quarta-feira, fevereiro 04, 2026
4ª feira da 4ª semana do Tempo Comum, S. João de Brito (4 fevereiro)
Estava admirado com a falta de fé daquela gente. (cf. Mc 6, 1-6)
Jesus é o Filho do Mistério eterno.
Conhecer o carpinteiro, o Filho de Maria e de José,
os familiares, a terra onde cresceu…
não é suficiente para responder à verdade do seu ser,
à grandeza da sua missão nem à sabedoria da sua palavra.
Há uma dimensão na vida que ultrapassa a ciência,
os conhecimentos adquiridos, as aparência que iludem.
Há um salto que é o da fé, que vê o invisível,
confia com o coração e espera confiante
alegrando-se com a novidade desconhecida agora revelada.
A catequese que se reduz à transmissão de conhecimentos,
de doutrinas, ritos, fórmulas… ainda não é fé.
Os praticantes religiosos e o saber estar em celebrações litúrgicas,
ainda não supõe necessariamente a prática do amor e da missão.
O estudo de teologia numa boa universidade católica,
só por si, pode até resultar em céticos
perante tanta diversidade de interpretações bíblicas e teológicas.
Só a fé e o seguimento de Jesus, discernido pelo Espírito Santo,
nos dá a possibilidade de navegar em mar alto
e de dar a vida por Jesus, como fez S. João de Brito.
Senhor Jesus, carpinteiro que moldas a minha vida,
com a ternura da Palavra e a Mão da misericórdia,
cura a cegueira que perturba a nossa fé.
Espírito Santo, dá-nos o dom da sabedoria,
que vê o invisível e sabe discernir os sinais do alto.
Liberta-nos da ilusão das aparências
e ajuda-nos a alegrar-nos ao ouvir a Voz de Deus,
que nos visita nas surpresas das noites da nossa vida.
S. João Brito, mártir de Jesus em missão na Índia,
reza para que sejamos uma Igreja missionária,
animada pela fé pelo ardor de levar esta Boa Nova a todos.
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