente que todos descubram esta boa nova

e façam parte desta comunhão divina e humana.

 

Senhor, bendito sejas por seres o bom amigo,

que viestes para nos salvar e dar a vida por nós.

Espírito Santo, aumenta a nossa fé e o ardor da missão,

para que colaboremos numa Igreja mais missionária,

mais profética e instrumento de justiça, paz e caridade.

Liberta-nos duma identidade de funcionário e mercenário,

perto do rebanho mas longe do coração, fora das horas de trabalho,

mais preocupados em salvar a nossa vida do que a de todos.



domingo, abril 26, 2026

 

4º Domingo da Páscoa, Dia Mundial da Oração pelas Vocações, Domingo do Bom Pastor (26 abril)

 



Eu sou a porta. Quem entrar por Mim será salvo. (cf. Jo 10, 1-10)

 

Jesus desce do Céu para ser a porta para entrarmos no Céu.

Ele é o caminho, a verdade e a vida que se abaixa à nossa estatura,

para que nos faça nascer de novo, filhos de Deus,

habitados pelo Espírito Santo, seguindo os passos do Mestre.

Ele veio para dar a vida para que tenhamos vida

e vida em abundância e para sempre.

Entrar em Jesus é o caminho seguro para entrar em Deus,

permanecer no seu amor, identificar-se com a sua missão.

 

Jesus vem buscar-nos onde estamos desgarrados,

Não espera que nos reencontremos e convertamos

para depois nos dar como prémio o Céu e a vida eterna.

Ele é o caminho para a verdadeira conversão,

a verdade que nos salva da mentira que nos engana,

a vida como dom que nos faz missão para gerar vida para todos.

Tudo o que for vontade de poder e de explorar,

confiar em armas e na violência destruidora,

apoiar-se na injustiça e na mentira,

não é entrar pela porta que é Cristo.

 

Senhor, ao longo da vida de experimentalismo

já entrei por muita porta que me enganou,

me envergonhou e gerou a morte que tentava escapar.

Espírito Santo, dá-nos o dom de discernimento,

que ilumina a porta que é Cristo,

revestida de simplicidade e despojada de beleza.

E quando é noite e não consigo ver claro,

conduz-nos pela tua mão e ajuda-nos a confiar na tua voz.

Dá à Igreja as vocações consagradas que ela precisa.



sábado, abril 25, 2026

 

Sábado, S. Marcos (25 abril)

 



Eles partiram a pregar por toda a parte e o Senhor cooperava com eles. (cf. Mc 16, 16-20)

 

Jesus partiu para o Céu e os discípulos partiram pela terra.

Jesus coopera com os discípulos no Céu e na terra,

pois o amor não tem fronteiras de tempo e de espaço.

É a mesma missão redentora de Deus, que se realiza em Jesus,

animada pelo Espírito Santo e realizada pelos discípulos.

Uns anunciam esta boa nova com o testemunho,

outros com a pregação, outros pela escrita como Marcos.

A Igreja é um corpo diversificados nos membros,

com vocações e carismas diferentes,

mas na mesma comunhão com o Pai, por meio do Filho

na unidade do mesmo Espírito Santo.

 

Jesus não coopera com os seus discípulos

quando estes partem de si para dividir e fazer guerra.

Jesus não coopera connosco quando a nossa vida é incoerente:

palavras e ritos bonitos, mas vidas desencontradas do Evangelho.

Jesus não coopera connosco quando a ordem é parar a missão,

fechar-nos aos que não participam, condenar os indiferentes,

contentar-se com os que parecem e esquecer os não vêm.

Jesus coopera com os que são transparência e memória do Evangelho.

 

Senhor Jesus, a minha vida é vida atarefada,

mas será a missão com que Tu queres colaborar?

Espírito Santo, dá-nos o dom do discernimento

e a luz do despertar para a escuta e o envio em missão.

S. Marcos evangelista, ensina-nos a escrever o Evangelho,

em linguagem que todos entendam

e a fidelidade apostólica que o mundo de hoje precisa.

Dá-nos muitas e santas vocações à vida consagrada e à vida sacerdotal,

para que encontres na Igreja colaboradores da tua missão.



sexta-feira, abril 24, 2026

 

6ª feira da 3ª semana da Páscoa, Semana de Oração pelas Vocações Consagradas (24 abril)

 



Assim como o Pai, que vive, Me enviou e Eu vivo pelo Pai, também aquele que Me come viverá por Mim. (cf. Jo 6, 52-59)

 

Jesus quer que a fé nos leve a come-Lo,

como o profeta come o livro da Lei (cf. Ez 3, 3),

ou o Evangelho da Vida descido de Deus (cf. Ap 10, 10).

Comer a carne de Jesus é assimilar a sua vida,

encontrar Nele o alimento que nos conduz a Deus e à eternidade.

Não basta saber umas coisas sobre Jesus,

é preciso viver em comunhão com Ele,

viver por Ele, viver Nele, viver como Ele.

 

Ser cristão é viver em Cristo e como Cristo.

Não basta fazer uns poucos ritos e orações litúrgicas,

ou dar umas esmolas na missa ou na caixa do santo de devoção,

como se Jesus se contentasse com dinheiro, incenso,

velas, ritos e orações.

Jesus quer morar em nós e que nós moremos Nele,

que tenhamos a mesma fidelidade que nos faça seus enviados,

que nosso coração palpite com o mesmo amor e deseje igual,

que não sejamos cristãos por arrasto da necessidade

nem por pressão externa e de massas em santuários de nome.

 

Senhor Jesus, ainda ando dividido e alvoraçado,

sem tempo para permanecer nem silêncio para escutar.

Espírito Santo, faz de cada Eucaristia uma mesa de encontro,

onde escutar-Te é deixar-Te entrar e permanecer,

como luz que conduz e alimento que fortalece,

seguindo os teus passos na missão e na fidelidade.

Desperta nos nossos jovens a esperança de serem enviados,

com a mesma disponibilidade de Maria e de José.



quinta-feira, abril 23, 2026

 

5ª feira da 3ª semana da Páscoa, Semana de Oração pelas Vocações Consagradas (23 abril)

 



O pão que Eu hei de dar é a minha carne que Eu darei pela vida do mundo. (cf. Jo 6, 44-51)

 

Jesus assumiu a nossa carne para oferecer a sua vida

pela salvação de todos os irmãos na carne

e lhes dar nova vida na terra e na eternidade.

Jesus não é mera palavra de salvação,

mas encarnação do amor incondicional e eterno.

Esta Páscoa é celebrada em memorial,

usando os sinais quotidianos do alimento: pão e vinho.

Comer o Corpo de Cristo é encarnar a fé Nele,

fazendo da sua vida a nossa vida e da sua missão nossa missão.

 

O cristão não vai à missa como papa hóstias,

para ganhar graças divinas e o Céu na eternidade.

Isso seria uma dimensão apenas individual

e virada para o além da morte, muitas vezes temido.

A Eucaristia é uma imersão na comunidade celebrativa,

onde se aprende a acolher o perdão mútuo,

se escuta a Palavra de Deus como luz e orientação de vida,

se faz memória de Jesus e da sua Páscoa redentora,

se comunga Jesus para se assimilar ao seu Corpo em Igreja

e se parte em comunidade para anunciar o que se celebrou.

 

Senhor Jesus, bendito sejas pelo dom da fé,

que se celebra em festa, sentados à mesa do mistério do amor,

alimentando a esperança de crescermos até à estatura

do Filho de Deus e animados pelo mesmo espírito e missão.

Ajuda-nos a celebrar a Eucaristia, como se fosse definitiva,

com a transparência do vitral iluminado pela santidade.

Dá-nos vocações consagradas e sacerdotes

alimentados e assimilados pelo Corpo de Cristo.



quarta-feira, abril 22, 2026

 

4ª feira da 3ª semana da Páscoa, Semana de Oração pelas Vocações consagradas (22 abril)

 



A vontade d’Aquele que Me enviou é esta: que Eu não perca nenhum dos que Ele Me deu, mas os ressuscite no último dia. (cf. Jo 6, 35-40)

 

O Pai entregou todas as suas criaturas nas mãos do seu Filho.

A sua vontade não é que salve alguns apenas,

mas que salve a todos e não perca nenhum.

Um coração de Pai não faz acessão de pessoas,

e cuida de modo especial aqueles que correm os risco de se perder.

E o Filho, que palpita no mesmo amor do Pai,

é capaz de dar a vida na cruz para salvar a todos.

Jesus é o Pão da vida porque se compraz apenas em dar vida.

 

A missão da Igreja é a missão de Cristo:

que salvar a todos, anunciar a todos, batizar a todos.

No entanto, o horizonte dos nossos projetos pastorais e missionários

é muitas vezes bem míope, bem circunscrito, bem acomodado.

Os trabalhadores são poucos e isso é desculpa para muita coisa:

pastoral de cartório e de sacramentos,

desejo de não aumentar o trabalho,

pois já há paróquias a mais para cada um!

 

Bom Jesus, pastor de ovelhas desgarradas,

para as recuperar e lhes conquistar o coração,

obrigado porque não te cansas

de fazer da nossa história atribulada, uma história de salvação.

Dá-nos pessoas que sejam a visibilidade atual

do teu coração em missão desde toda a eternidade.

Espírito Santo, ateia em nós o fogo da tua missão.



terça-feira, abril 21, 2026

 

3ª feira da 3ª semana da Páscoa, Semana de Oração pelas Vocações (21 abril)





Meu Pai é que vos dá o verdadeiro pão que vem do 

Céu. (cf. Jo 6, 30-35)

 

Deus dá-nos do Céu a aliança que nos dá vida.

No deserto, Deus envia o Maná do Céu

para alimentar e fortalecer o seu povo em êxodo.

Na plenitude dos tempos, Deus envia-nos o seu Filho,

como Pão que desce do Céu para saciar a sede de eternidade

e tornar-se caminho para a santidade purificada pelo seu sangue.

A Eucaristia é a memória deste alimento do Céu crucificado,

que Jesus nos dá cada vez que a celebramos com fé.

 

Os grandes chefes de culinária são uns artistas

de apresentação de cores, sabores e cheiros.

São pratos caros, sem grandes quantidades,

não tanto para alimentar ou fartar,

mas mais para colecionar experiências diferentes de mastigar.

No entanto, o que é mais importante

o que comemos ou com quem comemos?

O que sabe bem ou a que faz bem?

 

Obrigado, Senhor, porque tudo Te pertence,

tudo foi criado pelo amor da tua palavra,

tudo vem do Céu como dom concriado.

Louvado sejas, bom Jesus, que descestes do Céu,

para sujar os pés à nossa procura

e saciar a nossa fome de sentido e de eternidade,

na mesa da fraternidade e da santidade de Deus-connosco.

Faz-nos participantes da mesa da tua Eucaristia! 


segunda-feira, abril 20, 2026

 

2ª feira da 3ª semana da Páscoa, Semana de Oração pelas Vocações Consagradas (20 abril)

 



Trabalhai  pelo alimento que dura até à vida 

eterna e que o Filho do homem vos dará.

(cf. Jo 6, 22-29)

 

Jesus veio do Céu como Pão da Vida

e foi marcado pelo selo de Deus, na fidelidade e santidade.

A obra de Deus é que acreditemos em Jesus,

a Palavra de Deus enviada pelo Pai para nos salvar.

A Eucaristia é o sacramento da nossa fé

que realiza o que celebra: alimento para o peregrino,

comunhão do divino no humano,

força que faz a Igreja e a Missão.

 

Muitas vezes somos como as crianças:

ficamos tranquilos se temos o estômago saciado

e a temperatura corporal controlável.

Sonhar mais alto é desnecessário

para quem vive o presente e sacia o ventre.

Trabalhar para o além da rotina e do tempo,

não traz recompensa imediata

e por isso, quando muito, adia-se para a velhice.

 

Senhor Jesus, perdoa porque andamos de horizontes tão baixos,

que parece que só temos barriga e sede de prazer e poder.

Espírito Santo, ensina-nos a trabalhar pelo alimento da vida eterna,

que não se perde no esgoto nem se compra com dinheiro.

Ajuda-nos a trabalhar na conversão verdadeira,

que não acumula para ter para si mesmo, mas para partilhar.

Faz com que cada Eucaristia seja uma aprendizagem

de comunhão com todos os irmãos na mesa da graça

e da memória da oferta do Cordeiro Pascal.



domingo, abril 19, 2026

 

3º Domingo da Páscoa, Semana de Oração pelas Vocações Consagradas (19 abril)

 



Jesus aproximou-Se deles e pôs-Se com eles a 

caminho. Mas os seus olhos estavam impedidos de 

O reconhecerem. (cf. Lc 14, 13-35)

 

Jesus veio ter connosco e caminha connosco,

embora a miopia  da falta de fé nos impeça de O reconhecer.

Enquanto falamos e discutimos, afastamo-nos da Igreja,

Corpo de Cristo vivo, memória e missão de Jesus.

É a partir das nossas inquietações que nos fala da Palavra de Deus

e nos aquece o coração, desanimado e perdido.

Mas é quando O convidamos para ficar connosco

e entrar na nossa casa, que Ele abençoa a nossa mesa

e nos ilumina o olhar, reconhecendo-O no partir do pão.

O fruto deste encontro misterioso é a missão!

 

Alguns afastam-se de Cristo e da Igreja

quando tomam consciência do seu pecado

e indignidade da sua condição de batizado.

Esquecemo-nos que Jesus não veio para os justos,

mas para os pecadores e perdidos da graça.

Ele faz-se missão de nós para que sejamos missão Dele!

A Igreja não é um grupo de pessoas perfeitas,

mas de pecadores humildes, que aceitam o perdão de Jesus

e a condição de peregrinos da santidade.

 

Senhor Jesus, sei que o meu pecado te dá muito trabalho,

mas “ó feliz culpa” que me trouxe tão grande amigo e salvador!

Espírito Santo, ensina-nos a reconhecer Jesus companheiro,

presente no irmão com quem me vou relacionando,

na Palavra de Deus que medito e escuto a sua atualidade,

na Eucaristia que faz memória do amor incondicional

com que Jesus nos salvou e nos quer ver testemunhar.

Mostra-nos, Senhor, o caminho da vida que permanece!



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