sexta-feira, outubro 23, 2026
6ª Feira da 29ª semana do Tempo Comum (23 outubro)
Esforça-te por te entenderes com ele no caminho. (cf. Lc 12, 54-59)
O Filho de Deus fez-se caminho ao encarnar
e acompanha-nos como amigo, construtor da reconciliação.
Antes que o juízo seja definitivo, Jesus busca a salvação,
em vez de condenar e desistir de amar o que peca.
A paz e a reconciliação é uma arte de amar,
que precisa de aprendizagem,
enquanto se caminha e os desencontros vão acontecendo.
Hoje, mais do que aprender a paz e o diálogo, evita-se o confronto:
em vez de ter apenas uma opção de TV, comida, bebida…
cria-se a possibilidade de haver uma TV para cada um da casa,
um buffet com variedades, um menu de bebidas…
Nas relações familiares, é mais fácil a opção de divórcio
do que a aprendizagem da arte de perdoar e de recomeçar.
Na Igreja, perante alguns desencontros,
é mais fácil optar por abandonar a comunidade,
do que juntos aprenderem a arte da complementaridade
e da valorização da multiplicidade dos carismas.
Senhor, obrigado pelos largos anos que me deste
e, na diversidade de experiências,
poder aprender a vida comunitária, a beleza da diversidade,
o reconhecimento e acolhimento das fragilidades de cada um.
Espírito Santo, dá-nos o dom de aprendermos a sabedoria,
na escola da vida,
no caminho dos obstáculos que vamos encontrando e vencendo.
Pai nosso, ensina-nos a perdoar uns aos outros,
assim como Tu perdoas sempre quando Te ofendemos.
quinta-feira, outubro 22, 2026
5ª feira da 29ª semana do Tempo Comum, S. J. Paulo II (22 outubro)
Eu vim trazer o fogo à terra e que quero Eu senão
que ele se acenda? (cf. Lc 12, 49-53)
Jesus é o Filho de Deus que vem aquecer o coração,
quando o despertar se faz conversão e seguimento.
Este Fogo de Cristo queima as aparências e mentiras.
Perante Jesus temos que tomar uma decisão,
mesmo quando os primeiros a ficarem divididos somos nós.
É por isso, que acabamos por fazer o que não queremos!
Afinada a consciência, perdemos a paz de um laxismo largo,
e ganhamos uma luta interior entre o imitar Cristo
e o negar Cristo com as nossas ações e omissões.
Vivemos um tempo quase sem consciência do pecado.
Parece que está tudo bem, mesmo quando corremos para o precipício.
Centrados no individuo e na sua realização,
esquecemos que somos membros uns dos outros,
fechando-nos na indiferença e na corrupção oculta.
Se o pecado não for revelado nem tiver punição pública,
achamos que estamos bem e até nos sentimos orgulhosos.
E quando se fala em espiritualidade, vem-nos a “Nova Era”,
onde tudo convive numa paz, apaziguada por fora,
onde a mistura não significa encontro construtivo,
mas evitar a divisão e confronto entre sentidos de vida diferentes.
Bom Jesus, enviado pelo Fogo do Amor,
para atear um fogo novo no coração de todos,
purifica-nos com o calor e a luz da tua Palavra
e ajuda-nos a seguir-Te com fidelidade profética.
Liberta-nos do medo de enfrentar a divisão
e a diferença em contracorrente da maioria.
Espírito Santo, dá-nos o dom duma fé esclarecida,
de um seguimento de Jesus valente na caridade,
para melhor aprofundarmos a nossa fé
e crescermos como irmãos diferentes, mas fraternos.
S. João Paulo II, ora por nós Igreja peregrina,
para que ardamos com o fogo da missão humilde e convicta.
quarta-feira, outubro 21, 2026
4ª feira da 29ª semana do tempo Comum (21 outubro)
A quem muito foi dado, muito será exigido; (cf. Lc 12, 39-48)
O Senhor Jesus deu-nos o Espírito sem medida:
todos os batizados podem ser profetas.
Aos que tiveram a graça de receber uma boa catequese
e tiveram a oportunidade de aprofundar a sua fé, ao longo de vida,
devem render mais frutos de justiça e de missão.
Cada ato mau em si, merece ter consequências,
mas quando esse ato mau é feito de uma forma consciente,
merece uma castigo maior,
pois podendo escolher o bem, escolhe o mal.
Quem participa com maior assiduidade a Eucaristia
ou um movimento religioso tem a possibilidade de:
conhecer melhor a Palavra de Deus, receber mais graças,
ter uma consciência melhor formada…
mas também tem maior responsabilidade em dar bom testemunho.
Por isso, o mesmo ato, feito por um batizado de tradição,
por um batizado empenhado na Igreja,
por um consagrado, um sacerdote ou um bispo,
tem um peso e impacto diferente de contratestemunho.
Senhor Jesus, obrigado pelo dom da fé e
do conhecimento da Palavra de Deus e dos deveres
e valores que se esperam dum cristão.
Perdoa as vezes em que vivo estes dons apenas como teoria,
que prego aos outros e não me preocupo em viver.
Perdoa o contratestemunho que escandaliza os mais fracos na fé.
Ajuda-me a viver vigilante e não me deixes cair em tentação.
terça-feira, outubro 20, 2026
3ª feira da 29ª semana do Tempo Comum (20 outubro)
Felizes esses servos, que o senhor, ao chegar,
encontrar vigilantes. (cf. Lc 12, 35-38)
Estar vigilante é estar preparado para escutar
o bater suave de Deus e abrir-lhe a porta.
Estar vigilante é estar atento ao choro silencioso
do que sofre e bate à minha porta em busca dum irmão.
Estar vigilante é viver em constante procura
do Emanuel que vem ao meu encontro
e me quer servir a salvação e a sua misericórdia.
Andamos muito ocupados com tanto entretimento,
que não temos tempo para elevar o olhar
e pôr-nos à escuta da voz que nos toca fundo.
As redes sociais, o estudo, o trabalho, o divertimento
ocupa-nos o coração, a imaginação, a vontade, o desejo…
Como estar vigilante e dar-nos conta do mundo em que vivemos?
Como escutar o bater da porta, quando a Palavra se faz ouvir?
Como ser feliz, sem ser clone do “vale de lágrimas” que respiramos?
Grande Senhor, que Te fazes próximo e nos bates à porta,
como mendigo de amor que nos queres dar a salvação,
obrigado pela surpresa boa que és na minha vida.
Espírito Santo, ajuda-nos a estar vigilante
à graça que nos visita, à pobreza que nos bate à porta,
à conversão do mal que confundimos com o bem,
à Presença invisível que nos acompanha e nos salva.
Perdoa-nos a distração do essencial e o foco no provisório.
segunda-feira, outubro 19, 2026
2ª feira da 29ª semana do Tempo Comum (19 outubro)
Quem acumula para si, em vez de se tornar rico
aos olhos de Deus. (cf. Lc 12, 13-21)
Jesus ensina-nos a despojar das seguranças na riqueza,
acumulada para nós mesmos,
e a tornar-se ricos aos olhos de Deus, partilhando a vida.
Jesus, ao dar a vida pela salvação de todos,
mostra-nos como é ser rico aos olhos de Deus.
S. Francisco de Assis traduziu esta verdade da fé,
ensinando-nos que é dando que se receber
e é morrendo que se vive para a vida eterna.
A morte dos pais abre, muitas vezes, o problema das partilhas.
O desejo de ficar com a maior e melhor parte,
cria divisão, discussão, guerras e até violências,
perdendo a verdadeira herança da paz e da harmonia.
A avareza tornou difícil a partilha de bens
e contribuiu para a divisão dos irmãos e perda da amizade.
É a mesma avareza que provoca a guerra entre povos,
para conquistar poços de petróleo, terras raras,
terrenos férteis, portos estratégicos, minérios e poder.
Senhor, tudo vos pertence, nós somos tua propriedade,
ajuda-nos a contribuir para o desenvolvimento harmonioso da criação,
sem nos apoderarmos de nada nem de ninguém,
nem acumularmos para nós mesmos.
Espírito Santo, liberta-nos da escravatura da busca das riquezas,
que nos faz aligeirar a justiça e explorar a fragilidade.
Ensina-nos, Senhor, a tornar-nos ricos aos olhos de Deus,
fazendo como Jesus e tantos santos e gente de bom coração,
que passam a vida a fazer o bem e a cuidar dos mais fracos.
domingo, outubro 18, 2026
29º Domingo do Tempo Comum, Dia Mundial das Missões (18 outubro)
Dai a César o que é de César e a Deus o que é de
Deus. (cf. Mt 22, 15-21)
Deus é o Senhor de tudo e de todos.
Ele deu-nos a vida, a sabedoria, o perdão e a salvação.
Ele deu-nos o seu Filho e propôs-nos a sua aliança,
apesar de conhecer a nossa fragilidade como parceiros.
Deus deu-nos o poder para servir o bem comum…
E nós o que Lhe damos? Qual é a nossa colaboração?
Somos cidadãos do mundo e cidadãos do Céu,
qual a nossa colaboração no bem comum
e qual é a nossa colaboração na missão de Deus?
Há espiritualidades desencarnadas que se aleiam do mundo,
pensando que servir a Deus é fugir da política e do trabalho.
Há outras espiritualidades secularizadas que acham
que tudo depende da sua esperteza e esforço
e pensam que acreditar em Deus é desvalorizar o ser humano.
Há narizes arrebitados sentados no poder e de olhar sobranceiro,
que de um dia para o outro caiem em desgraça
e o ídolo que eram manifesta a sua provisoriedade.
É um grande desafio ser um cidadão bom do mundo
e ser um cidadão brilhante e humilde à imagem do Filho.
Bom Deus e Senhor, que nos criastes à tua imagem
e inscreveste no coração de um de nós o Nome do amor,
ajuda-nos a ser fiéis ao Criador e a dar-Te um bom tributo.
Filho Deus, que encarnaste como Filho do Homem,
pagando o tributo a César e dando toda a sua vida a Deus,
ensina-nos a inspirar a vida com a fé em Cristo
e a levar as alegrias e esperanças
do mundo a Deus.
Espírito Santo, unidos a Cristo, ajuda-nos a ser missão,
dando a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.
sábado, outubro 17, 2026
Sábado da 28ª semana do Tempo Comum, S. Inácio de Antioquia (17 outubro)
Todo aquele que Me tiver reconhecido diante dos
homens também o Filho do homem o reconhecerá
diante dos Anjos de Deus. (cf. Lc 12, 8-12)
O Senhor Jesus está vivo no meio de nós.
Quando O reconhecemos diante dos homens,
pela fé, pela palavra e pela forma de amar,
também Jesus nos reconhecerá diante dos anjos,
no dia do encontro, quando o olhar passar pela morte.
Jesus está presente pelo seu Espírito que nos inspira o agir,
e nos faz ver o invisível e escutar o inaudível.
Às vezes, quando o silêncio e a solidão nos invade,
parece que estamos abandonados a nós mesmos,
com o desconforto dos fantasmas passados que nos habitam
e os temores do futuro que nos apequenam e deprimem.
No entanto, Jesus pede-nos nestes momentos
ou quando nos perdemos no meio da multidão,
para O reconhecermos diante dos homens,
pois a fé e o Espírito Santo ajuda-nos a ver o Invisível.
Chorar o abandono, cair no desespero,
buscar compensar a solidão com o virtual,
ficar indiferente ao que sofre e pede fraternidade…
são alguns sinais que não reconhecemos o Emanuel.
Bendito sejas, Deus-connosco, presença invisível,
que exige fé para que a noite se ilumine,
envia-nos o teu Espírito e dá-nos um olhar profético.
Espírito Santo inspira-nos a leitura dos sinais
e as respostas que devemos dar em cada situação,
para que não tenhamos medo de Te reconhecer diante os homens.
S. Inácio de Antioquia, pastor e mártir da fé,
ora por cada um de nós,
para que sejamos fortalecidos na adversidade
e saibamos dar testemunho de Cristo com ousadia.
sexta-feira, outubro 16, 2026
6ª feira da 28ª semana do Temo Comum (16 outubro)
Acautelai-vos do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia. (cf. Lc 12, 1-7)
A piedade sem amor é uma hipocrisia.
A devoção sem justiça é uma dissimulação.
A incoerência entre a fé e a vida é uma mentira,
que só Deus e nós conhecemos como atores de teatro.
A hipocrisia é um fermento de mediocridade
que afasta de Deus, quando a verdade se conhece.
Jesus alerta-nos para esta mentira de vida
que nos faz praticantes de atos religiosos,
mas não nos leva ao seguimento de Cristo.
O termo “beato” (bem-aventurado)
usa-se muito em sentido pejorativo
e qualifica os que andam sempre na Igreja,
mas são conhecidos por murmuradores
e dominadores do espaço sagrado.
Estas beatices não são missionárias,
pois não atraem ninguém para o seguimento de Jesus.
A revelação de alguns escândalos sexuais e económicos
de gente conectada com a Igreja, lança a suspeita
e afasta da Igreja a quem é débil e anda à procura.
Bendito sejas, Jesus, Palavra que se fez vida,
perdoa as nossas tentativas de termos duas caras
e queremos misturar a piedade à luz do dia
com o pecado e a injustiça nas trevas da noite.
Espírito Santo, purifica-nos do fermento da hipocrisia,
que nos leva a andar de consciência tranquila,
apesar da mediocridade da nossa vida.
Faz de nós cristãos de corpo inteiro,
por dentro e por fora, deixando-nos conduzir pelo Espírito
e Cristo ser sempre o Mestre da nossa vida.
quinta-feira, outubro 15, 2026
5ª feira da 28ª semana do Tempo Comum, S. Teresa de Jesus (15 outubro)
Vós não entrastes e impedistes os que queriam
entrar! (cf. Lc 11, 47-54)
Deus envia profetas e o próprio Filho
para que ajudem as criaturas a entrar no Céu.
Os doutores da Lei impediram o profetismo
e faziam da ciência bíblica um ensinamento abstrato,
não contribuindo para a conversão do povo à aliança.
Jesus critica-os pois a sua ciência bíblica os conduz
à morte e não à vida, à conversão, à comunhão com Deus.
O fundamentalismo bíblico impede a meditação bíblica,
pois a sua interpretação está fechada na letra
e em certas autoridades que querem impor a sua interpretação.
Há um certo populismo político, que se afirma católico,
que quer instrumentalizar a fé para apoiar a exclusão
e a acusação de determinados grupos estrangeiros.
Muitos chegam a exigir a pena de morte e a castração,
esquecendo que o Evangelho nos ensina a amar os inimigos,
a rezar pelos pecadores, a não julgar ninguém,
mas a procurar a fazer tudo para salvar a todos.
Bom Deus, que Te fizeste Palavra encarnada
para nos libertar da morte e ser caminho para a vida,
abre-nos à surpresa sempre atual da tua Palavra
consignada na Bíblia e na tradição apostólica da Igreja.
Espírito Santo, faz de nós profetas acolhedores da tua Palavra
e proclamadores humildes e cheios de amor pelos irmãos.
S. Teresa de Jesus, ensina-nos a ser batizados de Jesus,
a amar na oração e na celebração litúrgica
e a louvar a Deus pela caridade para com os irmãos.
quarta-feira, outubro 14, 2026
4ª feira da 28ª semana do Tempo Comum (14 outubro)
Ai de vós, porque pagais o dízimo da hortelã… mas desprezais a justiça e o
amor de Deus! (f. Lc 11, 42-46)
O melhor dízimo que podemos oferecer a Deus
é praticarmos a justiça e o amor a Deus.
São esses os frutos que nascem do coração
e não da terra que Deus nos deu como seus agricultores.
Deus prefere a misericórdia ao sacrifício,
a paz à guerra sagrada, a esmola aos rituais.
A vida do cristão, quando levada com compromisso,
tornou-se exigente e de certa forma pesada:
orações, celebrações, ritos, leis morais…
Muitas vezes todas estas coisas fazem-se por formalidade,
mas o coração anda arredado e atravessado
pelos ressentimentos dos desencontros,
pelos sonhos de poder e de prazer,
pelos desejos de ser grande e famoso e rico…
Então o sentimento de dever cumprido apazigua-nos,
mas não nos faz mais justos, bondosos e felizes.
Querido Deus, envia-nos o teu Espírito
para que não sejamos como sepulcros disfarçados,
mas corações vivos e apaixonados pela fé
e pelos irmãos, cheios de ternura e de hospitalidade.
Liberta-nos da tentação de reduzir a aliança
ao cumprimentos duns deveres menores,
deixando o coração de fora e colaborando na injustiça.
Ensina-nos a louvar-Te imitando Jesus.
terça-feira, outubro 13, 2026
3ª feira da 28 semana do Tempo Comum (13 outubro)
Limpais o exterior, mas o vosso interior está cheio
de rapina e
perversidade. (cf. Lc 11, 37-41)
Deus criou-nos com um todo, corpo e alma.
O corpo tem a capacidade de esconder o interior
aos olhos dos outros que só podem ver o exterior.
Deus vê-nos o coração, a verdade que nos habita,
não se fixa apenas nas aparências que desejamos mostrar.
Até podemos cuidar da aparência que mostrarmos aos outros,
mas devemos purificar o coração na fonte da graça que é Jesus.
O encontro final não será entre o artista e o espetador,
mas entre a criatura e o Criador, o adotado por Jesus e o Pai.
A vida não é um palco de representadores e bastidores da realidade,
mas um caminho de avanços e recuos, que precisamos admitir,
com humildade e esperança na algibeira, para nos fortalecer
até chegarmos à estatura de Jesus, nosso amigo e salvador.
O medo de sermos rejeitados, leva-nos a maquilhar a alma,
mas devemos dar passos para que seja o amor
o motor desta peregrinação rumo à mesa do encontro.
O amor é que dá sabor à comensalidade e à festa.
Bom Jesus, cujo o peito foi rasgado pela lança
e saiu sangue e água, em vez de fel e vinagre,
ensina-nos a purificar o nosso coração do rancor,
da indiferença, do mutismo e da murmuração.
Liberta-nos das falsas seguranças do ritualismo
e da sensação do dever cumprido,
só porque fizemos umas orações e colocámos umas medalhas.
Bem-aventurada Alexandrina de Balazar, ora por nós,
para que amemos a Eucaristia e vivamos na santidade.
segunda-feira, outubro 12, 2026
2ª feira da 28ª semana do Tempo Comum (12 outubro)
Fizeram penitência ao ouvir a pregação de Jonas; e aqui está quem é maior
do que Jonas. (cf. Lc 11, 29-32)
Jesus é a Palavra de Deus com sotaque galileu,
que veio para levar a todos à conversão
e salvar-nos com a sua graça e misericórdia.
Este é o sinal do amor de Deus que nos foi enviado
para que O escutemos e O levemos a sério,
aderindo à aliança de Deus e ao seu Filho.
A grandeza do Filho de Deus não se impõe pelas aparências,
mas acolhe-se pela fé e autoridade da sua Palavra
e pela coerência da sua vida e fidelidade da sua entrega na cruz.
Ninguém gosta de ser corrigido
e o serviço de autoridade está em crise.
A criança, desde bebé, habituou-se a mandar
e a fazer o que o capricho e a sua vontade exigem.
Vai para a escola e a força do grupo cria a sensação
que os professores são pagos para os entreter e servir.
Entram no digital e abre-se a porta do virtual,
onde o sonho é alimentado pela curiosidade,
e o diálogo (que na realidade é tão difícil),
no virtual incorpóreo flui facilmente
e quando não quer mais, desliga-se com uma desculpa.
Bendito sejas, Palavra de Deus feita Homem,
que continuas a proclamar a esperança do amor
e a necessidade de converter a vida à verdade
que salva e perdoa, que é solidária e faz o bem,
mesmo que doa e não seja correspondida.
Espírito Santo, abre o nosso coração ao Evangelho,
para que a nossa vida não seja palavreado oco
e se torne seguimento concreto de Jesus
nas pequenas e grandes coisas da vida.
Liberta-nos, Senhor, da indiferença à luz,
da conversão adiada e da incoerência de vida.











