sábado, julho 04, 2026
Sábado da 13ª semana do Tempo Comum, Isabel de Portugal (4 julho)
Ninguém põe remendo de pano novo em vestido velho. (cf. Mt 9, 14-17)
Jesus é o pano novo que nasce de Maria,
por obra e graça do Espírito Santo.
Jesus não quer ser um remendo novo no homem velho,
mas o coração de uma humanidade renascida na sua Páscoa.
Mais do que rituais ou deveres religiosos cumpridos por tradição,
quer amigos do Esposo,
que quer renovar a aliança com a humanidade no seu sangue.
Há agora a moda das calças novas com rasgões,
como se os ricos possam brincar aos pobrezinhos
e branquear os sinais de pobreza como realidade crua.
Há por outro lado um fascínio pelo sincrético religioso e cultural,
que procura exaltar o comum, anulando as identidades.
Isto encaixa bem na New Age e no subjetivismo,
na ideologia do género e na política de interesses,
sem identidade definida, moldada pelas circunstâncias.
Bom Jesus, Veste nova descida do Céu,
reveste-nos de homem novo, animado pelo teu Espírito.
Liberta-nos das vestes de representação teatral,
que são hábito sem coração de consagrado,
um “faz de conta” incensado e idolatrado.
S. Isabel de Portugal, rainha na arte de servir os pobres
e bordar a paz, reza por nós, para que sejamos santos de coração
e missionários da ternura e da justiça evangélica.
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