domingo, agosto 16, 2026
20º Domingo do Tempo Comum, Dia da Pastoral das Migrações (16 agosto)
Mulher, é grande a tua fé. Faça-se como desejas. (cf. Mt 15, 21-28)
O Filho de Deus encarnou buscador de missão.
O mais fácil é confundir chamamento do Povo de Deus
com exclusão dos que não pertencem a este povo.
O Pai fala ao Filho, por meio desta mulher cananeia,
ardendo de amor pela sua filha doente,
em busca de umas migalhas de graça e salvação.
E Jesus fica maravilhado com a luz que se faz dia,
e encontra na cananeia mais fé do que em Israel.
Há formas de pensar a missão e Jesus Cristo,
que eclipsam a oração do “Pai Nosso”,
e o envio em missão por todo o mundo
para batizar e fazer discípulos de todos os povos.
Afirmar a necessidade da evangelização longe
não supõe a negação da evangelização perto;
defender o amor aos irmãos,
não significa odiar os que não são dos nossos.
Sempre que haja exclusão e marginalização,
estamos a esquecer que somos todos irmãos
e Jesus deu a vida por todos, também pelos excluídos.
Querido Pai nosso, obrigado por sermos barro do universo
e sopro divino do Criador, onde palpita a liberdade.
Bendito sejas por Jesus teu Filho,
também Ele buscador da verdade e do amor
da “casa de oração para todos os povos”.
Espírito Santo, ensina-nos a buscar a tua Voz,
no diálogo com o diferente e no amor a todos, todos, todos.
Liberta-nos das certezas que excluem e matam,
e justificam o desprezo por alguns diferentes.
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