quarta-feira, agosto 05, 2026

 

5ª feira da 18ª semana do Tempo Comum (5 agosto)

 



Também os cachorrinhos comem das migalhas que 

caem da mesa de seus donos. (cf. Mt 15, 21-28)

 

Deus envia o seu Filho às suas criaturas,

para que o Filho dê às criaturas o Pão do Filho.

Jesus não nos dá apenas as migalhas que caiem da mesa,

mas convida-nos a todos para o banquete do Reino.

A fé desta mulher cananeia abre os horizontes da salvação,

a toda a humanidade e não apenas a Israel.

Deus vê-nos a todos como filhos e não como cachorros

e o seu Filho aprende com o Pai a amar-nos a todos como irmãos.

 

Ainda hoje há pessoas que se consideram mais do que os outros

e chamam a irmãos: cachorros, macacos, malcriados, animais…

É este olhar sobranceiro que leva a tomar certas atitudes de desprezo,

de insulto, de violência, de marginalização, de ostracismo.

Mas, para além da diferença da cor da pele ou do lugar de nascimento,

somos todos irmãos, criados pelo mesmo Deus,

por quem Jesus deu a sua vida na cruz para a salvação de todos.

Há uma cegueira preconceituosa que não deixa ver a verdade

e se torna ideologia intolerante e injusta.

 

Bom Pai, que a todos nos criaste com o mesmo amor

e enviaste o teu Filho para salvar a todos,

ensina-nos a amar a todos para além da diferença.

Espírito Santo, dá-nos o dom da sabedoria que sabe ler a vida

e descobrir fé e acolhimento onde menos esperávamos.

Bom Jesus, liberta-nos da cegueira do preconceito rácico e social,

para que a todos vejamos como irmãos

e a todos tratemos como irmãos e promovamos a justiça e a paz.



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