sexta-feira, fevereiro 27, 2026
6ª feira da 1ª semana da Quaresma (27 fevereiro)
Vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão e vem
depois apresentar a tua
oferta. (cf. Mt 5, 20-26)
Deus sente-se triste quando há guerra entre nós,
porque Ele é o Pai da comunhão, do diálogo, do perdão e da paz.
Fica triste por ver-nos pecar contra Ele,
mas mais triste ainda quando nos falta a compaixão,
o cuidado no falar, a partilha na carência,
o rancor no desencontro, a injustiça na desigualdade.
A capacidade de reconciliação entre pessoas próximas
é um sinal da compreensão da fé e do amor que vem de Deus.
Há gente que se dá muito bem com os de fora,
mas é frio e agressivo para com os de dentro.
Há pessoas que são muito espirituais na igreja,
mas incapazes de perdoar a quem os ofenderam,
de lhes oferecer uma palavra terna de reconciliação.
Há gente, que é muito devota e de prática frequente da missa,
mas se recusa acolher e cuidar do pobre e do estrangeiro,
fazendo dele bode expiatório de todos os males da sociedade.
Até parece que para Deus reservam vinho de primeira
e para o próximo reservam vinagre, acusações e desprezo.
Bendito sejas Jesus, encarnação do espírito da lei,
que nos elevaste à dignidade de filhos de Deus,
quando merecíamos ser condenados no tribunal da condenação.
Bendito sejas, Espírito Santo, que resumes a Lei ao amor,
e nos dás a sensibilidade da fraternidade e da reconciliação,
nas pequenas coisas do dia a dia.
Obrigado, porque nos reconciliastes com o Pai,
assumindo ser nosso advogado
e tomando sobe Ti as nossas culpas.
Dá-nos um coração bom e misericordioso, como o teu,
para Te amarmos sobre todas as coisas
e ao próximo como a nós mesmos.
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