sábado, junho 20, 2026

 

Sábado da 11ª semana do Tempo Comum (20 junho)

 



Ninguém pode servir a dois senhores. (cf. Mt 6, 24-34)

 

Jesus é o Verbo eterno de Deus que se faz homem,

mas que não deixa de ser Deus.

É o abraço de Deus à humanidade,

a eternidade a assumir a nossa mortalidade,

o Invisível a tornar-se visível, sem deixar de ser mistério.

A vida de Jesus manifesta quem é o seu Senhor,

o seu “Abba” querido, como Filho e Servo aberto à sua vontade.

Jesus sabe combater a tentação do poder, do dinheiro e do prazer.

Ele é o Ámen ao Pai no abraço à humanidade ferida e perdida.

 

Vive-se o ideal sincrético de ser e experimentar tudo

e não ser presa de ninguém nem de nada.

Por isso, a religiosidade é mistura fácil e querida,

de ritos e crenças, sem ser pertença de nada nem de ninguém.

O cristão gosta de se afirmar como tal,

mas quer ficar livre para praticar a sua religião

quando quer e lhe apetece, e apenas em momentos especiais.

Facilmente queremos ser simultaneamente cristãos praticantes

e servidores da segurança das riquezas acumuladas,

do poder adquirido, da fama conquistada e do prazer sem dor.

 

Bom Deus, está nas tuas mãos a minha vida,

o meu presente e o meu futuro, a minha salvação.

Perdoa as ansiedades e temores do futuro,

que me levam a querer servir a dois senhores,

e a querer estar a bem com Deus e com o diabo.

Espírito Santo, dá-nos a sabedoria da paz e da fé,

que nos liberta da servidão da segurança das riquezas perecíveis

e nos recorda dos tesouros eternos, acumulados no Céu.

Bom Jesus, sê o caminho do Ámen puro para Deus.



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