domingo, novembro 30, 2014

 

DEUS, NOSSO PAI E REDENTOR


Por mais franco que estejamos,
Feridos e cheios de dor,
E, tristes, porque pecamos,
Descobrir que somos filhos
De Deus Pai e redentor,
Porque salvos e adoptados,
Pelo próprio Jesus Cristo,
Que encarnou, por nosso amor,
Nossa alma rejubila
E se abre à esperança,
Que, à conquista, se lança,
Dum novo estilo de vida,
Para poder reflectir,
No nosso ser e agir,
A imagem que em nós cunhaste,
Quando, por amor, nos criaste,
A partir do próprio barro,
Que Tu, Senhor, modelaste
E transformaste em vaso,
Belo, mas poroso e frágil.

Por isso, Tu nos convidas
A uma atenção redobrada
E a caminhar vigilantes,
À luz da Tua Palavra,
Que nos guia e alimenta,
Na dúvida, nos alenta
E, se fracos, nos alenta
A avançar confiantes,
Porque àquele que, em Ti, crê,
Tu o cumulas de graça,
Até no escuro vê,
Vai sereno e nada falta.

QUE AO LONGO DESTE ADVENTO,
EU FIQUE LIVRE, POR DENTRO,
MAS CRIE NOVO ESPAÇO E TEMPO,
CENTRADA, EM ACOLHER,
ADORAR E EMBALAR,
CHEIA DE FÉ E CONFIANÇA,
DEUS AMOR, FEITO CRIANÇA,
QUE, EM MIM, DESEJA NASCER,
PARA, POR ONDE PASSAR,
SER VIDA ATESTEMUNHAR
QUE, SEM ELE, NÃO HÁ NATAL.

Maria Lina da Silva, fmm

Lisboa, 30.11.2014

 

1º Domingo do Advento


Acautelai-vos e vigiai. (cf. Mc 13,33-37)

O Dono da casa entregou-nos a missão de administrar
esta casa comum que é a criação e a história.
Para isso, entregou-nos o código da aliança,
curou-nos no Filho e recriou-nos no Espírito.
No entanto, o tentador continua a armadilhar-nos o caminho
e a adormecer-nos a vigilância, cegando-nos o entendimento.
Daí a recomendação de Jesus: “acautelai-vos” dos perigos,
da vida errante, das miragens de felicidade, da mentira branqueada;
e “vigiai” para que a espera não perca o horizonte
e o Advento do Senhor nos prepare com encontros despertos,
durante a noite, iluminados por luzinhas de fé
e faróis de palavras que brotam do silêncio amigo.

O progresso científico e tecnológico deu-nos a sensação
que tudo depende de nós e dum clique à distância.
Mas a falta de cautela e de vigilância pode levar-nos:
a acidentes por excesso de velocidade, adormecimentos,
uso de telemóvel ao volante, condução embriagada...
Facilitaram-se as comunicações e transações comerciais,
mas se não houver cautela e vigilância acontecem as fraudes,
as corrupções escondidas nos “offshores”,
as identidades virtuais com pele de cordeiro e garras de lobo!

Senhor, dá-nos o dom da vigilância neste Advento.
Dá-nos consciência dos perigos que nos tentam
e dos remédios que nos dás para uma vida feliz e vigilante.
Recorda-nos, cada segundo, que somos administrados
e não donos da criação, das riquezas e da justiça.
Que o teu Espírito nos ajude a despertar para a mística do encontro,
feita de ascese e de escuta, de conversão e alegria de viver,
de fraternidade e solidariedade, de esperança e evangelização.

Abençoa, Senhor, este Ano da Vida Consagrada.

sábado, novembro 29, 2014

 

Sábado da 34ª semana do Tempo Comum


No meio da praça da cidade, entre os dois braços do rio, está a árvore da vida; (Cf. Ap 22,1-7)

O livro do Apocalipse termina com a visão duma nova cidade.
É o paraíso renascido, onde Deus é acolhido como fonte da vida.
O trono de Deus e do Cordeiro é uma nascente de graça e de vida.
É este rio, resplandecente de santidade como um cristal,
que rega e alimenta a árvore da vida, no centro da cidade.
O valor da vida, fecunda, luminosa, festiva, inclusiva e eterna,
volta de novo a ser o centro das prioridades da cidade.
Tudo é comunhão e escuta de Deus,
abraço fraterno com os irmãos e harmonia com a natureza.

Onde está hoje o centro da cidade e a sua praça maior?
Qual é o lugar ou lugares de encontro onde se constrói a comunhão?
Há lugar para Deus iluminar a cidade ou prefere-se a luz artificial?
Há lugar para a árvore e o verde que fotossinta o dióxido de carbono?
Dá-se prioridade à fecundidade de vida para além da minha?
Se a cidade é a imagem do que somos, acreditamos e sonhamos,
dá que pensar a visão dum formigueiro apressado,
pelas avenidas ajardinadas de betão e de sem-abrigo,
e concentrado nos centros comerciais ou escondido em casa.
Felizes aqueles que escutando as profecias deste livro,
querem construir uma cidade sem maldição!

Louvado sejas, Deus Trindade, fonte inesgotável de amor.
Obrigado pela proposta de aliança que nos ilumina a esperança.
Planta e rega em nós a árvore da vida, generosa e feliz,
que semeia a paz, alimenta o amor e cura a divisão.
Torna-nos ouvintes sedentos da tua Palavra,
como alunos da arte de ver o invisível e construir comunhão.
Sê o Sol duma cidade nova, justa e feliz, solidária e fraterna,


onde todos se sentem filhos e irmãos em dignidade e oportunidades.

sexta-feira, novembro 28, 2014

 

6ª feira da 34ª semana do Tempo Comum


Os mortos foram julgados segundo as suas obras, conforme o que estava escrito nos livros. (cf. Ap 20,1-4.11-21,2)

Deus deu-nos a possibilidade de escrevermos e reescrevermos
o livro único e original da história da nossa vida.
Nada é apagado deste livro de aventuras, escrito às escuras,
mas o que conta é o que está a ser escrito hoje.
O encontro com a Palavra encarnada faz-nos virar a página
e aprender a escrever direito, coerente e em comunidade.
Cristo oferece-nos a candeia do seu Espírito
e o corretor da sua graça e dos sacramentos,
para que o livro seja menos rasurado e mais belo,
perfumado de amor e de louvor, de serviço humilde e alegre.

Numa sociedade que cultiva a infidelidade consumista,
a palavra é pródiga e infestante, mas é de validade limitada.
Tudo é relativo e subjetivo, sem valor permanente.
O que se revela, nem sempre é a realidade no teatro da vida.
Escondem-se manuscritos no segredo das trevas,
que mais tarde ou mais cedo a verdade vem revelar.
Prefere-se a profissionalização na arte de escrever encriptado,
do que na arte de escrever para aquele que é a Verdade.
Deus quer inspirar-nos um novo céu e uma nova terra
e ensinar-nos a escrever e a permanecer num parágrafo solidário.

Senhor, escritor de histórias de salvação
nas linhas tortas da nossa vida, a tatear a luz,
obrigado porque no teu coração não existe o rancor
nem o ressentimento de um passado desencontrado,
mas apenas o sonho eterno de a todos nos salvar.
Cristo, Palavra próxima e fiel, numa aliança eterna,
envia-nos o teu Espírito e ensina-nos a gramática da paz,
a linguagem do amor, a caneta da esperança,
a borracha do perdão e a poesia do louvor ao desafio.
Louvado sejas Pai-Mãe que te alegras com os nossos gatafunhos

e fazes deles uma bela e alegre história de salvação.

quinta-feira, novembro 27, 2014

 

5ª feira da 34ª semana do Tempo Comum


Felizes os convidados para o banquete das núpcias do Cordeiro. (cf. Ap 18, 1-2.21-23; 19, 1-3.9a)

Há em todos nós a saudade da festa do amor e da comunhão.
Viemos de Deus, que é alegria e comunhão de pessoas,
e sonhamos participar no banquete da festa sem fim.
Pelo caminho vamos buscando motivos para fazer festas
e para estarmos juntos, preenchendo a solidão com o calor do irmão.
Muitas destas festas terminam em ressaca e nas trevas da aurora,
pois buscámos companhia, mas não oferecemos comunhão.
Cristo convida-nos para o seu banquete e prepara-nos para a festa,
revestindo-nos com a veste da santidade e a beleza de ser pão.

A cidade, a televisão, a internet, o telefone, as noitadas...
são gritos de comunhão e paliativos do vazio existencial.
Muitas vezes não passa de uma solidão espetadora de pessoas,
de novelas sonhadas, de presenças virtuais, de ausências sentidas.
Muitos desistem de procurar a comunhão de corações,
fugindo ao encontro com o Sempre Presente Misericordioso,
encharcando-se com comida e bebida solitária e compensatória,
buscando o prazer em si mesmo com medo de não serem amados,
enchendo a vida de coisas, de trabalho, de ruídos e ansiolíticos,
para calarem a dor e a tristeza do sem sentido e da solidão.
Felizes os que fizeram da vida uma festa de encontros
e aprenderam a partilha da alegria e do melhor de si mesmos.

Senhor, festa da vida e horizonte de esperança,
liberta-nos do egoísmo e cura-nos com a tua graça e perdão,
e dá-nos o teu Espírito, aliança que brota do coração.
Cristo, Cordeiro pascal que queres ser um só com todos nós,
num casamento buscado e doado, em festa que não acaba,
ajuda-nos a fazer de cada Eucaristia uma solenidade
que antecipa e prepara para o banquete da eterna felicidade.
Ensina-nos a ser pão e vinho de presença gratuita


que faz de cada encontro uma festa que serve alegria e paz.

quarta-feira, novembro 26, 2014

 

4ª feira da 34ª semana do Tempo Comum


Sobre o mar de cristal, estavam de pé, os vencedores do Monstro. (cf. Ap 15,1-4)

A história está em permanente êxodo pascal.
Deus continua a estar atento ao gemido do perseguido,
do que sofre por ser perseverante na fé e amar a justiça.
Cristo é o novo Moisés que nos faz passar da morte à vida,
da escravidão do pecado e do egoísmo à liberdade do amor.
Seguir Jesus e alimentar a encarnação do seu Evangelho
é encontrar a vara que abre caminho no mar da esperança
e a fidelidade até à cruz que conduz à vitória sobre a morte.
O monstro do mal só se vence com as armas frágeis do Cordeiro!

A história está grávida de salvação, porque nela habita Cristo.
Apesar de disso, o que brilha são os holofotes do poder,
o troar dos canhões opressores e controladores,
a invasão da privacidade e a manipulação da liberdade.
Parece que o horizonte está fechado e a esperança abortada!
Mas, hoje como antigamente, há os vencedores do monstro,
que são capazes de dar a vida pela verdade na caridade,
que proclamam com o testemunho a alegria da fé,
que constróem encontros no silêncio do quotidiano,
que resistem à tentação da corrupção e da exploração do fraco.

Senhor, Deus da libertação e das causas perdidas,
dá-nos um coração disponível para sermos Moisés,
que deixam o comodismo da sua vida indiferente ao irmão
e enfrentam o mal com o bastão da fé e a obediência da missão.
Cristo, Cordeiro de Deus que tiras o pecado do mundo,
ajuda-nos a viver em permanente êxodo de conversão
e a caminhar no deserto da cidade de mãos dadas com todos.
Dá-nos um coração de pastor, compassivo e fiel,

para ajudarmos outros a entrar neste cortejo de libertação.

terça-feira, novembro 25, 2014

 

3ª feira da 34ª semana do Tempo Comum


Vi uma nuvem branca, sobre a qual estava sentado Alguém, semelhante a um filho do homem. (cf. Ap 14,14-19)

Cristo, no Céu, está de pé, ao lado do Pai,
oferecendo-se como cordeiro pela salvação do mundo;
na terra e quando a história estiver madura e cristificada,
apresenta-se como rei e juiz, semelhante a um filho de homem.
Como é grande a missão redentora de Jesus:
cuidar desta vinha bravia, doente e adornada de rebentos infecundos,
enxertando-a, podando-a, curando-a das suas moléstias,
fortalecendo-a com o pão da Palavra e do seu Corpo,
ensinando-a a ser generosa, doce e fecunda!
Quem resistiu a cristificar-se ficará só no lagar da tristeza.

O bom funcionamento do justiça é fundamental,
para que revigore o sentido da responsabilidade pessoal
e da prioridade ética no cuidado pelo bem comum.
A cultura da impunidade gera a sensação que tudo é possível,
que o que reina é o capricho e a lei do mais forte.
Gera-se o medo e a prepotência anárquica,
onde só o presente existe, inconsciente e irresponsável.
Ao nível espiritual, perde-se o sentido de pecado e de eternidade,
pois deixou de se ver Aquele que nos vê no oculto
e de se ouvir a Voz que ilumina o caminho do amor e da verdade
e nos prepara para o encontro definitivo e decisivo da história.

Senhor, vinhateiro afadigado e paciente desta vinha surda,
obrigado por tanto amor e misericórdia redentora,
que não se cansa nem desiste de nos salvar a todos.
Envia-nos o teu Espírito de fé e de discernimento,
e alimenta-nos com o pão da tua Palavra e do teu Corpo,
para que abracemos a conversão permanente e humilde,
e cresçamos e frutifiquemos, semelhantes a filhos de Deus,

à imagem do Filho-Cordeiro, semelhante a um filho de homem.

segunda-feira, novembro 24, 2014

 

2ª feira da 34º semana do Tempo Comum – S. André Dung Lac e companheiros


São aqueles que seguem o Cordeiro para onde quer que Ele vá. (cf. Ap 14,1-3.4b-5)

O testemunho dos que seguem Jesus, por onde quer que Ele vá,
é visível nas suas vidas, como se os nomes de Cristo e do Pai
estivessem gravados nas suas frontes e no seu coração.
As suas vidas falam forte como um trovão no ruído do mundo
e tocam belo e suave, como harpas, o louvor ao Deus da vida.
É a fidelidade do seguimento do Cordeiro, na terra e no céu,
que os enche com o perfume da santidade.

O que nos faz ser testemunhas de Cristo no mundo,
não são as cruzes ou medalhas que colocamos ao peito
nem as vestes e t-shirts com slogans piedosos que vestimos,
mas o testemunho, sereno e humilde, de discípulos de Cristo.
É fazer da vida uma obediência confiante a Cristo,
seguindo-O quando rezamos, quando trabalhamos,
quando convivemos, quando amamos, quando perdoamos,
quando descansamos, quando colaboramos num mundo melhor.
Quantas vezes temos vontade de dizer a Cristo:
a até aqui sim, mas neste e naquele aspeto não Te sigo?

Senhor Jesus, que vieste ao nosso encontro
e nos acompanhas em todos os nossos caminhos e descaminhos,
aumenta a nossa fé para que nos deixemos conduzir pela tua mão.
Dá-nos o teu Espírito de fidelidade e liberta a nossa obediência,
para que toda a nossa vida seja seguimento sem resistências
e nos alegremos de ter os mesmos sentimentos que havia em Cristo.

Reina, Senhor, e grava o teu nome no núcleo das nossas células!

domingo, novembro 23, 2014

 

LOUVOR E GLÓRIA A CRISTO, REI DO UNIVERSO!


Eis como Jesus Cristo,
Nosso Deus, Rei e Senhor.
Se fez Servo, por amor,
No intuito de salvar
O Seu Povo sofredor,
Descendo do céu à terra
E transformando a Sua glória
Em serviço regenerador
Do pobre e do pecador,
Ao consolar os aflitos,
Libertar os oprimidos
E ao procurar resgatar
Quantos andavam perdidos,
Como ovelhas sem pastor.

Por isso, jamais descansa,
Até conseguir salvar
Quem anseia alcançar
Vida e paz em abundância,
Saciando a sua sede
De ser feliz e de amar,
A dar sentido à existência,
Que se move, em permanência,
Num sonho de transcendência.

Pobres e fracos que somos,
Para alcançar estes sonhos,
Eis como o próprio Deus,
Que vela, por nós, lá dos céus,
Afirma, com compaixão,
Ao ver a nossa aflição:

“Eu próprio irei,
Em busca das minhas ovelhas,
E hei-de encontra-las.
Como o pastor vigia o seu rebanho,
Quando estiver no meio das ovelhas,
Que andam tresmalhadas,
Para as tirar de todos os sítios
Em que se desgarraram,
Num dia de nevoeiro e trevas.

Eu apascentarei as minhas ovelhas,
Eu as levarei a repousar.
Eu hei-de procurar a que anda tresmalhada,
Trarei a que estiver mais ferida,
Darei vigor à que andar enfraquecida
E velarei pela gorda e vigorosa.”
(Cf Ez, 34,11-12,15-17)

A QUEM, HOJE, CRISTO ACLAMA,
COMO SEU REI E SENHOR,
DESAFIANDO, NOS DIZ:
QUEM QUISER RENDER-ME GLÓRIA,
FAÇA O QUE EU PRÓPRIO FIZ,
MOVIDO POR FÉ E AMOR.

Maria Lina da Silva, fmm-Lisboa, 23.11.2014

 

34º Domingo Tempo Comum – Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do universo (23 de novembro)


O próprio Filho Se há-de submeter Àquele que Lhe submeteu todas as coisas, para que Deus seja tudo em todos. (cf. 1 Cor 15,20-26.28)

O reinado de Cristo é uma missão de Deus Pai:
ser pastor das suas criaturas dispersas e desavindas,
para que formem uma só família e vivam no mesmo amor,
sem exclusões nem favoritismos, a não ser o da graça e da justiça.
O reinado de Cristo não é uma busca doentia de poder,
mas um serviço cujo objetivo é reconduzir o coração de todos
ao amor e ao louvor de Deus, à imagem do seu Coração.
No final, que na eternidade é o hoje da salvação,
revelará os benditos do seu Pai, como habitados pelo amor,
e denunciará os malditos de seu Pai, insensíveis ao irmão.

Com esta festa, termina mais um ano litúrgico.
Rezámos várias vezes: “venha a nós o vosso Reino”,
mas será que que O acolhemos quando nos bateu à porta?
É uma proposta para destronarmos os ídolos que nos cegam,
tivémos a coragem de não lhes dar a prioridade das nossas energias?
Fômos capazes de dizer não às tentações da mentira,
do comodismo que nos adormece a inquietação pelo outro,
do consumismo acrítico, da busca de prazer compulsivo,
da injustiça corrupta, duma rotina infeliz e apressada?
Démos tempo e silêncio para escutar a sua Palavra?

Pai de bondade, venha a nós o reinado do teu Amor.
Cristo, infatigável pastor que nos buscas,
carrega-nos aos teus ombros e cura as nossas feridas
que nos fazem ter medo de amar e de ser amados.
Liberta-nos dos tumores que destroem a nossa vida
e das alergias que nos afastam de Ti e dos outros.
Dá-nos coragem para começar mais um ano litúrgico,
com o coração disponível para escutar a tua Palavra
e deixarmos que o teu Espírito faça novas todas as coisas.


sábado, novembro 22, 2014

 

Sábado da 33ª semana do Tempo Comum – S. Cecília


Eu mandarei as minhas duas testemunhas para profetizarem. (cf. Ap 11,4-12)

Deus envia a sua Igreja (duas testemunhas) a profetizar.
A sua missão é denunciar o mal e isso incomoda,
e anunciar a boa nova da misericórdia do Deus da vida.
Os monstros, que se alimentam de vidas e de poder,
perseguem as oliveiras que produzem azeite
e os candelabros que iluminam as trevas do erro.
A Igreja, seguidora de Jesus, é profética e mártir,
oferta livre e filial pela vida do mundo,
grávida de esperança na vida ressuscitada.

Uma Igreja, que não incomoda nem provoca conversão,
é apenas uma associação de beneficência e de serviços religiosos,
que incensa o mundo e sacraliza a cultura do mal.
Uma Igreja profética e missionária, não se enquadra em nada,
porque traz a marca do Totalmente Outro, da verdade do Céu.
A Igreja não está contra ninguém, com se fosse um partido na oposição,
mas oferece a sua vida para que todos tenham vida
e denuncia os comportamentos que conduzem à morte,
não para condenar os seus autores, mas para os levar à conversão.

Senhor, amor que serve a salvação, dando a vida,
aumenta a nossa confiança neste caminho de redenção.
Faz de nós uma Igreja disponível para ser enviada em missão,
nas pegadas surpreendentes dum amor encarnado e libertador,
fiéis à voz interior do Espírito de profecia e de justiça.
Liberta-nos da tentação de seguirmos os ídolos,
máquinas de morte ou entulhos sôfregos de riquezas, prazer e poder.

Ensina-nos a evangelizar dois a dois, como Igreja viva.

sexta-feira, novembro 21, 2014

 

6ª feira da 33ª semana do Tempo Comum – Apresentação da Virgem Santa Maria


Tomei o pequeno livro da mão do Anjo e comi-o. (cf. Apo 10,8-11)

A palavra de Deus não são sons vazios, “verbo de encher”,
mas comunicação criadora de vida e alimento que ilumina.
A Bíblia ou outras formas de Deus comunicar,
não são para “saber coisas” sobre o mistério de Deus e da história,
mas para nos tornar atores da missão de Deus.
É palavra doce na boca daquele que medita e dela se alimenta,
mas é amarga no estômago que a assimila
e nela se converte em amor de santidade e ousadia profética.

A palavra de Deus é forte e dinâmica se se escuta como alimento,
mas é fraca e inoperante quando se instrumentaliza
para justificar os nossos projetos, caprichos ou medos.
Por isso, àquele que nela medita, com ouvidos de discípulo,
Deus faz nascer um santo, terno e profético como Jesus;
mas ao que a busca com o coração impuro e mente doente,
o maligno faz nascer um fundamentalista, intolerante e violento,
ou um comodista que usa a palavra de Deus como adorno externo.

Senhor, Palavra criadora, reveladora, encarnada e redentora,
obrigado porque és diálogo amigo e pastor peregrino.
Cristo, aliança revelada, em linguagem próxima e libertadora,
dá-nos tempo para a escuta e coragem para Te assimilarmos,
fecundados pelo Espírito e fortalecidos pelo pão da Eucaristia.
Ensina-nos a meditar como quem mastiga a Palavra
e a transforma em profecia que ilumina e conduz a vida.
Maria, consagrada na fé ao Deus da promessa,

intercede por estes teus filhos, ansiosos de Te imitar. 

quinta-feira, novembro 20, 2014

 

5ª feira da 33ª semana do tempo Comum


Vi então um Cordeiro de pé, que parecia ter sido imolado. (cf. Ap 5,1-10)

Jesus está à direita de Deus, de pé, triunfante do mal.
O seu poder e sabedoria são infinitos, pois conhece os desígnios do Pai.
Só Ele pode abrir o livro selado da vida e da graça,
e o segredo da esperança escondida na dor e na perseguição.
É manso e humilde Cordeiro com a marca do sangue imolado,
livremente aceite e oferecido para a salvação de toda a humanidade.
Ele faz-se cordeiro pacífico e servo obediente ao amor do Pai,
para fazer de nós povo sacerdotal que reinará sobre toda a terra.

A situação de hoje é parecida à da Igreja primitiva:
perseguição, crítica, indiferença, abandono, martírio...
Perante os poderes do mundo, alguns duvidam do poder de Cristo.
Olham para o crucifixo, coroa vencedora do Cordeiro imolado,
mas preferem reinar pelas armas da violência e da mentira,
fazendo da vida uma emboscada guerrilheira dos inimigos.
Só vivendo da contemplação e da fé em Cristo, Cordeiro imolado
é que podemos viver com esperança e ser Igreja sacerdotal,
que se oferece pela salvação do mundo.

Nós Te adoramos e bendizemos, ó Cristo, nosso salvador,
que pela Tua oferta livre venceste o mundo.
Só Tu és a nossa esperança, nesta história de horizontes enevoados.
Lava-nos com o Teu sangue e faz-nos renascer cordeiros
que vivem com alegria e convicção as bem-aventuranças
e oferecem a vida para dar vida aos moribundos revoltados.
Faz de nós uma Igreja humilde e confiante na Tua palavra,
que saiba encontrar e indicar o caminho que leva à paz.



quarta-feira, novembro 19, 2014

 

4ª feira da 33ª semana do Tempo Comum


Vi um trono colocado no Céu, sobre o qual Alguém estava sentado. (cf. Ap 4,1-11)

Cristo abriu-nos a porta do céu e a possibilidade de subir até lá.
O Espírito Santo ilumina-nos o caminho e mostra-nos o inefável.
O autor do Apocalipse narra-nos o que viu em êxtase:
tudo está centrado, em liturgia de louvor, à volta de um trono,
onde está sentado Alguém indescritível e três vezes santo.
Ele é o Senhor de tudo o que foi criado
e da sua paternidade brota a bondade da existência.
É bom contemplar o Céu para saber como deve ser a terra!

À volta do trono de Deus, João vê vinte e quatro tronos.
São o símbolo da autoridade que coopera com Deus
na administração deste reino de vida e salvação.
São sábios e poderosos, mas sabem donde lhe vem o poder,
e, por isso, depõem as suas coroas liturgicamente diante dele,
e adoram-no como único que merece a honra, a glória e o poder.
Receberam o dom da autoridade como missão,
sem perder a obediência fiel ao projeto original de Deus
nem a dimensão comunitária do exercício do poder.
As opções de cada um têm consequências nas vida de todos,
porque habitamos todos o mesmo jardim que Deus plantou.

Senhor, só Tu és santo, só Tu és o Santo, só Tu és santo!
O teu esplendor, invisível aos olhos altaneiros e soberbos,
revela-se aos humildes que se deixam iluminar pelo teu Espírito,
por isso, dá-nos o dom da contemplação e mostra-nos o teu rosto.
Ajuda-nos a cooperar na tua missão, com dedicação e fidelidade,
fazendo render as minas que nos deste, com ardor e confiança,
com mãos solidárias, ouvidos de discípulo e joelhos de louvor.



terça-feira, novembro 18, 2014

 

3ª feira da 33ª semana do tempo Comum – Dedicação das Basílicas de S. Pedro e S. Paulo


Se alguém ouvir a minha voz e Me abrir a porta, entrarei em sua casa, cearei com ele e ele comigo. (cf. Ap 3,1-6.14-22)

A Bíblia abre com Deus a passear em busca do ser humano (Gen 3,8)
e termina apresentando-nos Cristo a bater-nos à porta,
para sentar-se à mesa da comunhão e da misericórdia
e pernoitar no coração da aliança eterna.
É Deus, na infinita grandeza da sua missão de Pai-Mãe,
inquieto por servir a todos a salvação.
Por nosso amor, Cristo faz-se pedinte de acolhimento,
palavra que ilumina, dom de perdão, conversão que se alimenta.

O ser humano anseia por alguém que lhe bata à porta
e lhe diga que o ama e que gosta de estar com ele.
Nem todos os que nos batem à porta são amigos,
há os negociantes, os abusadores, os ladrões.
Muitos, cansados de serem enganados, fecham-se
e enchem a casa de música-ruído, bugigangas de consumo,
animais de estimação, amigos virtuais, solidão drogada.
Não aguentam o silêncio e desconfiam de um Amigo tão generoso
que lhe promete a vida eterna, em troca da verdade de vida,
da doçura da caridade e da alegria de servir o bem comum.

Senhor, cujo amor Te fez surpresa peregrina de salvação,
liberta-nos dos ruídos que nos impedem de Te ouvir
e de nos deixarmos conduzir pela Tua palavra.
Cristo, proximidade com andrajos de pedinte,
aumenta a nossa fé, para que Te abramos a porta confiante
e deixemos que a salvação entre na nossa casa.
Faz de nós peregrinos que vão ao encontro do outro
para lhe levar uma palavra amiga e a boa nova de salvação.



segunda-feira, novembro 17, 2014

 

2ª feira da 33ª semana do Tempo Comum - S. Isabel da Hungria


Mas tenho contra ti que perdeste a tua caridade primitiva. (cf. Ap 1,1-4; 2,1-5a)

Cristo é o Senhor e caminha no meio da sua Igreja.
Está atento a todas as nossa obras e zela pela saúde de cada um.
Vê os aspetos positivos e alerta para o fundamental:
renovar o amor primitivo que nasce da fé e floresce fraternidade.
A Igreja de Éfeso está bem organizada, evita os falsos apóstolos,
é perseverante e sofre por Cristo, sem desanimar,
mas o orgulho da eficácia sobrepôs-se ao zelo da caridade.
É uma máquina religiosa sem a doçura da misericórdia!

O ideal de perfeição na gestão das dioceses, paróquias ou institutos,
pode concretizar-se numa máquina perfeita ao nível burocrático e legal,
como se fosse uma empresa, onde tudo funciona e está previsto:
o acolhimento faz parte do projeto de fidelização,
a misericórdia restringe-se ao horário do sacramento,
o cartório tem regras claras que qualquer funcionário pode cumprir,
a liturgia e a catequese atinge níveis de escola profissional,
o apoio social funciona como numa instituição de solidariedade,
a autoridade centra-se num bom gestor de todas estas valências...
Como converter a máquina organizativa em testemunho de amor de Cristo?

Cristo, enviado do Amor eterno, que é, que era e amará sempre,
cura-nos dos nossos ideais perfecionistas e funcionalistas,
que nos descentram do seguimento e nos centram no orgulho de nós mesmos.
Faz da nossa vida uma conversão permanente ao amor que move
a vida das famílias, as relações nas comunidades e nas dioceses.
Que o teu Espírito nos conduza e nos faça voltar ao namoro maduro,
nas relações com Deus, na escuta da Palavra e na vida eclesial.
Cura-nos da cegueira do orgulho e das palmas do mundo
e dá-nos um coração novo, que a Ti só ame

e condimente de amor todas as relações humanas.

domingo, novembro 16, 2014

 

NADA SOU, SEM TI, SENHOR!


Como agradecer-Te, Senhor,
Os dons que me confiaste,
Ao conceder-me a vida,
Expressão do Teu amor
E ternura, sem medida,
E ao convidar-me a trabalhar,
Na Tua própria vinha,
De modo a pôr a render
O valor inicial
Dos talentos que entregaste,
Cuidando, persistentemente,
Livre e criativamente,
Como quem em Ti confia,
E anda sempre à luz do dia,
Querendo produzir bom fruto,
Na terra que preparaste
E onde me colocaste.

Ensina-me, Deus bondade,
A agir responsavelmente
E, por amor/gratuidade,
Partilhar com toda a gente,
A fim de Te anunciar
Como Deus bom e clemente,
Dono da graça contida,
Nesta muito humilde semente
Que constitui minha vida.

Em cada dia, me chamas
E provas quanto me amas,
Concedendo-me liberdade,
Para, bem usar os dons,
Segundo a Tua vontade,
Pois só Tu conheces bem
Todo o seu real valor.
Daí, a responsabilidade
De, sem cessar, meditar,
À luz da Tua Palavra,

Para me deixar guiar,
Por fidelidade e amor,
Dando sempre o meu melhor,
Confiante em Tua graça,
Que me ilumina e repassa.

Faz-me, Senhor, sempre atenta
Ao que Jesus Cristo me diz,
Porque, assim, nem a tormenta
Me impedirá ser feliz,
Esperando poder dar contas
Do que, de Ti, recebi
E, por fé e amor, produzi,
Mas, sempre bem consciente
Que nada eu sou, sem Ti.


Maria Lina da Silva, fmm-Lisboa, 16.11.2014

 

33º Domingo do Tempo Comum


Quem poderá encontrar uma mulher de valor? (cf. Prov 31, 10-13.19-20.30-31)

Deus criou-nos homem e mulher, na alegria da comunhão.
Cria-nos um a um, com o amor de filho único
e a ternura de uma mãe que se torna dom no seu lar.
A mulher está chamada a ser sacramento deste amor divino,
criativo, pedagógico, perseverante, cuidador, compreensivo,
que louva o Senhor com as mãos com que dá banho ao seu filho,
reparte o pão nosso de cada dia e abraça o seu marido.
Uma mulher de fé e coração grande
sustenta a esperança e ajardina a vida de forma criativa.

Um dos sinais do tempos de hoje é a valorização da mulher.
Deixou de ser propriedade do marido ou da família,
para ser pessoa com igualdade de direitos e deveres.
Isto não impede que novos rebentos de escravatura floresçam:
o comércio sexual e o tráfico de seres humanos,
as dependências da moda e do consumismo,
a exploração laboral e a discriminação de género...
Homens e mulheres devemos estar vigilantes
para que o pecado não aborte o projeto de Deus.

Senhor, que nos entregaste todos os teus bens
para que os façamos render e multiplicar,
ajuda-nos a construir famílias fecundas e felizes
onde possa crescer a liberdade na caridade
e o louvor a Deus, Pai e Mãe de todas a coisas.
Cristo, que fizeste da Igreja, tua esposa amada,
dá-nos o dom da fidelidade e da comunhão fraterna.
Espírito de santidade, que a todos inspiras dignidade,
ensina-nos a sermos irmãos na complementaridade.

Maria, nossa Mãe, que bela és e nos fazes!

sábado, novembro 15, 2014

 

Sábado da 32ª semana do Tempo Comum


Devemos ajudar os irmãos, para sermos cooperadores da verdade. (cf. 3 Jo 5-8)

A missão tem origem no coração de Deus,
revela-se pela ação do Filho e do Espírito Santo,
e acontece no dinamismo do testemunho da verdade
que se põe a caminho, visita e é acolhido pela caridade.
É esta corrente de amor que faz da Igreja uma rede solidária
e nos transforma a todos em cooperadores da verdade redentora.

A Igreja é por natureza missionária e carismática.
É tão missionário aquele que parte para anunciar Cristo,
como aquele que reza pelos que partem e acolhem,
como aquele que ajuda a prover o necessário para a missão,
como aquele que acolhe o missionário e com ele coopera.
Cada um coopera segundo o carisma e a missão
que recebeu do Senhor e o move o Espírito da verdade.
O importante é que seja o amor de Cristo a impelir-nos.

Senhor, dinamismo missionário em busca de colaboradores,
ajuda-nos a ser uma Igreja toda missionária,
rede estruturada, solidária e unida pela caridade de Cristo.
Dá-nos o dom da oração perseverante e confiante,
com ouvido atento e filial à tua Palavra e chamamento,
pés disponíveis e coração de pastor das ovelhas perdidas,
e mãos hospitaleiras que acolhem e provêem.
Liberta-nos da bactéria do egoísmo e do comodismo

que contagia o desânimo e fecha a porta ao irmão.

sexta-feira, novembro 14, 2014

 

6ª feira da 32ª semana do Tempo Comum


Quem se afasta e não permanece na doutrina de Cristo não possui a Deus. (cf. 2 Jo 4-9)

O mistério de Deus insondável toma corpo em Jesus.
Os seus sentimentos, as suas opções e a sua doutrina,
tudo é Palavra de Deus em missão no meio da humanidade.
Quem deixa este caminho seguro que leva a Deus,
corre o risco de cair em propostas sedutoras e drogadas,
que iludem a felicidade e corroem as relações.
Possuir a Deus é viver no amor de Jesus Cristo.

Hoje vive-se uma grande sede de experimentar coisas novas
e, se possível, entrar no Guiness do maior do mundo.
É a sedução da fama pela fama, centrifugada no eu.
Na busca de Deus, exploram-se êxtases de xamismo,
participa-se em noites de luar e liturgias ditas ancestrais,
sentam-se à mesa da corrente da magia e do espiritismo,
consultam-se cartas, conchas, signos e ástros reveladores,
armam-se de amuletos, defumadouros e ritos protetores...
Em tudo isto, Deus é visto como uma força perigosa
e não como um amor pessoal que a todos nos quer salvar.

Senhor, surpresa infinita e eterna de Amor
revelada em linguagem e proximidade humana,
aumenta a nossa fé em Jesus e fortalece o nosso seguimento.
Envia-nos o teu Espírito e ensina-nos a amar na escola da cruz,
para que saibamos resistir às seduções da aventura sem rumo
e duma vida cujo único referencial é o eu e a novidade consumista.
Desperta-nos para os sinais dos tempos e ajuda-nos a discerni-los,
para que não sejamos surpreendidos vazios de boas obras
e desencontrados de Deus que marcou connosco um encontro.



quinta-feira, novembro 13, 2014

 

5ª feira da 32ª semana do tempo Comum


Sem o teu consentimento, nada quis fazer, para que a tua boa ação não parecesse forçada. (cf. Flm 7-20)

Paulo fez da sua prisão um areópago de evangelização.
Onésimo, um escravo também preso, converte-se a Cristo
e ganha a liberdade de filho de Deus e de seu irmão de coração.
Também Filémon, dono de Onésimo, é filho espiritual de Paulo
e por isso, Paulo podia ficar com Onésimo ao seu serviço,
no entanto, nada fez sem o consentimento de Filémon.
Paulo aprendeu com Cristo e no agir de Deus
este apelo à liberdade da caridade
que faz do todo-poderoso um pedinte respeitoso.

Deus, sem o nosso consentimento, nada quer fazer,
por isso, somos vocação em toda a nossa vida.
Deus dá-nos o dom da vida e a liberdade para a viver,
batendo à nossa porta e pedindo-nos licença até para nos perdoar.
A uns pede para serem aliança de amor fecundo no matrimónio,
a outros que sejam políticos pastores e servos do bem comum,
a outros que sejam gestores do desenvolvimento e da justiça,
a outros que consagrem a sua vida aos outros e a Deus,
totalmente livres para serem perfeitos na caridade...
A educação tem muito a aprender com a pedagogia de Deus!

Senhor, obrigado pelo respeito que tens por cada um de nós,
ajuda-nos a ser um sim livre e alegre às tuas propostas de amor.
Ilumina o nosso coração com a luz do teu Espírito
e faz-nos aderir, com entusiasmo, ao seguimento de Jesus.
Ensina-nos a ser caridade na liberdade
e a responder à nossa vocação com fé e perseverança.

Que a nossa oração seja uma busca e discernimento da tua vontade.

quarta-feira, novembro 12, 2014

 

4ª feira da 32ª semana do Tempo Comum


Devem obedecer-lhes e estar prontos para toda a boa obra. (cf. Tit 3,1-7)

Deus manifestou a sua bondade, em Jesus Cristo,
salvando-nos na sua misericórdia, pela graça do seu amor.
Purificados por Cristo e ungidos pelo seu Espírito,
tornámo-nos, em esperança, herdeiros da vida eterna.
O acolhimento desta graça, supõe uma mudança de vida,
que faz de nós bons cidadãos da terra, seguindo as leis do Céu.
Por isso, o cristão deve obedecer às autoridades humanas,
em tudo o que promove a justiça e o bem comum.

O cristão, por ter o coração em Deus, não deve alienar-se do mundo.
Pelo contrário, habitado e salvo pela aliança gratuita do amor,
deve comprometer-se com a defesa de valores como a justiça,
a paz, a vida para todos, a reconciliação, a solidariedade, a inclusão.
A Igreja deve ser escola de cidadania ativa e fraterna,
pois acredita e espera um novo céu e uma nova terra.
No entanto, a liberdade de consciência e o ideal do bem,
pode leva-lo à justa e profética objeção de consciência.

Senhor, que na tua bondade infinita fizeste de nós cidadãos do Céu,
grava no nosso coração a lei da liberdade do amor.
Cristo, nosso salvador e canal da graça divina,
purifica-nos das lepras que nos afastam de Deus
e nos isolam dos outros na marginalidade do mal.
Ensina-nos a submeter-nos às autoridades humanas,
obedecendo à Voz interior que nos prepara para toda a boa obra.

Faz de nós presença profética que fermenta um mundo novo.

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