sábado, setembro 26, 2026

 

Sábado da 25ª semana do Tempo Comum (26 setembro)

 



Eles, porém, não compreendiam aquelas palavras; 

eram misteriosas para eles. (cf. Lc 9, 43-45)

 

A linguagem da cruz é misteriosa e difícil de entender.

Sonhar com um Messias triunfador e sem dor,

esbarra com um Messias Servo de Javé,

que veio para servir e dar a vida pela salvação de todos.

A cruz parece fraqueza e fracasso

e não se entende um messianismo assim!

A cruz é, por isso, uma pedra de tropeço para a fé de muitos.

S. Paulo chama-lhe: loucura e sabedoria da cruz.

 

Uma das razões pelas quais muitos não acreditam

é a paciência e a forma de recompensa de Deus:

não há proximidade temporal que crie causa e efeito.

Pode-se afirmar que Deus não existe ou até que injuria-Lo,

que não nos cai um raio na cabeça.

O castigo merecido transforma-se em tempo oferecido

para que o pecador se arrependa e o perdido se encontre.

Também os justos, os que praticam a caridade e são bondade,

são muitas vezes acusados de fracos, beatos e ingénuos,

e Jesus não castiga os maus e parece responder silêncio!

 

Bom Jesus, que aceitaste a cruz para vencer a morte,

ajuda-me a compreender o mistério da vida e da missão de Deus.

Espírito Santo, dá-nos o dom da sabedoria da cruz,

que sabe ser forte perante a violência e a injustiça,

sem se deixar contaminar pelo rancor e a vingança,

continuando a acreditar na mansidão e no amor.

Dá-nos, Senhor, o dom da fé que vence a injustiça,

sem usarmos a espada que fere e mata

nem a língua que injuria e condena.



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