sábado, março 07, 2026

 

Sábado da 2ª semana da Quaresma (7 março)

 




Pai, pequei contra o Céu e contra ti. Já não 

mereço ser chamado teu filho. (cf. Lc 15, 1-3.11-32)

 

O Pai deu-nos a herança de filho, sem a merecermos.

O Filho unigénito não quis ser filho único

e procurou irmãos entre os que estavam perdidos

e mortos no pecado, afastados de Deus.

Aos de coração contrito e humilhado,

a Santíssima Trindade os envolve no abraço de perdão,

restitui a dignidade de filhos de Deus

e promove a festa dos regressados à mesa da misericórdia.

 

A Quaresma é tempo de reconciliação e arrependimento.

A dificuldade é a falta de consciência de pecado

que faz com que, quando se vai confessar,

é mais para cumprir um dever da Igreja

do que por reconhecer uma vida longe de Deus e dos outros,

mais cheia de egoísmo do que de amor e compaixão.

É mais uma confissão do que “não fiz”,

do que o reconhecer a tristeza do que me habituei a fazer

e não dá glória a Deus nem faz o bem ao próximo.

 

Pai, pequei muitas vezes e este andar longe de Ti,

tornou-se a normalidade  que partilho com os outros.

Não mereço ser teu Filho e sinto-me um funcionário a mais.

O Amor não é amado e apesar disso, continuas a amar-nos!

Olhando para o teu Filho crucificado e por nós oferecido,

envergonho-me do pouco que Te dou em tempo de oração,

paciência e compreensão para com os irmãos,

misericórdia e perdão para quem nos ofende,

esforços de paz e de reconciliação após os desencontros da vida.

Espírito Santo, ensina-nos a viver o seguimento de Jesus.



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