sábado, abril 18, 2026

 

6ª feira da 2ª semana da Páscoa (17 abril)


 


Está aqui um rapazito que tem cinco pães de 

cevada e dois peixes. Mas que é isso para tanta 

gente? (cf. Jo 6, 1-15)

 

Jesus sobe a um alto monte para ensinar.

Quer ensinar que não podemos ficar indiferentes ao outro,

que a solução da fome não é o dinheiro, mas a partilha,

que a abundância não deve conduzir ao desperdício,

mas devemos recolher o que sobra para a partilha

e não para jogar no lixo.

Comungar Jesus repartido na Eucaristia

é aprender a partilhar o que temos e o que somos.

 

A divisão e a segregação viram-nos para o consumismo,

que engorda uns poucos e nos entulham com lixo,

deixando a maioria a desejar alimentar-se sem poder.

Uns resolvem o problema de consciência

olhando com indiferença a dor do outro,

outros dando uma esmola como quem despacha um estorvo,

outros ainda partilhando o pouco que têm

e recolhendo o que sobra para dar a quem não o tem.

Foi a solidariedade familiar que valeu a muitos

nas crises da pandemia, nos fenómenos naturais,

nas turbulências económicas, matrimoniais e sanitárias.

 

Bendito sejas, Deus compaixão,

que para nos salvar, partilhastes connosco

o teu Filho e o teu Espírito

como pão e peixe nas mãos de um rapazito.

Ajuda-nos, Senhor Jesus, a aprender contigo

a confiar na partilha e não no dinheiro.

Jesus Eucaristia, pão partilhado, gratuito e inclusivo,

que a todos convidas para a tua mesa,

ensina-nos a abrir o coração e as mãos

para partilhar a vida e os pertences que nos sobejam.

 



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