terça-feira, fevereiro 24, 2026
3ª feira da 1ª semana da Quaresma (24 fevereiro)
Orai assim: ‘Pai nosso”.
(cf. Mt 6, 7-15)
Deus é amor fontal que nos espera.
Encontra-Lo não um susto que mata,
mas ternura que nos acolhe e purifica,
pai que nos abraça e faz festa,
Irmão que nos eleva e por nós dá a vida,
Espírito que nos ilumina e cria comunhão eterna.
Orar, não é mostrar-lhes o que nos faz falta,
mas ajoelhar no seu colo confiante
e deixar-se amar gratuitamente e contente.
Como a motivação para orar é muitas vezes
pedir ofegante um presente que se acha necessário,
a oração parece argumentação para convencer a Deus,
cheia de palavras e de promessas como quem comprar um favor.
Quando a motivação é cumprir deveres,
com medo de perder a proteção, entregue a forças ocultas,
a oração é feita de palavras e gestos “poderosos”,
que se pensa poderem conseguir rapidamente o que atemoriza.
Nesta velocidade que nos leva, temos medo de ouvir o silêncio,
de ter a perceção dos fantasmas que nos habitam,
de estar de mãos vazias perante o invisível que desconhecemos.
Querido Pai de todos nós, justos e pecadores,
conterrâneos e estranhos, religiosos e ateus,
da nossa Igreja e de fora dela,
olho-Te confiante e ao próximo abraço compassivo.
Eis-me aqui, sem palavras para Te dizer,
a não ser sentir o teu calor e amor incondicional,
querendo descobrir e cumprir o teu projeto para nós hoje.
Dá-nos o pão de cada dia na mesa da fraternidade
e perdoa-nos a dificuldade em perdoar a quem perdoas.
E no meio de tantas vozes sedutoras, ensina-nos o caminho da vida
e avisa-nos as opções de morte e egoísmo fechado que nos ilha.
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