terça-feira, março 10, 2026

 

3ª feira da 3ª semana da Quaresma (10 março)

 



Se meu irmão me ofender, quantas vezes deverei 

perdoar-lhe? (cf. 18, 21-35)

 

Quantas vezes Deus nos perdoa as ofensas?

As vezes que for necessário para nos salvar!

Deus é graça e misericórdia,

que escuta as lágrimas do arrependimento

e as consola com o abraço do perdão.

Mesmo que lhe matemos o Filho,

Deus continua a ser esperança de santidade,

fonte aberta de redenção, aliança eterna que permanece,

Pai que espera o filho perdido, enquanto engorda o vitelo

para a festa do regresso e restituição da dignidade de filho.

 

Todos gostamos de ser compreendidos e perdoados,

pois a fragilidade pesa e anseia por uma mão amiga.

Há gente que fica surpreendida ao serem cuidados,

por aqueles que foram por eles ofendidos e maltratados.

Quantas mulheres maltratadas e traídas no seu amor,

que quando o marido volta doente e abandonado,

os acolhem e deles cuidam até ao fim?

Mas há muitos que pediram perdão a Deus, vezes sem conta,

que não conseguem perdoar aos que os ofenderam,

tornando-se azedos, implacáveis no rancor,

incapazes de perdoar, com medo de ficar por baixo?

 

Querido Pai, amado Irmão, doce Espírito Santo,

louvado sejais pelo perdão generoso e infinito,

com que curais as fraquezas e desencontros da relação.

Obrigado, porque sempre me esperais e acolheis,

quando arrependido me ajoelho e peço perdão.

Ensina-me a perdoar quando me sinto ofendido,

e a aprender contigo a olhar o outro com amor,

perdoando-lhe a ofensa como fazes comigo.


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