terça-feira, maio 05, 2026
3ª feira da 5ª semana da Páscoa (5 maio)
Dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como a dá o
mundo. (cf. Jo 14, 27-31a)
Jesus é o Shalom divino, encarnado na pessoa humana.
Ele não quer a paz da indiferença e do isolamento cómodo,
mas aceita ser enviado como Príncipe da Paz,
mesmo quando o Amor não é amado
e a paz tem que enfrentar os violentos e injustos.
É neste deserto de injustiça e desamor,
que Jesus entrega o seu perdão e renova a aliança,
afirmando-se como a paz que triunfa da guerra e da morte.
A paz é um dom escasso nos dias de hoje.
Os grandes só falam de armas cada vez mais sofisticada
e mortíferas, acreditando que o medo impõe a paz.
A turbulência interior pede distração e ruído,
para que a consciência não desperte e caia em depressão.
O individualismo e a indiferença criam oásis de isolamento
que geram a impressão que para ter paz é preciso destruir o outro
e ficar só, sem relações contraditórias nem vizinhança imprevisível.
Para não sermos reação, preferimos suprimir a relação.
Senhor Jesus, dá-nos a paz do perdão e do encontro,
sem medo de estar presente no tempo com sabor a infinito.
Espírito Santo, dá-nos a paz interior que vence a reação injusta,
com a alegria de ser livre e justo, apesar de ser deserto.
Paz divina, fruto maduro da páscoa,
derrama-te pelos quatro cantos da terra
e cura os corações desavindos e feridos de vingança.
Liberta-nos do conformismo com o estado de violência e do medo,
desistindo de amar e de investir na reconciliação e no diálogo.
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