sábado, julho 25, 2026
Sábado, S. Tiago, apóstolo (25 julho)
Bebereis do meu cálice.
(cf. Mt 20, 20-28)
Jesus veio numa missão arriscada,
pois aqueles que Ele quer salvar têm o coração duro,
não reconhecem Quem lhes quer bem e os quer salvar.
O seu cálice é de dor e de rejeição,
que não estanca a fonte do amor e de fidelidade à aliança.
Tiago, irmão de João e filho de Zebedeu,
foi o primeiro a beber deste cálice do martírio
e a participar na glória de ser como o Mestre,
capaz de dar a vida por Cristo e pelos irmãos.
Há o cálice do alcoólico que mata o bicho do vício,
mas que logo volta a ressurgir como se regasse a dependência.
Há o cálice que preenche o vazio do encontro
e solta a conversa e ri sobre tudo e sobre nada.
Há o cálice da dor e do cansaço que se bebe solitário,
olhando o horizonte enevoado numa miragem de encontro.
Há o cálice que festeja uma vitória, um objetivo alcançado,
como quem esquece as ansiedades de dar à luz algo finalmente.
Há o cálice que não se bebe, mas se traga duramente,
ao lado dum doente querido sem saber como o consolar.
Senhor Jesus, que por nosso amor quiseste beber o teu cálice,
sofrendo um amor não correspondido e agressivo,
que Te traiu, abandonou e crucificou injustamente,
mas não Te tirou a sede de nos amar e salvar desde sempre.
Ensina-nos a beber o cálice da fidelidade incondicional,
que acredita em Ti à beira da fonte ou nos vales tenebrosos,
e ama os irmãos, mesmo com o coração ferido de rejeição.
S. Tiago, amigo íntimo de Jesus, que foste o primeiro
a beber o cálice de Jesus como seu discípulo e apóstolo,
reza por cada um de nós, para que saibamos purificar a nossa fé
e dar a vida pelo teu Evangelho com alegria e fidelidade.
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