segunda-feira, maio 18, 2026
2ª feira da 7ª semana da Páscoa (18 maio)
Eu não estou só, porque o Pai está comigo. (cf. Jo 16, 29-33)
O Criador não abandonou a criação,
mas está connosco pelo sopro de vida que alimenta,
pelo amor e misericórdia que nos sustenta,
pela aliança que faz com o seu povo,
pela palavra profética que nos desperta….
E a Palavra fez-se corpo em Jesus
e entre nós fez sua morada
e voltando para o Céu, levou consigo a humanidade.
A solidão acentuou-se com o individualismo.
Uma tentativa de fuga da solidão são as redes sociais,
mas como tudo é virtual e ausente-presente,
basta mudar de perfil ou desligar a rede
e volta de novo a sentir-se só e vazio.
A fé, pelo contrário, mantem-nos ligados a Deus,
habitados pelo Espírito Santo,
em comunhão de amor e de missão com o Pai e o Filho.
A solidão do monge é uma vida acompanhada divinamente.
Bendito sejas, bom Deus, porque em Ti vivemos,
em Ti nos movemos, e em Ti recuperamos a graça e o perdão.
Bendito sejas, Jesus, o Emanuel, que está onde estamos,
no Céu e na terra, pois quem ama não se afasta nem desiste.
Bendito sejas, Espírito Santo, dom de comunhão,
que unes o divino e o humano, numa comunicação interior,
estendendo a Trindade à criação num abraço redentor.
Bendito sejas, nosso bom Deus, que nunca nos deixas sós,
mesmo quando parece que estamos num descampado abandonados.
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