quarta-feira, julho 12, 2017

 

4ª feira da 14ª semana do tempo Comum


Estamos a pagar o que fizemos ao nosso irmão. (cf. Gen 41, 55-57; 42, 5-7a.17-24a)

Deus não quer que ninguém se perca,
por isso, é misericordioso, clemente e compassivo.
A vida de Deus é uma missão redentora
que tem a fidelidade da eternidade e a paciência do tempo.
José, vendido pelos irmãos e protegido por Deus,
distribui o pão da vida e a festa do perdão,
àqueles que ficaram indiferentes às suas súplicas de piedade.
É uma imagem do Filho de Deus, desprezado e perseguido,
que dá a vida por aqueles que o matam
e envia os seus discípulos a continuar a sua Missão redentora.

Entretidos com Hoje, esquecemos a solidariedade de gerações.
Exploramos ao máximo os recursos naturais hoje,
levando os nossos irmãos do futuro a pagar o que fizemos ao planeta.
As alterações climáticas, os fenómenos meteorológicos destruidores,
a desertificação, a poluição dos solos e dos oceanos e o aquecimento global,
são apenas algumas das consequências da ambição descontrolada.
A exploração ideológica e consumista dos mais frágeis,
entre eles as crianças e os jovens, comprometem o futuro,
a ética, o discernimento, o bem comum e a esperança.
A descaraterização da família, a dependência do consumo,
a liberalização da sexualidade, das drogas, do aborto e da eutanásia, 
a virtualização das relações, são apenas alguns dos sintomas 
de uma sociedade doente e inconsciente do que faz com o irmão.
A generalização da guerra e da violência, os muros levantados,
os afogamentos em desespero à procura de uma terra com esperança
e o aprofundamento do fosso estrutural entre os mais ricos e os miseráveis... 
são mais uns tantos sinais da indiferença em que nos sentimos confortados.

Senhor, se não fosses a Bondade que nos sustém,
que seria de nós, que seria do nosso planeta, do nosso futuro?
Cristo, que como José do Egito, nos serves o Pão da Vida
e o perdão que reconcilia de forma generosa e fraterna,
ensina-nos a ser misericordiosos e compassivos,
para que demos um sabor novo às relações e à paz.
Espírito Santo, luz de discernimento que nos falas baixinho,
conduz os nossos passos para Cristo e em Cristo,
para que demos o nosso contributo para um mundo melhor.
Faz-nos sensíveis, principalmente com os mais fracos e desprotegidos,
nunca nos aproveitando da nossa posição de força.

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