domingo, agosto 11, 2013

 

19º Domingo do Tempo Comum

A fé é a garantia dos bens que se esperam e a certeza das realidades que não se veem. (cf. Heb 11,1-2.8-19)


A fé nasce da confiança em Deus e na sua Palavra,
mais do que da confiança em nós
e na evidência do que vemos ou comprovamos.
É aprender a caminhar na noite dos sentidos
e deixar-se conduzir por mediações
que apontam a aurora, mas não definem a hora.
A história da salvação está cheia de peregrinos da fé
que souberam esperar promessas,
que nasceram na eternidade
e se concretizaram em calendários para além do solar.
São as horas de Deus, em cartas de amor, sem data anunciada.


Vivemos numa dualidade discordante:
aceitamos apenas no que experimentamos
e por isso perdemos a paciência com Deus,
e depois acreditamos piamente
na trama ilusória do marketing que quer vender e
nas promessas utópicas de quem nos quer comprar o voto.
Perdemos o sentido crítico e a capacidade de analisar a história,
para sabermos distinguir a rocha da verdade que permanece
do embrulho vistoso que esconde a mentira e desaparece.
O resultado são pessoas inseguras e descrentes,
em busca cega dum porto seguro e duma âncora firme.


Senhor Jesus, Esposo escondido que nos provas a fidelidade,
ensina-nos a confiar e a saber esperar a Tua hora de salvação.
Manifesta-Te como Luz na noites dos nossos pesadelos
e dá-nos a paz de quem se sente envolvido pelo amor
que bate eternidade e paixão paciente e misericordiosa.
Revela-nos a gramática da fé que sabe ler a vida
e, entre cabeçadas e birras de quem só pensa em si,
ajuda-nos a descobrir o Pai que espera um abraço de perdão,
o Irmão que está disposto da dar de novo a vida por nós,
o Espírito da Verdade que nos faz ver o invisível

e faz novas todas as coisas no fogo do amor.

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