sexta-feira, fevereiro 13, 2026
6ª feira da 5ª semana do Tempo Comum (13 fevereiro)
Tudo o que faz é admirável: faz que os surdos
oiçam e que os mudos falem. (cf. Mc 7, 31-37)
No princípio era o silêncio e o Amor gerou a Palavra,
numa comunhão entre o Pai e o Filho e o Espírito Santo.
A Trindade divina pronunciou a criação e a vida aconteceu.
A ambição provocou ruído e distração
e a humanidade ensurdeceu à aliança que permaneceu.
Veio a Palavra e pronunciou o “abre-te” que foi ouvido,
e o surdo mudo começou a falar.
Sem escutar não pode anunciar a Palavra da vida.
Uma sociedade individualista e sem pai,
tem dificuldade de ouvir, além do interesse egoísta.
Ouve-se o capricho, as necessidades próprias e criadas,
os sentidos e as emoções, a ambição e os sonhos,
a moda e a novidade, a marca e a fama, o temor e o poder.
Deus transmite noutra sintonia de onda,
que necessita de recetores onde a fé é a antena
e o corpo se reveste de testemunho da Palavra encarnada.
Senhor Jesus, Palavra que cura a nossa surdez,
abre-nos à novidade do Amor divino
e faz de nós transmissores desta Voz que nos toca e salva.
Espírito Santo, liberta-nos do ruído que nos distrai e pressiona,
e dá-nos o dom da fé e da obediência à Palavra da vida,
para que nos tornemos arautos audazes do Evangelho da esperança.
Faz-nos habitar a Palavra que chove do Céu,
para que fecundemos a fé e demos testemunho do amor.
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