sexta-feira, setembro 15, 2017

 

Nossa Senhora das Dores


Dirigiu preces e súplicas, com grandes clamores e lágrimas. (cf. Heb 5,7-9)

O amor une vidas no mesmo sentir.
A dor do Pai ecoa no coração do Filho,
assim como a dor do Filho ecoa no coração da Mãe.
O Filho sente-se confortado na solidariedade da Mãe,
mas sofre também por A ver sofrer no amor que lhe tem!
No alto da cruz, Jesus entrega-nos sua Mãe
e Maria não sofre só com seu Filho,
mas também com os filhos que o Filho lhe Deus.

O egoísmo torna-nos indiferentes à dor e sorte do outro.
Numa sociedade de serviços externos e pagos,
os cuidados especiais (educação, saúde, lazer)
são entregues a profissionais, com a sensação de dever cumprido.
Mas se não se tem cuidado, os corações vão ficando longínquos,
perde-se a capacidade de sentir a dor do outro,
de rezar pelo bem do que sofre, de exercitar a capacidade de consolar. 
Os profissionais, por sua vez, 
para que não se envolvam demasiado no sofrimento do outro,
procuram tornar-se imunes à dor, dizendo a si mesmos:
“Tenho que ser profissional, não me posso envolver emocionalmente!”
Por isso, há tanta solidão no sofrimento e indiferença à dor!

Bom Deus, o teu Coração sofre por nos ver sofrer
e não descansa enquanto não aprendermos a felicidade de viver!
Envia-nos o teu Espírito e renova o nosso coração empedernido,
para que aprendamos a bem-aventurança de chorar com quem chora.
Maria, nossa Mãe, acolhe-nos no teu Coração Imaculado,
e ensina-nos a participar nas dores do teu Filho,
com a nossa conversão, oração e solidariedade evangelizadora.
Senhora das Dores intercede por estes filhos perdidos e indiferentes!

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