sábado, março 21, 2026
Sábado da 4ª semana da Quaresma (21 março)
Poderá o Messias vir da Galileia? (cf, Jo 7, 40-53)
O Filho de Deus entra na condição humana,
sem pompa e nem circunstância.
A sua encarnação não se impõe pela grandeza e clareza,
mas é sinal de contradição, que divide opiniões
e nos coloca a todos à procura do Messias ao nosso lado.
Uns veem nele um profeta, outros um dos profetas,
outros um galileu revolucionário e visionário,
outros um mestre na Lei, outros uma ameaça à religião,
outros um possuído por Belzebu, outros o Messias de Deus…
Conhecer a realidade da vida e do outro é difícil,
pois trazemos connosco muitos preconceitos,
muitos estereótipos, muitas alergias ligadas
a culturas, povos, gerações, religiosas, políticas, sociais…
Saber fundamentar afirmações e ideias sobre o outro
é uma sabedoria que parte, não do geral para o particular,
mas do particular e para o geral duvidoso e incompleto.
As aparências iludem e catalogam, sem conhecimento pessoal
e podem ser extramente injustas e apressadas.
Bom Deus, Pai, Filho e Espírito Santo,
obrigado porque, conhecendo-nos a verdade do coração,
não nos olhas pelo passado, mas pela esperança do futuro.
Bom Jesus, o Filho do Altíssimo nascido de Maria
e acolhido por José, aparecendo simples carpinteiro,
nazareno e galileu, em devaneios messiânicos.
Espírito Santo, ensina-nos a ver o coração das pessoas
e a não nos fixarmos nas aparências, local de origem,
grupo social, povo, idade, ideologia e até passado perdido.
Faz de nós cristãos de verdade e não de aparências,
buscadores do mistério escondido em cada um diferente,
mas companheiro irmão nesta peregrinação da verdade e santidade.
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