segunda-feira, março 23, 2026

 

2ª feira da 5ª semana da Quaresma (23 março)

 



Também Eu não te condeno. Vai e não tornes a pecar. (cf. Jo 8, 1-11)

 

Deus escreve no chão os nossos pecados,

porque traz gravado no seu coração o amor incondicional.

Jesus é o rosto visível do Amor invisível,

que sustenta a vida e repara a enfermidade do pecado.

Perante aqueles que vêm como juízes carrascos,

Jesus devolve-lhes a luz que espelha o seus corações:

“Quem não tiver pecado, atire a primeira pedra”!

E espera ficar só com a mulher acusada,

para lhe perguntar onde estão os que a condenaram.

Jesus a uns e outros quer salvar, por isso não a condena,

e envia-a para casa com esperança de recomeçar vida nova.

 

Somos rápidos a apontar o dedo, a murmurar e condenar,

como se viéssemos do Céu, inchados de graça e de vaidade.

É difícil seguir Jesus na arte de recuperar,

interrogando sem ameaçar com a condenação ao pecador.

É mais fácil usar o conhecimento ou fofoca sobre o outro,

fechando o capítulo como se já não houvesse remédio,

a não ser marginalizar e humilhar, mostrando a língua de fogo,

acendida no fogo do inferno de coração amargo.

 

Senhor Jesus, obrigado porque viestes, não para nos condenar,

mas para nos iluminar as chagas escondidas do pecado,

e animar ao arrependimento, abrindo horizontes de esperança.

Espírito Santo, dá-nos a arte de ver com o olhar de Cristo,

sem deixar de amar o pecador e com o fogo do ardor de a todos salvar.

Ajuda-nos a ser discípulos de Jesus, mansos e humildes de coração,

para ir junto dos pecadores e anima-los a aprender a fazer o bem

e a largar a rotina quotidiana de fazer o mal,

como se tudo fosse normal, só porque quase todos o fazem.



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