terça-feira, dezembro 30, 2025
3ª feira da Oitava de Natal (30 dezembro)
Estava no templo uma profetiza, Ana. (cf. Lc 2, 36-40)
Deus da consolação fez-se Menino,
reconhecido pelos olhos envelhecidos
duma mulher piadosa e cheia do Espírito Santo.
A profetiza Ana a louva a Deus por este Menino,
pobre e filho dum casal pobre,
mas cheio de fé, representante do pequeno resto de Israel.
Para Deus não há homem ou mulher,
todos somos filhos e filhas, iguais em dignidade.
A santidade sente-se bem, revestida de saias ou de calças,
porque o coração moldado pelas mãos de Deus
é que respira amor ou ódio, bondade ou maldade.
Perante este Evangelho de Lucas, soa a estranho
a exploração ou inferiorização da mulher
em nome da religião e do querer de Deus.
Bendito sejas, bom Deus, pelas Anas-profetizas
que nos envias e alegram as nossas igrejas e famílias.
Bendito sejas, pelas Anas-avós, jovens de coração,
que rezam pelos que não têm fé
e ensinam as crianças a orar e a confiar em Deus.
Bendito sejas, pelas Anas-piedosas,
cujos peitos secos amamentam a esperança,
e nos ensinam a olhar a vida com o Evangelho no coração.
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