terça-feira, julho 28, 2026
3ª feira da 17ª semana do Tempo Comum (28 julho)
Os justos brilharão como o sol no reino do seu Pai. (cf. Mt 13, 36-43)
Jesus, o Filho do Homem, veio semear trigo
no campo do mundo e no coração da humanidade.
As espigas deste trigo produzem justiça e santidade,
fé em Jesus e celebração da sua Páscoa,
alegria da paz e cuidado da vida em todas as suas etapas.
Mas ao lado da Palavra da vida, há outros que semeiam morte,
divisão, mentira, guerra, injustiça, medo, cegueira, idolatria.
É o joio que teima crescer ao lado do trigo
e, se for alimentado, abafa o trigo e não o deixa amadurecer.
O fim do mundo e o juízo final
deixaram de estar no horizonte da maioria da humanidade.
Vive-se o instante numa correria para novo instante,
com a superficialidade da emoção e precipício do nada,
pois sente-se a ansiedade e o desejo de mais novidade,
mas não se confia em nada nem em ninguém,
nem se espera recompensa ou condenação do que fez..
Parece que a iniquidade pode caminhar tranquilamente
nas praças do descontentamento, pois sem fé morre a esperança
e ser justo parece ridículo, coisas do passado!
Senhor Jesus, juiz dos vivos e dos mortos,
confio na tua misericórdia e reconheço o joio que há em mim.
Dá-me discernimento e determinação para saber rejeitar o joio do mal,
as inutilidades que o marketing me quer fazer sentir necessitado,
o erotismo que faz da afetividade uma indústria de prazer,
a intriga e desejo de poder que faz da relação um comércio que mata.
Espírito Santo, dá-me o desejo de ser santo e de ser trigo bom,
para que um dia o Filho do Homem me possa reconhecer
e recompensar na alegria da comunhão que não tem fronteiras
e permanece para a eternidade como um dom amado do Pai.
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