sábado, janeiro 17, 2026
Sábado da 1ª semana do Tempo Comum, S. Antão (17 janeiro)
Não são os que têm saúde que precisam do médico, mas os que estão doentes. (cf. Mc 2, 13-17)
Jesus é enviado pelo Pai como médico da humanidade.
E um médico cheio de compaixão
que está sem sempre à procura de doentes para curar.
Por isso, Jesus chama Levi (Mateus), cobrador de impostos,
para ser despenseiro de graças e de misericórdia.
E Mateus fez da sua casa a mesa dos pecadores,
sentando à mesma mesa Jesus e os seus discípulos
com os pecadores que andam à procura dum médico.
Esta é a missão da Igreja: casa aberta aos pecadores
para que se encontrem com Cristo, Médico da graça.
Na Igreja, temos a tendência de trabalhar mais com os justos,
os praticantes, os de sempre, mesmo que adormeçam na homilia.
Os pecadores, os que só vêm aos funerais e outros tais,
esses aproveita-se quando vêm
para serem criticados e sentirem-se a mais.
Será porque não nos sentimos pecadores?
Será porque perdemos o entusiasmo de Mateus,
que agradecido por ter sido chamado por Jesus,
quer que outros se encontrem com o mesmo Médico que o salvou?
Senhor Jesus, obrigado porque acreditaste em mim
e me chamaste a seguir-Te na fragilidade que sou.
Vem Médico do coração e cura-me do egoísmo que me enfarta.
Faz de mim arauto de Ti como médico dos pecadores,
e dá-me a alegria de convidar para a tua mesa,
todos os que não conhecem a gratuidade de amar
e serem amados, de ser perdoado e aprender a perdoar.
S. Antão, ouvinte praticante do Evangelho,
que se apartou do mundo para estar próximo de Deus,
ora por nós para que vivamos a nossa fé com coerência e confiança.
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