domingo, julho 26, 2026
17º Domingo do Tempo Comum, Dia dos Avós e idosos (26 julho)
O reino dos Céus é semelhante a um tesouro
escondido num campo. (cf. Mt 13, 44-52)
Deus reina de forma escondida e respeitosa,
é um tesouro oculto que é preciso procurar,
com a confiança de um vedor que escava um poço.
Vemos muitas coisas lindas na natureza e na história,
mas o mais importante é invisível aos olhos da rotina:
a beleza do Artista, o cuidado que sustenta a vida,
a paciência da misericórdia divina,
a fidelidade à aliança que encarna na nossa carne em Jesus.
O marketing habituou-nos à ideia de que o tesouro é o que aparece,
por isso, é fundamental uma boa fotografia
e a exposição num palco visível por uma grande multidão.
Aquele que pensa que nada tem de valor a não ser o corpo
ou partes do corpo, mostram-no como o seu tesouro.
Aquele que é desconhecido, considera-se inexistente,
por isso, procura mostrar-se nas redes sociais,
muitas vezes nem sempre pelos melhores motivos.
E quando se descobre um tesouro muitos querem rouba-lo
em vez de o conquistar com o seu suor e esforço.
Querido Rei divino, bendito sejas por seres um tesouro escondido,
que tudo criaste com beleza e amor,
amor que não estanca nem se cansa,
mesmo que ao seu Filho rejeitem e crucifiquem.
Eu sou o teu campo onde escondes o teu tesouro,
não no que se vê e se envaidece,
mas no coração e na alma que faz o bem
com a alegria de querer ser como Jesus, teu Filho.
Faz de mim um buscador de tesouros escondidos,
no rosto enrugado dum idoso ou sujo de um pobre.
Obrigado pelos nossos avós, a reserva do tempo que necessitamos.
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